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Desemprego segue alto, desalento e exclusão do mercado batem recorde

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A taxa de desemprego subiu para 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro, com um número estimado de 13,098 milhões de desempregados, informou nesta sexta-feira (29) o IBGE. Em dezembro, estava em 11,6% – em comparação com fevereiro de 2018, ficou estável (12,6%). São 892 mil desempregados a mais em três meses, crescimento de 7,3%, enquanto o total de ocupados encolheu 1,1% (menos 1,062 milhão). O desalento e o total de pessoas fora da força de trabalho foram recordes.

A última vez que a taxa esteve abaixo de dois dígitos foi em janeiro de 2016, ainda no período pré-impeachment: 9,5%. Atualmente, está três pontos acima. Se no período posterior à "reforma" trabalhista, o desemprego não aumentou significativamente, também não cedeu. O que cresce continuamente é a informalidade no mercado.

De acordo com o instituto, o número de desalentados somou 4,9 milhões em fevereiro, atingindo novo recorde, estável no trimestre e com crescimento de 6% em um ano (275 mil a mais). O percentual é de 4,4%. Já a população fora da força de trabalho atinge 65,7 milhões, crescendo 0,9% em três meses (595 mil) e 1,2% em 12 meses (754 mil).

O total de ocupados é de 92,127 milhões. Cresceu 1,1% em 12 meses, com acréscimo de 1,036 milhão. Mas, como vem se tornando comum, o que cresce, basicamente, é o emprego no setor privado sem carteira (367 mil a mais, 3,4%) e o trabalho por conta própria (644 mil, 2,8%).

A chamada população subutilizada – além dos desempregados, aquela que gostaria de trabalhar mais – chega a 27,9 milhões, outro recorde apurado na pesquisa, com mais 901 mil pessoas (3,3%) no trimestre e 795 mil (2,9%) em 12 meses. A taxa de subutilização da força de trabalho subiu para 24,6%.

Os empregados com carteira assinada no setor privado somam 33,027 milhões, enquanto os sem carteira são 11,128 milhões. E os trabalhadores por conta própria chegam a 23,779 milhões.

O rendimento médio foi estimado em R$ 2.285. Teve crescimento de 1,6% no trimestre e foi considerado estável no período de 12 meses. A massa de rendimentos (R$ 205,4 bilhões) ficou estável nas duas comparações.

por Redação Rede Brasil Atual

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Roda de conversa na sexta-feira (29) debate condição feminina

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Na sexta-feira (29/3), às 15 horas, o Departamento Brasil 2022 da CNTU realiza a roda de conversa “A condição feminina”, em comemoração ao mês da mulher. A atividade contará com depoimentos de 12 lideranças em diversas áreas de atuação e debate com as (os) participantes.

O bate-papo acontece na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), na Rua Genebra, 25 – 2º andar – Bela Vista – São Paulo – SP. Mais informações pelo telefone (11) 3113-2641, e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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10 itens da reforma da previdência que tiram dinheiro do bolso dos trabalhadores

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A proposta de reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) pode mexer drasticamente no bolso dos trabalhadores e trabalhadoras.

Depois de trabalhar e contribuir uma vida inteira para a Previdência, o trabalhador corre o risco de ganhar muito pouco no momento mais delicado de sua vida, que é a velhice, quando os cuidados com saúde aumentam e a aposentadoria não consegue sequer durar até o final do mês.

Se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 06/2019) for aprovada pelos parlamentares no Congresso Nacional, os trabalhadores terão de trabalhar muito mais para ganhar bem menos de aposentadoria.

Além disso, os trabalhadores podem perder direitos trabalhistas, como o acesso ao abono salarial e o direito de receber 40% da multa do FGTS quando se aposentam e continuam trabalhando na mesma empresa.

Os benefícios pagos pelo INSS, como pensão por morte, aposentadoria por invalidez e Benefício de Prestação Continuada (BPC), também podem sofrer reduções drásticas nos valores, o que afetará a vida dos segurados que dependem desses benefícios para sobreviver.

Confira os 10 principais pontos da reforma que tiram dinheiro do bolso do trabalhador:

1- Idade mínima: trabalhar mais e receber menos

No modelo atual, os trabalhadores podem se aposentar após 35 anos de contribuição ao INSS e as trabalhadoras após 30 anos de contribuição, sem a exigência de idade mínima.

Os trabalhadores que não conseguem se aposentar por tempo de contribuição, podem se aposentar por idade: 65 anos para os homens e 60 para as mulheres, com no mínimo 15 anos de contribuição.

A reforma de Bolsonaro quer acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição e obrigar os homens a se aposentarem com a idade mínima de 65 anos e as mulheres com 62 anos.

2- Valor do benefício menor

Pelas regras atuais, o valor do benefício é calculado com base na média das 80% maiores contribuições feitas pelo trabalhador ao longo da vida profissional. Os salários mais baixos são descartados do cálculo para valorizar o benefício do trabalhador que contribuiu a vida inteira.

Bolsonaro quer mudar essa regra para diminuir o valor das aposentadorias. O texto da PEC da reforma da Previdência prevê que o cálculo passará a contar a média de todas as contribuições (100%) ao longo da vida profissional, inclusive os menores salários recebidos pelo trabalhador. Ou seja, ao acrescentar os menores salários, o valor final do benefício será menor.

Isso significa que o trabalhador, que hoje pode se aposentar com 15 anos de contribuição para receber 85% do valor do benefício, terá de contribuir pelo menos mais 5 anos para receber apenas 60%, podendo esse valor ser menor do que um salário mínimo.

3- BPC menor

Bolsonaro quer reduzir o valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago aos idosos que vivem em situação de extrema pobreza de um salário mínimo (R$ 998,00) para apenas R$ 400,00. Somente a partir dos 70 anos os idosos em condição de miserabilidade terão direito a um salário mínimo integral. Para ter acesso ao benefício parcial (R$ 400,00), a idade mínima exigida pelo governo de Bolsonaro é de 60 anos.

Hoje, para ter acesso ao benefício integral – R$ 998,00 -, é necessário que o idoso tenha 65 anos.

4- Fim da multa 40% FGTS

Bolsonaro quer acabar com o pagamento da multa de 40% sobre os depósitos efetuados na conta individual do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores que se aposentarem e permanecerem na mesma empresa.

Os patrões, além de ficarem livres de pagar a multa, não precisarão mais continuar recolhendo 8% do salário para depositar na conta do FGTS dos trabalhadores aposentados.

Pelas regras atuais, o trabalhador que se aposenta recebe o valor que tem depositado em sua conta individual do FGTS e, se continuar trabalhando, o patrão precisa continuar depositando na sua conta. Quando termina o vínculo empregatício, o trabalhador recebe todos os direitos trabalhistas e os 40% da multa do FGTS calculado sobre todo o período, tanto antes quanto depois da aposentadoria.

5- Fim do Abono Salarial

O fim do abono salarial do PIS/PASEP para os trabalhadores e trabalhadoras formais que ganham até dois salários mínimos (R$ 1.996,00) é outra regra cruel prevista na reforma da Previdência que atinge o bolso dos trabalhadores.

Pelo texto da PEC, só terá direito ao abono salarial os trabalhadores que receberem até um salário mínimo (R$ 998,00).

Isso significa menos um salário mínimo por ano para 21,3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras formais que hoje ganham até dois salários mínimos por mês.

6- Fim do reajuste da aposentadoria e do vínculo ao salário mínimo

O texto da proposta enviada ao Congresso Nacional exclui da Constituição Federal uma regra que determina a reposição da inflação para os benefícios acima do salário mínimo pagos a aposentados e pensionistas da iniciativa privada e do setor público.

A PEC também desvincula os valores dos benefícios do salário mínimo. Isso significa que os reajustes do salário mínimo não serão mais usados como base de cálculo para corrigir as aposentadorias e pensões.

Essas mudanças podem rebaixar os valores dos benefícios e afetar drasticamente o bolso do trabalhador, que perderá o seu poder de compra e terá dificuldade de pagar as contas que serão reajustadas anualmente, mas a sua aposentadoria não.

7- Pensão por morte com valor menor

Bolsonaro quer tirar vantagem financeira até mesmo das viúvas e órfãos. A proposta de reforma da Previdência prevê a redução em até 40% o valor das pensões por morte. Esse benefício também poderá ficar abaixo do salário mínimo.

Pelo texto da PEC, em caso de morte, o cônjuge ou filho que tem direito a pensão não receberá mais o valor integral, apenas 50% do valor do benefício a que o trabalhador ou trabalhadora tinha direito, mais 10% por cada dependente. Como a viúva ou o viúvo contam como dependentes, a pensão começa com 60% do valor do benefício.

8- Acúmulo pensão + aposentadoria

Bolsonaro quer dificultar o acúmulo de benefícios e rebaixar o valor recebido pelos trabalhadores que têm direito à pensão e à aposentadoria.

Pelas regras atuais, é possível acumular e receber o valor integral. Já pela regra proposta por Bolsonaro, o pensionista ou aposentado terá de optar por receber apenas um benefício com o valor integral. O outro benefício sofrerá descontos que vão de 20% a 80%, dependendo do valor do benefício.

9- Aposentadoria por invalidez mais difícil

A proposta de reforma de Bolsonaro praticamente acaba com o direito à aposentadoria por invalidez permanente dos trabalhadores e trabalhadoras, tanto da iniciativa privada quanto do serviço público, que se acidentarem fora do ambiente de trabalho e não conseguirem mais trabalhar.

Atualmente, para ter direito ao benefício integral, basta o trabalhador ter contribuído durante 12 meses, o chamado período de “carência”.

Bolsonaro quer que os trabalhadores acidentados ou que tenham doenças contraídas sem relação com o ambiente de trabalho contribuam por, no mínimo, 20 anos para receber apenas 60% do valor da aposentadoria. Se ele tiver contribuído por mais de 20 anos, terá direito a 2% a mais no valor do benefício por cada ano de contribuição.

10- Trabalhadores com deficiência também perdem

Os trabalhadores e trabalhadoras com deficiência também terão de trabalhar mais para receber o valor integral de aposentadoria.

Se for aprovada pelo Congresso Nacional a reforma da Previdência de Bolsonaro, os trabalhadores com deficiência serão obrigados a contribuir por, no mínimo, 35 anos para conseguirem se aposentar, independentemente do gênero e do grau de deficiência.

A proposta não mexe na idade mínima, que hoje é de 60 anos para homens e 55 para mulheres, mas penaliza os trabalhadores com o aumento no tempo mínimo de contribuição para conseguir ter direito ao valor da aposentadoria a que teriam direito hoje.

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Trabalhadores fazem atos contra a reforma da Previdência em todo o país

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Em todo o Brasil, trabalhadores realizaram, durante a manhã desta sexta-feira (22), atos públicos, caminhadas e panfletagens, como atividades do Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência. Eles criticam a proposta de "reforma" do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que, entre outras medidas, prevê o aumento da idade mínima e do tempo de contribuição para homens e mulheres e reduz valores dos benefícios, além de não enfrentar privilégios e favorecer o setor financeiro.

Os atos desta sexta também server de "esquenta" para uma eventual greve geral, caso o governo pretenda colocar em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6, que tramita em fase inicial na Câmara. Nas redes sociais, os trabalhadores também protestaram, promovendo um "tuitaço" com a hashtag #LutePelaSuaAposentadoria, que ainda ocupa a primeira posição entre os temas discutidos.

No ABC paulista, uma caminhada uniu trabalhadores da Mercedes-Benz e da Ford, contra as mudanças nas aposentadorias. Assembleias foram realizadas em 70 outras fábricas do setor metalúrgico, nas cidades da região e também em São Paulo e Mogi das Cruzes, envolvendo cerca de 25 mil trabalhadores, que alertaram a população dos riscos representados pela proposta de Bolsonaro.

Em Osasco, outro município da Grande São Paulo, bancários do Bradesco realizaram panfletagem no local onde fica a sede do banco. Em Guarulhos, trabalhadores da construção civil da empresa Gail atrasaram a entrada do turno, para dizer não à reforma. Também houve atos em Limeira e Campinas, no interior paulista. Em São José dos Campos, participaram metalúrgicos da General Motors, Heatcraft, Prolind, Panasonic e Eaton, segundo o sindicato da região, informando ainda que houve assembleias na Latecoere e Armco (Jacareí) e na MWL (Caçapava). Foram registrados também atrasos em fábricas de outros setores, como a Basf (indústria química) e Heinneken (alimentação), ambas em Jacareí.

As mobilizações deste dia 22 estão sendo convocadas pelas centrais CGTB, CSB, CSP-Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central. Na capital paulista, os trabalhadores de todas as categorias se preparam para uma grande manifestação conjunta, a partir do fim da tarde, na Avenida Paulista. 

Maringa

Trabalhadores protestam em Maringá (PR)

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Caravana dos Bancários do Rio convocando a manifestação do fim da tarde

Petroleiros

Petroleiros em São Mateus do Sul (PR)

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Mobilização na Refinaria de Paulínia

Santa Cruz

Trabalhadores da zona industrial de Santa Cruz, na capital fluminense (RJ)

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Frentes parlamentares se unem em defesa das instituições públicas de ensino e pesquisa

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Na última quarta-feira (13), o SINTPq esteve no auditório Teotônio Vilela acompanhando a reunião que marcou a fusão de duas frentes parlamentares da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Públicos de Pesquisa e das Fundações Públicas do Estado de São Paulo e a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas no Estado de São Paulo, ambas lideradas pelo Deputado Carlos Neder, que passarão a se chamar Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão no Estado de São Paulo, sendo liderada agora pela deputada Bete Sahão. Essa frente objetiva dar continuidade ao espaço de debates sobre a realidade das instituições públicas, debate este que o SINTPq contribui desde 2015, data da criação destas frentes parlamentares.
 
A diretora de ciência e tecnologia do SINTPq, Priscila Leal, esteve presente na reunião, onde pode expor os recentes ataques que o movimento sindical tem sofrido, em conjunto com a falta de valorização do sistema de ciência e tecnologia dos atuais governos, e os consequentes danos à soberania nacional que estes ataques acarretam. Ainda em sua fala, teve a oportunidade de agradecer o deputado Carlos Neder pela contribuição na defesa aos institutos públicos de pesquisa e universidades públicas do estado de são paulo, e entregar uma placa de prata, em conjunto com as entidades representativas dos empregados (CRE e ASSIPT) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT, com a finalidade de concretizar esta gratidão. Agradeceu também a disposição da deputada Bete Sahão em aceitar o desafio de liderar a nova frente e colocou a disposição do SINTPq em contribuir com os debates da nova frente.

 

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Mulheres do SINTPq participam de ato no Dia da Mulher

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Oito de março foi dia de mobilização das mulheres nas ruas de Campinas. As diretoras do SINTPq, Filó Santos, Katiucia Zanella e Priscila Leal, estiveram presentes representando o SINTPq, junto com os dirigentes Celso Lacroux e José Paulo Porsani.

Com o mote "Pela vida das mulheres; Por democracia e direitos; Em defesa da previdência; Meirelle Vive", a manifestação teve início às 17h, com concentração no Largo do Rosário. A partir das 19h, o ato saiu em passeata pelas ruas do centro de Campinas.

Não faltaram palavras de ordem e discursos que deixaram claro que luta pela equidade de gênero seguirá firme e cada vez maior. A diretora Filó Santos discursou durante a manifestação e criticou as recentes posições do presidente Jair Bolsonaro.

"Como mulher repudio todas as declarações machistas do Bolsonaro. Como sindicalista, repudio a reforma da previdência apresentada pelo governo, que ataca com mais violência a aposentadoria da mulher e, com mais crueldade ainda, a aposentadoria das trabalhadoras de baixa renda. Não é coincidência o alto índice de feminicidio em 2019 e o início do governo Bolsonaro, isso é consequência de suas declarações misóginas, machistas, homofóbicas e racistas. Pela vida das mulheres, pela liberdade da mulher ser o que quiser, por aposentadoria digna e por nenhum direito a menos, vamos a luta", destacou Filó.

A diretora Priscila Leal também se pronunciou e chamou a atenção para a falta de mulheres em posições de comando no setor de pesquisa e tecnologia e na sociedade em geral: "Se nós mulheres somos maioria, por que não estamos nos espaços de poder? Por que não estamos decidindo?".

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Confira a seleção do SINTPq de filmes e livros produzidos por mulheres

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Março é um mês especial para relembrar e debater a luta das mulheres em nossa sociedade. Mesmo com tantas barreiras impostas pelo machismo, não faltam exemplos de grandes mulheres escritoras, diretoras e artistas em geral.

O SINTPq selecionou algumas sugestões de obras produzidas por representantes do sexo feminino. São filmes e livros que acompanham os nomes das respectivas diretoras e autoras. Nos títulos também estão disponíveis links para trailers, vídeos e informações adicionais. Confira e monte sua seleção!

Filmes

Professor Marston e as Mulheres Maravilhas - Angela Robinson
Mulher Maravilha - Patty Jenkins
Que Horas Ela Volta? - Anna Muylaert
Mate-me por favor - Anita Rocha da Silveira
Selma: uma Luta pela Igualdade - Ava DuVernay
O Sonho de Wadjda - Haifaa Al Mansour
Do que as Mulheres Gostam - Nancy Meyers
O Piano - Jane Campion
Bicho de sete cabeças - Laís Bodanzky

Livros

Úrsula - Maria Firmina dos Reis (Primeira romancista brasileira)
O Segundo Sexo - Simone de Beauvoir
Os Mandarins - Simone de Beauvoir
O Sol é Para Todos - Harper Lee
O Conto da Aia - Margaret Atwood
Quem Tem Medo do Feminismo Negro - Djamila Ribeiro
O Que é Lugar de Fala - Djamila Ribeiro
A Duração do Dia - Adélia Prado
Janela Mágica - Cecília Meireles
A Disciplina do Amor - Lygia Fagundes Telles

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Semana da Mulher IPT: Mulher, Ciência e Tecnologia – Estratégias de Inclusão

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Mulher, Ciência e Tecnologia – Estratégias de Inclusão (parte 2)
Ros Mari Zenha, Luciana Casciny Pacifico e Priscila de Melo Leal
Pesquisadoras do IPT

Temos assistido a grandes conferências internacionais da ONU, entre elas a Rio-92, a Cairo-93, a Direitos Humanos 94, A Mulher 95 e a de Ciência e Tecnologia de Budapeste em 99. Nesta, fez-se um mapeamento da situação da participação das mulheres na área de ciência, tecnologia e engenharias.

Apesar dos avanços verificados, o fim da discriminação por gênero ainda é um objetivo longínquo no país. Trata-se de uma realidade econômica e social com raízes históricas e que, por isso mesmo, precisa ser enfrentada com mais determinação pelas instâncias governamentais para induzir mudanças.

Esses comportamentos precisam ser alterados de forma coletiva, em nível institucional. Mesmo assim, isso só ocorrerá se a mudança de mentalidade surgir individualmente entre os responsáveis pelas universidades e também pelas empresas.

Alguns países começaram a investir no desenvolvimento de estratégias de inclusão.

O Ministério da Ciência do Canadá, por exemplo, lançou, em fevereiro de 2017, a campanha Choose Science. O objetivo é incentivar as mulheres a conhecer melhor e optar por áreas Stem (áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática). Também a Academia Australiana de Ciências começou a desenvolver um plano para, em uma década, aumentar o engajamento e a participação das mulheres. Organizações como Girl´sWho Code, Engineer Girl, Girl´s Can Code e @IndianGirlsCode, são alguns exemplos de iniciativas para encorajar meninas e mulheres a explorer essas áreas do conhecimento.

No Brasil, o movimento ainda é tímido.

Um dos casos mais conhecidos é o do projeto Meninas na Ciência (ufrgs.br/meninas na ciência), uma ação de extensão do IF-UFRGS lançado há cinco anos, com o objetivo de atrair jovens para as carreiras em Stem e estimular as mulheres que já escolheram essas carreiras a persistirem e se tornarem agentes no desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil.

Vários caminhos têm sido propostos para a reversão desse quadro de exclusão, dentre os quais destacamos:

  • • Minimizar a disseminação de pré-juízos nas escolas;
  • • Desenvolver módulos de treinamento sobre igualdade de gênero;
  • • Desenvolver programas e palestras sobre preconceitos inconscientes;
  • • Criar programas de curta duração para professoras e estudantes meninas do ensino médio, em instituições de pesquisa e empresas, com a finalidade de aproximar esse público das atividades de pesquisa e tecnologia;
  • • Abrir as portas das instituições de pesquisa e das empresas para que meninas de escolas de nível secundário possam conhecer os laboratórios e conversar com os e as profissionais com a finalidade de despertar o interesse das estudantes pelas áreas tecnológicas;
  • • Desenvolver um programa de visita de profissionais das instituições de pesquisa e empresas a escolas secundárias para conversar sobre os trabalhos desenvolvidos e despertar o interesse das estudantes pelas carreiras Stem;
  • • Criar grupos nas instituições de pesquisa e empresas que catalisem e informem sobre os progressos na participação das mulheres nas áreas de ciências e tecnologia;
  • • Desenvolver pesquisas sobre o status das mulheres nas instituições de pesquisa e empresas;
  • • Encorajar e estimular a participação das mulheres das instituições de pesquisa e empresas em congressos e eventos relacionados à ciência e tecnologia; e
  • • Aumentar a presença de mulheres em cargos de liderança e gerência.
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Semana da Mulher IPT 2019: Construindo a Igualdade de Gênero

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Mulher, Ciência e Tecnologia

Ros Mari Zenha, Luciana Casciny Pacifico e Priscila Rodrigues Melo Leal Pesquisadoras do IPT

No mês em que se comemora do Dia Internacional da Mulher, é oportuno observar como se refletem as questões de gênero, no campo da ciência e da tecnologia.

A igualdade de gênero é um direito fundamental e um tema prioritário de atuação de diversos organismos internacionais e nacionais.

De acordo com Joan Scott nos estudos acadêmicos sobre a condição da mulher, a palavra gênero não reflete as diferenças físicas fixas e naturais entre homens e mulheres (sexo feminino e sexo masculino), mas sim designa as relações sociais entre os sexos, os papeis destinados aos homens e mulheres, que variam de acordo com as culturas, os grupos sociais e no tempo .

Em que o fato de sermos mulheres afeta nossa vida? Que possibilidades nos foram oferecidas e quais nos foram recusadas? Que destino podem esperar nossas irmãs mais jovens e em que sentido convém orientá-las? (Simone du Beauvoir, 1949).

No Brasil, a educação era impensável para as meninas até o início do século XIX, reservando-se a elas “as prendas domésticas”. A ruptura da barreira educacional se deu há apenas 200 anos quando Nísia Floresta abriu uma escola para meninas. Na segunda metade do século XIX, as mulheres eram jornalistas, escritoras, poetas, musicistas, ativistas políticas que buscavam superar a discriminação a que eram submetidas em casa e na vida pública.

Em 1940, o Censo do IBGE deixava claro que mulher em universidade era coisa rara, já que apenas 34% delas sabiam ler e escrever, enquanto entre os homens a taxa era de 42%.

Segundo informações do artigo de autoria de Rodrigo de Oliveira Andrade, na Revista Fapesp (ano 19, nº 271, 2018), Onde as cientistas não têm vez, as mulheres que iniciam um doutorado em áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, em inglês, ou “ciências duras ou exatas” em português) são 12% menos propensas a terminar suas pesquisas, em comparação com os homens.

No estudo Cracking the code: Girl´s and women´s education in science, technology, engineering and mathematics, verificou-se que 74% das mulheres se interessam por ciência, tecnologia, engenharia e matemática. No entanto, apenas 30% delas se tornam pesquisadoras nessas áreas. Para as que ingressaram no mercado de trabalho, os dados indicam que 27% sentem que não estão evoluindo em suas carreiras, enquanto 32% desistem em até um ano depois de concluída a graduação.

As áreas STEM representam, hoje, um dos setores da economia e do mercado de trabalho que mais cresce no mundo e as mulheres nelas estão sub-representadas.

As diferenças de gênero na educação, visíveis desde o ensino básico, tornam-se mais evidentes nos níveis mais altos de ensino. Relatório da UNESCO destaca que as meninas começam a perder o interesse pelas áreas STEM tão logo ingressam nas escolas.

Os autores destacam parte das causas do fenômeno: (1) influência, na família e na escola, que “formata” as meninas e lhes transmitem uma série de clichês e estereótipos que elas próprias interiorizam, minando sua capacidade de confiar nas próprias potencialidades; (2) desmotivação das meninas a partir do ensino médio, para as áreas de ciências exatas; (3) desconhecimento sobre o que é desenvolvido no campo da ciência e da tecnologia, em especial nas ciências duras ou exatas e (4) falta de modelos.

A tendência se acentua no ensino médio, de modo que, atualmente, na educação superior, as mulheres representam apenas 35% das matriculadas em cursos STEM no mundo.

Segundo os estudiosos do tema, as mulheres ainda são consideradas desprovidas das habilidades tidas como necessária para a produção do conhecimento científico. Não raro, enfrentam preconceitos pautados em rótulos que as definem como sensíveis, emocionais, sem aptidão para o cálculo ou a abstração.

No contexto do estudo da UNESCO, as investigações realizadas nos Estados Unidos avaliaram, também, o ambiente dos programas de doutorado em áreas STEM e sua contribuição para a desigualdade de gênero. Não foram identificadas evidências de que o desempenho acadêmico das estudantes ou dificuldades financeiras contribuíram para a manutenção da sub-representação das mulheres nesses cursos. O problema parece residir no fato de os cursos, compostos majoritariamente por homens, contribuírem para o estabelecimento de um ambiente hostil às mulheres, envolvendo, muitas vezes, assédio sexual, humilhação, menosprezo ou rejeição de ideias manifestadas, por exemplo, em reuniões de laboratórios, situações que, não raro, contribuem para que as estudantes se isolem do convívio social.

No Brasil, a discussão sobre a participação das mulheres nas áreas STEM também desperta a atenção de pesquisadoras que, depois de analisar dados do Censo da Educação Superior de 2010, constataram que as mulheres são maioria em 15 das 20 carreiras de graduação com maior número de recém-formados; maioria também entre os discentes nas universidades brasileiras e já compõem cerca de 50% dos docentes nas instituições públicas, mas o crescimento não está homogeneamente distribuído entre as disciplinas. O percentual de mulheres nas áreas STEM é muito pequeno e diminui desproporcionalmente à medida que se avança na carreira.

O que podemos fazer para mudar esse quadro?

É o que abordaremos na próxima matéria a ser divulgada nas páginas do SINTPq e Assipt.

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'Reforma' vai criar país de idosos pedindo esmola, diz economista

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Caso a reforma da Previdência do governo Bolsonaro seja aprovada, dificilmente os trabalhadores conseguirão o valor integral das aposentadorias, pois precisarão comprovar 40 anos de contribuição. Somada aos impactos da reforma trabalhista, que instituiu modalidades como o trabalho temporário e intermitente, até mesmo os 20 anos de contribuição necessários para garantir o piso de 60% da média salarial é uma aposta arriscada, segundo o economista Eduardo Fagnani.

"Estamos caminhando para um país que daqui 20 anos vai ter 70% da população que não consegue ter acesso à Previdência," afirma Fagnani, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria na Rádio Brasil Atual na quinta-feira (21). Com o crescimento da informalidade e da precarização do emprego, a esse segmento restará apenas o Benefício de Prestação Continuada (BCP) como alternativa. Passaríamos, então, de um modelo de seguridade social para um mero "assistencialismo".

Hoje, o BCP paga um salário mínimo a pessoas com deficiência e idosos a partir dos 65 anos que não conseguiram contribuir. Pelo novo texto, esse valor só será alcançado aos 70 anos, no caso dos idosos. Aos 60, ficará restrito a apenas R$ 400, o que faz com que o Fagnani preveja um cenário obscuro: "Vamos ser um país de velhos pedindo esmola na rua. Essa é a decisão que os congressistas e a sociedade vão ter que tomar. É isso que nós queremos?", questiona o economista.

Ele diz que a proposta de Bolsonaro representa o inverso do modelo pretendido pela Constituição de 1988 – com alto grau de solidariedade intergeracional, de inspiração europeia – que hoje garante, por meio das aposentadorias ou do BCP, rendimento de pelo menos um salário mínimo a 88% dos idosos.

O economista também diz que as novas regras de transição, principalmente a que define a elevação da idade mínima, de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, sempre que subir a expectativa de sobrevida da população, com reajuste automático, praticamente impedirá o acesso às aposentadorias nas próximas décadas.

Falso milagre

Segundo o governo, essa proposta garantirá "economia" de R$ 1,165 trilhão, em 10 anos, uma média de pouco mais de R$ 100 bilhões por ano, o que seria a chave para destravar o crescimento do país. Fagnani contesta esse argumento e diz que as perdas com desonerações fiscais, sonegação e pagamento de juros da dívida pública somam cerca de R$ 1,3 trilhão ao ano, o que a dita reforma "economizaria" em uma década.

"Como o grande problema do país pode ser a Previdência, se todo ano o governo federal deixa de arrecadar cerca de R$ 400 bi com isenções fiscais? Se todo ano pagam cerca de 400 bi de juros?", indaga o economista. Já as sonegações seriam da ordem de R$ 500 bi anuais, que poderiam ser combatidas com sistemas informatizados de informação. Em vez disso, "premiam" as empregas sonegadores com seguidos programas de refinanciamento.

"Se o problema fiscal é tão grave, o governo poderia buscar ao menos 30% desse montante, o que somaria mais de 400 bi por ano", o que equivaleria a mais de três vezes a suposta economia alegada com a reforma da Previdência, provoca o economista.

por Redação Rede Brasil Atual

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Reforma da previdência: Aposentado que for demitido não receberá multa de 40% sobre FGTS

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O texto da reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL), confirmado na quarta-feira (20), com a entrega da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso Nacional, não prejudica apenas os trabalhadores mais pobres, dificultando a aposentadoria e reduzindo o valor dos benefícios, mas também os profissionais da chamada classe média, com medidas como o fim da multa de 40% sobre o FGTS para aposentados e a extinção da aposentadoria por tempo de contribuição.

Confira abaixo alguns tópicos da reforma. Todas as informações foram extraídas diretamente da proposta apresentada pelo governo, disponível na íntegra neste link.

FGTS

O texto da reforma retira a obrigatoriedade de o empregador pagar multa de 40% sobre o valor do FGTS ao trabalhador que for demitido e já estiver aposentado. Essa mudança passaria a valer para todos logo após a aprovação da reforma, sem período ou regra de transição.

A proposta também prevê que o empregador, a partir do momento em que seu funcionário se aposenta e permanece na empresa, não precisa mais recolher a contribuição de 8% para o seu FGTS. Esta mudança valerá somente para quem se aposentar após a reforma entrar em vigor.

  • § 4º O vínculo empregatício mantido no momento da concessão de aposentadoria voluntária não ensejará o pagamento da indenização compensatória prevista no inciso I do caput do art. 7 º da Constituição , nem o depósito do fundo de garantia do tempo de serviço devido a partir da concessão da aposentadoria.

Idade mínima

Uma das principais mudanças para os trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos é a obrigatoriedade de idade mínima para se aposentar. Se o Congresso aprovar as mudanças, não haverá mais aposentadoria por tempo de contribuição. A PEC obriga o trabalhador e a trabalhadora, tanto da iniciativa privada quanto do serviço público, a se aposentar com 65 anos (homens) e 62 (mulheres). A PEC também aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos.

Alíquota maior

Para os trabalhadores de empresas privadas, as alíquotas vão variar de 7,5% a 11,68% sobre o salário e serão calculadas sobre cada faixa de salário (como no Imposto de Renda). Hoje, as alíquotas são de 8% a 11%, calculadas sobre todo o salário.

PIS

Hoje todos os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos têm direito ao PIS, um salário mínimo por ano. A proposta é pagar só para quem recebe um salário mínimo. Ou seja, se você ganhar um centavo a mais do que o salário mínimo, não vai mais receber o PIS.

Salário mínimo

As aposentadorias continuam vinculadas ao salário mínimo, ou seja, não podem ser inferiores ao piso nacional, que hoje é de R$ 998,00. Mas, os Benefícios de Prestação Continuada (BPC), pagos a pessoas com deficiência continuará sendo de um salário mínimo apenas para quem estiver condição de miserabilidade.

Já os idosos carentes, que antes recebiam um salário mínimo a partir dos 65 anos, terão os benefícios reduzidos para R$ 400,00 e só conseguirão ganhar um salário mínimo aos 70 anos. Pela proposta, os R$ 400 começarão a ser pagos a partir dos 60 anos.

Pensão por morte

Viúvos e órfãos que hoje recebem 100% da aposentadoria da pessoa que morreu, receberá apenas 60% do valor do benefício. Se tiver dependente receberá 10% a mais por cada adicional até atingir os 100% do benefício da pessoa que morreu.

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Campanha #SINTPqSemprePresente tem início no CNPEM

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O SINTPq iniciou neste mês de fevereiro a campanha #SINTPqSemprePresente, que promove visitas nas empresas da base para tirar dúvidas, conversar com os trabalhadores e registrar novas sindicalizações.

O CNPEM foi a primeira empresa a receber a atividade, realizada na terça-feira (12), entre 11h e 14h. Durante a campanha, os diretores do sindicato conversaram com os funcionários, que se mostraram interessados em dialogar sobre diferentes temas.

Além de promover o contato direto com os trabalhadores, a campanha também obteve novas sindicalizações durante sua realização, registradas presencialmente e também pelo site do SINTPq.

A direção do sindicato agradece a todos os profissionais do CNPEM que se associaram. Nas próximas semanas, novas datas e locais da campanha serão divulgadas.

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