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A luta continua: Sindicato encaminha denúncia contra intimidações na Amazul

O SINTPq já denunciou ao Ministério Público do Trabalho as pressões e intimidações praticadas na Amazul, por militares e civis, contra os funcionários que se manifestaram. Esses atos configuram prática antissindical e ontem, na Audiência de Conciliação, o Sindicato informou que irá acrescentar à denúncia todos os relatos de trabalhadores vítimas dessa pressão.

Coso você tenha sofrido intimidações durante o último período ou sofra em algum momento, avise o SINTPq e, se possível, informe o nome do superior que teve essa atitude, seja ele civil ou militar, profissional da Amazul ou não.

Todos esses relatos serão convertidos em ofícios. Eles serão enviados para anexo na denúncia e também para o Almirante Zanella, que deverá responder e tomar providências.

Audiência de Conciliação

Sindicato e empresa se reuniram ontem perante o desembargador Rafael Edson Pugliese Ribeiro, do Tribunal Regional de Trabalho de São Paulo, e da procuradora do trabalho Maria Beatriz Almeida Brandt, para realizar uma Audiência de Conciliação. Estiveram presentes o presidente do SINTPq, Régis Norberto Carvalho, o diretor sindical Geraldo Antunes Pereira, o advogado do Sindicato, Francisco Coutinho, o representante da Amazul, Sergio de Andrada Figueiredo, e a advogada da empresa, Cristina Paranhos Olmos.

Durante a audiência foi definido que:

  • • Não haverá desconto ou compensação dos dias parados;
  • • A empresa concordou com a vigência de um ano para as cláusulas econômicas, referentes aos reajustes, e dois anos para as cláusulas e benefícios sociais do Acordo Coletivo de Trabalho. Dessa forma, os benefícios estão garantidos até 1º de janeiro de 2020;
  • • Em relação às cláusulas econômicas (reajustes), a empresa informou que dependerá de permissão junto ao governo para solucionar a questão;
  • • A empresa deverá apresentar na terça-feira, dia 20, uma proposta de conciliação. Até lá, a direção da Amazul irá se reunir com seus órgãos de controle em busca de uma solução;
  • • Não havendo conciliação, a Justiça do Trabalho agendará um julgamento.

O Termo de Audiência está disponível no link.

Vitórias importantes foram obtidas neste primeiro momento, como o não desconto dos dias em greve e a concordância da Amazul em garantir a vigência de dois anos para as cláusulas sociais do Acordo Coletivo. Entretanto, a luta só começou.

A empresa entrará em contato com o Governo Federal para apresentar resposta na terça-feira, dia 20. Caso a proposta de conciliação do Sindicato ou da Justiça seja recusada, com uma diferente sendo apresentada, os empregados deverão decidir em assembleia se aceitam ou não essa nova proposta. Se os funcionários recusarem, o Dissídio será julgado no prazo de 30 a 45 dias pelo TRT-SP. Acontecendo o julgamento, poderá haver recurso da empresa ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.

Independentemente das futuras dificuldades, como dito no último comunicado, em três dias os trabalhadores saíram de uma realidade de 0% de reajuste e eminente perda de benefícios para um cenário de esperança em dias melhores.

Parabéns a todos que seguiram e seguem firmes nessa luta!

Sindicalizações na Amazul disparam

Durante os últimos dias, o SINTPq recebeu uma série de associações dos profissionais da Amazul. Esse fortalecimento da representatividade é o que motiva e dá vida ao Sindicato. Quanto maior o número de sócios, maior será o poder de pressão e mobilização do SINTPq.

A direção do Sindicato agradece a todos os sócios e sócias presentes na Amazul. Se você ainda não se filiou, preencha sua associação e contribua com o trabalho do SINTPq e o fortalecimento da categoria.

"Mural da Greve" foi montado na sede do SINTPq

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