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SINTPq fecha convênio com Universidade Metodista e sócios terão 20% de desconto

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A direção do SINTPq confirmou mais um novo convênio para seus associados. A partir de agora, todos os sindicalizados terão desconto de 20% na Universidade Metodista de São Paulo, uma das mais prestigiadas instituições privadas de ensino do país.

O desconto é válido para cursos presenciais (campi Rudge Ramos, Vergueiro e Planalto) e Ensino a Distância/EAD (em âmbito nacional) para graduação tradicional, tecnológica, pós-graduação lato sensu, extensão e também no Colégio Metodista.

Esse benefício também é válido para os dependentes e ascendentes dos associados. A única exigência para manutenção do desconto é o pagamento em dia das mensalidades. Para utilizar o convênio, basta solicitar um voucher pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Considerando o valor da associação ao SINTPq (1% do salário líquido mensal), um profissional com salário de R$ 4.000,00 pagará aproximadamente R$ 35,00 ao mês. Caso ele seja aluno ou tenha filhos na Universidade ou Colégio Metodista, o valor do desconto obtido poderá ser muito maior que a mensalidade do Sindicato.

Além da Metodista, o SINTPq conta com outros convênios com universidades e diferentes serviços (confira a lista em nosso site). Novas parcerias também podem ser firmadas, para isso, basta que os trabalhadores interessados solicitem ao Sindicato.

Ainda não é sócio? Acesse nossa página de sindicalização e usufrua desse e de outros benefícios, como assessoria jurídica e apartamentos na praia.

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Feriado: SINTPq suspende atividades na sexta-feira, dia 8

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O SINTPq terá suas atividades e atendimentos suspensos em Campinas nessa sexta-feira, dia 8, em função do feriado em homenagem à Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade. Voltaremos ao nosso funcionamento normal na segunda-feira, dia 11, a partir das 8h00.

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Falta de recursos pode deixar o Brasil sem previsão do tempo

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O Brasil pode perder seu principal instrumento para previsões meteorológicas por falta de investimentos. E isso pode causar consequências drásticas para uma série de setores, como agricultura, energia e prevenção de desastres naturais.

No último domingo (26), a Agência Estado noticiou que o supercomputador Tupã, que toca o trabalho no Centro de Previsão de Tempo e Meteorologia (Cptec) do Inpe, está atuando em uma espécie de sobrevida e corre o risco de parar de funcionar a qualquer momento.

O Tupã foi adquirido em 2010 por R$ 50 milhões. Na época, era uma máquina tão impressionante que figurava entre os 30 computadores mais rápidos do mundo — hoje, ele sequer aparece entre os 500 mais velozes.

O normal, segundo Gilvan Sampaio, que chefia as operações do Cptec, seria fazer uma substituição a cada quatro anos, mas a falta de recursos tem feito com que a instituição se veja forçada a operar na base da gambiarra, já que o Tupã tem sete anos.

Como acabou o dinheiro, o contrato de manutenção, que venceu em outubro, não foi renovado. A empresa responsável continua oferecendo o serviço na base da caridade, mas apenas em dias úteis, o que causa situações problemáticas. Na semana retrasada, por exemplo, a máquina quebrou no domingo e só voltou a operar na terça-feira, já que era feriado na segunda. Isso fez com que a previsão daquela terça tenha sido feita com base em dados da manhã de domingo.

Em conversa com o Estado, Sampaio afirmou que o Inpe vem pedindo recursos para compra de equipamento novo desde 2014. Estima-se que a substituição custaria R$ 120 milhões e, mesmo se o dinheiro um dia vier, vai levar cerca de dois anos para que a nova máquina comece a funcionar devido ao processo burocrático da licitação internacional e ao tempo necessário para instalação.

Como nada disso aparece no horizonte, o Inpe arrumou um "jeitinho brasileiro" para garantir que o Tupã siga em operação: o órgão propôs que sejam trocados os processadores da máquina, o que a tornaria útil por mais dois anos. Eles conseguiram R$ 10 milhões por meio de emendas parlamentares e recursos ministeriais, mas o dinheiro ainda não chegou e, se não entrar até 8 de dezembro, será perdido porque a data limite para o empenho terá sido atingida.

Fonte: Leonardo Pereira/Olhar Digital

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SINTPq participa de manifestação em defesa do hospital Ouro Verde

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O SINTPq participou na manhã de hoje, dia 14, de nova mobilização promovida pelo Conselho Municipal de Saúde. O ato ocorreu em frente ao hospital Ouro Verde e reivindicou melhores condições para a saúde pública de Campinas.

Movimentos sociais, sindicatos e membros da sociedade civil organizada também participaram do protesto. Ao término da mobilização, foi realizado um abraço simbólico ao hospital, com todos os manifestantes dando as mãos em frente à unidade de saúde.

Em sua convocação para o ato, o Conselho afirmou que faltam profissionais, medicamentos e material de enfermagem.

“O Hospital Ouro Verde vive uma crise gravíssima, que se arrasta há meses, com atraso de pagamentos dos trabalhadores e degradação da qualidade do atendimento, sem que os responsáveis apresentem uma solução”, conclui o CMS em nota.

Em agosto, o CMS entregou ao prefeito Jonas Donizette um abaixo-assinado com mais de 26 mil assinaturas exigindo a suspensão dos cortes orçamentários e sua participação em uma audiência pública. Até o momento, a audiência não foi marcada e as reivindicações não foram atendidas.

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Deputado diz que apresentará neste mês projeto para substituir Lei de Informática

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Em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, na quinta-feira (9), o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) informou que vai apresentar ainda neste mês um projeto para substituir a atual Lei de Informática (8.248/91 e outras).

Segundo ele, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já se mostrou favorável a criar uma comissão especial para analisar o assunto.

Há urgência para as mudanças porque a Organização Mundial do Comércio (OMC) pode decidir definitivamente em outubro de 2018 se os subsídios da lei atual e do setor automobilístico ferem acordos internacionais.

Com a decisão, o Brasil teria 90 dias para adequar suas normas, o que é considerado um prazo curto. Celso Pansera lembrou que o próximo ano é eleitoral.

"A partir de maio, vai ser muito difícil tomar uma decisão consistente aqui. Então nós temos que construir esse processo antes disso para não sermos supreendidos lá na frente por uma decisão da OMC que deixe o governo na mão de uma medida provisória necessária - não vai ter saída - e a gente não consiga como sociedade responder ao desafio", explicou.

Os subsídios brasileiros foram questionados pela União Europeia e pelo Japão porque estariam discriminando o produto importado e privilegiando o conteúdo nacional nos processos de produção.

Jurisprudência
Presente ao debate, Pedro Miguel da Costa e Silva, diretor do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que o processo já está em fase final de apelação, mas que o tema subsídios ainda não tem uma jurisprudência firme na OMC. De qualquer forma, ele acredita que o Brasil tem condições de reformular sua política industrial sem abandoná-la.

"Na verdade, o que precisamos é desenvolver os nossos programas, as nossas leis, tendo em vista os acordos internacionais, e navegar por esses acordos. Isso é possível na nossa visão. Eu acho que no diálogo que temos tido com os órgãos e com o setor privado, estamos buscando mostrar quais são os tipos de subsídios que podemos dar e que não serão questionados."

Para o ex-secretário-geral do ministério, Samuel Pinheiro Guimarães, é interessante rever a política industrial no sentido de reforçá-la. Ele disse que várias indústrias beneficiadas pela legislação são multinacionais de alta tecnologia em seus países, mas não apresentam o mesmo equipamento aqui e não têm compromissos de exportação.

Segundo ele, países como os Estados Unidos subsidiam a pesquisa científica por meio da área de defesa e não sofrem represálias.

"Os Estados Unidos investem por ano mais de 600 bilhões de dólares no seu programa de defesa. Talvez para se defender do México ou do Canadá, ou talvez dos mísseis coreanos. Mas isso tudo vai para o desenvolvimento tecnológico das empresas, da Boeing, de toda a indústria siderúrgica, de toda indústria ótica, de toda indústria eletrônica."

De acordo com Guimarães, depois, como são as mesmas empresas que fazem os contratos de defesa, “todo esse desenvolvimento financiado a fundo perdido, muitas vezes, passa para o setor civil”.

Thiago Lopes, secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, disse que a Lei de Informática gera R$ 1,5 bilhão por ano em investimentos, e o setor é responsável por 135 mil empregos diretos.

O requerimento para a realização da audiência foi apresentado pela deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), que presidiu o debate.

Reportagem - Sílvia Mugnatto
Edição - Rosalva Nunes
Agência Câmara Notícias

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Fronteira entre mundos físico e digital é tema de debate no SINTPq

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Jogos de realidade aumentada, roupas inteligentes, tatoos que mudam de formato com um clique. Podemos não nos dar conta, mas em função da tecnologia, já vivemos em um futuro no qual o físico e o digital se misturam. Foi com essa premissa que o último Café SINTPq, realizado no dia 26 de outubro, na sede do SINTPq, debateu as novas tecnologias de convergência e suas aplicações.

A atividade, como de costume, começou às 18h30 com um “comes e bebes” oferecido aos presentes. Em seguida, às 19h, teve início a palestra conduzida pelo engenheiro elétrico e mestre em identificação por rádio frequência, Mandel Barbin, que dedicou boa parte de sua fala a explicar e exemplificar, por meio de tecnologias já existentes, o conceito de realidade aumentada (quando o real invade o virtual), e de realidade virtual, quando o oposto ocorre.

Segundo Barbin, uma tendência que ganha cada vez mais força com o avanço tecnológico são os chamados wearable, tecnologias vestíveis que possuem finalidade de ampliar a capacidade humana por meio da automação de objetos que já usamos no nosso dia-a-dia. “No mundo de vestíveis, temos um monte de coisas como óculos, relógios, cintos e etc. Atualmente é uma das áreas mais promissoras da convergência físico-digital”. Grandes exemplos disso são os óculos inteligentes Google Glass e os relógios Smartwatch, que ampliam as funcionalidades dos atuais Smartphones.

Embora lamente os altos custos que essas tecnologias possuem atualmente, durante sua fala, o palestrante mostrou otimismo ao apontar os benefícios que tais tecnologias podem trazer para nossas vidas, idealizando um futuro próximo no qual ela esteja disponível para toda a sociedade. “Meu sonho é um dia levar essa tecnologia a baixos preços para quem mais precisa dela”, completa.

O Café SINTPq é uma parceria entre SINTPq, portal TIC em Foco e a rede Socializando Saberes, que realizou a transmissão ao vivo pela internet. Confira no vídeo a íntegra da palestra.

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CTI Renato Archer realiza palestra com o ex-ministro Aldo Rebelo

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O Centro de Tecnologia da Informação - CTI Renato Archer, o Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva - CNRTA e o Instituto Federal de São Paulo - IFSP Câmpus Campinas  convidam a todos para participar da Palestra: "As Estratégias Nacionais para a Ciência, Tecnologia e Inovação", ministrada pelo ex-ministro Sr. Aldo Rebelo.

O evento é gratuito e faz parte da 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do CTI.

Data: 26 de Outubro de 2017
Horário: 19h00 
Local: Auditório do CTI Renato Archer
Entrada: Portaria II - Av Comendador Aladino Selmi, s/n – Bairro Amarais – Campinas/SP.

Clique aqui e faça sua inscrição

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Reunião do CMCTI debate políticas de inovação e soberania nacional

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O SINTPq recebeu na última sexta-feira, dia 20, os membros do CMCTI - Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Campinas para uma reunião em sua sede. Compondo a mesa, estiveram Carlos Passos, representante da prefeitura e primeiro secretário, André von Zuben, vereador e Presidente do Conselho e Austregésilo Goncalves, diretor de ciência e tecnologia do SINTPq e membro do CMCTI.

O encontro teve início às 15h30 e discutiu temas como a programação da Semana Municipal de CT&I, a Lei de Inovação, ações para o fortalecimento do ecossistema de CT&I de Campinas, entre outros tópicos. A reunião também contou com palestra sobre o Techno Park, apresenta por José Luiz Guazzelli, gestor de projetos imobiliários, infraestrutura e comercialização do parque.

Com 524.000 m² e mais de 60 empresas, o Techno Park é um dos principais polos de desenvolvimento tecnológico da cidade. Na visão de Guazzelli, estruturas como essa, aliadas com políticas públicas eficientes, são fundamentais para o desenvolvimento e soberania nacional. “Nós temos uma lição de casa e podemos construir um novo cenário, garantindo que o Brasil tenha a sua soberania conquistada pelo conhecimento, hoje nós não temos”, avalia.

A dependência tecnológica vivida pelo Brasil tem reflexo no perfil das exportações, como demonstrado pelo palestrante. “Na pauta de exportação, vemos a tendência extraordinária de cada vez mais commodities, sem agregar valor. O café em saca é vendido à US$ 2,29/kg. O Nespresso nos é vendido a US$ 80,00 porque agregou valor. ”

“Precisamos transformar conhecimento em produto e agregar valor a esse produto. É preciso estancar a forte tendência de desindustrialização no Brasil”, concluiu Guazzelli alertando para cenário preocupante vivido pela CT&I e pela economia nacional.

O evento foi transmitido ao vivo na página do SINTPq no Facebook. O conteúdo na íntegra já está disponível e pode ser conferido no link.

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SINTPq realiza assembleia orçamentária no dia 28 de outubro

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SINDICATO DOS TRABALHADORES EM ATIVIDADES (DIRETAS E INDIRETAS) DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE CAMPINAS E REGIÃO - SINTPq 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

O Presidente do SINTPq, de acordo com as disposições estatutárias da entidade, convoca todos os trabalhadores de sua base de representação (Americana, Amparo, Araras, Arthur Nogueira, Atibaia, Bragança Paulista, Campinas, Casa Branca, Cosmópolis, Espírito Santo do Pinhal, Indaiatuba, Itapira, Itatiba, Jaguariúna, Jundiaí, Leme, Limeira, Mococa, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Piracicaba, Pirassununga, Rio Claro, Santa Bárbara D’Oeste, Santo Antônio de Posse, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, São Paulo, Sumaré, Valinhos e Vinhedo) para participarem de Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 28 de outubro de 2017, às 11:30 horas em primeira convocação e, não havendo quórum, às 12:00 horas em segunda convocação, com qualquer número de presentes, na sede do SINTPq, sito à Av. Esther M. Camargo, 61 Jardim Santana - Campinas/SP, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: 1.Deliberação sobre a Proposta Orçamentária para o exercício 2018; 2.Outros assuntos. 

Campinas, 23 de outubro de 2017. 

REGIS NORBERTO CARVALHO

Presidente SINTPq

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Campinas realiza semana de ciência e tecnologia entre os dias 23 e 29 de outubro

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A Semana Municipal de Ciência e Tecnologia é realizada anualmente em Campinas desde 2013 e se integra à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que é realizada em todo o país no mês de outubro, sob a coordenação da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações(Secis/MCTIC) e a colaboração de entidades e instituições de ensino, divulgação e pesquisa.

Sua finalidade principal é mobilizar a população, em especial crianças e jovens, a respeito de temas e atividades de ciência e tecnologia (C&T). O SINTPq não ficou de fora e na quinta-feira, dia 26, realizará uma palestra sobre realidade aumentada. O evento acontece às 18h30, na sede do Sindicato.

A Matemática foi escolhida como tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2017, que acontece de 23 a 29 de outubro em todo o país. A escolha baseia-se no fato de que dois dos maiores eventos com este tema acontecerão no Brasil nos próximos anos. Juntos, eles formam o Biênio da Matemática 2017-2018 e reforçam a SNCT 2017. A Semana Municipal de Ciência e Tecnologia seguirá a mesma temática.

Qual o tema?

A Matemática é, sem dúvida, uma das áreas de conhecimento mais fascinantes e antigas. Acredita-se que ela tenha surgido antes mesmo da escrita e suas aplicações concretas impulsionaram o desenvolvimento da humanidade desde as primeiras civilizações por meio do manejo de plantações e medição de terra, registro do tempo e comércio.

“A Matemática está em tudo” é o tema escolhido para a 14ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). A motivação para a escolha baseia-se no fato de que em 2017, o país vai sediar, pela primeira vez, a Olimpíada Internacional de Matemática, uma competição que reúne os melhores estudantes do mundo. No ano seguinte, é a vez de o Congresso Internacional de Matemáticos trazer ao Brasil pesquisadores de alto nível, também pela primeira vez no país.

Confira a programação completa no site do evento.

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Em memória de Ricardo Zarattini

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O Brasil se despediu no último domingo, dia 15, de Ricardo Zarattini, pai do deputado federal Carlos Zarattini (PT) e companheiro histórico do SINTPq na luta em prol da ciência nacional. Aos 82 anos, o Velho Zara partiu deixando um legado de defesa da democracia e da justiça social.

Em vez de lamentar sua perda, o SINTPq prefere relembrar a trajetória desse importante guerreiro. Nascido em Campinas, Ricardo foi presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE), participou da campanha “O Petróleo é Nosso” e lutou no Sindicato dos Metalúrgicos pela conquista do 13º salário.

Preso pela ditadura em 1968 e novamente em 1969, foi duramente torturado até ser trocado pelo embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado na época pela resistência armada. Após isso, permaneceu exilado por cinco anos em Cuba. No retorno ao Brasil, militou pela anistia e pela redemocratização.

Ao lado do SINTPq, o Velho Zara e seu filho Carlos Zarattini foram parceiros nas mediações junto ao governo em defesa da ciência brasileira. Em 2004, durante seu mandato de deputado federal, Ricardo trabalhou com a gestão Lula na criação da “Lei de Inovação”, que estabeleceu incentivos para o desenvolvimento tecnológico nas empresas nacionais.

Em 2011, Zarattini filho foi um dos grandes responsáveis pela obtenção da Carta Sindical do SINTPq, documento que garantiu definitivamente a representatividade do Sindicato junto aos profissionais da ciência, pesquisa e tecnologia.

Após tantos anos de trabalho conjunto e prestatividade, a direção do SINTPq deixa seus sinceros agradecimentos ao Velho Zara e seus votos de pesar ao companheiro Carlos Zarattini.

Os feitos e lutas de Ricardo estarão sempre presentes na memória de seus companheiros e do povo brasileiro, a quem o Velho Zara dedicou toda sua vida.

Diretoria SINTPq

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Por que o salário mínimo brasileiro é tão baixo?

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Segundo levantamento do DIESSE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em setembro deste ano, o salário mínimo deveria ser de R$ 3.668,55 para custear alimentação, moradia, educação, vestuário, saúde, transporte, higiene e lazer de uma família com quatro pessoas. Esse montante é quatro vezes maior que o mínimo praticado atualmente (R$ 937,00).

O que explica tamanha disparidade e qual a importância do salário mínimo na sociedade brasileira? Para entender essa e outras questões, o SINTPq conversou com Patrícia Lino Costa (foto), economista, supervisora de preços do DIEESE e responsável pela pesquisa de valor ideal para o salário mínimo.

Durante sua fala, Patrícia deu uma importante pista para solucionar essa questão: “Em vez de distribuir renda, salário mínimo é usado para conter a inflação”. Confira abaixo a entrevista completa.

Por que o salário mínimo atual está tão distante do valor ideal?

Quando o SM foi criado, seu objetivo era servir de instrumento para a distribuição de renda. Por isso, foi pesquisado o quanto as pessoas consumiam no mês. Ao longo da história, por conta da inflação alta, o diagnóstico muitas vezes era de que tínhamos uma inflação de demanda, ou seja, as pessoas ganhavam muito e por isso elas consumiam mais. Então, para conter a inflação, um dos instrumentos do governo era diminuir renda. Por isso, o Estado começou a fazer reajustes no SM menores que a inflação. Ao longo do tempo, o SM foi perdendo poder de compra. Isso significa que ele passou de um instrumento de distribuição de renda para um instrumento de regulação da inflação.

Qual a metodologia utilizada para calcular o salário mínimo ideal? Quais critérios e índices baseiam essa análise e quais são os seus objetivos?

Fazemos uma pesquisa mensal da cesta básica baseada no Decreto-Lei nº 399, de 30 de abril de 1938, que definiu estudos para instituir um SM (salário mínimo) no Brasil. Na época, foram feitos levantamentos em diferentes regiões para avaliar como as pessoas consumiam e seus principais alimentos. Essa é a única legislação do Brasil que fala sobre cesta básica. Com base nos principais produtos, realizamos em 21 capitais a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. Como a quantidade de alimento presente na cesta corresponde a um único trabalhador e, em média, uma família possui quatro pessoas (dois adultos e duas crianças), multiplicamos o valor da cesta por três e chegamos ao gasto de alimentação de uma família.

O nosso índice de custo de vida para o estrato de menor renda indica que o percentual gasto com alimentação é de 35,71% do salarial mensal. Então, com base em uma regra de três, chegamos a um valor que engloba, além da alimentação, gastos com transporte, lazer, saúde, educação e despesas pessoais. Somando os valores, temos um SM de referência. Nunca dissemos que é o SM que deveria ser praticado hoje, mas que é o valor necessário para que uma família possa comer, se vestir, ter acesso à educação, transporte, saúde, enfim, coisas básicas presentes na constituição.

Fazemos esse levantamento porque entendemos que precisamos ter um valor de referência de onde queremos chegar.

Em diferentes países considerados desenvolvidos, como Áustria, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega, não existe um salário mínimo. O que permite essa prática nesses países? Qual a importância de se ter um salário mínimo?

Nesses países não existe SM porque eles possuem um Estado que garante a manutenção dos direitos mínimos. O que aconteceu no Brasil foi que, politicamente falando, o SM serviu de instrumento contenção de inflação e perdeu seu principal objetivo enquanto instrumento de distribuição de renda.

O SM no Brasil serve, principalmente, para duas coisas: A primeira delas é a referência. Temos muitos trabalhadores que não possuem um piso por categoria e tão pouco um sindicato por trás, como as trabalhadoras domésticas. Elas sempre têm como referência o SM. O reajuste delas vem conforme mudamos o SM. Ele é uma referência para os trabalhadores que não possuem muito parâmetro. Em segundo lugar, ele também é um instrumento de distribuição de renda à medida em que afere o poder de compra das famílias. Nos últimos anos, o SM teve aumentos reais, ou seja, essas famílias ganharam poder aquisitivo acima da inflação. Quando você tem esse ciclo de aumento de renda, a tendência é que as pessoas comprem mais e a economia cresça, como vimos nos últimos anos.

Analisando os salários ideais divulgados pelo Dieese nos últimos 20 anos, é possível perceber uma proporção sempre quatro vezes maior que o salário mínimo praticado. Isso ocorre mesmo no período entre 2003 e 2010, quando o salário mínimo teve sua maior valorização. Porque, mesmo com essa valorização real desse período, o salário mínimo continuou tão aquém do necessário?

Por conta dos anos anteriores, pelo histórico de desvalorização do próprio SM. Para diminuir essa distância entre o real e o ideal deveríamos ter uma política intencional de longo prazo, praticada por vários governos. Não foi o que aconteceu. Hoje, por exemplo, já se fala em reajustes menores que a inflação.

Qual seria o caminho para o Brasil se aproximar do salário mínimo ideal? Essa questão depende apenas do desempenho econômico nacional?

A única forma seria por meio de uma política de longo prazo, que visasse a valorização do SM. O SM é uma poderosa ferramenta de distribuição de renda, mas sem uma vontade política não adianta termos crescimento econômico. Em vários momentos da história do Brasil, crescemos sem distribuir. É como dizia aquela velha frase do Delfim Netto quando era ministro: “Vamos fazer o bolo crescer para depois dividi-lo”.

por Ricardo Andrade
Redação SINTPq

Fotos:
Reprodução/Arquivo Globo
Divulgação/Alesp

 

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