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Marcha pela Ciência: SINTPq e diversas entidades ocupam a Paulista em defesa da pesquisa nacional

Na tarde de domingo, dia 7, cientistas, professores, pesquisadores e estudantes ocuparam a Av. Paulista para protestar contra os recentes cortes no setor da ciência nacional. O SINTPq participou e deu corpo a manifestação junto com outras associações como a Academia de Ciências do Estado de São Paulo, Associação Nacional de Pós-Graduandos, Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo e o Instituto Questão de Ciência.

Neste ano, os cientistas e professores denunciaram o desmonte do sistema de ciência, tecnologia, inovação e educação do Brasil, e alertaram para a gravidade das consequências que esse sucateamento gerará em um futuro próximo, com a perda da soberania nacional e o papel subalterno do país frente às nações desenvolvidas e em desenvolvimento, além do aprofundamento da situação de desindustrialização em curso.

Nas palavras do Prof. Dr. João Chaves (ADUNESP e Fórum das seis): “Não tem nenhum país do mundo que se diga desenvolvido que não tenha ciência, tecnologia e pensamento crítico de qualidade”.

Os manifestantes seguiram em passeata do Instituto Pasteur rumo ao MAPS, entoando as seguintes palavras de ordem: “Se você pensa que ciência é gasto, ciência não é gasto não, ciência é investimento para o futuro da nação” e “1, 2, 3, 4, 5 mil, se corta a ciência não avança o Brasil!”. O SINTPq marcou presença com o seu famoso “bonecão do Cientista”, que aparece em destaque nas fotos do evento.

O protesto comemora antecipadamente o Dia Nacional da Ciência e incluiu uma “Feira de ciências” que contou com equipamentos de robótica, descobertas da oceanografia, da medicina e de diversas outras disciplinas e transformou a rua em um grande laboratório ao ar livre.

Quem passava pela Av. Paulista pôde acessar a verdadeiras aulas ao ar livre, com demonstrações raramente acessíveis no dia a dia dos cidadãos, ministradas pelos próprios pesquisadores.

É necessário que a população conheça os resultados produzidos pela ciência para que se junte a luta. Mostrando que batalhar pela pesquisa não é apenas em prol das instituições, é também pelo seu benefício à população.

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