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O déficit de sites acessíveis no setor público

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A forma com que as sociedades tratam suas minorias é um dos critérios pelos quais a ONU classifica o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – das nações.  Parte da premissa de que as soluções dos problemas dos mais desfavorecidos,  não inclusos na maioria e muitas vezes indefesos socialmente, sinalizam o nível de civilidade e responsabilidade de um país.

A questão da acessibilidade no Brasil é relativamente recente como tema de pauta pública. Faz no máximo 15 anos o período de sua presença nos debates legislativos.  Por exemplo, a regulamentação na construção  e reforma de prédios é de foro municipal e , portanto, enquanto algumas cidades são avançadas nesta legislação, há uma grande maioria ainda com legislação bastante tímida neste campo e pouco protetora dos deficientes.

Outro grande exemplo desta situação  é a pouco animadora situação dos prédios públicos. Em geral grandes e antigos, passam por adaptações rápidas e acabrunhadas na parte de acessibilidade, sem conseguir proporcionar de fato bem estar e conveniência a um cadeirante ou a um cego.

Acessibilidade Digital

Existe a democratização do acesso físico, porém tão importante quanto este é a democratização do acesso virtual.  Como principal fonte de informação, educação e interação do novo século, o uso da internet é indispensável para a qualidade de vida na sociedade moderna.

Para alguém com algum tipo de deficiência visual, das mais leves às mais graves, torna-se impraticável usufruir dos benefícios da web. As dificuldades vão desde o tipo de fonte, ao tamanho de corpo,  embaralhamento de imagens, falta de alternativas de textos transcritos para áudio, etc. Estes impedimentos e desafios também atingem a população da terceira idade, ainda mais usando a pequena plataforma dos aparelhos celulares de telefonia.

Iniciativas

Existem sim algumas iniciativas para facilitar esta acessibilidade. Um dos agentes de Estado trabalhando nesta direção em diversas regiões é o Ministério Público. 
Recentemente em parceria com o Movimento Down e a Associação Carpe Diem, lançou uma Cartilha Acessível sobre direitos do trabalho do Deficiente.  Esse acesso com dinâmica mais lúdica e voz, sobre a legislação, pode ser conferido na Biblioteca Virtual chamada PCD Legal:  http://www.pcdlegal.com.br/

Já a Prefeitura de São Paulo tem uma área em seu site cuja proposta é disponibilizar um Guia da Mobilidade Urbana Acessível na cidade para deficientes e suas famílias, de maneira a poderem fazer consultas prévias em seus trajetos: http://goo.gl/UUWglz

Sites Públicos Acessíveis

Um ponto relevante em início de propagação no debate aberto é a importância dos sites do Poder Público e Serviço Público em geral serem acessíveis.
Via internet os serviços atuais são grandes facilitadores, como agendar emissão e segunda via de RG, relacionamento com concessionárias de energia, água e gás, agendamento de consultas médicas, emissão de guias variadas, consulta de situações de CPF e cadastro, etc .

A impossibilidade de o deficiente usufruir destas facilidades torna sua autonomia ainda mais limitada. Depende de sair à rua para resolver estes problemas e assim, da família, amigos ou profissionais.

Esta democratização de acessibilidade pela internet é entendida por especialistas em tecnologia assistiva como fundamental e um salto de qualidade nos valores da sociedade.
O CTI – Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, baseado em Campinas – tem desenvolvido e difundido uma gama de softwares e soluções para a tecnologia assistiva no ambiente virtual.

Uma das grandes dificuldades de disseminação para a implantação desta acessibilidade digital é o desconhecimento e desinformação dos gestores públicos de Prefeituras, Câmaras Municipais, Governos de Estado, Assembleias, Secretarias em Geral, Autarquias e empresas de economia mista.

Simplesmente passam ao largo da recomendação feita pela legislação de tornarem  os sites acessíveis.  Como não há uma fiscalização real e a defesa prévia da inexistência de conhecimento técnico, permanecem com seus sites inalterados.

O papel do Terceiro Setor e dos Sindicatos

A pressão por sites acessíveis, especialmente nos serviços públicos e poder público em geral, só ocorrerá de fato quando esta for uma demanda considerada relevante e prioritária.

Nem sempre os gestores públicos entendem o uso da tecnologia como uma importante forma de democratização social e transformação de valores.

As diversas organizações sociais, sejam entidades filantrópicas ou ONGs e OSCIPs, ou mesmo sindicatos, podem ter um papel importante neste processo. Como legítimos representantes de suas comunidades de interesse pessoal e profissional, podem exercer influência na priorização dos sites acessíveis e colocar este tema na pauta de políticas públicas de forma mais assertiva.

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Semana Municipal de Ciência e Tecnologia acontece entre 13 e 19 de outubro

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Entre os dias 13 e 19 de outubro, a Prefeitura de Campinas e o Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (CMCTI), do qual o SINTPq faz parte, organizam a 2ª Semana Municipal de Ciência e Tecnologia.
O SINTPq participará da Semana com o Café SINTPq: Biocombustível, com local e horário ainda a ser confirmado.
Em Campinas, as instituições e empresas envolvidas participarão de atividades centralizadas em uma mostra, a ser realizada no Museu Exploratório de Ciências da Unicamp, além de palestras e visitas de escolas que serão realizadas em alguns institutos (IMA, CTI, CPqD e CNPEM).
A Semana Municipal faz parte das ações da 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2014) que ocorre também no mês de outubro com o tema “Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social”. A proposta é estimular as instituições a abordarem a ciência e a tecnologia na dimensão social, como instrumento de inclusão, transformação social e desenvolvimento humano.

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Sindicatos também contribuem para o resgate da história instaurando suas Comissões da Verdade

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Proporcionar para seus cidadãos uma versão ampla de sua história recente é uma premissa considerada fundamental para a identidade de uma nação por diversos sociólogos.
O Brasil em sua jovem democracia de pouco mais de 20 anos ainda tenta achar formas de resgatar múltiplas histórias ainda pouco conhecidas e ocorridas durante a Ditadura Militar.  São fatos, acontecimentos e personagens capazes de desvendar revelações e novas verdades, importantes para diversos setores.
Muitas organizações estão procurando contribuir para este processo. A começar pelo Poder Público, seja na esfera nacional pela Comissão da Verdade instaurada pelo Palácio do Planalto, seja pelas comissões em curso em Assembleias Legislativas e Câmaras  Municipais.
Recentemente o setor sindical despertou para a importância de fazer sua parte e para o quanto pode contribuir esmiuçando sua área de atividade, fazendo um inventário em sua própria narrativa da época, atuação de suas lideranças e de seus profissionais da base.
Um exemplo é o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Sob a supervisão de Milton Bellintani, tem procurado ouvir colegas atuantes na grande imprensa e na chamada imprensa alternativa. São muitos e muitos fatos de luta contra a censura, de tentativas de burlar ordens para informar a sociedade, de demissões unilaterais e sem justificativa, de profissionais perseguidos e sem sustento com famílias ameaçadas.  Os trabalhos desta comissão estão em curso e devem se estender ainda durante o ano de 2015. A ideia é incentivar que outros Sindicatos de Jornalistas de outros Estados também tenham a mesma iniciativa.
Outro Sindicato empenhado em iluminar este passado é o dos Metroviários de São Paulo. Durante este ano de 2014 foi oficialmente aberta a Comissão da Verdade dos Trabalhadores do Metrô de São Paulo. Segundo levantamentos prévios e relatos orais, existiram diversos afastamentos à força da atividade Sindical, abusos variados de Direitos Humanos no período, prisões e finalmente uma grande e grave intervenção no Sindicato em si em 1983.
Já no Estado do Pará a Comissão da Verdade dos Trabalhadores surgiu da união de diversas frentes, da CUT, CSB, UGT, OAB e outras organizações. Para Osvaldo Coelho, representante da OAB-PA e ex-sindicalista cassado em 1966 por Jarbas Passarinho, posteriormente ministro da Educação e do Trabalho, a Comissão da Verdade dos Trabalhadores terá o papel de buscar informações, documentos, pesquisas, dados, evidências e fontes que comprovam quem sofreu e quem foi responsável pelas perseguições sofridas pelos trabalhadores no período da ditadura. Assim como ele muitos trabalhadores, dirigentes sindicais da época tiveram seus mandatos interrompidos pela ditadura.
Com certeza este painel multiplicado de diversas comissões da verdade terá bastante informações e fatos novos a oferecer para preencher lacunas do passado sob o prisma dos trabalhadores e do movimento sindical.

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Foguete brasileiro com etanol é lançado com sucesso em Alcântara

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O lançamento do primeiro foguete brasileiro com motor a propelente líquido foi feito na noite do último dia 1º no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Todos os requisitos técnicos de sucesso da missão foram atingidos, segundo o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, coordenador da operação.

O experimento funcionou durante o período previsto de 90 segundos. A carga útil embarcada, denominada Estágio Propulsivo a Propelente Líquido, consiste em um motor que utiliza etanol e oxigênio líquido. O sistema foi desenvolvido pela empresa Orbital Engenharia em parceria com o IAE.

O lançamento do foguete ocorreu às 23h02. Durante o teste, que durou três minutos e 34 segundos, houve a coleta de dados para estudos de um sistema de posicionamento global (GPS) de aplicação espacial, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e de um dispositivo de segurança para veículos espaciais, desenvolvido pelo instituto de aeronáutica.

A operação serviu também para o treinamento das equipes na operação e lançamento de motores a propelente líquido, visando à aplicação no desenvolvimento de futuros veículos suborbitais e lançadores de satélites.

O bom desempenho do motor possibilitará a retomada de lançamento dos foguetes brasileiros, por parte da Agência Espacial Alemã, a partir da Europa. Os alemães participaram da operação com trabalho de coleta de dados em voo, por meio de uma estação móvel de telemetria.

Fonte: Agência Brasil

 
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O uso de tecnologia e pesquisa para reduzir as desigualdades

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A utilização de tecnologias com foco na melhoria da educação no país foi um dos temas abordados durante o Seminário Internacional: Redução das desigualdades educacionais a partir de pesquisas de ponta, realizado nesta quinta-feira, 7, no auditório do Ministério da Educação.

“Estamos num momento histórico, em que cada vez mais os países têm sido pressionados a dar soluções rápidas, e é urgente criarmos perguntas novas para respostas novas”, afirmou o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Paulo Gandin. “E isso se aplica fundamentalmente na medição da qualidade da educação.”

O encontro fez parte da série Diálogos Internacionais, criado pela Assessoria Internacional do MEC, em parceria com a Fundação Lemann, uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo contribuir para a melhora da qualidade da educação pública no Brasil.

A secretária de Educação Básica do MEC, Maria Beatriz Luce, reforçou a importância dos estudos sobre desigualdades. “Na educação básica estamos trabalhando com a universalização do atendimento a crianças de quatro e cinco anos, nos anos iniciais da educação, e ainda temos um desafio muito grande no ensino médio. Não só de qualidade, mas de manutenção dos jovens na escola, questão enfrentada também pelos Estados Unidos.”

O professor da Escola de Educação e do Departamento de Ciências da Computação da Universidade de Stanford, Paulo Blikstein, ressaltou que é preciso revisar a maneira de se medir o conhecimento para se compreender como a tecnologia contribui para a educação. “A natureza do processo de aprendizagem se altera com novos elementos na sala de aula”, explicou.

O professor afirmou ainda que é preciso definir com clareza as habilidades esperadas nos jovens do século 21, e para quais dessas habilidades a tecnologia é imprescindível. “As novas tecnologias podem oferecer novos pontos de entrada para o mundo do conhecimento”, concluiu.

O evento contou também com a participação do secretário executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, do diretor executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne, além de de outros especialistas em educação brasileira do Centro Lemann.

Fonte: Ministério da Educação

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CTI Renato Archer inaugura Laboratório de Energia Fotovoltaica

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Nesta  6ª feira, 08 de agosto, foi inaugurado, no CTI Renato Archer, com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, o Laboratório de Energia Fotovoltaica 'Richard Louis Anderson', voltado à  pesquisa e ao desenvolvimento de módulos fotovoltaicos customizados - estruturas com células que transformam a energia solar em energia elétrica. O laboratório foi construído e equipado com um total de R$ 2,5 milhões em recursos do Ministério, via Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). O objetivo do Ministério é incentivar P&D na cadeia de produção de energia fotovoltaica no País.
É o primeiro laboratório desse tipo em funcionamento dentro de uma instituição federal.

O laboratório irá desenvolver soluções customizadas com o objetivo de integrar  módulos fotovoltaicos em diferentes aplicações.   Ao se aplicar em  edificações, por exemplo,  este   módulo constitui  um elemento multifuncional da construção, pois, além de produzir energia, também desempenha funções arquitetônicas, seja na forma de telhado, brise ou  fachada.   A customização pode ser obtida por meio de formatos específicos dos módulos, com diferentes graus de transparência. Também podem ser criados padrões estéticos a partir da disposição e cores das células fotovoltaicas dentro do módulo.

Com 250 metros quadrados de área, o laboratório terá como função criar protótipos que posteriormente poderão ser produzidos pelos clientes em escala industrial. Também haverá a possibilidade de se produzirem pequenas séries de módulos customizados, voltados a  projetos específicos.

A iniciativa está inserida no contexto do Complexo Tecnológico Educacional (CTE) - que abrange o ecossistema formado pelo CTI Renato Archer, pela Fundação de Apoio à Capacitação em Tecnologia da Informação (FACTI), pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) e pelo Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA), em Campinas.

Fonte: CTI Renato Archer

Veja fotos em http://goo.gl/99uD7D

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