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SINTPq realiza eleições para nova diretoria em 2018

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Os trabalhadores e trabalhadoras sindicalizados decidem em 2018 a nova diretoria executiva e conselho fiscal do SINTPq. As eleições ocorrem em junho.

Conforme definido no estatuto do SINTPq, o mandato da diretoria é de três anos (2018-2021). A direção é eleita pelos sócios do Sindicato, que também podem se candidatar formando uma chapa para concorrer nas eleições.

O edital com as regras e outras orientações serão publicados em breve no site do SINTPq e em jornal de grande circulação.

Acompanhe, participe e ajude a fortalecer o Sindicato nesse momento difícil da conjuntura política e econômica. Se você tem interesse em participar de uma futura diretoria ou apenas se informar sobre o processo eleitoral, procure os diretores do SINTPq ou envie e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

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Metalúrgicos alemães conquistam redução de jornada para 28 horas semanais

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Na terça-feira (6), o maior sindicato metalúrgico da Alemanha, o IG Mettal, fechou acordo com as principais empresas da região de Baden-Wuerttemberg, sede de indústrias como a Daimler e Porsche, e garantiu aos cerca de 900 mil trabalhadores e trabalhadoras a redução da jornada de trabalho de 35 para 28 horas semanais e um aumento salarial de 4,3%. O acordo tem validade até 31 de março de 2020.

De agora em diante, os metalúrgicos do setor, com pelo menos dois anos de trabalho na empresa, poderão solicitar a redução da jornada semanal de trabalho sem redução de salário por um período que pode ir de seis até 24 meses. Passado esse tempo, o trabalhador terá a garantia de retornar ao seu posto em período integral.

Por outro lado, as empresas poderão contratar mais trabalhadores para uma jornada de 40 horas semanais em períodos de aumento de produção para atender ao crescimento da demanda.

"Por muito tempo, a flexibilidade do tempo de trabalho tem sido um privilégio dos empregadores", disse o presidente do IG Metall, Joerg Hoffman, ressaltando a importância do acordo fechado.

O acordo garante também aos trabalhadores o pagamento único de 100 euros correspondente à recomposição salarial do primeiro trimestre de 2018, uma vez que o acordo fechado passa a valer somente a partir de abril. No ano que vem, esse pagamento se transformará em um depósito único de U$ 400, ao qual será acrescido ainda um segundo pagamento extra, correspondente a 27,5% do salário mensal de cada trabalhador - é uma espécie de PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

“Os trabalhadores vão ter mais dinheiro no bolso em termos reais, vão obter uma parte justa dos lucros das empresas e isso vai impulsionar o consumo”, afirmou à Reuters Roman Zitzelsberg, um dos representantes do IG Metall.

Os metalúrgicos que tiverem filhos pequenos, doença na família ou forem idosos poderão optar ainda por não receber esse montante anual e substituí-lo por uma jornada de trabalho ainda menor. Essa medida também será válida durante um período de dois anos.

Valter Sanches, secretário-geral da IndustriAll Global Union, explica que esse acordo, conquistado após cinco rodadas e uma série de greves, que paralisou gigantes como a Airbus, Daimler, BMW e Bosch, representa uma vitória para a categoria e pode servir para o fechamento do acordo nacional e para futuras negociações que incluam outros setores da economia do país.

“Na Alemanha, é fechado primeiramente o acordo por região, que serve de base para o nacional. Esse importante acordo conquistado pelos metalúrgicos da região de Baden-Wuerttemberg possivelmente será mantido em âmbito nacional”, explica Sanches.

Com informações do portal Rede Brasil Atual

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Orçamento da Ciência e Tecnologia tem R$ 477 milhões bloqueados

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De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, nesta terça-feira, dia 6, o orçamento nacional de ciência e tecnologia, que já começou o ano 25% menor do que em 2017, deverá encolher mais 10%, por causa do bloqueio de R$ 16 bilhões do Orçamento federal, anunciado na semana passada. As consequências serão “catastróficas para toda a estrutura de pesquisa no País”, segundo entidades científicas.

“A possibilidade de recuperação econômica do País fica ainda mais comprometida e a qualidade de vida da população brasileira, em particular na saúde pública, será certamente prejudicada”, diz uma carta enviada ao presidente Michel Temer na sexta-feira, antes mesmo do contingenciamento ser confirmado. O documento é assinado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e outras cinco entidades.

O orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) disponível para investimento em bolsas e pesquisas será reduzido de R$ 4,5 bilhões para R$ 4 bilhões, aproximadamente, segundo cálculos da própria pasta. O valor exato do contingenciamento é de R$ 477 milhões. Outras áreas do governo também têm sofrido com restrição de verbas.

“Estamos conversando com o MCTIC para ver saídas, mas a situação é muito preocupante. Corte de 10% é intolerável”, diz o diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica, Augusto Gadelha. “O sistema está tão fragilizado que vai quebrar todo mundo”, afirma o diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, Ronald Shellard. O orçamento inicial, sem contingenciamento, já era considerado uma “tragédia anunciada” pela comunidade científica. Considerando a inflação, ele representa menos da metade do que o MCTIC dispunha para investimento cinco anos atrás.

“É alto o risco de laboratórios de pesquisa serem fechados, pesquisadores deixarem o País e jovens estudantes abandonarem a carreira científica”, destaca manifesto assinado por dezenas de organizações. “Enquanto outros países apostam na ciência e tecnologia como setor prioritário, aqui é visto como qualquer outro”, diz o presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich. O MCTIC informou que vai reunir-se nesta terça-feira, 6, para discutir as consequências do contingenciamento.

Reportagem: Herton Escobar/O Estado de S.Paulo

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CPqD apresenta resposta sobre críticas à Vidalink

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O SINTPq tem recebido uma série de reclamações de funcionários sobre problemas na utilização do auxílio medicamento, fornecido agora por meio da Vidalink. Diante das críticas, o Sindicato entrou em contato com o CPqD e fez alguns questionamentos.

A direção do Centro alegou que, por se tratar de um sistema recentemente implementado, é natural que ocorram reclamações. Após avaliar todos os pontos questionados pelo SINTPq, o CPqD apresentou resposta oficial via carta.

Confira no link a íntegra do documento com as respostas da empresa.

A Vidalink estará no CPqD no próximo dia 6 de fevereiro para uma agenda de palestras e plantão de dúvidas. O SINTPq espera que nesta data todos os trabalhadores sejam atendidos e tenham suas dúvidas sanadas.

A direção do Sindicato entende que toda mudança gera dificuldades iniciais, mas os funcionários e funcionárias não podem ser prejudicados por conta disso. Caso as reclamações persistam, novas cobranças e atitudes da parte do SINTPq serão necessárias.

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Febre amarela: Governo poderia ter evitado surto

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Depois que a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou o estado de São Paulo como área de risco, a população está em pânico, formando filas quilométricas para tentar se vacinar contra a febre amarela. Dos 20 casos confirmados, 11 morreram o que levou o Ministério da Saúde a adiantar a campanha de vacinação em São Paulo e no Rio de Janeiro para o próximo dia 25 de janeiro. Na Bahia, a campanha começa 19 de fevereiro.

Em entrevista a TVT, o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que  não há, nesse momento, risco de transmissão de febre amarela nas cidades. “Não há motivo para pânico. Não tem volume de casos de seres humanos infectados com o vírus da febre amarela suficiente para que você tenha um mosquito picando essa pessoa e esse mesmo mosquito picando outra pessoa”.

“A febre amarela não é transmitida no apertar de mãos, no abraço, ele depende desse vetor, do mosquito transmitir de uma pessoa para outra”, tranquiliza Padilha.

Mas esse surto poderia ter sido evitado. De acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ao invés de priorizar as áreas rurais, foco da febre amarela silvestre, na hora de decidir onde vacinar contra a doença, as autoridades priorizaram áreas de grande concentração populacional.

“A política a ser adotada é uma escolha, e a escolha neste caso foi falha”, afirmou a historiadora Danielle Sanches, do Departamento de Políticas Públicas, autora do trabalho. Segundo ela, não faltam vacinas, “o que falta é uma política de distribuição mais eficaz”.

“Nas áreas rurais, há uma dificuldade maior da população para chegar aos postos de saúde: deveria haver um esforço do serviço de saúde para vacinar essas populações, sobretudo nas áreas endêmicas”, completou a especialista.

Para a secretária Nacional da Saúde do Trabalhador da CUT, Madalena Margarida da Silva, o estudo da FGV mostra que a má gestão do governo de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) na área da saúde contribuiu para o surto da doença no Estado mais rico do país.

“Tudo isso poderia ser evitado se o Estado tivesse priorizado ações de vigilância e promoção da saúde, oferecendo vacinação a população das áreas rurais e de florestas e investido em campanhas de educação permanente para população”, afirmou Madalena.

O que é a febre amarela

Existem dois tipos de febre amarela: a silvestre e a urbana. O que difere uma da outra é o mosquito transmissor.

A febre amarela silvestre acontece em áreas de floresta, onde necessariamente é preciso um hospedeiro permanente do vírus, que são os macacos e é e transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem livremente na floresta. Eles picam esse macaco e também pica um ser humano que tenha entrado na floresta ou mora em área de risco.

Importante à população não matar os macacos, pois eles são sentinelas e contribuem na vigilância da doença. 

Já o vírus da febre amarela urbana é transmitido pelo já conhecido Aedes Aegypti.

O Brasil registrou uma grande epidemia urbana de febre amarela no Rio de Janeiro em 1929, totalizando 738 casos notificados com 478 óbitos. A partir desta data, casos esporádicos foram relatados em outros estados do país, sendo detectado o último caso em 1942, no Acre.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 35 casos da doença de julho de 2017 a 14 de janeiro deste ano. Os casos envolvem, principalmente, a região Sudeste e são de residentes em zonas rurais ou que tiveram contato com áreas silvestres por motivos de trabalho ou lazer.

Como se prevenir

Para a médica sanitarista e epidemiologista, Célia Guerra Medina, tão importante quanto a vacina é a proteção do ambiente onde as pessoas vivem e o controle dos mosquitos.

“O bendito do Aedes pode vir a se tornar o grande transmissor. Então os cuidados que foram amplamente divulgados para o controle da dengue valem agora também: não deixar recipientes com água ou passível de acumular água de chuva e, principalmente, limpar todo resíduo de lixo”, alerta a médica.

Campanha de vacinação

A campanha de vacinação contra a febre amarela nos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro vai começar na próxima semana, 25 de janeiro. Na Bahia, a campanha começa 19 de fevereiro. No total, 21,7 milhões de pessoas de 77 municípios destes Estados deverão ser vacinadas na campanha, sendo 16,5 milhões com a dose fracionada e 5,2 milhões com a dose padrão. O objetivo é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde ele circula atualmente.

Vacina fracionada

A febre amarela é uma doença sazonal, geralmente com aumento de casos de dezembro a maio. A campanha de fracionamento da vacina vem para evitar o aumento de casos e mortes, já que o vírus entrou em uma área com elevada densidade populacional, sem recomendação anterior de vacinação.

Segundo estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz), a vacina fracionada é a aplicação de uma dose menor que a dose oferecida normalmente. A vacina padrão contém 0,5 ml e protege pela vida toda, enquanto a dose fracionada tem 0,1 ml e imuniza por, pelo menos, oito anos.

Segundo informou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a dose fracionada não vale para quem for viajar para países que exigem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) – o documento é fornecido apenas para quem toma a dose-padrão da vacina.

Contraindicação

Alguns públicos não são indicados para receber a dose fracionada, portanto irão participar da campanha recebendo a dose padrão: crianças de 9 meses a menores de dois anos; pessoas com condições clínicas especiais (vivendo com HIV/Aids, ao final do tratamento de quimioterapia, pacientes com doenças hematológicas, entre outras), gestantes e viajante internacional (devem apresentar comprovante de viagem no ato da vacinação). A vacinação fracionada é recomendada para pessoas a partir dos dois anos.

A vacina é contraindicada para pacientes em tratamento de câncer, pessoas com imunossupressão e pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo. No caso dos idosos, a vacinação deverá ser aplicada após avaliação dos serviços de saúde. A vacinação contra febre amarela impede a doação de sangue por um período de quatro semanas.  As pessoas devem realizar a doação de sangue antes da vacinação para manutenção dos estoques de hemocomponentes.

por Érica Aragão/CUT

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Promoção garante 30% de desconto para sócios do SINTPq na Universidade Cruzeiro do Sul

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Há dois anos, a Universidade Cruzeiro do Sul mantém parceria com o SINTPq, oferecendo aos associados e seus dependentes 10% de desconto nas mensalidades e condições especiais no valor da matrícula.

Para começar 2018 ainda melhor, a Cruzeiro do Sul está oferecendo 30% de desconto nas mensalidades e matrícula gratuita! A campanha é válida para o 1º semestre, em qualquer curso de graduação presencial, exceto odontologia, que possui desconto de R$ 90,00 na matricula e de 20% nas mensalidades.

Confira nos links abaixo os cursos de cada unidade e seus respectivos valores. Todos os campi estão localizados na cidade de São Paulo. Para utilizar o benefício, basta solicitar um voucher pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Campus São Miguel

Campus Paulista

Campus Tatuapé

O SINTPq também possui outros convênios com universidades e diferentes serviços (confira a lista). Novas parcerias podem ser firmadas, para isso, basta que os trabalhadores interessados solicitem ao Sindicato.

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Número de projetos da Unidade EMBRAPII CPqD cresce 133% em 2017

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O número de projetos da Unidade EMBRAPII CPqD registrou crescimento de 133% no último ano, em comparação a 2016. Em relação aos valores dos projetos, o aumento foi de 43% no período. As informações são do portal iPNews, especializado em negócios e tecnologia.

Em entrevista ao portal, o coordenador técnico da Unidade EMBRAPII CPqD, Marcelo Fogolin Calori, comentou: “Isso significa que, apesar de ter sido um ano difícil, as empresas enxergam a inovação como um fator importante para manter a competitividade, e até sua própria sobrevivência, no mercado”. Segundo ele, algumas iniciativas contribuíram para estimular o acesso de um número maior de empresas à inovação tecnológica, no decorrer do ano passado. 

Uma delas foi o contrato firmado, no início de 2017, pela EMBRAPII com o Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, com o objetivo de facilitar a obtenção de recursos subsidiados por esse segmento. Calori revela que cinco projetos iniciados em 2017 pela Unidade EMBRAPII CPqD foram fechados a partir desse acordo – entre eles, um projeto internacional de inovação na área de cidades inteligentes, que envolve o Hospital Israelita Albert Einstein, a fábrica de software Indústria-i, de Minas Gerais, e as instituições e empresas britânicas Future Cities Catapult, Space Syntax e Inavya Ventures.

Calori ressalta, ainda, que os resultados positivos obtidos em vários projetos concluídos em 2017 estimularam as empresas parceiras a contratarem a Unidade EMBRAPII CPqD para novos trabalhos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a Taggen, de Campinas, a Exati, de Curitiba, e a Furukawa. Além disso, diversos projetos geraram patentes depositadas no INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial e pedidos de registro de software – ao todo, foram 28.

A EMBRAPII – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial oferece recursos financeiros não-reembolsáveis para a implantação de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), em parceria com empresas. Atua por meio da cooperação com instituições de pesquisa científica e tecnológica, tendo como foco as demandas empresariais e como alvo o compartilhamento de risco na fase pré-competitiva da inovação. No período de três anos, compreendido entre 2015 e 2017, a EMBRAPII financiou 369 projetos de inovação desenvolvidos em todo o país, num total de R$ 600 milhões.

Informações e redação: iPNews/Caio Alves

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Por que a dívida pública é boa e importante para um Estado?

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Em artigo publicado hoje (15) no portal Brasil de Fato, a doutoranda em Desenvolvimento Econômico na Unicamp e militante do Levante Popular da Juventude, Juliane Furno, comenta os mitos que envolvem a dívida pública brasileira. Confira o texto e conheça mais sobre esse tema tão importante para o desenvolvimento do país.

Por Juliane Furno

“Dívida Pública” é um tema polêmico e carregado de preconceitos ideológicos. A começar pela palavra “dívida” e tudo que ela acarreta no nosso imaginário social coletivo. Quem quer ter dívidas? Quem poderia achar bom aumentar uma dívida?

A dívida pública é simplesmente uma operação que o governo de um país faz quando ele arrecada menos do que ele gasta. Ao invés de imprimir dinheiro na Casa da Moeda, o Estado usa de um instrumento que é a venda de um “papel”, que representa uma parte da dívida pública brasileira. Assim, quando alguém compra esse título (papel), é como se a pessoa estivesse emprestando dinheiro ao governo, e depois ele pagará com uma taxa de juros - que ele mesmo decide quanto, que é a Taxa Básica de Juros da Economia, chamada de SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia).

E por que isso é bom?

Em momentos de recessão econômica, nem as empresas nem as famílias tem condições de aumentar o seu gasto ou de se endividarem. Ora, se ninguém “gasta”, a economia não consegue sair do cíclico vicioso recessivo porque o “gasto” de um é “receita” do outro. Em circunstâncias como essa, apenas o Estado pode contribuir para que a economia saia da crise, aumentando o gasto público e mantendo a economia aquecida. Mas como as receitas do Estado caem muito, ele só pode ampliar seu gasto através do aumento da dívida pública.

Assim, a dívida pública é um instrumento muito importante de financiamento do Estado pois permite que o governo pague salários aos servidores, mantenha o investimento, pague as políticas sociais. Imagina se a gente dependesse somente da flutuação da arrecadação? Um ano teríamos salário e no outro seria cortado pela metade!

Além disso, a dívida também aumenta porque acumulamos reserva em outras moedas, por exemplo, e também por conta da Política Monetária de um país. Se o governo percebe que tem muita liquidez (moeda) no mercado – e muita moeda no mercado afeta a taxa de câmbio de uma economia - ele faz operações no mercado aberto para enxugar essa liquidez, vendendo títulos públicos, por exemplo. Ou seja, não é somente para aumento do gasto que existe dívida pública.

Quem não gosta de dívida pública e insiste em elaborar projetos que limitem o seu teto são a direita e os economistas mais liberais, que seguem a idéia de que o orçamento do Estado é análogo ao das famílias, no qual ninguém pode gastar mais do que arrecada. Esquecem-se, porém, que o Estado brasileiro – ao se endividar – faz isso na nossa própria moeda e com uma taxa de juros que ele mesmo define.

Também se esquecem que o gasto público é fundamental para manter a demanda em uma economia em crise. Portanto, não temos nenhum risco de “quebrar” como foi nos anos 80, em que nos endividamos em dólar (moeda que nós não imprimimos em nossas dependências). Além disso, os Estados Unidos tem dívida pública sistemática desde 1850 e o Japão tem uma dívida pública de 270% do PIB. Vocês ouvem na TV alguém dizer que esses países estão quebrados?

“Mas Juliane, e aquela afirmação de que a dívida pública consome quase metade do orçamento do governo, limitando as possibilidades de gasto em saúde e educação?” Aí é que está a confusão. O problema do Brasil são os juros da dívida. Os 45% do orçamento que o governo paga anualmente são de juros e amortizações da dívida pública. Ou seja, o que torna a dívida pública um problema não é o seu tamanho, e sim a taxa de juros que pagamos anualmente sobre os detentores da dívida.

Dessa forma, nossa reivindicação não deve ser pela diminuição da dívida pública – que seria o mesmo que diminuição do Estado – e sim pela redução na Taxa Básica de Juros da Economia, que no alto patamar que está somente favorece aos bancos e aos detentores dos títulos públicos.

Por isso cuidado ao bradar o discurso de que o problema do Brasil é a alta dívida pública. Você pode estar fazendo coro com o que tem de mais conservador e mais neoliberal na sociedade brasileira.

Edição: Daniela Stefano

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SINTPq inicia convênio com a Universidade São Francisco

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A partir de agora, os sócios do SINTPq que iniciarem seus estudos na Universidade São Francisco terão até 10% de desconto nas mensalidades. A USF possui mais de 40 anos de atuação e 80 mil alunos formados. Presente nas cidades de Bragança Paulista, Campinas (Unidades Swift e Cambuí) e Itatiba, oferta mais de 30 cursos de graduação e 10 de pós-graduação.

O benefício também é válido para os dependentes dos associados e funciona nas seguintes condições:

  • • 5% de desconto para até nove sócios ingressantes na graduação no mesmo período;
  • • 10% a partir de dez sócios ingressantes na graduação no mesmo período;
  • • 10% nos cursos de pós-graduação lato sensu.

O desconto é concedido apenas para novos ingressantes, contemplando todos os cursos de pós-graduação lato sensu e as graduações listadas na tabela abaixo. Para utilizar o benefício, basta solicitar um voucher pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Campus Curso Turno
BP Administração NOT
BP Arquitetura e Urbanismo MAT
BP Arquitetura e Urbanismo NOT
BP Biomedicina MAT
BP Biomedicina NOT
BP Ciências Contábeis NOT
BP Direito MAT
BP Direito NOT
BP Enfermagem MAT
BP Enfermagem NOT
BP Engenharia Ambiental e Sanitária NOT
BP Engenharia Civil MAT
BP Engenharia Civil NOT
BP Engenharia da Computação MAT
BP Engenharia da Computação NOT
BP Engenharia de Produção NOT
BP Engenharia Elétrica MAT
BP Engenharia Elétrica NOT
BP Engenharia Química NOT
BP Farmácia NOT
BP Fisioterapia MAT
BP Fisioterapia NOT
BP Logística NOT
BP Pedagogia NOT
BP Processos Gerenciais NOT
BP Psicologia MAT
BP Psicologia NOT
CP_S Arquitetura e Urbanismo MAT
CP_S Arquitetura e Urbanismo NOT
CP_S Biomedicina NOT
CP_S Engenharia Ambiental e Sanitária NOT
CP_S Engenharia Civil NOT
CP_S Engenharia de Produção NOT
CP_S Engenharia Elétrica NOT
CP_S Engenharia Mecânica NOT
CP_S Engenharia Química NOT
CP_S Farmácia MAT
CP_S Farmácia NOT
CP_S Psicologia MAT
CP_S Psicologia NOT
CP_C Administração NOT
CP_C Direito MAT
CP_C Direito NOT
CP_C Gastronomia MAT
CP_C Gastronomia NOT
CP_C Gastronomia VES
CP_C Nutrição MAT
EAD Processos Gerenciais - EAD EAD
IT Administração NOT
IT Análise e Desenvolvimento de Sistemas NOT
IT Arquitetura e Urbanismo MAT
IT Arquitetura e Urbanismo NOT
IT Ciências Contábeis NOT
IT Direito MAT
IT Direito NOT
IT Engenharia Civil NOT
IT Engenharia da Computação NOT
IT Engenharia de Produção NOT
IT Engenharia Elétrica NOT
IT Engenharia Mecânica MAT
IT Engenharia Mecânica NOT
IT Engenharia Química NOT
IT Pedagogia NOT
IT Psicologia MAT
IT Psicologia NOT

BP: Bragança Paulista
CP_S: Campinas Swift
CP_C: Campinas Cambuí
IT: Itatiba

Além da USF, o SINTPq conta com outros convênios com universidades e diferentes serviços (confira a lista). Novas parcerias também podem ser firmadas, para isso, basta que os trabalhadores interessados solicitem ao Sindicato.

Ainda não é sócio? Acesse nossa página de sindicalização e usufrua desse e de outros benefícios, como assessoria jurídica e apartamentos na praia.

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Negociações coletivas em 2017: à espera da recuperação econômica

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Sem crescimento econômico, com altas taxas de desemprego e aumento da informalidade é muito pequena a margem para aumentos reais nas negociações coletivas e, apesar da inflação baixa, muitas categorias não conseguiram conquistar aumentos reais nos salários. Em artigo publicado nesta semana, Adriana Marcolino, socióloga e técnica do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), comentou a difícil situação das negociações salariais. Confira abaixo.

Por Adriana Marcolino

O ano de 2017, diferente do que argumenta o governo Temer, terminou com baixo crescimento, incertezas e instabilidade, com alguns resultados econômicos pouco relevantes frente ao tamanho da crise que vivemos no país (como a pequena redução do desemprego) e com outros bastante desastrosos (como o grande déficit fiscal).

As negociações coletivas nesse cenário também apresentaram dados pouco expressivos, ainda que mais positivos do que o observado em 2016 e 2015. Questões como desempenho da economia, inflação e taxa de desemprego são componentes que têm forte impacto nas negociações das datas-bases.

Com o fraco crescimento no terceiro trimestre de 2017 e ainda, em desaceleração em relação aos anteriores, não é possível afirmar que exista uma base econômica dinâmica e sustentável que possibilite crescimento em patamares maiores, com maior estabilidade e vigor - e sem crescimento econômico, há pouca margem para aumentos reais nas negociações coletivas.

A taxa de desemprego, além de se manter em patamares elevados, registrou recuo de 13,7% para 12,4% entre o primeiro trimestre e o terceiro trimestre de 2017 por meio da criação de empregos precários, sem carteira assinada. Essas altas taxas de desemprego e crescimento da informalidade são um elemento que dificulta a mobilização dos trabalhadores em processos de negociação coletiva ou de busca de novos direitos.

Em relação à inflação houve uma redução expressiva desse indicador em 2017. O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador utilizado nas negociações coletivas, registrou inflação de 1,95% em 12 meses terminados em novembro.

A inflação baixa é importante para o trabalhador porque evita perdas reais e constantes em seus rendimentos, mas os fenômenos relacionados a essa baixa em 2017 tem características que podem penalizar os trabalhadores, em especial, os de menores salários. Apesar da importante queda nos preços dos alimentos, esse movimento ainda não foi suficiente para fazer frente ao processo inflacionário de 2015 e 2016, e por outro lado, os preços administrados pelos governos (água, luz, gás de cozinha, combustíveis, remédios) têm apresentado forte alta, pesando principalmente nas rendas menores.

Mesmo com a queda da inflação, muitas categorias ainda não conseguiram conquistar aumentos reais nos salários e o resultado parcial das negociações de 2017 até novembro demonstra que 59,4% conseguiram reajustes acima da inflação (vide tabela abaixo). No entanto, a média desses aumentos reais é de apenas 0,31%. Em momentos de crescimento econômico, a inflação em baixa é um elemento positivo nas negociações coletivas para a conquista de aumentos reais mais consistentes – 2017 não viu isso acontecer.

Para se ter uma ideia, em 2012 - melhor ano da série histórica acompanhada pelo DIEESE – o numero de acordos com aumento real ficou em 93,6% com um aumento real médio de 1,90%. Entre 2006 e 2014 as proporções de reajustes acima da inflação se mantiveram em patamares altos, variando entre 80% e 90%. Com o aprofundamento da crise e aumento das taxas inflacionárias, os reajustes acima da inflação tiveram forte queda em 2015 e 2016, ano em que os acordos e convenções coletivas com aumentos reais corresponderam a apenas 19% do total.

No segundo semestre de 2017, por exemplo, o setor metalúrgico registrou 18 importantes negociações coletivas, 12 delas conseguiram apenas repor a inflação, apenas cinco conquistaram ganhos reais e uma registrou reajuste abaixo da inflação.

Apesar da analise dos reajustes de 2017 sugerir um desempenho pouco promissor quanto aos aumentos reais para 2018, mesmo com a inflação em patamares baixíssimos, o ponto positivo que se vislumbra para o próximo período é o fim do ciclo dos reajustes abaixo da inflação: em 2016 cerca de 36,7% dos acordos ficaram abaixo da inflação e em 2017, segundo os dados preliminares, apenas 8,9% de acordos registraram reajustes abaixo da inflação, em que pese, os impactos variados dos preços sobre as famílias.

Por fim, outro elemento que pode dificultar as negociações coletivas em 2018 é a tentativa de retirada de garantias previstas nos acordos e convenções coletivas com a entrada em vigor da Reforma Trabalhista.

Comparação dos reajustes salariais com o INPC-IBGE – Brasil, 2017

Mês

Acima

Igual

Abaixo

Total

Janeiro

40,5

40,5

19,0

100,0

Fevereiro

50,0

40,0

10,0

100,0

Março

59,5

33,8

6,8

100,0

Abril

46,5

44,2

9,3

100,0

Maio

75,5

17,6

6,9

100,0

Junho

81,3

18,8

0,0

100,0

Julho

86,7

6,7

6,7

100,0

Agosto

90,0

0,0

10,0

100,0

Setembro

65,6

28,1

6,3

100,0

Outubro

62,5

37,5

0,0

100,0

Novembro

20,0

75,0

5,0

100,0

Dezembro

-

-

-

-

Total

59,4

31,7

8,9

100,0

Fonte: DIEESE. Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS-DIEESE)

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Quem é Cristiane Brasil, a nova ministra do Trabalho

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O anúncio foi feito pelo pai, um dos condenados no escândalo do "mensalão" e então deputado federal Roberto Jefferson: a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) será a nova ministra do Trabalho.

Ela assume o lugar de Ronaldo Nogueira, que pediu demissão no último dia 27 alegando que irá se dedicar à sua campanha pela reeleição à Câmara dos Deputados.

Entre lágrimas e pausas dramáticas, Jefferson disse que a nomeação de sua filha é um "resgate" à sua imagem após o mensalão. O dirigente do partido foi o pivô do escândalo político iniciado em 2005 e chegou a ser condenado e preso. "É o orgulho e uma emoção que me dá. É o resgate, sabe querida, é o resgate. Fico satisfeito", disse Jefferson de acordo com informações veiculadas pela imprensa.

O nome da deputada foi levado ao presidente Michel Temer em uma reunião no Palácio do Jaburu na tarde desta quarta-feira 3 entre Temer e Roberto Jefferson, presidente nacional do partido. Ainda segundo declarações de Jefferson à imprensa, Temer consultou o líder do PTB na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (GO), e telefonou para a nova ministra para saber se eles aceitariam o convite. E teve resposta afirmativa de ambos.

Cristiane encerra em 2018 seu primeiro mandato como deputada federal, foi eleita em 2014 justamente defendendo o legado do pai, que teria sido vítima de uma injustiça ao denunciar para a imprensa o mensalão.

Em 2015, seu primeiro ano, Cristiane foi autora de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restringe a reeleição de presidente, governadores e prefeitos. Pelo texto, só seria permitida a candidatura "para um único período subsequente, sendo proibida, a reeleição por períodos descontínuos".

No mesmo ano, servidoras da Câmara protestaram contra a proposta da deputada de aprovar um código de vestimenta para banir minissaias e decotes mais ousados dos corredores e salões da Casa.

Cristiane no impeachment de Dilma

No ano seguinte, em abril de 2016 Cristiane era também presidente de seu partido, o PTB e um de seus últimos atos à frente da sigla foi justamente fechar a questão a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Na votação na Câmara, no dia 17 daquele mês, Cristiane usou o símbolo dos favoráveis à saída da ex-presidente, a camisa da seleção brasileira, para declarar seu voto. No discurso, lembrou a cassação do mandado do pai, onze anos antes, e votou pelo afastamento de Dilma em "homenagem" ao pai.

Em 2017 Cristiane apoiou o governo de Michel Temer em questões decisivas, como a PEC do Teto dos Gastos Públicos e a terceirização para todas as atividades. Votou também a favor da reforma trabalhista e contra a abertura de investigação de Temer, que poderia afastá-lo da presidência da República.

Também no ano passado Cristiane foi contra Projeto de Lei 5069/2013, que cria uma série de dificuldades para mulheres vítimas de estupro serem submetidas legalmente a um aborto.

"Este projeto é um dos maiores retrocessos do Brasil para os direitos duramente conquistados pelas mulheres. Com sinceridade, vou fazer de tudo pra derrubá-lo no Plenário da Câmara", declarou à época da aprovação do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O projeto depende de aprovação em Plenário e não há data marcada para a votação.

Suplente é irmão de Garotinho

Com a ida para o Ministério, Cristiane deixa aberto seu lugar na Câmara, que será ocupado pelo suplente Nelson Nahin (PSD-RJ), irmão do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho. Assim como Garotinho, que ficou preso por cerca de um mês no final do ano passado por crimes eleitorais, Nahin também é ex-presidiário.

O novo deputado foi preso com outras 12 pessoas, em junho de 2016, numa ação da Polícia Civil e do Ministério Público sob a acusação de participar de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em Campos de Goytacazes (RJ).

Como suplente, na atual legislatura, Nahin já assumiu mandato de deputado federal por duas vezes, em dezembro de 2015, por apenas um dia, e em janeiro de 2017, por cerca de duas semanas.

Reportagem: Redação Carta Capital
Foto: Gilmar Felix/Câmara dos Deputados

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SINTPq suspende atividades entre 26 de dezembro e 2 de janeiro

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As atividades do SINTPq, em Campinas e São Paulo, serão suspensas a partir do dia 26 de dezembro e retornarão em 2 de janeiro de 2018, às 8h.

A direção do Sindicato manifesta seus sinceros votos de prosperidade no ano novo para todos os trabalhadores e trabalhadoras da categoria e suas famílias.

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