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CPqD: Após difícil negociação, campanha salarial chega ao fim

Depois de dez reuniões de negociação e três assembleias, a campanha salarial do CPqD foi encerrada hoje, dia 17 de janeiro. A decisão foi votada por ampla maioria em assembleia realizada nesta manhã, no auditório do Centro.

Desde o início das tratativas, ficou claro que a assistência médica seria o maior desafio. A intenção de alterar o benefício é manifestada pela empresa desde a campanha salarial anterior. Foi necessária muita insistência para que o CPqD avançasse nesse ponto e também para que os funcionários rejeitassem a primeira contraproposta, viabilizando assim a continuidade das negociações. Como já informado, foram definidas as seguintes condições para o benefício:

  • De maio de 2019 a abril de 2020: Pagamento de 100% da coparticipação dos ativos pelo CPqD. Teto de R$ 78.000,00 nos gastos mensais com o benefício. Quando esse valor for superado dentro de um mês, o custo excedente será rateado entre os empregados e seus dependentes. Em contrapartida, quando os custos ficarem abaixo de R$ 48 mil, a diferença se tornará um crédito a ser considerado nas negociações futuras.
  • De maio de 2020 a abril de 2021: Divisão igualitária (50%) da coparticipação entre cada funcionário e o CPqD, sem qualquer teto ou piso mensal.

O fim do adicional de 70% nas férias para os futuros funcionários foi outra tentativa de retrocesso barrada nesta campanha salarial. Em relação ao reajuste dos salários e benefícios, foi aprovado o índice de 4,56%, referente ao IPCA do período. O novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) terá validade de dois anos, com exceção dos itens econômicos e de alterações pontuais.

Os demais pontos de discussão levantados pela empresa serão negociados a partir de 5 de fevereiro, sendo eles: banco de horas, controle de jornada e cartão de ponto. Os trabalhadores podem enviar sugestões para esses itens até o dia 3 de fevereiro pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. Concluídas as negociações, nova assembleia será convocada para a deliberação desse aditivo no Acordo Coletivo de Trabalho.

Com o fim da campanha salarial, terá início o prazo de 10 dias para oposição à contribuição negocial. Entre os dias 18 e 28 de janeiro, os profissionais do CPqD poderão entregar carta de recusa na sede do SINTPq, na Av. Esther Moretzshon Camargo, 61, Parque São Quirino - Campinas, das 8h às 17h. Na próxima terça-feira, dia 22, o sindicato também fará um plantão para receber as cartas na sala do ambulatório, prédio 9B, das 10h às 14h. Os atuais sócios e todos que se sindicalizarem neste momento serão automaticamente isentos e, portanto, não precisarão entregar manifestação de oposição.

O SINTPq conta com a compreensão e apoio de todos neste momento. Após uma difícil negociação, que conseguiu impedir uma série de retrocessos nas relações de trabalho, o sindicato espera receber um gesto de reconhecimento, por meio da sindicalização e da concordância à contribuição negocial.

A cada campanha salarial, fica mais evidente que as futuras negociações reservam mais tentativas de retirada de direitos. Neste cenário, os profissionais do CPqD devem avaliar a importância da atuação do SINTPq nesse processo. Sem o apoio dos trabalhadores e trabalhadoras, a representação sindical perde o sentido.

Confira abaixo o texto dos diretores do sindicato que atuam no CPqD lido na assembleia de hoje.

Por que insistimos? Por que resistimos?

O que faz nós sindicalistas continuarmos a luta quando tudo parece querer que desistamos?

Quantas vezes, em manifestações em defesa de melhores condições de salários e direitos do trabalhador, somos ofendidos por quem passa, sem se importarem em saber o que realmente está acontecendo?

Quantas vezes tivemos que vencer nossa frustração em uma mobilização com baixa participação dos funcionários e funcionárias? Quantas vezes somos julgados por preconceitos ao invés de sermos julgados pelas nossas reais ações?

Quantas vezes tivemos que processar a negativa de apoio ao sindicato e seguir na luta? Diante dos tempos difíceis que virão, surge a pergunta: por que insistimos? Por que resistimos?

Por uma razão que é incontestável, a consciência de classe. Nós somos trabalhadores e, como tais, defendemos melhores condições de trabalho, salário e convívio social em prol da coletividade.

Pela consciência de que nada veio de graça, de que todos os direitos trabalhistas foram resultados de muita luta e suor, nós sabemos que se recuarmos, iremos perder. Por uma razão que é muito valiosa, a solidariedade. Nós nos importarmos com o outro, nos incomodamos com a injustiça.

Pelo apreço à democracia, nós aplicamos o respeito à decisão da maioria em nossas relações com os trabalhadores. Nossas pautas reivindicatórias são construídas com a participação livre de qualquer trabalhador e nossos acordos coletivos são aprovados pela maioria em assembleia.

Resistimos pela força e apoio que recebemos de nossos sindicalizados, e não é só o financeiro que conta, mas também o reconhecimento de nossa importância, de nosso trabalho, de nossa seriedade, de nossa honestidade, de nossa representação e de nossa história.

O desafio de ampliar em nossa base uma troca saudável de ideias entre sindicato e trabalhadores nos faz insistir e resistir sempre.

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