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Brasil terá centro de nanotubos de carbono, estratégico para o pré-sal

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A sede definitiva do Centro de Nanotecnologia de Materiais de Carbono (CTNanotubos) começa a ser construída em janeiro de 2015, no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec). Ela terá função estratégica para o setor de petróleo e gás nacional e deve ser concluída em 2017.

O coordenador do centro, Marcos Pimenta, afirma que a unidade será responsável pela fabricação de nanotubos de carbono. “Vamos incrementar nanotubos de carbono em alguns tipos de plástico e de cimento para melhorar a propriedade desses produtos para o processo de extração do pré-sal”, ressaltou.

O CTNanotubos já está funcionando em um espaço provisório no BH-Tec, onde produz 50 gramas de nanotubos de carbono por dia. Quando o reator definitivo estiver pronto, permitirá ao centro elevar a produção “para vários quilogramas por dia de nanotubos de carbono”, disse Pimenta.

O centro desenvolverá pesquisas em nanotecnologia e dará ênfase ao desenvolvimento de nanomateriais à base de carbono, em especial nanotubos de carbono. Os investimentos para a construção da sede definitiva somam R$ 35,4 milhões, dos quais R$ 17,4 milhões são financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social; R$ 14,8 milhões são aplicados pela Petrobras; e os restantes R$ 3,2 milhões pela Intercement, empresa parceira.

Segundo Pimenta, o que se pretende é melhorar o desempenho dos materiais. No caso do plástico, por exemplo, o objetivo é ter um material que seja ao mesmo tempo flexível, mas que não quebre nem rasgue. “Nosso objetivo, neste centro, é melhorar a propriedade de alguns materiais que vão ser usados no processo de extração de petróleo”, reiterou.

O trabalho é inédito no Brasil. Marcos Pimenta esclareceu que muitos grupos já estudam e produzem nanotubos de carbono no país, mas com finalidade acadêmica e, não, industrial. A ideia do centro é trabalhar sempre em parceria com empresas, atendendo à demanda de pesquisas.

A equipe que está trabalhando na sede provisória do CTNanotubos é formada por dez professores da Universidade Federal de Minas Gerais. A previsão é que, em cinco anos, a equipe crescerá para 50 pessoas, abrangendo físicos, químicos, biólogos e engenheiros.

Fonte: Agência Brasil

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Universidades do nordeste aumentam registros de patente

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Apesar das universidades do Sudeste serem as líderes no país em pedidos de patente (registro de invenções), os recentes levantamentos feitos pelo Ranking Universitário Folha revelam que 5 das 10 instituições que mais avançaram no volume de registros nos últimos anos estão na região Nordeste. O maior salto foi da UFC (Universidade Federal do Ceará), com um aumento de 766,7% no número de patentes solicitadas entre o 2008 e 2011. A UFC saiu de 3 para 26 pedidos de registros. O número é pequeno perto dos 162 feitos no mesmo período pela USP, líder em inovação, mas é quatro vezes a média nacional das universidades (6,3).

Em 13º na classificação geral do ranking, a UFC fez um plano de restruturação em 2007 e concentrou as contratações em doutores, o que aumentou a competitividade da instituição na busca por recursos para organizar os laboratórios de pesquisa. O salto de inovação da universidade veio na gestão da química Selma Elaine Mazzetto, que assumiu a Coordenadoria de Inovação Tecnológica da instituição em 2008. Defensora da produção de conhecimento com aplicação, Mazzetto fez um trabalho de formiguinha para disseminar o patenteamento. Uma das iniciativas foi incentivar os professores a aprender a escrever pedidos de patentes por meio de cursos ministrados pelo próprio Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), órgão que analisa os registros. O instituto tem cerca de 8.000 "alunos" por ano no país.

Uma das ideias cujo registro foi pedido pela UFC (uma colheitadeira de legumes e de verduras) já foi licenciada para uma empresa paulista, que vai comercializar a máquina. É a primeira transferência de tecnologia feita pela universidade.

As federais de Sergipe, do Maranhão e do Piauí também estão entre as que mais cresceram nessa área. A de Pernambuco, instituição nordestina mais bem colocada na classificação geral do RUF, em 11º lugar, cresceu menos proporcionalmente (73%), mas atingiu 26 pedidos de patentes em 2010 e 2011, mesmo número da UFC. As duas ficam empatadas na oitava posição entre as universidades que mais solicitaram o registro de invenções nesses dois anos.

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Desligamento do sinal analógico será avisado pelas emissoras com um ano de antecedência

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Os telespectadores começarão a ser informados pelas emissoras de TV sobre o desligamento do sinal analógico em sua região com um ano de antecedência. É o que prevê portaria publicada pelo Ministério das Comunicações na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União.

As emissoras deverão cumprir o cronograma de desligamento da TV analógica e implantação do sinal digital, que começa em 2015, com um piloto em Rio Verde (GO), e prevê datas específicas para a transição em cada região e cidade do país. Os avisos começarão a ser divulgados na própria tela da TV com um ano de antecedência pelas geradoras e retransmissoras.

Cada emissora terá de informar ao telespectador a data do desligamento e o canal digital em que vai passar a transmitir sua programação. Essas informações deverão ser veiculadas em um número mínimo de inserções diárias na programação das TVs: começa com três inserções, em períodos diferentes, e vai até 18 inserções, no último mês antes do desligamento.

Todas as informações deverão ser veiculadas na TV aberta, inclusive nos sinais disponibilizados por meio da TV fechada. Essa divulgação será feita por meio de uma logomarca com o símbolo da televisão analógica, que será exibida no canto superior direito da tela – para facilitar a identificação de que se trata de um canal ainda analógico.

Tarjas na tela

Também está prevista a utilização de uma tarja no pé da tela, com texto fixo ou texto em movimento, a critério das emissoras, com duração de 30 segundos. Essa tarja deverá conter informações como a data do desligamento da geradora e as cidades afetadas; indicar o canal digital em que vai operar a estação; e divulgar site e telefone da central sobre o desligamento. Esses canais para esclarecer dúvidas deverão ser criados pela Entidade Administradora da Digitalização (EAD).

No alto da tela, haverá a contagem regressiva para o desligamento do sinal analógico, que será fixa durante toda a programação nos 60 dias que antecederem a transição definitiva para o sinal digital.

Alcance

A estimativa do Ministério das Comunicações é que o cumprimento dessas medidas vai garantir o esclarecimento de todos os telespectadores sobre o processo de digitalização da TV no país. Além dessas obrigações, as emissoras também já vêm fazendo espontaneamente campanhas sobre a TV digital.

Para a secretária de Serviços de Comunicação Eletrônica, Patrícia Ávila, o número de inserções estabelecido é suficiente, com base em uma simulação realizada pelo ministério. "Com uma média de cinco inserções diárias na TV, pelo menos 90% das pessoas são expostas a essas informações. E nos últimos três meses, o número de inserções será o triplo disso. Ou seja, as mensagens serão suficientes", avalia a secretária.

Fonte: Ministério das Comunicações

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Brasil avança no combate ao trabalho escravo

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Nesta semana foi publicada nova pesquisa envolvendo a situação do chamado trabalho escravo no mundo. Apesar de o país ainda ter 155.300 brasileiros submetidos a condições consideradas degradantes de trabalho, a posição global apresentou melhoras.

Ao redor do mundo a escravidão cresceu 20,13% e atinge 35,8 milhões de pessoas em 167 países.É um sinal de certos setores precisando continuar competitivos usando a mão de obra de maneira desumana, onde não há outras alternativas de emprego. As informações divulgadas nesta semana constam do relatório da Walk Free Foundation, uma organização internacional que tem como missão acabar com a escravatura moderna. A ONG criou um Índice de Escravidão Global, classificando os países de acordo com a proporção de escravos em relação à população. Para o indicador, são consideradas as pessoas que vivem em condição análoga à escravidão no mundo; são vítimas de trabalho forçado, tráfico humano, trabalho servil derivado de casamento ou dívida, exploração sexual e exploração infantil.

Sétima economia do mundo, o Brasil passou da 94ª posição, com 200 mil pessoas consideradas em condição análoga a de escravo, para 143ª posição no ranking do relatório deste ano. Pelo código penal brasileiro, o trabalho análogo à escravidão é aquele em que há submissão a condições degradantes, como jornada exaustiva (de 12 horas ou mais, acima do que prevê a lei), servidão por dívida e com riscos no ambiente de trabalho. A pesquisa mostra que, no ano passado, a construção civil foi o setor com mais destaque no emprego desse tipo de mão de obra, seguido pelo agrícola.

Topo do ranking

Entre os países que apresentam a maior proporção (prevalência) de população em condições de escravidão estão: Mauritânia (com 4%), Uzbequistão (3,97%), Haiti (2,3%), Qatar (1,36%) e Índia (1,14%).

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Campinas recebe palestra sobre financiamentos para inovação tecnológica

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Será realizado no próximo dia 4 de dezembro, na sede do Ciesp Campinas, a “Palestra e Oficina de atendimento sobre Linha de Crédito para Inovação – Inovacred”, que utiliza recursos da Agência Brasileira de Inovação (Finep) para financiar inovação em empresas.

A palestra será ministrada por profissionais do órgão de fomento, com início às 18 horas. O evento tem apoio da Agência de Inovação Inova Unicamp.

O público-alvo principal do evento são profissionais e empreendedores de micro, pequenas e médias empresas inovadoras com faturamento de até R$90 milhões, que podem se inscrever neste link.

O objetivo é apresentar aos interessados as linhas de financiamento disponíveis para investimentos em Inovação e Tecnologia, além dos critérios de avaliação para concessão de créditos.

Durante o encontro, os palestrantes vão detalhar as linhas de financiamento e a melhor forma de obtê-los. Logo após a apresentação, o público poderá tirar suas dúvidas sobre o Inovacred e assuntos relacionados ao financiamento para inovação tecnológica.

A finalidade do Inovacred é aplicar recursos no desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços, ou no aprimoramento dos já existentes. A linha de financiamento também custeia inovação de marketing ou organizacional. A proposta é ampliar a competitividade das empresas no âmbito regional ou nacional.

Sobre o Financiamento e os recursos, as empresas financiadas serão classificadas de acordo com a receita operacional bruta anual ou anualizada: inferior a R$ 3,6 milhões (porte I); igual ou superior a R$3,6 milhões, ou igual e inferior a R$16 milhões (porte II); e superior a R$16 milhões, ou igual/inferior a R$ 90 milhões (porte III). O valor total disponível para financiamentos é R$ 80 milhões, reservados da seguinte forma: de R$ 150 mil a (igual ou inferior a) R$ 2 milhões, para empresas de portes I e II. E até R$ 10 milhões para as de porte III. O prazo total de pagamento é de até 96 meses, incluído o prazo de carência, de até 24 meses. A análise de cada projeto irá indicar as condições de prazos de carência e de amortização adequadas à geração de caixa e à capacidade de pagamento da empresa.

Para mais informações sobre o Inovacred, clique aqui.

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Plataforma tornará públicos os dados sobre biodiversidade brasileira

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A plataforma Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) será para a biodiversidade brasileira o que o Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) é para a produção científica, avalia o diretor de Políticas e Programas Temáticos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Osvaldo de Moraes.

"O portal da Capes é o maior exemplo de como uma estrutura de governo pode ser útil para todas as dimensões, para pesquisadores dos mais diferentes campos do Brasil", afirmou Osvaldo, durante o lançamento da plataforma, nesta segunda-feira (24), em Brasília.

O SiBBr disponibilizará bases de dados, ferramentas para gestão de coleções biológicas, publicações, qualificação e análise das informações. Os dados contribuirão para subsidiar pesquisas e apoiar o processo de políticas públicas associadas à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais. A plataforma permitirá aos pesquisadores checar, acrescentar, ou mesmo corrigir, as informações ali depositadas.

Para o diretor, o desafio do MCTI, a partir de agora, é manter a estrutura funcionando e oferecer suporte, de maneira a permitir que todos os pesquisadores brasileiros tenham condições de acessar o sistema.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Pesquisa de minerais estratégicos coloca na pauta política para Terras Raras no país

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O IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – tem procurado assumir o papel de interlocutor e interagente nos temas relativos à construção de uma política voltada para o Tema das “Terras Raras” no Brasil. Para isso tem procurado unir Governo, ICTs e Iniciativa Privada.

Há em curso no mundo uma ampliação das demandas por minerais.  Por mais de 50 anos predominaram as tradicionais explorações de ferro, zinco, níquel e outros similares, responsáveis pela base do fornecimento para as indústrias na economia da sociedade do século XX.

Entretanto, a inovação em combinação com a sustentabilidade, tem forçado a pesquisa a encontrar novas soluções e com isso parâmetros até recentemente desconhecidos. São novos equipamentos, eletrônicos e digitalizados, com combinações até então não imaginadas e que precisam de minerais alternativos para sua viabilidade.

Estes “novos” minerais, considerados estratégicos, como o lítio por exemplo, e existentes em menor escala, são aqueles que fazem parte das chamadas “Terras Raras”. E o Brasil poderá vir a ser um importante produtor, caso o investimento em pesquisas e bioeconomia sejam implantados de maneira intensiva, agregando valor para o desenvolvimento nacional. Hoje a China domina de maneira predominante a posição de líder de produção.

Esses minerais são chaves para a indústria de tecnologia, para novos equipamentos miniaturizados, para a produção de energia eólica e de carros elétricos.

“Ações relevantes vêm acontecendo hoje. O Governo Federal inseriu a ação ETR-BR no programa Brasil Maior, que está fazendo articulações e inserindo nas políticas do governo questões que envolvem o tema terras-raras”, segundo o superintendente geral da Fundação Certi, Carlos Alberto Schneider, envolvida em pesquisas do setor.

“Percebemos a necessidade de mudar o modelo predominante da indústria mineral de produzir somente commodities para a fabricação de produtos de alta tecnologia. A agregação de valor e o adensamento da cadeia tecnológica da cadeia produtiva foram duas das diretrizes estabelecidas”, afirmou Elzivir Azevedo Guerra, diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral do Ministério de Minas e Energia, em

Workshop sobre o assunto promovido pelo IPT.

O domínio de fracionar estes minerais, separar suas partículas ativas e empregá-las de forma adequada na cadeia econômica hoje passa pelos trabalhos do Laboratório do Centro de Tecnologia em Metalurgia e Materiais do IPT.

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Bolsas de produtividade ainda têm presença reduzida de mulheres cientistas

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Números atualizados até 2013 mostram que embora haja um equilíbrio entre o número de mulheres e homens cientistas no Brasil – pelo sistema geral de bolsas concedidas para pesquisas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – quando se analisam as bolsas para pesquisadores seniores, com doutorado, a proporção de representantes do sexo feminino é inferior à masculina.

Em entrevista à Agência Brasil, a economista Hildete Pereira de Melo, autora junto com Lígia Rodrigues do livro Pioneiras da Ciência no Brasil, disse que do total de bolsas concedidas em todas as modalidades em 2013, a participação foi 50% para homens (48.278) e 50% para mulheres (47.776).  Em 2001, eram 21.958 bolsas para mulheres (48%) e 23.683 para homens (52%). “O CNPq dobrou o número de bolsas na última década e equilibrou [a participação das mulheres] dentro do conjunto”.

Observou, entretanto, que o equilíbrio foi alcançado no sistema geral de bolsas, cuja maior parte se destina à iniciação científica. Na distribuição de bolsas de produtividade, ligadas às pesquisas científicas vinculadas ao final de carreira, a mulher participa com apenas 30% do total. “É o pesquisador mais maduro que recebe as bolsas de produtividade", avalia Hildete.

Essas bolsas têm várias gradações. As de valores mais elevados são conhecidas como PQ1 e, no ano passado, foram concedidas na proporção de 24% para mulheres e 76% para homens. Hildete assegurou, porém, que houve ganho em comparação à década de 1990. “As mulheres crescem dentro da carreira científica, mas nas bolsas de produtividade, que abrangem pesquisadores com carreira já firmada, com doutorado, as mulheres diminuem (a participação). A carreira científica ainda é masculina”.

Hildete avalia que as mulheres estão mais presentes nas áreas mais relacionadas ao papel tradicional feminino. “Áreas ligadas aos cuidados, à saúde e às ciências sociais”. Nutrição e serviço social são dois exemplos. Nas áreas das ciências exatas, como matemática, física e engenharia, a presença feminina cai bastante.

Nas bolsas PQ2, para pesquisadores que ainda não atingiram o topo da carreira, em 2013, 39% das bolsas foram para mulheres e 61% para homens. Hildete salientou que a faixa etária das mulheres que recebem bolsas é maior que a dos homens, pois, muitas vezes, a mulher tem de conciliar a maternidade e a carreira. “[As mulheres] estão mais dedicadas à carreira e com mais tempo na medida em que os filhos crescem. Por isso, são mais velhas que os homens”.

Para a economista, a chave para uma maior participação feminina no mercado de trabalho é educação. “A educação é que permite às mulheres dar um passo para fora de casa”. Indicou, ainda, que a carreira científica “só existe se as mulheres se educarem”.

Fonte: Agência Brasil

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Busca de talentos na área de TI cria formas de captar jovens inovadores

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Para ser Presidente de uma empresa até duas décadas atrás, era necessário ter mais de 60 anos e ter cabelos brancos. Apenas assim era possível ter segurança da sabedoria e da experiência do profissional.

Agora tudo bem mudando. Houve um verdadeiro pulo geracional na escolha das lideranças das principais organizações. Há grandes grupos multinacionais com o CEO na faixa etária menor de 40 anos. De ocasional, está passando a ser bastante comum.

Basicamente a explicação é a necessidade de ter no posto de tomada de decisões e olhar para o futuro alguém cuja existência tenha sido marcada pelo DNA da tecnologia.

Quem “captura” os próximos inovadores ?

A pressão por resultados e por crescimento encontra-se tanto no setor privado como no setor público. É preciso talento para dar respostas à altura de situações complexas. E quase sempre estas respostas precisam usar a tecnologia como matriz reativa e inspiradora.

Para atender isso, buscam-se cada vez mais estes talentos no “nascedouro”. Vai-se às faculdades, grupos de estudos e micro empresas. Na verdade, disputam-se estes talentos.

Por isso grandes empresas espalham pelo mundo programas de  incentivo e de premiações, em concursos ou mostras, capazes de dar oportunidade a estes talentos ainda não conhecidos. É uma enorme vantagem competitiva estratégica incorporá-los aos seus quadros.

Empresa italiana busca soluções em jovens brasileiros

Um destes exemplos ocorre com a italiana Telit Wireless Solutions.

Ela atua na área de telecomunicações e é considerada uma das 25 maiores empresas da área pela revista Connected World,  e está promovendo uma competição para estudantes universitários e de cursos técnicos, com o objetivo de promover inovações e negócios relacionados à Internet das Coisas (IoT) e atrair futuros profissionais e inovadores para atuarem nessa área.

Grupos de até três estudantes e um professor orientador serão desafiados a desenvolver projetos equipados com tecnologia de comunicação máquina a máquina (M2M) que permitirá melhorar a qualidade de vida nas cidades.

Um painel de jurados composto por executivos do setor será responsável por avaliar os melhores trabalhos e assessorar os estudantes tanto na parte técnica como no aconselhamento de negócios.
O primeiro prêmio será uma viagem para Las Vegas para visitar a CTIA, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo.

A Internet das Coisas é considerada uma das principais tendências para o futuro, e a Telit quer fazer com que estudantes de engenharia e tecnologia criem e desenvolvam suas ideias para máquinas conectadas que melhorem a qualidade de vida urbana. “Queremos que os estudantes se interessem pela IoT e desenvolvam soluções que melhorem a vida de todos”, diz Ricardo Buranello, vice-presidente e diretor da Telit América Latina.

De acordo com Buranello, o objetivo principal da Telit é que essas soluções se tornem negócios no mundo real que possam potencialmente ser inseridos no mercado e melhorar a qualidade de vida em nossas cidades. “A propriedade intelectual de todas as soluções desenvolvidas durante a competição pertencerá exclusivamente aos estudantes e professores responsáveis por sua criação. Queremos ajudar a formar o próximo Steve Jobs, e de preferência que ele seja brasileiro”.

Grupos interessados devem se inscrever até 20 de dezembro de 2014. Formulários de inscrição e regulamento podem ser obtidos na página https://www.facebook.com/telitcupbrasil. Para mais informações e envio de formulários preenchidos, contate O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

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Técnica criada por pesquisadores da Unicamp e CPqD soluciona gargalo na manutenção de fibras ópticas

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A manutenção das redes de fibra óptica, implantadas para atender ao constante aumento da demanda por informação e transmissão de dados, exige uma logística bastante complicada. Tomando o exemplo de 60 quilômetros de cabos ópticos de uma cidade a outra, se houver defeitos, como elevada dispersão dos modos de polarização (PMD), que possam degradar o sinal e impedir que a informação chegue à outra ponta, equipes da operadora terão que percorrer todo o trajeto, cavando e desenterrando as caixas de emenda instaladas a cada 4 km; a medição do sinal em cada caixa é que permitirá localizar o trecho com problemas para reparação. É um esforço que demanda muitos homens, deslocamentos, tempo e custo elevado.

Uma técnica inédita, desenvolvida em pesquisa conjunta da Unicamp com o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), promete aliviar bastante o trabalho dos operadores. “Técnica de medição distribuída de PMD em enlaces ópticos baseada em pOTDR” é o título da dissertação de mestrado de Carolina Franciscangelis (foto), orientada pelo professor Fabiano Fruett, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC), e coorientada pelo pesquisador Claudio Floridia, do CPqD. “A técnica é inovadora. O estudo da literatura mostrou que sua concepção e validação foram realizadas pela primeira vez”, afirma a autora da dissertação.

Segundo Carolina Franciscangelis, a motivação deste trabalho foi desenvolver um método para localizar trechos comprometidos em redes de fibra óptica de forma qualitativa e quantitativa, com respeito à sua PMD de primeira ordem, vulgo DGD [sigla em inglês para Atraso Diferencial de Grupo]. “Propusemos uma técnica de medição distribuída de um parâmetro que penaliza o sinal óptico transmitido, que chamamos de DGD. A técnica permite localizar os trechos de maior DGD e estimar seus valores. Abordagens similares já existem na literatura, mas são complexas porque envolvem a medição de parâmetros complicados de se obter – e poucas oferecem esta visão quantitativa. O nosso método tem por trás uma técnica mais simplificada e que exige menos equipamentos ativos, o que representa baixo custo.”

A autora observa na dissertação que os sofisticados sistemas de comunicação óptica requerem sensores precisos e estáveis para monitorar parâmetros como de PMD (Dispersão dos Modos de Polarização), que causa um alargamento temporal do pulso óptico que acaba degradando a recepção do sinal. A proposta, demonstrada experimentalmente, foi de uma técnica para medição de PMD com o uso de um equipamento já comercializado, o Refletômetro Óptico no Domínio do Tempo (OTDR), associado a um módulo totalmente passivo para polarização da luz (pOTDR).

O coorientador Claudio Floridia, do CPqD, explica que as técnicas atuais permitem medir a PMD apenas ponto a ponto nos enlaces ópticos, que costumam ter centenas de quilômetros. “Uma alternativa é dividir o enlace ao meio para ir cercando o trecho defeituoso, processo que demanda tempo e custos elevados. Com a técnica desenvolvida é possível localizar e estimar o valor de trechos com alta PMD a partir de um ponto de medição apenas, gerando economia para operadoras e fabricantes de cabos ópticos.”

De acordo com Floridia, os problemas nas redes ópticas podem decorrer de imperfeições já na fabricação do cabo, mas que por serem subterrâneas e instaladas ao longo de rodovias, cortando áreas rurais, também estão sujeitas a agentes externos como temperatura, pressão, torção e estresse mecânico. “Geralmente as operadoras solicitam medições a várias entidades, inclusive ao CPqD, para verificar a qualidade do cabo. Mas os problemas podem ocorrer na instalação, a exemplo de trações e torções de fibras. Nosso método é capaz de localizar todos esses defeitos.”

Carolina Franciscangelis ressalta que os problemas surgem especialmente em fibras ópticas instaladas há mais tempo, que os técnicos chamam de “legado”. “Hoje em dia, existe na fabricação um controle mais rígido em relação à DGD, a fim de que esse parâmetro seja o mais baixo possível. Esta preocupação era menor nas fibras legado, assim como o cuidado na instalação. Embora nosso método vise também às redes atuais com fibras novas, o foco maior está nas redes legado, que dificilmente serão substituídas totalmente no curto prazo.”

Fonte: Unicamp

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Ministério do Trabalho implanta sistema eletrônico para tramitação de processos administrativos

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O uso do papel para a montagem de processos e documentos públicos no Ministério do Trabalho e Emprego está com os dias contados. O ministro Manoel Dias assinou na tarde da última terça-feira (18), em Brasília, acordo de cooperação técnica com o Tribunal Regional Federal da 4ª Região para a implantação do SEI- Sistema de Processo Eletrônico, desenvolvido pelos servidores da Justiça Federal, que permite a tramitação e construção de processos administrativos digitais assinados digitalmente pelos agentes públicos.

O programa, criado em 2009, já está em implantação em outros dez órgãos federais. O ato de assinatura do acordo de cooperação já foi totalmente digital e foi realizado na sede da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, que também passará a utilizar o novo sistema.

"A informatização dos processos vem de encontro àquilo que a população busca, que é o serviço público de qualidade", destacou o ministro, acrescentando que a implantação do SEI faz parte do projeto de modernização no TEM. A mudança está permitindo que 100% dos atendimentos ao cidadão entrem na era digital. "Dentre as alterações a mais importante é a Carteira de Trabalho Digital, que permite que o trabalhador receba o documento no ato da requisição. Era um absurdo que um cidadão tivesse que esperar 30 dias para receber o documento. Estamos mudando essa realidade em todo o País", acrescentou Dias.

O ministério deve passar por um período de implantação e adaptação ao programa, começando pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) e pela Secretaria de Relações do Trabalho (SRT). O programa será cedido gratuitamente ao ministério e permitirá, além da redução de custos e de burocracia, maior transparência aos atos administrativos. "O cidadão tem pleno direito de acompanhar os processos do executivo e a digitalização deve permitir grandes avanço neste sentido", finalizou o ministro.

Fonte: Ministério do Trabalho

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Pesquisador da Unicamp desenvolve sistema que facilita a comunicação com deficientes auditivos

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Quem convive, de alguma forma, no trabalho ou no lar, com um deficiente auditivo enfrenta no dia a dia dificuldades ao tentar iniciar com ele a comunicação através de ato ou gesto. Por décadas os métodos utilizados para captar a atenção de um deficiente auditivo ou surdo para iniciar uma interação são sempre os mesmos. Apesar da profusão de tecnologias de comunicação em uso entre as comunidades de deficientes auditivos e surdos, a dificuldade para captar a atenção inicial deles não foi ainda superada com a utilização de novas tecnologias.

Esse cenário motivou Marcelo Sodré Plachevski, graduado em Tecnologia de Informática, a dedicar-se ao mestrado em que projetou e desenvolveu um sistema que utiliza a tecnologia de reconhecimento de voz, através de um dispositivo móvel, sensível à voz de qualquer locutor, capaz de gerar um alerta vibratório e luminoso para o surdo quando uma das palavras previamente registradas no dicionário do sistema é pronunciada. O trabalho foi orientado pelo professor Rangel Arthur, da Divisão de Telecomunicações da Faculdade de Tecnologia da Unicamp, campus de Limeira, atual coordenador do curso de Engenharia de Telecomunicações, e foi coorientado pelo professor Francisco J. Arnold.

O pesquisador lembra que não existe uma tecnologia com reconhecimento de voz voltada para o alerta do deficiente auditivo como a proposta em seu projeto. Ainda hoje ele depende muito de alertas tradicionalmente utilizados. Por essa razão, a ideia que conduziu ao trabalho constitui uma inovação e despertou o interesse da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) de São Paulo, quando o conceito inicial da ideia foi apresentado por ele ainda em fase de concepção.

Ainda no início do desenvolvimento do estudo, Marcelo constatou essa realidade ao visitar a Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (ReaTech), que acontece anualmente em São Paulo e que reúne todas as tecnologias existentes voltadas para deficiências de forma geral. Na ocasião, ao manter contato com associações de deficientes auditivos e com empresas que trabalham com produtos voltados para a audição, ele confirmou que não existia nada similar ao que pretendia criar.

Fonte:Unicamp

Foto: Antonio Scarpinetti

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