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Campanha salarial: Amazul e governo desperdiçam oportunidade dada pelos trabalhadores

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Em reunião nesta tarde, a direção da Amazul informou que foi notificada pela Advocacia Geral da União (AGU) sobre uma determinação ainda do governo Temer, de agosto de 2018, que proíbe reajustes nos benefícios das empresas estatais. Com isso, a contraproposta apresentada seguirá com 1,2% de reajuste salarial, mas com 0% nos benefícios.

Essa ridícula situação expõe a atual confusão vivenciada pelo governo, que verificou a mencionada determinação depois de já ter apresentado suas condições. Caso os trabalhadores tivessem aprovado a última contraproposta, neste momento estariam sendo informados de que não receberiam mais reajuste em seus benefícios.

Se algumas pessoas acreditavam que, dando-se mais tempo para a empresa, as condições oferecidas seriam melhoradas, ficou claro que não há mais o que esperar. Portanto, não restam opções, ou os funcionários se unem e iniciam um movimento expressivo, capaz de iniciar outro processo de dissídio coletivo, ou se conformam e aceitam esse tratamento desrespeitoso do governo, que sequer cumpre com a própria palavra.

Sobre o período paralisado na semana passada, de um dia e meio, a empresa afirmou que as horas não serão descontadas. Entretanto, deverão ser compensadas durante o ano. Nos próximos dias, o SINTPq convocará assembleias para discutir os rumos da campanha salarial com os funcionários e funcionárias.

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Desemprego segue alto, desalento e exclusão do mercado batem recorde

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A taxa de desemprego subiu para 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro, com um número estimado de 13,098 milhões de desempregados, informou nesta sexta-feira (29) o IBGE. Em dezembro, estava em 11,6% – em comparação com fevereiro de 2018, ficou estável (12,6%). São 892 mil desempregados a mais em três meses, crescimento de 7,3%, enquanto o total de ocupados encolheu 1,1% (menos 1,062 milhão). O desalento e o total de pessoas fora da força de trabalho foram recordes.

A última vez que a taxa esteve abaixo de dois dígitos foi em janeiro de 2016, ainda no período pré-impeachment: 9,5%. Atualmente, está três pontos acima. Se no período posterior à "reforma" trabalhista, o desemprego não aumentou significativamente, também não cedeu. O que cresce continuamente é a informalidade no mercado.

De acordo com o instituto, o número de desalentados somou 4,9 milhões em fevereiro, atingindo novo recorde, estável no trimestre e com crescimento de 6% em um ano (275 mil a mais). O percentual é de 4,4%. Já a população fora da força de trabalho atinge 65,7 milhões, crescendo 0,9% em três meses (595 mil) e 1,2% em 12 meses (754 mil).

O total de ocupados é de 92,127 milhões. Cresceu 1,1% em 12 meses, com acréscimo de 1,036 milhão. Mas, como vem se tornando comum, o que cresce, basicamente, é o emprego no setor privado sem carteira (367 mil a mais, 3,4%) e o trabalho por conta própria (644 mil, 2,8%).

A chamada população subutilizada – além dos desempregados, aquela que gostaria de trabalhar mais – chega a 27,9 milhões, outro recorde apurado na pesquisa, com mais 901 mil pessoas (3,3%) no trimestre e 795 mil (2,9%) em 12 meses. A taxa de subutilização da força de trabalho subiu para 24,6%.

Os empregados com carteira assinada no setor privado somam 33,027 milhões, enquanto os sem carteira são 11,128 milhões. E os trabalhadores por conta própria chegam a 23,779 milhões.

O rendimento médio foi estimado em R$ 2.285. Teve crescimento de 1,6% no trimestre e foi considerado estável no período de 12 meses. A massa de rendimentos (R$ 205,4 bilhões) ficou estável nas duas comparações.

por Redação Rede Brasil Atual

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Campanha salarial: Amazul agenda reunião para sexta-feira

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A direção da Amazul entrou em contato com o SINTPq e marcou nova reunião negocial para sexta-feira, dia 29. A conversa acontece a partir das 15h, em São Paulo.

Os trabalhadores e trabalhadoras já demonstraram boa vontade, suspendendo a greve e apresentando uma contraproposta que abre mão do aumento real e reduz a reivindicação no vale alimentação.

Dessa forma, o sindicato espera que a Amazul também reconsidere sua última proposta – que levou, inclusive, a deflagração da greve – e apresente condições que possam encerrar a campanha salarial.

Após a reunião, os funcionários serão informados sobre o resultado. Neste momento, é fundamental que todos mantenham-se mobilizados, pois, não havendo avanços, novas ações serão necessárias.

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