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13º salário dos trabalhadores com carteira assinada deve injetar cerca de R$ 2,8 bilhões na economia da RMC

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Até o final de 2014 devem ser injetados na economia cerca de R$ 2,8 bilhões em consequência do pagamento do 13º salário dos trabalhadores com carteira assinada que ocupam cargos na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Mais de um milhão de trabalhadores serão beneficiados. A estimativa é da Subseção DIEESE da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo.

Para chegar a esses números, foram utilizados dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com relação ao montante a ser pago aos assalariados com carteira assinada, o rendimento foi atualizado pela média da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre janeiro e setembro de 2014.

O DIEESE não levou em conta os autônomos e assalariados sem carteira ou os trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, nem os valores envolvidos nesses abonos, uma vez que esses dados são de difícil mensuração.

Além disso, não há distinção dos casos de categorias que recebem antecipadamente ao menos uma parte do 13º, por ocasião das férias ou por definição de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Assim, os dados apresentados constituem uma projeção do volume de reais que entra na economia ao longo do ano e não necessariamente nos dois últimos meses de 2014. Entretanto, estima-se que a maior parte seja paga no final do ano.

Dentre os mais de um milhão de trabalhadores com carteira assinada que devem ser beneficiados pelo pagamento do 13º salário, aproximadamente 467,3 mil são trabalhadores do Setor de Serviços, o que corresponde a 45,4% do total. Os trabalhadores da Indústria correspondem a 28,4%. Já os trabalhadores do setor de saúde privada e filantrópica (36,7 mil pessoas) correspondem a 3,6% do total de beneficiados.

No que diz respeito ao montante a ser pago a título de 13º, observa-se a seguinte distribuição: R$ 964 milhões, cerca de 34,2% do total, serão pagos aos trabalhadores da Indústria; R$ 1,3 bilhões (45,5%) irão para os trabalhadores do Setor de Serviços e R$ 442 milhões (15,7%) irão para os empregados no Comércio. Os assalariados rurais ficarão com a menor fatia do abono, apenas R$ 21 milhões (0,7%). Por fim, o 13º salário dos trabalhadores do setor de serviços de saúde privada e filantrópica da RMC deverá injetar cerca de R$ 79 milhões na economia da região.

No que tange a distribuição dos recursos entre os municípios da RMC, a maior fatia do abono ficará em Campinas, cerca de R$ 1,3 bilhões (45,9% do total). O segundo município com maior participação no 13º salário regional será Indaiatuba (7,1%), seguida de Americana (6,4%). Já Engenheiro Coelho terá a menor participação, apenas R$ 8,3 milhões, 0,3% do total.

É importante ressaltar que a distribuição por municípios refere-se ao local onde está empregado o trabalhador, o qual pode residir num município diferente daquele no qual trabalha. Isto posto, o estímulo econômico pode ser diferenciado, a depender, entre outros fatores, da residência dos trabalhadores e do peso e da tradição do Comércio de cada cidade.

Fonte: Dieese

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CPqD: Trabalhadores rejeitam contraproposta da empresa para Campanha Salarial

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Os trabalhadores do CPqD rejeitaram na manhã desta segunda-feira, dia 24, a contraproposta da empresa para a Campanha Salarial 2014/2015. Com 75 votos contrários, 31 favoráveis e 05 abstenções, os funcionários optaram pela retomada das negociações entre o sindicato e a empresa.

Com a rejeição, o SINTPq volta à mesa de negociação com a demanda inicial dos trabalhadores, que reivindicava a correção dos salários e benefícios pelo IPCA (6,59%) acrescido de 3% de aumento real.  

Para o Sindicato, a proposta apresentada pela empresa após quatro reuniões é aquém das demandas dos funcionários, não atendendo inclusive pontos que há anos geram descontentamento e penalizam os trabalhadores, como o deslocamento em viagens e serviços externos.

As partes voltam à negociação e assim que ocorrerem avanços o sindicato convocará uma nova assembleia.

Confira na íntegra:

Pauta de reivindicações 2014/2015

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