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SINTPq, CRE e ASSIPT realizam roda de conversa sobre conjuntura estadual. Participe!

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O SINTPq, em conjunto com o CRE e ASSIPT, convida todas as trabalhadoras e trabalhadores do IPT e FIPT para uma roda de conversa

Caros e caras colegas,

O CRE, em reunião informal ocorrida no dia 5 de novembro, considerou extremamente pertinente que façamos uma roda de conversa para troca de ideias sobre a atual conjuntura de mudanças políticas no âmbito do Governo do Estado de São Paulo e as perspectivas futuras para o IPT.

Para contribuir nessa reflexão, convidamos as demais entidades representativas dos profissionais do IPT - Assipt e SINTPq, que já se dispuseram a estar conosco nesse debate.

Sua presença e contribuição são fundamentais para convergirmos em nossas estratégias de intervenção junto ao Executivo e Legislativo estaduais.

Teremos duas rodadas de conversa: dia 9 de novembro (sexta-feira), das 11h às 12h e das 12h às 13h (para não comprometer o almoço dos colegas), no auditório do prédio 39.

Por favor, divulgue e compartilhe nossa solicitação entre os colegas de seu Centro Técnico e/ou Administrativo.

Atenciosamente,

Membros do CRE (Ros Mari, Claudia, Felipe, João e Vera)

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Mudança para o Ministério da Ciência e Tecnologia pode comprometer ensino superior

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A proposta do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de transferir a administração do ensino superior, do Ministério da Educação (MEC) para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC), tem suscitado críticas por parte de especialistas no setor.

O professor José Geraldo de Sousa Júnior, ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), aponta que a medida tem precedentes em outros países, mas nunca foi experimentada no Brasil. A ideia já foi proposta durante o governo Itamar Franco (1992-1994) e cogitada posteriormente em diferentes momentos – como em 2009, por meio de um projeto de lei de autoria do então senador Cristovam Buarque (PPS-DF).

O parlamentar defendia uma maior concentração do MEC na educação básica. A transferência do ensino superior para o MCTIC era uma tentativa de viabilizar essa mudança de prioridades, mas a proposta não avançou.

O ex-reitor chama a atenção para a possibilidade de estrangulamento dos pilares que sustentam a atuação das instituições de ensino superior.

“Você desloca a universidade para a área de tecnologia, que é pesquisa e inovação, mas a universidade é também ensino e extensão, duas dimensões que não fazem parte da plataforma – também histórica – de articulação do Ministério da Ciência e Tecnologia”, pontua.

Ciências Humanas

O filósofo e educador Gaudêncio Frigoto, professor aposentado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), chama a atenção para o risco de comprometimento da área de Ciências Humanas.

A submissão do ensino superior ao MCTIC, além de submeter o meio universitário à lógica do mercado, poderia fazer o segmento caminhar para um sufocamento dos cursos de Humanas, considerados menos atraentes aos investimentos em pesquisa.

“É uma visão pragmática, mercadológica da ciência. É uma tendência de entender o ser humano como um mero instrumento do mundo do mercado. Evidentemente que as ciências humanas, que ajudam a pensar, analisar, são um espinho no calcanhar”, aponta o educador.

Em entrevista concedida na última quinta-feira (1º), Jair Bolsonaro disse à imprensa que a ideia de mudança de competência sobre o ensino superior serviria para “dar um gás” na área. Ele não deu mais informações sobre a proposta.

Apontado como futuro ministro da Ciência e Tecnologia, o astronauta e tenente-coronel da reserva Marcos Pontes afirmou nessa segunda-feira (5) que aguarda uma definição do presidente eleito sobre a ideia da transferência.

Para o ex-reitor da UnB, a medida carece de um debate amplo entre os diferentes segmentos que podem ser afetados em caso de mudança: “Ela deveria ser mais discutida e, aparentemente, está sendo formulada num contexto de urgência meramente funcional, para compor a governança, mas não pra discutir aquilo que isso possa vir a representar”.

Jair Bolsonaro assume a Presidência da República no dia 1º de janeiro de 2019.

por Cristiane Sampaio | Portal Brasil de Fato

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Festa 2018: Confira os locais e horários de saída dos ônibus

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Neste ano, o SINTPq irá oferecer transporte para todos os associados e associadas que participarão da Confraternização 2018. O evento acontece no dia 24 de novembro, das 10h às 17h, no Hotel Estância Atibainha, localizado na cidade de Nazaré Paulista. Acompanhe abaixo os locais e horários:

Campinas
Largo do Pará (Centro): Embarque às 8h
CNPEM e CPqD: Embarque às 8h
*Tolerância de 15 minutos

São Paulo
IPT: Embarque às 8h
*Tolerância de 15 minutos

A festa é dedicada aos sócios e sócias do SINTPq e há anos promove um dia de lazer e integração para suas famílias. 

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Núcleo do TRT que dispensa processo 'estreia' com acordo em São Paulo

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A primeira experiência do núcleo criado pelo Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) para resolver conflitos sem abertura de processo ocorreu na quarta-feira (31) com perspectiva de acordo, que deverá ser assinado na semana que vem. A audiência demorou três horas e ainda exigirá ajustes entre as partes, mas inaugurou um novo tipo de serviço do Judiciário, com a possibilidade de um acordo antes da abertura de processo coletivo.

A reunião envolveu a Driveway, tradicional fabricante de autopeças, criada em 1952, e o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. A empresa, que ficano Jardim Santa Emília, região do Sacomã, zona sul, pretende dispensar 25% de sua mão de obra, ou aproximadamente 45 trabalhadores. Durante toda a tarde, das 15h às 18h, representantes da indústria e do sindicato discutiram alternativas, com mediação do vice-presidente judicial do TRT, Rafael Edson Pugliese Ribeiro.

A discussão girou em torno de a abertura de um programa de demissões voluntárias e pagamento de indenizações adicionais para os trabalhadores que saírem. Inicialmente, a empresa pretendia pagar as rescisões em 18 parcelas, alegando falta de capacidade financeira e perda de receita, sofrendo com as importações no setor – entre os produtos fabricados, estão pivôs de suspensão, barras e terminas de direção.

Foram feitos dois intervalos, durante os quais os sócios eram consultados. Em pelo menos uma ocasião, Pugliese pediu "tolerância recíproca". Ele também cobrou planejamento prévio da empresa para apresentar na audiência. No final, o acordo caminhou para o voluntariado com alguns critérios, que deverão ser definidos para a assinatura.

Segundo o vice do TRT, é um serviço novo prestado pelo Judiciário em São Paulo, sem custas e "sem os compromissos formais do processo". "É um tribunal, fora de um ambiente de processo", definiu. E observou que se tratava de um caso delicado. "As consequências de uma dispensa em massa são sérias", disse o desembargador, citando, além da demissão em si e dos efeitos no trabalhador em sua família, de aspectos econômicos, como gasto com seguro-desemprego e redução da contribuição previdenciária.

Já foi marcada audiência envolvendo outra empresa, e o TRT recebeu um terceiro pedido.

por Vitor Nuzzi, da RBA

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Químicos do estado de São Paulo assinam acordo e preservam direitos

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As federações dos trabalhadores no setor químicos da CUT (Fetquim) e da Força Sindical (Fequimfar) no estado de São Paulo assinaram na terça-feira (23) a nova convenção coletiva da categoria, com validade de dois anos e garantia de reajuste pela inflação, além de manutenção das cláusulas sociais. O acordo, que abrange aproximadamente 300 mil empregados, prevê também pagamento de participação nos lucros ou resultados (PLR).

"A unidade garantiu o reajuste de 100% do INPC para salários e pisos", afirmou o presidente da Fequimfar, Sérgio Luiz Leite, o Serginho, anfitrião do ato de assinatura, após aprovação em assembleias. "Conseguimos ir contra a reforma trabalhista e preservar importantes direitos. Estamos resistindo aos malefícios dessa reforma e fortalecendo as negociação coletivas", acrescentou.

Segundo o coordenador político da Fetquim, Airton Cano, nem todos os sindicatos filiados à entidade puderam comparecer à reunião, mas assinarão a convenção coletiva nos próximos dias.

A convenção prevê reajuste com base no INPC acumulado em 12 meses, até outubro, véspera da data-base (1º de novembro). O índice será divulgado pelo IBGE no próximo dia 7. A PLR será de R$ 1.000 nas empresas com até 49 funcionários e de R$ 1.110 naquelas com 50 ou mais empregados.

Os trabalhadores do setor têm direito a 24 meses de auxílio-creche, após o período de licença-maternidade. As pessoas devem manter local adequado para esse fim ou conceder reembolso. A convenção prevê pagamento de adicional de 70% sobre as horas extras de segunda a sábado (a lei fala em 50%) e 110% nos sábados compensados, descanso semanal remunerado (DSR) ou feriados (100%).

Metalúrgicos

Representantes da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT) em São Paulo assinaram ontem (22) convenções coletivas com vários grupos patronais. Segundo os sindicalistas, os acordos garantem renovação das cláusulas sociais e reajuste salarial de 5%, o que inclui aumento real (acima da inflação) de 1,31% para 42 mil trabalhadores.

Segundo o sindicato do ABC, aproximadamente 11 mil empregados, de outros setores, ainda estão sem acordo, e as negociações continuam.

por Redação Rede Brasil Atual

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Inflação sobe 4,53% em 12 meses, puxada por altas nos alimentos e combustíveis

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Com alta de alimentos e combustíveis, entre outros itens, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) variou 0,58% neste mês, bem acima de setembro (0,09%). De acordo com a “prévia” divulgada na terça-feira (23) pelo IBGE, a inflação oficial soma 3,83% no ano e chega a 4,53% em 12 meses, a maior taxa para outubro desde 2015.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Alimentação e Bebidas (0,44%) e Transportes (1,65%) apresentaram forte aceleração de setembro para outubro. Estes dois grupos respondem por cerca de 70% do IPCA-15 do mês. Os demais grupos oscilaram entre o 0,01% de Comunicação e o 0,66% de Saúde e Cuidados Pessoais.

O grupo ‘Alimentação e Bebidas’, que tem um peso maior na composição do índice, subiu 0,44%, com alta de 0,52% no item alimentação em domicílio. Os produtos que tiveram os preços mais reajustados foram tomate (16,76%), frutas (1,90%) e carnes (0,98%). Por outro lado, a cebola (-8,48%) o leite longa vida (-4,10%) e os ovos (-2,26%) registraram queda de preços.

A alimentação fora de casa acelerou de setembro (0,12%) para outubro (0,30%), com destaque para as altas no lanche (0,06%) em setembro para 0,74% em outubro e na refeição (de 0,06% em setembro para 0,26% em outubro).

Mas, a maior variação foi do grupo Transportes ( 1,65%). Os combustíveis subiram, em média, 4,74%. A gasolina ficou 4,57% mais cara, representando impacto de 0,21 ponto percentual no índice geral. Já o etanol aumentou 6,02% e o óleo diesel, 5,71%.

Em Saúde e Cuidados Pessoais, a variação foi de 0,66%, com impacto de 0,08 ponto no IPCA-15. Destaques para os itens higiene pessoal (de - 0,49% em setembro para 1,50%) e o plano de saúde (de 0,81% para 0,75%).

No grupo Habitação, que variou 0,15%, o item taxa de água e esgoto subiu 0,08%, enquanto o gás encanado teve alta de 1,26%. A energia elétrica caiu 0,08%, depois de aumentar 0,34% no mês passado.

Entre as regiões, o menor resultado foi apurado em Recife (0,35%), com queda do custo da energia, e o maior, em Porto Alegre (0,91%), principalmente pelo aumento do preço da gasolina. Na região metropolitana de São Paulo, a variação foi de 0,58%. Em 12 meses, o IPCA-15 varia de 2,35% (Belém) a 5,51% (Porto Alegre).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de setembro a 11 de outubro de 2018 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de agosto a 13 de setembro de 2018 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

O IPCA e o INPC deste mês serão divulgados em 7 de novembro.

Fonte: Agência IBGE Notícias

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Manipulações divulgadas no Whatsapp levam a 'hackeamento da democracia'

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A infiltração do Whatsapp na vida da maior parte da população e a possibilidade de se saber, por meio do comportamento de usuários de redes sociais, os sentimentos que podem influenciar suas decisões trazem inúmeras possibilidades de manipulação da escolha política de milhões de pessoas no Brasil. Para o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP Miguel Wisnik, trata-se de um método mais eficiente de influenciar as pessoas do que era feito até então pela mídia tradicional.

"As novas tecnologias mudaram o cenário do jogo. A grande imprensa, se quisesse manipular a informação, faria isso às vistas de todo mundo, teatralizando coletivamente a sua posição e sofrendo as consequências da avaliação pública disso. O Whatsapp é absolutamente capilar e permite mensagens em segredo, que chegam quase personalizadamente sem essa avaliação pública, e muito rápido", avalia o professor, em sua participação na coluna Espaço em Obra, na Rádio USP.

Para ilustrar tal poder, Wisniki cita o caso da empresa Cambridge Anatlytica, que teve participação decisiva na eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e na votação do Brexit, no Reino Unido. "Atuou de maneira a filtrar dados das pessoas por meio de seu comportamento em redes sociais, permitindo que esses dados gerassem grandes quantidades de mensagens por Whatsapp, que chegam a pessoas com a predisposição do tipo de sentimento que as afetará para tomar decisões", explica.

"No caso agora do Brasil, com crise econômica, social e das instituições, é um contexto onde frutifica, nasce o fascismo. Através dessa realidade de manipulação insidiosa você consegue atingir de forma muito eficaz", analisa Wisnik, mencionando casos de "viradas" de última hora no processo eleitoral brasileiro. "Nem vou citar o caso mais evidente, do próprio Bolsonaro, mas os candidatos a governador no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, no Senado em São Paulo com Major Olímpio (PSL), chegaram como um fenômeno meteórico, de uma hora pra outra. São situações que desafiam qualquer lógica de previsão, de boca de urna do Ibope ou Datafolha, pois se fazem do nada. Isso é produto desse tipo de campanha."

Em entrevista concedida à Agência Pública nesta semana, o filósofo Vladimir Safatle também chamou a atenção para a situação. "O Brasil está na rota de uma lógica de extrema direita internacional na qual você não opera mais no espaço aberto, você opera no espaço obscuro, virtual, utilizando dados da Cambridge Analytica, como os caras fizeram, para direcionar mensagens de maneira muito específica, criando esses vídeos…", diz. "Eu vi os vídeos em que eles misturavam imagens das manifestações com imagens de mulheres profanando símbolos religiosos, imagens feitas para chocar a classe média brasileira. É claro, a esquerda não estava preparada pra isso, ninguém está preparado pra isso. Foi uma lógica de outro tipo de campanha que a gente nunca tinha visto. E uma campanha feita em cima do desprezo do embate no espaço público."

O professor doutor em Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Wagner Romão também alertou, na Rádio Brasil Atual, sobre o fato de as fake news explorarem o preconceito e falsas associações de imagens, tendo afetado a repercussão do movimento #Elenão. Em função da pouca cobertura da mídia tradicional, a narrativa das manifestações foi perdida para os grupos que produziram notícias falsas. “Infelizmente aí a gente tem aquela antiga conexão entre os interesses políticos, econômicos com os interesses da grande mídia. Eles agiram para reforçar o fascismo que nós estamos vendo às portas de se tornar governo no Brasil”, aponta Romão.

"Queria lembrar que hoje já existe também o 'Photoshop de áudio'que permite você criar através do som falas falsas, usando o timbre de voz da pessoa", ressalta ainda Wisnik. "Chegamos a um ponto de hackeamento da democracia muito avançado, o que coloca em perigo e em suspeita a própria democracia com todos os fundamentos que sempre a ampararam."

por Redação RBA - Rede Brasil Atual

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Carteira de trabalho verde e amarela de Bolsonaro ampliaria a informalidade

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Uma "nova carteira de trabalho verde e amarela" é a única proposta que consta no plano de governo do candidato Jair Bolsonaro (PSL) para combater o desemprego, o mais grave problema econômico do país que atualmente atinge 12,7 milhões de pessoas, segundo dados do IBGE. Com tons patrióticos, a nova modalidade, "voluntária", será alternativa à já conhecida carteira azul que atualmente regula as relações de trabalho de cerca de 32 milhões de trabalhadores brasileiros, e lhes garante direitos.

"Assim, todo jovem que ingresse no mercado de trabalho poderá escolher entre um vínculo empregatício baseado na carteira de trabalho tradicional (azul) – mantendo o ordenamento jurídico atual –, ou uma carteira de trabalho verde e amarela (onde o contrato individual prevalece sobre a CLT, mantendo todos os direitos constitucionais)", diz trecho do programa Brasil Acima de Tudo Deus Acima de Todos. Em debates e declarações, Bolsonaro é ainda mais explícito e diz que, num eventual governo seu, o trabalhador deverá escolher entre ter direitos e não ter emprego ou ter emprego e não ter direitos.

"Não é o trabalhador que vai escolher. Vai ser uma imposição da vontade da empresa, do empregador, que vai determinar a condição de contratação", rebate a pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marilane Teixeira. Trata-se de uma proposta ainda "mais selvagem" que a dita "reforma" trabalhista implementada pelo governo Michel Temer, que alterou mais de 200 artigos da CLT, com a mesma promessa de estimular a criação de empregos, e ainda não deu resultados, nem deve dar.

A "reforma" também já permite a flexibilização de direitos – o chamado "negociado sobre o legislado" – mas que depende que a empresa negocie essas alterações com o sindicato que representa o trabalhador em questão. Com a "verde e amarela", o trabalhador deverá fazer essa opção individualmente, ficando ainda mais exposto à exploração.

"Não se contentam em ter feito uma reforma que já flexibiliza formas de contratação, que dá liberdade para o empregador contratar com jornadas e salários diferenciados. Ainda inventam uma carteira verde e amarela para constranger o trabalhador em nome de uma ideia de que é ele que está escolhendo", diz a pesquisadora da Unicamp, que classifica a proposta como "perversa".

É como se o indivíduo endossasse a retirada dos próprios direitos, diz a professora do Departamento de Economia e da pós-graduação Universidade de São Paulo (USP) Leda Paulani, que atribui a inovação ao assessor econômico de Bolsonaro, o economista Paulo Guedes, sócio do grupo Bozano Investimentos. "Tem efeito mais simbólico que qualquer outra coisa. Se ele concorda em perder direitos, não precisa de carteira. Vai lá, trabalha informalmente, ajusta tudo com o patrão, e pronto. Se é para não ter direitos, tanto faz ter ou não carteira."

Como grande parte das propostas do candidato, a proposta se alimenta do medo das pessoas em relação ao desemprego, diz a professora da USP. "É óbvio que nessa atual situação, muita gente vai cair nessa. Querem criar oficialmente a classe do sub-trabalhador, que informalmente já existe. O trabalho informal atinge 33 milhões", destaca ela.

O risco, de acordo com as duas economistas, é de pouco a pouco a dita carteira proposta por Bolsonaro substituir a tradicional, o que representaria a universalização da informalidade. "O que ele quer fazer? É transformar esses 32 milhões que hoje têm acesso a como em trabalhadores informais, se somando aos outros 33 milhões de trabalhadores informais que não têm acesso a esses direitos", diz a pesquisadora do Cesit. As economistas também são unânimes em dizer que o período de 2003 a 2014, quando foram criadas mais de 20 milhões de vagas de emprego com carteira assinada, serve de exemplo de que não é necessário retirar direitos para criar postos de trabalho.

Paulani lembra ainda que, quando a economia se aquece, o empregador é o primeiro a desejar a formalização, de maneira a garantir a permanência do trabalhador na empresa. Por outro lado, Marilane diz que o empresário não vai contratar mais, mesmo que a mão de obra esteja mais barata, se suas vendas não aumentam. Mas não vão perder a oportunidade de exterminar direitos quando a economia reaquecer e voltarem a recontratar. Elas dizem ainda que muitos desses direitos que seriam eliminados com a carteira verde e amarela, como o pagamento de férias remuneradas e horas-extras, significam perda ainda maior no poder de consumo da população. Isso, em vez de resolver, pode agravar a crise econômica, agravando ainda mais o desemprego.

por Tiago Pereira, da RBA (Rede Brasil Atual)

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Eleições 2018: Conheça as propostas dos candidatos à presidência para a ciência e tecnologia

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Em agosto, o SINTPq analisou os planos de governo dos principais candidatos à presidência e produziu um levantamento com suas propostas para as relações de trabalho e geração de empregos. Em sua edição de setembro, o Jornal do SindCT (Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial) fez um trabalho semelhante com as propostas na área de ciência e tecnologia de todos os presidenciáveis. Acesse o link abaixo, confira as propostas e tire suas conclusões.

Jornal do SindCT | Edição Especial - Eleições 2018

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Campinas realiza 6ª Semana Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação

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A Semana Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação deste ano acontece em Campinas entre os dias 15 e 21 de outubro, junto com a 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Com o tema “Ciência para redução das desigualdades”, o evento tem como principal objetivo promover atividades que proporcionem acesso e popularização da ciência e tecnologia ao público em geral, com foco especial aos alunos de escolas públicas e privadas.

A programação da Semana Municipal na cidade envolve oficinas, palestras, visitas monitoradas, entre outras atividades nas principais Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do município e outras organizações apoiadoras. Até o momento, 15 organizações confirmaram participação com diversas atividades durante a semana, entre o período da manhã, tarde e noite.

Uma novidade desta edição é o site desenvolvido para a divulgação e as inscrições, que é totalmente responsivo (adapta-se para ser visualizado em todos os tipos de dispositivos, como celular e tablet). O portal traz a opção de busca dos eventos por data, local, período e grau de escolaridade, o que facilita a visualização na hora de realizar a inscrição. Outra novidade do site é a opção de acesso para pessoas com deficiência visual.

Confira a programação completa

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Posse da nova diretoria reúne autoridades e parceiros do SINTPq

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A diretoria do SINTPq iniciou um novo ciclo na noite de sexta-feira, dia 21. A cerimônia de posse teve início às 20h, no auditório do sindicato, e reuniu autoridades, como o deputado estadual Carlos Neder e o deputado federal Carlos Zarattini, o vereador Pedro Tourinho, representantes de outras entidades sindicais, do Dieese e de empresas da base.

A mesa que conduziu a cerimônia teve a participação de Lula Torres, diretor da Fitratelp (Federação Interestadual dos Trabalhadores e Pesquisadores em Serviços de Telecomunicações); de Samuel Nicolette, representando a CUT Campinas; da diretora Priscila Leal, representando as mulheres da categoria e a nova geração de dirigentes do SINTPq; e do novo presidente eleito, José Paulo Porsani. Após a posse política, um coquetel foi servido aos presentes.

Em seu discurso, Porsani destacou os desafios da nova gestão, impostos pela reforma trabalhista, e celebrou a renovação de quase 50% obtida durante a formação da chapa: “Neste ano, para nossa alegria, tivemos mais de 20 pessoas interessadas em compor a chapa. Dessa forma, conseguimos formar um grupo com quase 50% de renovação e, pela primeira vez na história do sindicato, temos cinco mulheres na diretoria. ”

“Os nossos desafios são enormes. Teremos que resistir contra a reforma trabalhista, que leva à precarização do trabalho. É só com resistência e trabalhadores mobilizados que conseguiremos fazer esse enfrentamento. Essa nova diretoria vem com o objetivo de cumprir esse papel”, afirmou o novo presidente.

O grupo responsável pela nova gestão do SINTPq é formado por 19 trabalhadores e trabalhadoras de oito empresas diferentes, sendo que oito deles são estreantes na diretoria.

A diretoria do SINTPq agradece a todos que prestigiaram esse importante momento. A expectativa é de que a categoria, mais do que nunca, caminhe junto com o sindicato nesta nova fase das relações de trabalho.

Confira as fotos do evento.

 Deputados Carlos Zarattini e Carlos Neder em parceria com o presidente José Paulo Porsani e os novos diretores da Amazul

 Deputados Carlos Zarattini e Carlos Neder em parceria com o presidente José Paulo Porsani e os novos diretores da Amazul

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Robin Hood ao contrário: Economista de Bolsonaro quer imposto de renda único de 20%

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O economista Paulo Guedes, provável ministro da Fazenda em caso de vitória do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), anunciou ontem (18) proposta para aumentar a alíquota do Imposto de Renda (IR) para os mais pobres e reduzir a alíquota dos que ganham mais, criando uma taxa única de 20% para todas as pessoas físicas ou jurídicas. Além disso, seria eliminada a contribuição patronal para a Previdência Social, aplicada sobre a folha de salarial, e que atualmente tem a mesma alíquota de 20%.

Na prática, considerando o sistema atual, seriam extintas as alíquotas de 7,5%, para quem ganha de R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65, e de 15% para quem ganha entre R$ 2.826,66 e R$ 3.751,05. Todos passariam a ter 20% de seus salários brutos descontados mensalmente. Da mesma forma, quem ganha salários maiores – e que tem descontado 27,5% a título de imposto de renda – teria a alíquota do imposto reduzida para 20%, inclusive as empresas. Guedes também falou em criar um novo imposto sobre movimentações financeiras, nos moldes da extinta CPMF. Ele apresentou a proposta em encontro de empresários organizado pela GPS Investimentos, especialista em gestão de grandes fortunas. As informações são da coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

Guedes não explicou se manteria a atual faixa de isenção do imposto, para quem ganha ate R$ 1903,99. Considerando que o assessor econômico de Bolsonaro defebdeu que os 20% seriam para todas as pessoas, um trabalhador que hoje recebe um salário mínimo, atualmente em R$ 954, teria de recolher R$ 190,80 para o governo federal.

Para o diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Cândido Grzybowski, a proposta vai prejudicar a população de baixa renda em benefício dos mais ricos. “É totalmente injusto. Ela devia ser maior para quem ganha mais. A sociedade não tem o mesmo padrão de renda e está longe de estar próximo. Cobrar a mesma alíquota é penalizar os mais pobres. Como já ocorre com o ICMS, que o ricaço paga o mesmo imposto, na compra de um feijão, por exemplo, que o cara que ganha Bolsa Família”, afirmou.

A proposta não consta do Programa de Governo de Bolsonaro. No documento constam apenas a redução massiva de impostos e, de certa forma, o fim do atual regime de previdência pública, com migração para um sistema de capitalização. Também está presente, de forma superficial, a simplificação dos impostos, aliada a programas não especificados de “desburocratização e privatização”.

O programa de governo do candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, vai à direção oposta. Propõe um reajuste na tabela do Imposto de Renda, com isenção para aqueles que ganham até cinco salários mínimos (R$ 4.770,00), com consequente aumento para os chamados super ricos, que pouco ou nada pagam hoje. A proposta fala sobre a retomada da cobrança de impostos sobre lucros e dividendos, extinta durante o governo FHC, e também prevê a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

Ciro Gomes, candidato pelo PDT, propõe a simplificação dos impostos , com a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que unifica outros tributos. O texto prevê ainda a redução do Imposto de Renda das empresas, com consequente diminuição dos impostos relacionados ao consumo, como PIS/Cofins e ICMS. Por fim, o retorno da taxação de lucros e dividendos e o aumento da cobrança de tributos sobre heranças e doações.

O candidato tucano Geraldo Alckmin é um dos que menos fala sobre reforma tributária. Nada diz sobre a necessidade de uma maior justiça fiscal, apenas aponta para a simplificação da arrecadação. “Simplificar o sistema tributário pela substituição de cinco impostos e contribuições por um único tributo: o Imposto sobre Valor Agregado (IVA)”, afirma o texto.

Redação Rede Brasil Atual com informações de Folha de S. Paulo

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