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Reunião com a Amazul tem resultado frustrante

Representantes do SINTPq e da Amazul se reuniram ontem (7), em São Paulo, para discutir as campanhas salariais de 2018 e 2019.

Em relação ao dissídio, a empresa afirmou que efetuará os pagamentos após a manifestação do TST a respeito dos seus embargos declaratórios, que apontam erros no índice de reajuste.

O sindicato lembrou que o último reajuste foi praticado em janeiro de 2017 e que, portanto, a empresa deveria, no mínimo, aplicar o índice de 2,07%. Entretanto, a própria AGU (Advocacia Geral da União) está intervindo para que não seja concedido nenhum valor e, ao mesmo tempo, a empresa demonstra que não fará nada para aliviar a situação dos seus funcionários antes da decisão judicial.

Sobre a campanha salarial 2019, a direção da Amazul alega que ainda não recebeu uma proposta oficial dos órgãos de controle e, portanto, não tem o que apresentar aos funcionários. Os representantes da empresa solicitaram um prazo de 30 dias para requerer resposta junto ao SEST, órgão que, com o novo governo, ainda está sem definição de comando e responsabilidade.

Considerando o prazo mencionado, o SINTPq solicitou a reserva dos auditórios do CTMSP e do CEA para realização de assembleias na segunda quinzena de março. Esses encontros avaliarão a contraproposta a ser apresentada. Caso a Amazul não cumpra o que sinalizou na reunião de ontem, as assembleias debaterão o início de novas mobilizações.

Nesse período de 30 dias, os trabalhadores e trabalhadoras devem conversar entre si, debatendo a situação e suas possíveis alternativas. O atual cenário, como dito até aqui, sinaliza que a luta coletiva continuará, mais do que nunca, sendo necessária.

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