Menu
Acontece

Acontece (730)

Ameaçados de extinção, orelhões podem ganhar novas funções

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Com o imenso volume de vendas de aparelhos celulares para o mercado consumidor, o telefone público vem caindo em desuso nas grandes cidades. Conhecidos pela alcunha de “orelhões”, esses aparelhos estão gradativamente diminuindo em quantidade. Estatísticas de institutos especializados apontando a redução de 120 unidades por dia em todo país.

Apesar da diminuição, as empresas de telefonia ainda são obrigadas a manter os aparelhos devido ao caráter social presente em suas concessões. A saída tem sido achar novas formas de colocá-lo à disposição da população. Uma delas, lentamente aceita pela Anatel, propõe que os “orelhões” deixem de oferecer o serviço via telefonia fixa e sim pela telefonia celular. Isso possibilita que as companhias fabriquem estes equipamentos com chips 2G ou 3G e assim instalem em pequenos municípios remotos. Nestas áreas é imprevisível a chegada de telefone por fios e cabos, devido a isso o telefone público por chip móvel atenderia as expectativas da comunidade, conectando-a com o resto do país.

Com esse projeto, o “orelhão-celular” pode passar a também ser um ponto de Wi Fi para esta localidade e aumentar o seu grau de utilidade. Levando assim a internet para locais ainda inacessíveis.

As empresas de telefonia preferem rumar por esta solução, barateando assim os custos de execução das contrapartidas combinadas. Tudo depende agora de regulamentação adequada.

Leia mais ...

Microsoft libera testes do sistema de tradução simultânea do Skype

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

O “Skype Translator” já está sendo testados por consumidores selecionados e o sucesso do projeto poderá significar uma revolução na comunicação interpessoal.

Desde os tempos bíblicos da “Torre de Babel”, o domínio dos idiomas tem sido fundamental para o avanço da chamada civilização. Povos diferentes poderem manter contato entre si, através de linguagem fluente, sempre foi a via mais curta para o reconhecimento do outro, entendimento e uma cultura de paz.

Com uma ferramenta conforme o prometido pelo Skype Translator, será possível se comunicar com pessoas de diferentes países, desde que o idioma esteja dentro daqueles disponibilizados pelo sistema. Esse recurso fomentará uma nova dinâmica nas relações e negócios, abrindo a porta para que possam ser feitos por todos e não apenas por alguns, ou via terceiros, sejam tradutores ou empresas especializadas.

Para os micro e pequenos negócios será uma frente nova, uma forma de superar as complicadas barreiras de importação e exportação para quem desconhece idiomas e paga altos custos para outros intermediarem.

Para o mundo acadêmico será também a possibilidade de interação diária com colegas, pesquisadores e colaboradores por todo mundo, de forma fácil, rápida e intensiva, ampliando coleta de informações e desenvolvimento de pesquisas.

Leia mais ...

Plataforma global recebe sugestões para aprimorar funcionamento da internet

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

A comunidade da internet global está convidada a participar da Iniciativa NETmundial, plataforma multissetorial para impulsionar soluções baseadas na colaboração para um ecossistema distribuído de governança da rede. Lançada nesta quinta-feira (6), a instância terá como base a declaração final do Encontro Multissetorial sobre o Futuro da Governança da Internet (NETmundial), realizado em abril, em São Paulo.

O objetivo é promover uma maior coordenação e cooperação entre as partes interessadas, promovendo a internet como um recurso compartilhado, neutro e global para a solidariedade humana e o progresso econômico. A plataforma será secretariada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pela Corporação para Atribuição de Nomes e Números da Internet (Icann, na sigla em inglês), em parceria com o Fórum Econômico Mundial (WEF).

A participação da comunidade global para continuar melhorando o marco de governança da internet se balizará no documento aprovado em abril – e disponível no site do projeto – com os princípios e o roteiro para a transição rumo ao novo modelo. Até 6 de dezembro, também é possível sugerir integrantes para o futuro conselho de coordenação, de caráter multissetorial e diversificado.

"Isto baliza o início dos esforços para impulsionar o espírito de cooperação de São Paulo para resolver questões de maneiras tangíveis. A iniciativa vai colocar sob os holofotes a essência do modelo multissetorial, reconhecendo-o como um mecanismo essencial para fazer com que a elaboração de políticas e a governança da internet global avancem," disse o secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio Almeida, membro do CGI.br, que lembrou o histórico das discussões e a participação brasileira. "O que se busca é tornar a rede um ambiente mais seguro e confiável e manter sempre seu caráter aberto", resumiu.

A Iniciativa NETmundial vai usar mecanismos de crowdsourcing (colaboração aberta online) para propiciar a formulação de propostas inovadoras que possam ser livremente adotadas por organizações ou nações. As atividades não têm o intuito de substituir, mas de complementar os esforços do Fórum de Governança da Internet (IGF, na sigla em inglês) e de outros foros e organizações.

Ação

"O diálogo é essencial e vai permanecer desse jeito. No entanto, a comunidade global está agora pronta para a ação", disse o presidente e CEO da Icann, Fadi Chehadé, que ressaltou a existência de necessidades imediatas no que diz respeito a políticas relativas ao uso da internet no espaço global. "Qualquer um pode participar da iniciativa", enfatizou. "Qualquer ideia, atividade, projeto. Todos são bem-vindos. Por favor, venham."

Para Chehadé, um mecanismo de mapeamento de soluções é urgente para ajudar as partes interessadas – especialmente nos países em desenvolvimento – a encontrar seus caminhos. "Já a formulação de uma solução policêntrica vai ajudar a resolver a quantidade cada vez maior de questões que vão desde a cibersegurança até a privacidade dos usuários."

O professor Klaus Schwab, fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, observou a importância de "uma cooperação internacional mais profunda para a internet alcançar seu pleno potencial como propiciadora do crescimento econômico e do potencial humano". Segundo Schwab, a plataforma vai ser um bem público mundial. "Será um espaço para compartilhar expertise, ideias e recursos de governança da internet de maneira mais eficiente, auto-organizada, em benefício de todos", disse.

Virgilio Almeida, por sua vez, lembrou que o engajamento do fórum pode facilitar a identificação de problemas específicos dos setores produtivo e financeiro e o financiamento de medidas que implementem propostas resultantes da plataforma colaborativa.
O conselho de coordenação fará sua reunião inaugural em janeiro. A previsão é que a iniciativa comece a gerar soluções práticas em 2015.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Leia mais ...

A inclusão digital como direito dos trabalhadores nas empresas

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Cláusula de inclusão digital começa a ter espaço nas reivindicações de negociações coletivas entre trabalhadores e empresas. Ainda é uma novidade, vista com alguma graça e desconfiança, porém provavelmente veio para ficar.

A sociedade moderna é e cada vez será mais digital. É a forma de vivermos nosso presente, nosso estilo de vida, e a tecnologia permite estarmos em um local físico e estarmos resolvendo e interagindo com organizações e pessoas que estejam distantes fisicamente. Mudaram assim a noção de ocupação do tempo e espaço por parte das pessoas.

Por isso, o trabalhador para poder exercer sua cidadania e seu direito à qualidade de vida em sua totalidade nesta nossa sociedade, precisa obrigatoriamente estar incluso digitalmente. Há algumas categorias, especialmente aquelas de profissionais mais qualificados, que já possuem conhecimento e liberdade para durante o dia de trabalho na empresa, estarem ativos digitalmente. Resolvendo ao mesmo tempo questões da empresa e questões particulares.

Porém há diversas outras categorias, especialmente aquelas ligadas à produção fabril, cuja oportunidade e capacidade de usufruir do mundo digital é bastante limitada no ambiente de trabalho.

Assim, a Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos incluiu na sua negociação coletiva de 2014 o requisito da Inclusão Digital.

A Capacitação para a Inclusão Digital pelas Empresas

O trabalhador boa parte das vezes recebe na empresa onde está contratado cursos de qualificação técnica. Este aprendizado visa tão somente o aumento da produtividade.

A obrigação de a empresa oferecer inclusão digital, proporcionando ensino de manuseio de computador, smartphone, acesso a e-mail, sites e interação online, é uma condição social do trabalhador que eleva o seu nível de convivência social em sua família, grupo e comunidade.

A experiência digital leva às pessoas ao raciocínio elaborado e associativo, o potencial de lidar com o intangível e assim reforça sua capacidade intelectual. Isso é bom para o trabalhador e é bom para a empresa. Não depende do currículo escolar.

Entretanto, jornadas intensivas de trabalho dentro de fábricas e espaços fechados, tiram destes trabalhadores a chance de estarem mais próximos do mundo digital. Suas rotinas não permitem esse contato, diferentemente de muitas outras categorias.

Passa assim a ser um item importante presente nas reivindicações de um trabalhador inserido neste mundo cada vez mais também virtual.

Estrutura no Trabalho para Exercer a Cidadania Digital

Outra questão da inclusão digital nas negociações coletivas é a empresa passar a oferecer uma estrutura de acesso digital para os intervalos de descanso.
Essa estrutura seriam máquinas (computadores, notebooks e tablets) com conexão em banda larga disponíveis para uso dos trabalhadores.

A consequência positiva é poder usar este intervalo para dedicar-se às suas tarefas particulares, como requisição de serviços públicos e de saúde por sistema online, realizar compras por e-commerce, interagir com família e amigos organizando sua vida social, estudar, fazer pesquisas, colocar em dia sua correspondência e muitas outras atividades.

Esse apoio para a inclusão digital em intervalos muitas vezes alivia a carga de preocupações e tarefas pessoais do trabalhador, permitindo inclusive uma melhor concentração no trabalho.

É praticamente impossível hoje desempenhar os compromissos para a empresa e deixar de lado completamente o mundo digital durante todo o período de sua atividade.

Oferecer a inclusão digital aos trabalhadores equilibra a produtividade e a qualidade de vida. É uma cláusula das novas negociações coletivas que provavelmente veio para ficar.

Leia mais ...

Pesquisa analisa alcance da divulgação científica na rede

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Como deveria ser o site de um importante projeto para avaliação dos impactos das mudanças climáticas na agricultura do Brasil, mais especificamente relacionadas ao setor sucroalcooleiro? Ou, em última instância, como se comportam as notícias de divulgação científica nas redes sociais? As perguntas nortearam a pesquisa de mestrado de Marcos Rogério Pereira (foto), trabalho vinculado ao projeto científico “Geração de cenários de produção de álcool como apoio para a formulação de políticas públicas aplicadas à adaptação do setor sucroalcooleiro nacional às mudanças climáticas” – AlcScens -, que integra o Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais.

Marcos integra o grupo de pesquisas da Unicamp e, em 2011, trabalhou no desenvolvimento de um site para o projeto. A página foi reformulada três vezes ao longo de sua investigação acadêmica, e passou a alimentar redes sociais, blogs e microblogs interativos, sites de vídeos, para compartilhamento de artigos, fotos, imagens e áudio, além da publicação de artigos eletrônicos. “Foi um desafio que ganhou novos ares por estar relacionado à produção e divulgação das informações científicas, por envolver a participação de uma equipe interdisciplinar de pesquisa, além da popularização de novas ferramentas de publicação online”, explica.

O AlcScens é constituído de 10 núcleos temáticos compostos de pesquisadores brasileiros de diversos centros e núcleos interdisciplinares de pesquisa, além de institutos e faculdades, não só da Unicamp, como também estudiosos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Um dos núcleos é o de divulgação científica, onde Marcos atua. A dissertação foi desenvolvida no âmbito do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), vinculado ao Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). A orientadora, professora Vera Regina Toledo Camargo, salienta que o Programa Fapesp, ao qual está ligado o AlcScens, foi um dos primeiros que contemplou a área de divulgação científica dentro de mudanças climáticas. “A divulgação abrange todos os grupos temáticos, alinhavando-os. Por isso é de fundamental importância, tanto internamente, entre os pesquisadores, como externamente, difundir o conhecimento para a sociedade”, diz Vera.

Marcos acrescenta que ainda é raro que centros produtores de ciência e tecnologia contemplem a divulgação científica como estratégica de diálogo com o público leigo. Nesse contexto, o pesquisador considera inovador o fato de o AlcScens contar com esta equipe.

Redes sociais 

A divulgação científica do AlcScens também passa pelas redes sociais, especialmente o Facebook, cuja página é atualmente administrada pelo coordenador do projeto, o pesquisador Jurandir Zullo. “Foi um dos primeiros objetos de estudo. Percebi que a rede social estava se transformando em uma rede movida pela publicidade. E, então, em determinado momento, as publicações que fazíamos do projeto começaram a ter seu alcance reduzido”, ressalta Marcos. A reflexão a partir daí foi se a informação científica não gerava interação no facebook ou se, afinal, as pessoas não teriam mesmo interesse no assunto. “E tem interesse”, afirma.

O autor da dissertação decidiu fazer um teste com uma publicação patrocinada, ou seja, pagou uma quantia para que o post do projeto circulasse na rede. “Foram milhares de visualizações e curtidas, o que nos fez pensar até que ponto isso é válido ou não no caso da divulgação científica, se é válido pagar para ter a informação difundida pela rede”.

Há páginas na rede social voltadas à divulgação da ciência, com quase meio milhão de usuários. Mas embora reconheça o papel do facebook como forma de dar visibilidade à informação científica, Marcos ressalta a importância da fonte primária, como é o caso de um website. “Nosso site é o resultado de uma experiência de divulgação científica que procurou preservar e disseminar informações científicas na internet, geradas pelo grupo de pesquisas. As pessoas têm interesse em informação de qualidade e textos bem escritos”.

O autor destaca o reconhecimento do trabalho de divulgação do projeto: “O Blog do Clima, do site Planeta Sustentável, um dos mais importantes na área de mudanças climáticas no Brasil, já cita o projeto como uma das principais iniciativas da área de mudanças climáticas no Brasil. Para chegar nesse reconhecimento, você precisa ter um site de informação de qualidade, confiável e que sirva de referência em um ambiente repleto de informações conflitantes, que é a internet”.

 

Fonte: Unicamp

Foto: Antonio Scarpinetti

Leia mais ...

Brasil torna-se novo destino de mercado de trabalho para imigrantes na América do Sul

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Segundo dados recentemente divulgados pela ONU, o Brasil tornou-se o terceiro destino de imigrantes da América do Sul, tendo recebido no ano de 2011 um total de 600.000 pessoas. O brasil só perdia para a Argentina e Venezuela, que acolhiam aproximadamente um milhão de imigrantes cada. A expectativa de pesquisadores da questão sócio-demográfica é de estes números terem sofrido uma inflexão nestes últimos dois anos, especialmente pelas crises econômicas venezuelana e argentina.

O Brasil como maior país e maior mercado de trabalho e de consumo da América do Sul tende a consolidar-se como polo receptivo de profissionais interessados em emprego e evolução de carreira. Até então a Europa era considerado destino preferencial. Entretanto, com a crise do mercado comum europeu, até mesmo países do velho mundo tem visto o Brasil como novo porto de negócios. As menores barreiras imigratórias e linguísticas tornam mais fácil o deslocamento de profissionais dos países vizinhos.

Para o Brasil a expectativa é o recebimento de pessoas e famílias com qualificação equilibrada e um outro grupo formado por trabalhadores sem formação e estudo, como tem ocorrido com os haitianos, por exemplo, cujo destino é preencher vagas de mão de obra mais barata. Espera-se também a vinda de especialistas, graduados e mestrados, capazes de acrescentar dinâmica e visão mais cosmopolita aos quadros de nossas empresas interessadas no Mercosul e internacionalização em geral.

Na história há casos claros de desenvolvimento, especialmente científico e tecnológico, com a participação da vinda de estrangeiros em determinadas nações. Isso ocorreu nos Estados Unidos, com a absorção de acadêmicos alemães no pós II Guerra Mundial e também em Israel, nos anos 70, com a chegada de um milhão de russos que em boa parte eram engenheiros e matemáticos.

Como sétima economia do mundo e protagonista nos BRICS, é natural que o Brasil passe a ser foco de atenção de pessoas interessadas nas novas fronteiras de desenvolvimento e economias em ascensão. Os primeiros a perceberem isso são os vizinhos da América do Sul.

Leia mais ...

Limites mínimos de velocidade da banda larga ficam mais rigorosos

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Pelos novos limites que entraram em vigor na manhã de 1º de novembro, as prestadoras deverão garantir mensalmente, em média, 80% da velocidade contratada pelos usuários.

Em outras palavras, na contratação de um plano de 10MBps, a média mensal de velocidade deve ser de, no mínimo, 8MBps. A velocidade instantânea - aquela aferida pontualmente em uma medição - deve ser de, no mínimo, 40% do contratado, ou seja, 4MBps. Com isso, caso a prestadora entregue apenas 40% da velocidade contratada por vários dias, terá de, no restante do mês, entregar uma velocidade alta ao usuário para atingir a meta mensal de 80%.

A média vem aumentado anualmente desde o início da Gestão de Qualidade.Em 2012, o mínimo estipulado pela Anatel era 60%, no ano passado, passou a ser 70% e agora, a menor velocidade média é de 80%.

Leia mais ...

Ministérios anunciam projeto para ampliar monitoramento da Amazônia

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Ampliar e aprimorar o monitoramento ambiental por satélites realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) e desenvolver estudos sobre os usos e a cobertura da terra na Amazônia brasileira. Esse é o objetivo do projeto Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia, anunciado, nesta quarta-feira (29), pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, e pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

O contrato de colaboração financeira não reembolsável no valor de R$ 67 milhões, para o período de três anos e meio, foi firmado entre o Inpe – com a sua instituição de apoio, a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologias Espacias (Funcate) – e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela gestão do Fundo Amazônia. Além do diretor do Inpe, Leonel Perondi, participaram da assinatura o diretor de Infraestrutura Social do BNDES, Guilherme Lacerda, e o presidente da Funcate, Luiz Carlos Miranda. Os ministros, por sua vez, assinaram o documento como testemunhas.

Incluem-se no projeto ações como o mapeamento do uso e cobertura da terra na Amazônia Legal; o aprimoramento de software; melhoria dos serviços de recepção, distribuição e uso das imagens de sensoriamento remoto; aprimoramento do monitoramento de focos de queimadas e incêndios florestais; estudo das trajetórias de padrões e processos na caracterização de dinâmicas do desmatamento da Amazônia; disponibilização de ferramentas de modelagem de mudanças de uso da terra; e melhoria dos métodos de estimativa de biomassa e de modelos de emissões por mudanças de uso da terra.

Unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Inpe tem como missão produzir ciência e tecnologia nas áreas espacial e do ambiente terrestre. A instituição é responsável pela condução do programa de monitoramento ambiental da Amazônia, que produz dados sistemáticos sobre o desmatamento e a degradação florestal na região. Esses dados estão dentre as principais fontes de informação para a tomada de decisão em relação às políticas de combate ao desmatamento no bioma amazônico.

O diretor do instituto, Leonel Perondi, lembrou que a unidade se tornou referência na área de meteorologia científica na América Latina e que o projeto, voltado para o campo da observação da terra, vai possibilitar o desenvolvimento de ações estruturantes para melhorar a eficácia e a eficiência dos sistemas, a modernização de infraestrutura e criação de uma nova geração de sistemas com impacto em toda a cadeia desde a pesquisa básica à aplicada. "Isso permitirá uma via expressa no desenvolvimento de novos conhecimentos científicos e também no incremento das aplicações que atendem essa área da gestão ambiental no Brasil", ressaltou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Leia mais ...

Embrapii disponibiliza recursos para inovação na indústria

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) está disponibilizando R$ 500 milhões para o desenvolvimento de projetos nas unidades de pesquisa vinculadas à organização social.

O montante será liberado ao longo dos próximos quatro anos, sempre com uma contrapartida por parte da empresa. Para ter acesso aos recursos, o empresário deve procurar essas unidades.

Em 2011, quando teve início o projeto piloto da Embrapii, três instituições científicas e tecnológicas atendiam ao setor industrial nas áreas de manufatura integrada, tecnologia de materiais e alto desempenho e química industrial. Agora, são 13 unidades de pesquisa credenciadas; instituições que passaram por um processo de seleção e atenderam aos critérios para utilização dos recursos repassados pela Embrapii. A previsão é a de que até o final de 2015 sejam 23 unidades credenciadas.

Segundo o presidente da Embrapii, João Fernando Gomes de Oliveira, há um grande incentivo para que as próprias unidades de pesquisa procurem as empresas. "É tudo muito rápido. A empresa discute o projeto com a unidade e, ao fechar o acordo, o recurso pode ser utilizado, muitas vezes, dentro de 30 dias".

Resultados

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, participa da rede de unidades da Embrapii desde o projeto piloto. Para a gerente da Coordenação de Planejamento de Negócios do IPT, Flávia Motta, foi uma decisão acertada.

"Antes o IPT ia para as empresas e oferecia capacitação técnica, mas algumas reclamavam do custo. Hoje, com a Embrapii, além da capacitação, oferecemos um valor mais acessível para desenvolver os projetos, por que as empresas pagam apenas um terço do valor total".

Segundo ela, por se tratar de inovação, esse investimento terá impacto na economia nos próximos anos, a partir do surgimento de novos produtos e processos. "As empresas se tornarão mais produtivas e competitivas. É isso que a gente quer".

Unidade de Pesquisa

O Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros, em São Leopoldo (RS), é uma das novas unidades de pesquisa do sistema Embrapii. A diretora do instituto, Viviane Lovison, explica que, até então, o foco eram as empresas de pequeno e médio porte.

"Entrar na Embrapii nos dá a oportunidade de procurar empresas maiores, com mais capacidade de investimento em inovação. Com isso, nós também poderemos fazer projetos com maior risco tecnológico", diz.

Funcionamento

Constituída como associação civil sem fins lucrativos e qualificada como organização social, o modelo de funcionamento da Embrapii prevê compartilhamento de riscos técnicos e econômicos. Assim, um terço do recurso será investido pela empresa que desenvolverá o projeto de inovação, um terço virá da Embrapii e um terço será das instituições de pesquisa em forma de estrutura, recursos humanos, máquinas e equipamentos.

A Embrapii é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI).

 

Fonte: CNI

Leia mais ...

Venda global de smartphones se mantém acima dos 300 milhões

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

A IDC publicou, nesta quinta-feira, 30, um estudo trimestral sobre o mercado de smartphones que confirma um levantamento recente da HIS iSuppli, segundo a qual a Xiaomi havia se tornado a terceira maior fabricante do mundo.

Os dados mostram que a marca chinesa obteve um crescimento bem expressivo: entre o terceiro trimestre de 2013 e o de 2014 as vendas da Xiaomi saltaram 211,3%, indo de 5,6 milhões de aparelhos entregues a 17,3 milhões.

No total foram vendidos 327,6 milhões de smartphones entre julho e setembro, uma alta de 25,2% em relação aos 261,7 milhões de 2013 e de 8,7% ante os 301,3 milhões do trimestre imediatamente anterior. Foi o segundo trimestre seguido em que a indústria vendeu mais de 300 milhões de smartphones.

O primeiro lugar se mantém nas mãos da Samsung, mas a sul-coreana foi a única das cinco maiores marcas a apresentar queda no volume de vendas. Neste ano, a empresa entregou 78,1 milhões de smartphones, 8,2% a menos que os 85 milhões do ano passado. Isso também derrubou a participação de mercado da companhia, que tinha 32,5% do total em 2013 e agora tem 23,8%.

Em segundo lugar vem a Apple, que, ao entregar 39,3 milhões de aparelhos no trimestre, viu seu volume de vendas subir 16,1% frente aos 33,8 milhões do último ano. Depois vêm Lenovo e LG com 16,9 milhões e 16,8 milhões de aparelhos vendidos, respectivamente.

Fonte: Olhar Digital

Foto: Agência Brasil

Leia mais ...

ANAC flexibiliza uso de celulares e tablets em voos no Brasil

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) permitiu que as empresas aéreas liberem o uso, pelos passageiros, de equipamentos eletrônicos portáteis à bordo em todas as fases do voo. Hoje, os equipamentos devem ser desligados durante a decolagem e o pouso dos aviões. A resolução foi publicada nesta quinta-feira, 30/10, no Diário Oficial.

A medida vale para celulares, tablets, câmeras fotográficas, entre outros – que devem, no entanto, permanecer em "modo avião", ou seja, com o modo de transmissão desligado (impedido de realizar ligações e acessar a internet). A resolução também permite que os celulares possam ser usados em modo ativado após o pouso, enquanto o avião faz o taxiamento até o portão de desembarque. Pelas regras atuais, esses equipamentos devem permanecer desligados até o desembarque do passageiro.

A permissão não é imediata para todos os voos, no entanto. As empresas aéreas precisam obter autorização da Anac para liberar o uso dos equipamentos e, para isso, precisam assegurar que o uso dos mesmos em todas as fases do voo não causa interferências nos sistemas de comunicação e navegação de suas aeronaves.

Em nota, a Gol diz que já pediu autorização para ampliar o uso de equipamentos eletrônicos pelos passageiros durante o voo. Segundo a empresa, os dispositivos não apresentam risco ao sistema de comunicação e de navegação de suas aeronaves, desde que utilizados de forma adequada.

"A proposta defende que aparelhos que permitem desabilitar suas funções de transmissão, como telefones celulares, laptops e tablets, tornam-se livres de interferência. Com operações igualmente seguras, podem ser utilizados no modo avião, com o Bluetooth e Wi-fi desabilitados durante todo o voo", diz a companhia em nota.

Fonte: G1

 

Leia mais ...

Mais uma fronteira de desenvolvimento econômico: a bioeconomia

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Os campos de atividades econômicas derivados da pesquisa científica estão passando por intensa renovação, dinamização e ganhando assim novas nomenclaturas. Um deles é a bioeconomia.

O termo bieconomia foi criado pelos professores Juan Enriquez e Rodrigo Martinez - fundadores da Harvard Business School Life Sciences Project. O conceito analisa a forma como as ciências da vida, principalmente a genética, a biologia molecular e celular, transformam produtos, negócios e a indústria mundialmente. De acordo com a Organização de Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), a expectativa é que a biotecnologia industrial movimente € 300 bilhões em 2030. Atualmente, o mercado maior é o de biocombustíveis, seguido do de bioquímicos e de bioplásticos.

Acadêmicos, técnicos especializados e empresas movimentam-se em torno deste campo e preocupam-se no Brasil com sua regulamentação adequada. Uma preocupação também é a lentidão para registro formal das pesquisas e respectivas patentes.
A áerea da bioeconomia é um setor dependente de capital intensivo e normalmente seus fundos misturam fontes privadas, públicas e do terceiro setor. A segurança jurídica é fundamental, pois são projetos com retornos de 5, 10 ou 20 anos. Porém para democracias estáveis e sem inflação, podem atrair muitos recursos pela capacidade de gerar dividendos por várias gerações.

No Brasil o setor de biocombustíveis é um exemplo notório da bioeconomia. Outro exemplo, no setor de instituições públicas de pesquisa, é a Embrapa. Tem forte atuação no desenvolvimento bio no campo agrícola e agropecuário, tornando-se referência mundial, com padrões elevados de resultados, determinantes para o Brasil ser um líder na produção de alimentos.

“A bioeconomia estabelece um novo patamar de desenvolvimento para enfrentar os desafios do mundo moderno, como escassez de água potável, produção de alimentos, mobilidade urbana, envelhecimento da população e mudanças climáticas. A principal vantagem da bioeconomia é produzir mais com menos matéria prima e insumos”, afirma Carlos Eduardo Abijaodi, analista desta especialidade aplicada à indústria.

A bioeconomia é também uma nova fronteira para carreiras profissionais devido aos requisitos mais complexos exigidos na formação.

Leia mais ...
Assinar este feed RSS