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SindCast #26 psicóloga explica perfil de chefes abusivos e como lidar com eles

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No episódio dessa semana, voltamos a abordar ambientes tóxicos de trabalho. Dessa vez o foco é nas relações estabelecidas com chefes abusivos. Como lidar com eles? Existe algum modo de melhorar uma relação desgastada por atitudes do seu chefe? Como preservar sua saúde mental em casos assim? Essas e outras questões são respondidas pela psicóloga Mariana Amaral e o diretor do SINTPq, Régis Carvalho. Confira o episódio e envie suas dúvidas e sugestões para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

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GeoMeridium oferece 2 vagas de bolsa Fapesp na área de TI

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A empresa GeoMeridium abriu vaga para duas bolsas de capacitação técnica. A companhia usa inteligência geográfica e análise de mercado a fim de preparar o pequeno empreendedor para abrir seu próprio negócio.

As bolsas

TT4: Front-End
A vaga consiste em desenvolvimento do sistema Web com recursos interativos que permitam análise geográfica. O valor da bolsa é de R$ 3.104,80 e os pré-requisitos incluem graduação com experiência de dois anos em TI ou mestrado na área. Também é necessário conhecimento em HTML, Javascript, CSS, Openlayers, PHP e SO Linux. O trabalho será desenvolvido a partir da plataforma i3Geo.

TT4A: Desenvolvimento de Sistema de Business Inteligence (BI)
A função desta vaga é desenvolver recursos que possibilitem a realização de análises estatísticas de forma integrada ao Sistema WebGIS. A remuneração dessa bolsa é de R$ 5.087,20. Os pré-requisitos também incluem graduação com experiência de dois anos ou mestrado em TI e os conhecimentos necessários são em HTML, Javascript, CSS, Openlayers, PHP, PostgreSQL + PostGIS e Java. O trabalho também será desenvolvido na plataforma i3Geo, mas com integração ao Saiku.

Inscrições
O período de inscrição teve início em 10 de julho, os currículos devem ser enviados para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. com o título “CANDIDATURA/BOLSA TT4-X”.

Vale lembrar que o período de duração da bolsa é de nove meses com dedicação de 40 horas semanais.

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SindCast #25 explica mudanças em direitos trabalhistas durante a pandemia 

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Desde o início da quarentena e com a popularização do trabalho home office, diversas MPs a respeito dos direitos trabalhistas foram lançadas. A advogada Thais Cremasco e o diretor do SINTPq, Régis Carvalho, explicam as principais medidas e comentam como os trabalhadores podem lutar contra ações inconstitucionais que violam seus direitos. Confira o episódio e envie suas dúvidas e sugestões para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

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Vacina cada vez mais próxima reforça importância dos investimentos em ciência

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Enquanto o Brasil vive um cenário crítico em sua ciência, com sucessivos cortes nos últimos anos, os avanços internacionais na vacina contra a Covid 19 mostram, mais uma vez, como os investimentos em pesquisa são fundamentais para qualquer sociedade.

Resultados preliminares da vacina que vem sendo produzida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, apontam respostas cada vez mais seguras e com poucos efeitos secundários para imunização contra a covid-19. Em artigo publicado nesta segunda-feira (20) na revista científica The Lancet, cientistas anunciam que o medicamento tem induzido a produção de respostas imunes tanto por anticorpo, como por células T, em até 56 dias depois da administração da dose.

Ao mesmo tempo, no Brasil, os laboratórios que poderiam estar contribuindo muito mais no combate ao vírus sofrem com falta de insumos e profissionais. Os índices de testagem muito aquém do necessário são um dos sintomas dessa grave doença que atinge a ciência nacional.

O SINTPq enfrenta essa realidade a cada campanha salarial em instituições públicas de pesquisa. No IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e na Amazul (Amazônia Azul Tecnologias de Defesa), por exemplo, estão sendo necessários processos de dissídio e greves para que os salários sejam corrigidos pela inflação.

A ciência não é a única afetada com essa política de desinvestimento. Em 2018, no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias 2019, o governo federal promoveu corte drástico nos investimentos públicos para saúde e educação. De acordo com os cálculos da consultoria de orçamento da Câmara dos Deputados, o corte na área da saúde foi de R$ 1,2 bilhão.

Na visão de Priscila Leal, dirigente do SINTPq e pesquisadora do IPT, o preço dessa política são as milhares de vidas perdidas para a Covid 19 e a ineficiência no combate à pandemia. Confira a seguir. 

Estas medidas são reflexos da Emenda Constitucional (EC nº 95), que congelou os investimentos por 20 anos. As consequências nefastas da ortodoxia econômica, em que investimentos nas áreas sociais, saúde e educação são vistos como gastos e reprimidos a qualquer custo são as milhares de vidas ceifadas pela Covid 19, e a insuficiência dos institutos de pesquisas e universidades brasileiras em responder prontamente às demandas urgentes para o enfrentamento de calamidades públicas. As empresas privadas de tecnologia tampouco têm interesse no atendimento à “fundo perdido” da população, e as PPPs (parcerias público-privadas) se mostram insuficientes para cobrir a demanda da sociedade.

Não fosse a visão reducionista dos “cabeça de planilha”, as instituições de ciência e tecnologia brasileiras teriam menor tempo de resposta entre o coronavírus e a vacina, UTIs desequipadas e ventiladores, descontrole epidemiológico e testes. Hoje não temos sequer condições de planejamento de políticas públicas para o combate ao Covid 19, pois com a falta de testagem em massa perde-se noção de quantos brasileiros encontram-se infectados. Estamos caminhando no escuro e tropeçando em corpos, e assim estaremos enquanto “gasto” em ciência e tecnologia pública, voltado aos interesses da população, não forem entendidos como investimento.

Priscila Leal
Dirigente do SINTPq

Foto principal: Tânia Rêgo/EBC

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A crise se chama Bolsonaro, afirmam movimentos ao pedirem impeachment já

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O nome da crise brasileira é Jair Bolsonaro, afirmam representantes de movimentos sociais, que nesta terça-feira (14) formalizam a entrega de pedido de impeachment na Câmara. No documento, afirmam que ao não considerar a gravidade da pandemia de coronavírus e entrar em conflito com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o presidente da República tornou-se o principal responsável pelo agravamento da crise – econômica e sanitária. Para o presidente da CUT, Sérgio Nobre, o governo leva o país para uma “pandemia social”, com aumento ainda maior do desemprego e falência de empresas, principalmente as pequenas.

“Se ele não for impedido, vamos viver uma crise social sem precedentes”, afirmou o sindicalista. “Hoje, estamos dando este passo importante, mas ainda é preciso muita pressão social.”

O objetivo era entregar o pedido pessoalmente ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cuja agenda oficial não previa o encontro. Às 10h, por exemplo, quando começaria o ato diante do Congresso, Maia participaria de live com fundos de investimentos estrangeiros. Como representantes dos movimentos não foram recebidos, foi feita uma entrega simbólica, no gramado diante do parlamento, aos deputados petistas Carlos Zarattini (SP), Erika Kokay (DF), Natalia Bonavides (RN) e Paulo Pimenta (RS). O deputado gaúcho lembrou que se trata do pedido de número 49.

Adesões aumentam

Assinam o documento, além da CUT, entidades como Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), ISA – Instituto Socioambiental, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento Negro Unificado (MNU), União Nacional dos Estudantes (UNE), Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) e Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD).

Além dos movimentos, a lista tem centenas de assinaturas de personalidades, como o cantor e compositor Chico Buarque, a cineasta Laís Bodanzky, as atrizes Lucélia Santos e Dira Paes, o jornalista e escritor Fernando Morais, o padre Júlio Lancelotti, o humorista Gregorio Duvivier, a desembargadora Kenarik Boujikian, o economista Eduardo Moreira, as juristas Carol Proner e Deborah Duprat, o ex-jogador e comentarista Walter Casagrande Junior, a ex-jogadora de vôlei Vera Mossa e o jornalista Juca Kfouri, entre outros.

“Logo nós vamos bater a marca dos 100 mil mortos”, disse ainda Sérgio Nobre. “Mortes que poderiam ter sido evitadas, não fosse a irresponsabilidade dele (Bolsonaro) e de seus ministros”, acrescentou. “Não tem como o país sair da crise com Bolsonaro, porque Bolsonaro é a crise.”

Só com pressão

Ele avalia que o pedido só tramitará de fato no parlamento com pressão da opinião pública. “Os crimes de responsabilidade do Bolsonaro, e de irresponsabilidade, são inúmeros”, afirmou, diante do Congresso. “O maior deles, nós estamos dizendo desde março, no início da pandemia, que se o governo não tomasse medidas iríamos viver um genocídio.”

Sérgio afirmou que o governo, além de “desdenhar” da crise, tem “menosprezo aos pobres”. E dirigiu as principais críticas ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que insiste no discurso do ajuste fiscal e da venda de patrimônio público. Ao mesmo tempo, disse que se não houver pressão popular não haverá impeachment. “Não temos nenhuma ilusão de que vamos entregar o pedido formal e o Congresso vai aprovar. O passo mais importante é a partir de já mobilizar nossas categorias, nossas bases”, afirmou.

Integrante da direção nacional do MST, Alexandre Conceição disse durante o ato que se trata de um governo “que não se comove com mais de 72 mil mortes no Brasil”. Além disso, “destrói o meio ambiente, a soberania popular, a soberania alimentar, a reforma agrária, a Amazônia, que assassina indígenas, negros, nossos quilombolas”.

por Redação Rede Brasil Atual

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SindCast #24 aborda ambientes hostis e relações tóxicas no trabalho

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Um ambiente de trabalho tóxico, com relações problemáticas entre colegas, é capaz de comprometer o bem-estar de toda a equipe. Para entender melhor esse tipo de ambiente, a psicóloga Mariana Amaral e o diretor do SINTPq, Régis Carvalho, explicam mais sobre esse tipo de relação entre colegas, quais consequências elas podem acarretar e as possíveis soluções. Confira o episódio e envie suas dúvidas e sugestões para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

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SINTPq debate ataques às carreiras na ciência e tecnologia em live nesta sexta-feira 

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Na sexta-feira (10), às 10h, o presidente do SINTPq, José Paulo Porsani, vai participar de um Live na página da Agência Servidores para abordar a defasagem e ataques que têm sido feitos às carreiras na ciência e tecnologia. Junto com ele também estará Hideraldo de Almeida, Presidente da Associação dos Servidores do Ministério da Ciência e Tecnologia (ASCT), e para guiar a conversa o âncora da Agência, Umberto Goulart. Confira a Live na página do Facebook e no Youtube

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Métricas e Indicadores em Ciência e Tecnologia: um Convite à Discussão

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Ros Mari Zenha – Geógrafa, Pesquisadora do IPT e Presidente do Conselho de Representantes dos Empregados – CRE IPT

Como pesquisadora do IPT, o tema das métricas e indicadores para avaliação de desempenho da Instituição e mesmo de seus profissionais sempre me chamou a atenção.

Mesmo não sendo especialista no assunto, incomodava-me bastante a mera transposição de métricas e indicadores utilizados nas universidades para Institutos Públicos de Pesquisa como é o caso do IPT.

O mesmo incômodo eu tinha quando observava que os critérios de avaliação de propostas de projetos junto às agências de fomento, em especial a Fapesp, eram os mesmos em se tratando de realidades tão diferentes.

Ainda que, por vezes, os pesquisadores de Institutos Públicos de Pesquisa tenham destacado a necessidade de se repensar esse tema, muito pouco foram ouvidos.

Agora, com o advento da pandemia da COVID-19 e o protagonismo que a ciência e a tecnologia assumiram perante os órgãos públicos e a sociedade, essa necessária reflexão volta à tona e quem sabe possamos ampliar essa visão, quase que estritamente bibliométrica, das métricas e indicadores.

Minhas reflexões se robusteceram quando tive a oportunidade de participar, de 15 a 18 de junho de 2020, da Webinar: As crises de 2020 e a nova era em construção que inaugurou o 3º. Fórum Desempenho Acadêmico e Comparações Internacionais organizado no âmbito do projeto Indicadores de Desempenho nas Universidades Paulistas vinculado ao Programa Fapesp da Pesquisa em Políticas Públicas.

O Programa contou com temas muito interessantes: (1) As crises de 2020 e a nova era em construção; (2) As áreas do conhecimento e suas métricas frente ao distanciamento social; (3) A comunicação social das universidades; (4) A transição do presencial para o digital frente à crise sanitária; (5) A gestão dos indicadores na universidade: depoimentos e (6) O novo protagonismo da ciência.

Tomarei a liberdade de me ater ao tema das métricas e indicadores e resgatar o conteúdo das apresentações, com acréscimos pessoais fruto de minhas reflexões.

Métricas e indicadores de desempenho já se consolidaram como pontos importantes no aprimoramento da governança das instituições e na avaliação de seus profissionais.

No entanto, as crises surgidas em 2020 trazem novos elementos e tornam urgente renovar os debates.

A percepção pública sobre a ciência e a tecnologia mudou durante a pandemia da COVID-19.

A sociedade percebeu que precisa das universidades e dos institutos públicos de pesquisa para resolver problemas concretos e a ciência e a tecnologia passaram a fazer parte da vida do cidadão e do meio político.

Mas, perguntamos: Como garantir o prestígio público que se conseguiu nesse momento da pandemia da COVID-19?

A “valorização da ciência” e o reconhecimento do valor dos cientistas é, ainda, muito fragil e, em pouco tempo, podemos voltar ao modo da “ignorância científica”.

Reflitamos sobre o que deve pensar a sociedade sobre nós e sobre nossas instituições: qual é o valor das universidades e dos Institutos Públicos de Pesquisa se, mesmo tendo os melhores, a vida da população só piora e não se promove a resiliência para os grandes efeitos da relação homem e natureza?

Pois bem...

Teremos que buscar legitimidade junto à sociedade para além dos muros de nossas instituições, investindo em uma relação dialógica Institutos – Sociedade, prestando contas de nosso trabalho, com transparência e comunicação adequada.

Lembrando, também, que a sociedade não é uma massa amorfa: é composta por segmentos diferentes, com interesses específicos e que têm que nos ajudar nessa reflexão.

E para isso precisamos retomar o debate sobre as métricas e os indicadores que não poderão mais ser, unicamente, os tradicionais. Quando coletamos dados, o fazemos para um determinado fim.

No caso do IPT, faz tempo que falta refletirmos sobre qual a linguagem adequada para nos comunicarmos com o Governo do Estado de São Paulo, com o Legislativo paulista, com o Ministério Público de São Paulo, com a sociedade civil organizada e com a população em geral.

Métricas e indicadores devem dar voz à missão de nossas instituições.

Para tal, precisamos buscar:

  • • Indicadores de Missão da Instituição (são indicadores de longo prazo – 10 a 20 anos – com foco na Agenda 2030 e seus 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e suas 169 metas e na missão estatutária do IPT);
  • • Indicadores de Impacto (indicadores de médio prazo – 10 anos –com foco no Plano Plurianual Estratégico do Governo do Estado de São Paulo e no diagnóstico dos desafios da sociedade);
  • • Indicadores de Desempenho (indicadores de curto prazo – 4 anos – com foco nas prioridades de governo e na dotação orçamentária);
  • • Indicadores que deem conta da visão multidisciplinar dos trabalhos das instituições de pesquisa; e
  • • Indicadores que deem conta dos interesses específicos dos diferentes segmentos da sociedade que demandam nossos trabalhos: setor produtivo, sociedade civil organizada, TCE, MPSP, Legislativo dentre outros (articulando parcerias com esses segmentos para propor essas métricas e indicadores).

Felizmente, muitos grupos de pesquisadores, pelo mundo afora, estão também preocupados com esse tema produzindo documentos importantes a exemplo da Declaração de DORA, do Manifesto de LEIDEN, do debate sobre “ciência aberta”, colaboração distribuída, repositórios de pré-print dentre outros.

Penso que está mais do que na hora de retomarmos essa reflexão e debate!

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Desinvestimento em laboratórios públicos dificulta ações contra a covid-19

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O histórico subfinanciamento da saúde, agravado com os primeiros impactos da Emenda Constitucional (EC) 95, afeta também os laboratórios públicos brasileiros e suas ações contra a covid-19. Além de reduzir investimentos, em julho de 2019 o Ministério da Saúde rompeu Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) com sete laboratórios públicos nacionais, suspendendo a produção de medicamentos e vacina. Na época, a Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob) previu a perda anual de, pelo menos, R$ 1 bilhão para o setor. E já apontava os riscos de desabastecimento.

Os efeitos do desinvestimento tornaram-se mais visíveis com a pandemia, que provocou aumento importante da demanda. Esses laboratórios têm uma combinação de técnicas inovadoras de biotecnologia para formular uma nova vacina contra a covid-19. Além disso, a Bio-Manguinhos, pro exemplo, também produz álcool gel e álcool etílico 70%, protetores faciais e máscaras cirúrgicas, manutenção de respiradores e está desenvolvendo kits de diagnóstico molecular para o novo coronavírus. Ainda assim, eles não conseguem suprir a demanda.

O Brasil tornou-se dependente de outros laboratórios e indústrias de insumos e equipamentos. E com a concorrência de vários países pela compra desses insumos, há menor oferta. O resultado é o aumento de mortes especialmente pela falta de equipamentos, remédios e insumos. O país tem mais de 1,3 milhão de infectados e mais de 57 mil vidas perdidas.

Soberania

“Não podemos ficar dependentes do mercado internacional e vendo nossa população sofrer”, afirmou o integrante do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e coordenador do Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Artur Custódio. “A rede de laboratórios oficiais tem de servir aos interesses do SUS. Principalmente naqueles campos em que o lucro é menor e não há interesse da indústria, mas que é fundamental para a população e, estrategicamente, para o Brasil, em questão de soberania nacional.”