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Sindicato discute situação do CPqD em reunião com Tuca

Na última terça-feira (27), representantes do SINTPq estiveram reunidos com o atual presidente do CPqD, Sebastião Sahão Junior (foto), o Tuca, para discutir diversas questões da Fundação. Estiveram presentes Tuca e Raquel, representando a empresa, e os diretores sindicais José Paulo Porsani, Filó Santos, Márcio Martins e Nilson Bueno.

A situação financeira do CPqD foi um dos assuntos em pauta. Tuca afirmou que a Fundação deve aproximadamente R$ 51 milhões e paga R$ 600 mil de juros todo mês. Nas palavras do mandatário, a empresa saiu da UTI, mas segue no hospital. Para o SINTPq, a conta dessa internação está sendo paga pelos trabalhadores e trabalhadoras. Se hoje o CPqD está fora da terapia intensiva, isso se deve, principalmente, à redução do quadro funcional e ao arrocho salarial imposto aos empregados, e não a resultados alcançados no mercado.

Ao ser questionado sobre a desmotivação, situação de sucateamento no ambiente laboral e a sobrecarga de trabalho ocasionadas pelos desligamentos no corpo técnico, Tuca disse estar promovendo uma “mudança cultural” na empresa. O presidente afirmou ainda que os funcionários não são motivados pelos benefícios, e sim pelas perspectivas futuras e pela capacidade de liderança dos gestores. Segundo ele, o pacote de benefícios custa R$ 25 milhões anuais ao CPqD.

Empresas do grupo

Durante a conversa, Tuca assegurou que a PadTec está se recuperando, mas atualmente vale metade do que chegou a valer. Em relação à BrPhotonics, ele informou que seu fechamento foi consequência da saída da GigOptix, empresa responsável pela venda dos produtos da BrP no mundo. Sem a comercialização, o negócio ficou inviável. Já a Trópico, de acordo com o mandatário, está estável o suficiente para não se endividar.

Tuca avalia que o CPqD não pode prender-se as empresas existentes e deve ficar atento às oportunidades. Dessa forma, não está descartada a venda de empresas atuais e a criação de novas.

Assistência médica

A recente imposição da coparticipação no plano médico também foi assunto na reunião. Tuca disse que não entraria em disputas judiciais, caso a alteração fosse questionada. Entretanto, deixou claro que, não sendo possível implementar a coparticipação, tomaria as medidas necessárias para preservar as finanças do Centro.

A direção do SINTPq avalia a resposta do presidente como um recado evidente. Se a mudança no benefício for levada à justiça, o CPqD trocará a operadora do plano para manter a assistência sem coparticipação. Diante dessa situação, o sindicato avalia as melhores alternativas e, se necessário, convocará uma assembleia com os funcionários para que seja decidido o melhor a ser feito.

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