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Sindicato participa da Marcha das Margaridas; movimento reúne 100 mil em Brasília

A Marcha das Margaridas ocorre desde 2000, sempre em Brasília (DF) / Foto: Pedro França/Agência Senado A Marcha das Margaridas ocorre desde 2000, sempre em Brasília (DF) / Foto: Pedro França/Agência Senado

Nesta quarta-feira (14), em Brasília, acontece a Marcha das Margaridas, a maior manifestação de mulheres da América Latina. São mais de 100 mil mulheres marchando pela equidade de gênero, pelo direito à aposentadoria, por respeito à agricultura familiar e as práticas agroecológicas e contra a violência doméstica e o feminicídio. A diretora do SINTPq, Filó Santos, esteve presente nas manifestações representando o sindicato.

A cada quatro anos, no mês de agosto, milhares de margaridas marcham de todo canto do país à Brasília. As mulheres, diversificadas em etnia, idade e profissão; se unificam na busca por debater a sua realidade no campo, na floresta e nas águas.

Com objetivo de conquistar visibilidade, reconhecimento social, político e plena cidadania; o movimento é uma estratégia de mobilização em prol de políticas públicas. Fortalecida por um histórico de conquistas, a marcha tem como pauta para este ano denunciar a desigualdade no campo, promover a agroecologia e a autonomia econômica da mulher brasileira.

Considerada a maior ação de mulheres da América Latina, A Marcha das Margaridas entra em sua 6° edição. Sua agenda para o dia 13 é uma sessão solene na Câmara dos Deputados, além de outras atividades, e no dia 14 as mulheres percorrem as ruas de Brasília rumo à Esplanada dos Ministérios.

O nome é uma homenagem a Margarida Maria Alves, sindicalista na luta pela reforma agrária e melhor educação às mulheres. Completado 36 anos de sua morte, assassinada por se opor ao machismo e interesses latifundiários, sua força é inspiração e seu nome germina como semente no coração das mulheres e homens de campo.

Indígenas fortalecem a marcha

Junto ao evento das margaridas, acontece também em Brasília a primeira Marcha das Mulheres Indígenas; são mais de 1.500 mulheres, de 115 povos diferentes, que rumam em busca de mesmos objetivos. A somatória dos dois movimentos aquece o país e traz holofote acerca da representatividade feminina na política e governo atual.

Seguindo a cartilha do próprio movimento, é visível o crescimento e pressão que essas brasileiras imprimem nesta atual situação. Como elas mesmas dizem: “Mulheres são como as águas, crescem quando se encontram”.

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