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CUT adverte: Política econômica recessiva gera desemprego

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A situação da economia brasileira é delicada, sobretudo se levarmos em consideração o quadro internacional. O governo precisa adotar uma estratégia de médio e longo prazo para administrar essa conjuntura adversa sem mudar a trajetória de desenvolvimento inclusivo e expandido, em especial, nas regiões mais frágeis do Brasil, iniciada em 2003. Essa política garantiu o pleno emprego, o aumento do poder de compra dos trabalhadores, além do combate às desigualdades e a distribuição de renda.

O ajuste fiscal anunciado pelo governo no fim do ano passado aumenta o desemprego e pode provocar recessão. Em janeiro de 2015, o desemprego já foi maior do que no mesmo mês de 2014. A estimativa do IBGE/PNAD para a taxa nacional de desemprego de 2014 é de 8,1% - em 2013 foi de 7,3%, em 2012 foi de 6,3% e em 2011, 6,7%.

Se este ano o PIB chegar a -1%, o desemprego pode chegar até 10% da PEA. Isso equivale a cerca de 10,5 milhões de desempregados.

A CUT defende uma estratégia que combine o combate à inflação com políticas de estímulo aos investimentos que possam dinamizar o desenvolvimento com geração de emprego e renda.

Para tanto, é urgente a aprovação de uma reforma tributária que desonere os salários e taxe os lucros/dividendos, ganhos com a especulação financeira e as grandes fortunas.

Manter os empregos, a distribuição de renda e o combate a pobreza é fundamental para atravessarmos esse momento delicado da economia brasileira e mundial.

Vagner Freitas (foto), presidente Nacional da CUT

Foto: Roberto Parizotti

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Campanha Salarial: Direção do CNPEM pressiona trabalhadores

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A direção do CNPEM começou na última semana um processo de terrorismo contra a campanha salarial 2014 afirmando que possui caixa para o custeio da folha de pagamento até junho deste ano e que, sem novos recursos, o Centro corre o risco de fechar.

A mensagem transmitida aos trabalhadores só desestabiliza a imagem do Centro e não ajuda a construir uma solução para o problema.

O SINTPq esperou até o último dia de fevereiro a apresentação de uma contraproposta da empresa para a recomposição salarial. Além de descumprir o acordado, a direção do CNPEM não se dignou a informar o status da negociação com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os diretores do CNPEM não conseguiram ainda ser recebidos pelo Ministro e como saída para a campanha salarial escolhem pressionar psicologicamente seus funcionários.

Em reunião realizada em janeiro com o secretário executivo do MCTI, Álvaro Prata, o SINTPq solicitou que o Ministério estudasse a possibilidade de parte dos recursos do Sirius serem também destinados a folha de pagamento, já que o projeto demanda cerca de 90 trabalhadores. O CNPEM deveria trabalhar para que soluções como essa fossem possíveis, ao invés de ameaçar seus trabalhadores com a possibilidade do desemprego.

O CNPEM também não enviou ao SINTPq a ata da última reunião de negociação. O documento é fundamental para ajuizamento de dissídio coletivo, caso necessário.

Diante dos fatos, o sindicato solicitará uma mesa redonda na Gerência Regional do Trabalho e Emprego para finalizar o processo de negociação da campanha salarial 2014/2015.

Para ajuizar dissídio coletivo é necessário que as negociações estejam esgotadas. E devido à falta de um posicionamento definitivo da empresa será necessária a tentativa de mediação na Gerência Regional.

O SINTPq convocará o mais breve possível uma assembleia com todos os trabalhadores do CNPEM.

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