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Dentro ou fora da empresa, trabalhadores da Amazul seguem unidos

A greve na Amazul chegou ao seu terceiro dia e a participação tem sido intensa. Todos os funcionários e funcionárias mobilizados merecem parabéns por sua coragem, espírito coletivo e engajamento. O movimento segue forte e o mais importante no momento é manter a unidade entre os trabalhadores e trabalhadoras.

A não adesão de parte dos profissionais pode gerar descontentamento entre os mobilizados, mas é importante lembrar que boa parte dos que seguem trabalhando estão cumprindo a determinação judicial de efetivo mínimo.

Em relação aos que optaram por não participar, é evidente para todos que o nível de intimidação tem sido alto. Não é fácil vencer a pressão imposta pelas chefias e todos devem ter consciência disso.

O movimento grevista não visa impor a participação, e sim propor uma reflexão aos que ainda não aderiram. A situação na Amazul chegou ao limite, a proposta de reajuste é 0% e os benefícios não estão garantidos para o próximo ano. Neste momento, a greve é a única arma disponível na luta pela recomposição salarial e para prevenir retrocessos futuros.

Se você ainda não aderiu à greve, pense sobre o que está em jogo. Sem luta, as perspectivas para o futuro são cada vez piores. A situação lembra o poema do teólogo alemão Martin Niemöller (1892-1984), conhecido no Brasil como “E Não Sobrou Ninguém”. Hoje, negam o reajuste salarial e você pode não se importar, mas amanhã podem retirar seus benefícios, depois sua assistência médica, depois seu emprego, e então será tarde demais.

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