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Live com associados e parceiros celebra os 30 anos do SINTPq

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Na última sexta-feira (13), o sindicato comemorou seu 30° aniversário. A pandemia impossibilitou que as comemorações presenciais fossem feitas, como ocorreu nos anos anteriores. No entanto, isso não impediu que o SINTPq, os parceiros e a base comemorassem essa data especial juntos. Uma live comemorativa foi realizada na noite de aniversário, reunindo atrações especiais e depoimentos emocionantes.

Antes da live, através da Campanha “#EuFaçoParteDessaHistória”, os associados puderam enviar vídeos com suas homenagens ao sindicato. Durante a transmissão, os vídeos foram exibidos e os três vídeos mais votados por uma comissão do SINTPq foram premiados. O vencedor em terceiro lugar ganhou uma caixa térmica, o segundo colocado uma Air Fryer e o primeiro colocado levou uma televisão de 32 polegadas. Confira abaixo os vídeos enviados pelos vencedores:

1° lugar: Dovair José Lopes

2° lugar: Rodrigo Teodoro

3° lugar: Milton Batista

Alguns dos diretores do SINTPq também deram seus depoimentos a respeito desses 30 anos de história e conquistas. Ao vivo, estavam as diretoras Priscila Leal e Filó Santos, o diretor Alex Zok e o presidente do SINTPq, José Paulo Porsani, e também o coordenador da CUT Subsede Campinas, Agenor Soares. Eles discursaram a respeito da importância dos sindicatos e dos profissionais da ciência e tecnologia, reiterando a necessidade de manter a luta ativa junto aos trabalhadores.

Além da participação dos diretores e associados, homenagens feitas pelos parceiros do SINTPq também foram feitas. Alguns dos vídeos de parabenizações foram postados em nossas redes sociais ao longo da semana passada e durante a live foram transmitidas algumas outras mensagens. Entre elas, estavam a do presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, do presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, do deputado federal Carlos Zarattini e do advogado e parceiro do SINTPq, José Antônio Cremasco.

A live completa está disponível na página do SINTPq no Facebook e também no Youtube. Mais uma vez, o sindicato agradece a participação de todos durante essa data comemorativa e ao longo da sua história.

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SINTPq celebra 30 anos de história nesta sexta-feira

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Há exatos 30 anos, o SINTPq era fundado em uma assembleia com centenas de trabalhadores e trabalhadoras da ciência e tecnologia, que se uniram motivados a lutar por melhores condições de trabalho e mais reconhecimento para o setor. Muitas coisas mudaram ao longo dessas três décadas. A base de representação do sindicato cresceu e novos desafios surgiram no mundo do trabalho. Entretanto, o compromisso que uniu todos aqueles profissionais, no dia 13 de novembro de 1990, segue o mesmo. Neste dia de celebração, a atual direção do SINTPq gostaria de agradecer a cada associado e associada, trabalhador e trabalhadora, que fizeram e seguem fazendo parte dessa história. Que venham mais anos de união e realizações para o sindicato, para os profissionais da categoria e para suas famílias.

Confira a seguir o vídeo produzido especialmente para esse dia de celebrações.

VÍDEO DE ANIVERSÁRIO - SINTPq

Não será possível realizar uma grande festa, mas a data de hoje não poderia passar em branco. Por isso, uma live será realizada nesta sexta-feira (13), dia do aniversário do sindicato, com a participação de dirigentes e parceiros da entidade. A transmissão será feita na página do SINTPq no Facebook (fb.com/sintpq) a partir das 19h.

A live contará com falas e mensagens especiais de autoridades e companheiros históricos do SINTPq. Além disso, atrações especiais para os sócios do sindicato também estão programadas. A principal delas será a divulgação dos associados e associadas vencedores da campanha #EuFaçoParteDessaHistória. 

Em outubro, o SINTPq lançou a campanha convidando os sindicalizados a enviarem vídeos com mensagens de aniversário. O resultado foi ótimo, com vários vídeos surpreendentes sendo enviados. Uma comissão já avaliou os melhores e os três primeiros colocados serão apresentados na live. Eles ganharão uma TV 32", uma Air Fryer e uma caixa térmica, respectivamente.

Devido à pandemia, as celebrações presenciais que estavam programadas tornaram-se inviáveis. Por isso, a live de sexta-feira terá um significado ainda maior. Participe desse momento de celebração, acompanhe a transmissão e mande suas mensagens nos comentários. A presença de cada trabalhador e trabalhadora na live será especial.

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Boletins compilados pelo SINTPq contam a história da categoria

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Valorizar nossa história nos mantêm fiéis aos nossos princípios. Por isso, o SINTPq registrou e organizou seus milhares de boletins publicados ao longo de três décadas de luta. Até meados dos anos 2000, todos os informativos do sindicato eram impressos. Neles, também está registrada a história da categoria, com seus desafios, conquistas e os resultados de cada negociação.

Vasculhar esses arquivos de boletins é uma verdadeira viagem no tempo. Uma viagem pela história do sindicato, da categoria e também do Brasil, pois diversas edições abordam aspectos nacionais da época. Planos econômicos, eleições, crises e a política e economia brasileira de modo geral. Todos esses momentos se fazem presentes nas páginas dos boletins do SINTPq. Confira a seguir e viagem no tempo com a gente.

É impossível passar por essas edições sem destacar momentos marcantes da história do sindicato. Um deles foi a recontratação dos fundadores do SINTPq. Em janeiro de 1991, logo após o nascimento do sindicato, todos os sete membros da diretoria que trabalhavam no CPQD foram sumariamente demitidos. O patronato buscava matar o SINTPq em seu ninho, logo em seus primeiros momentos de vida. Todos esses dirigentes eram jovens constituindo suas famílias. Portanto, a demissão foi um golpe duro, mas após quase quatro anos de disputa judicial, conduzida pela advocacia Cremasco, eles venceram e retornaram de cabeça erguida.

Os boletins também registram a luta do sindicato contra as injustiças da terceirização no CPQD. Chamados de MOC (mão de obra contratada), os mais de 600 terceirizados atuavam na empresa exercendo as mesmas funções dos empregados diretos, mas com piores salários e benefícios. Esse cenário foi o propulsor do nascimento do SINTPq e também sua primeira grande batalha. Depois de muita luta, o sindicato conseguiu primarizar todos esses profissionais, garantindo a contratação de todos eles com condições igualitárias.

Já imaginou ter um acordo assinado e a outra parte simplesmente deixar de cumpri-lo? Foi o que aconteceu em 1996 com os profissionais do CPQD. Na época, além do Acordo Coletivo negociado diretamente com o Centro, os funcionários eram abrangidos por uma convenção nacional, assinada pela Telebrás e pela Federação Interestadual dos Trabalhadores, que garantia benefícios aos profissionais do setor. Com o descumprimento do acordo por parte da estatal, o SINTPq e os trabalhadores realizaram manifestações na portaria do CPQD, exigindo respeito aos seus direitos. Após o movimento, o acordo foi cumprido e ficou claro para a direção da Telebrás que os trabalhadores e trabalhadoras não aceitariam passivamente esse tipo de postura.

 

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Iniciativa do IDET traz novas possibilidades para os profissionais da categoria

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Em 2019, juntamente com outras seis entidades, o SINTPq fundou o IDET - Instituto Popular de Desenvolvimento em Educação, Trabalho e Tecnologia. Utilizando conceitos como financiamento coletivo e economia solidária, o IDET visa o desenvolvimento de projetos que contemplam diferentes áreas, como TI, gestão administrativa, comunicação e capacitação.

O SINTPq e o IDET entendem que os profissionais da categoria têm muito a contribuir com a sociedade por meio de seus conhecimentos. Por isso, o instituto lançou um campo em seu site para que esses profissionais cadastrem seus perfis, habilidades e competências. O objetivo é fazer do IDET uma ferramenta com a qual esses profissionais possam compartilhar conhecimentos e desenvolver projetos de interesse coletivo.

No cadastro, os profissionais informam sua disponibilidade de trabalho (remunerado ou voluntário) e apresentam suas capacitações. Com essas informações, o IDET poderá planejar ações conjuntas com essas pessoas. Ideias para iniciativas não faltam:

  • ► Aplicativos e sistemas para otimizar cooperativas de agricultura familiar e projetos sociais
  •  Consultorias em segurança da informação para entidades sindicais
  •  Treinamentos em diferentes áreas
  •  Ações de cidadania em geral
  •  Iniciativas de preservação e conscientização ambiental

Além de cadastrar suas habilidades, os profissionais da categoria também podem sugerir projetos. Para isso, basta preencher um formulário explicando a ideia e informando se a iniciativa teria perfil voluntário ou remunerado. Se a sugestão for de interesse das entidades que compõem o IDET, a mesma poderá receber suporte e ser viabilizada.

Acesse o site do IDET e saiba mais sobre a iniciativa. Com a contribuição de todos, o instituto poderá beneficiar a categoria, sendo mais uma ferramenta de atuação profissional e compromisso social, e também a sociedade como um todo.

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Participe da campanha #EuFaçoParteDessaHistória e concorra a prêmios

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Como uma das iniciativas para celebrar os seus 30 anos, o SINTPq acaba de lançar a campanha #EuFaçoParteDessaHistória. A atividade consiste em um concurso cultural, no qual os sócios do sindicato podem participar enviando vídeos com mensagens para o aniversário do SINTPq. Todos os participantes receberão brindes especiais, confira abaixo os detalhes.

• Prêmios

1° Colocado(a) - Melhor Vídeo: Uma TV de 32"

2° Colocado(a): Uma Airfryer

3° Colocado(a): Uma Caixa Térmica

Atenção: Todo sócio ou sócia que participar enviando seu vídeo receberá um brinde do SINTPq!

• Regras e detalhes

- Cada sócio poderá enviar somente um vídeo de até 30 segundos para o WhatsApp do sindicato (19 97416-5418);

- O vídeo deve conter uma mensagem voltada para o aniversário de 30 anos do SINTPq;

- O conteúdo da mensagem de aniversário é livre, podendo conter palavras de apoio, relatos, expectativas para o futuro e o que mais os participantes considerarem interessante;

- O prazo da campanha começa hoje e termina no dia 06/11;

- Ficam cientes os participantes de que os vídeos encaminhados poderão ser utilizados nas redes sociais do SINTPq e no documentário de 30 anos do sindicato;

- Os vencedores serão escolhidos por uma comissão julgadora composta por seis integrantes do SINTPq, seguindo os seguintes critérios: conteúdo e argumentação, criatividade e qualidade da imagem e som.

Anúncio dos vencedores

Os três vídeos melhor colocados no concurso serão apresentados em uma live especial no dia 13 de novembro, data do aniversário do SINTPq. O evento será transmitido na página do sindicato no Facebook a partir das 19h.

Participe do concurso e contribua com as celebrações dos 30 anos de SINTPq!

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PL 529 de Doria prevê extinção de empresas públicas e retirada de verba de universidades

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Em meio à maior crise sanitária do século, que matou quase 30 mil pessoas no estado de São Paulo, o governador João Doria (PSDB) tenta emplacar um ambicioso projeto de desmonte das estruturas públicas, como mostra reportagem de Thais Reis Oliveira, da Carta Capital. O tucano apresentou à Assembleia Legislativa em 12 de agosto, em regime de urgência, um megaprojeto cuja genérica missão é “estabelecer medidas voltadas ao ajuste fiscal e ao equilíbrio das contas públicas”.

O rombo no orçamento para 2021, calcula o governo, será da ordem de 10,4 bilhões de reais. O projeto de lei prevê a extinção, em um só golpe, de dez empresas públicas. Entre elas, a Fundação para o Remédio Paulista, maior laboratório público de medicamentos do Brasil, e a CDHU e o Itesp, principais companhias de habitação e titulação agrária.

Também estão na lista a Companhia Metropolitana de Transportes Urbanos, a Fundação Parque Zoológico, a Fundação Oncocentro de São Paulo, o Instituto Florestal, a Superintendência de Controle de Endemias, o Instituto de Medicina Social e de Criminologia e o Departamento Aeroviário.

Somadas, essas entidades ameaçadas de extinção possuem 4,1 mil funcionários. As entidades sindicais projetam, contudo, um número ainda maior de afetados: quase 7 mil. O governo abriu um programa de demissões voluntárias destinado a servidores celetistas estáveis que preenchem os requisitos da aposentadoria, mas ainda trabalham.

Sobre eles, diz o texto: “Embora continuem a exercer suas atividades profissionais, o fazem com dificuldade ou sem interesse, desestimulando os demais servidores”.

Os funcionários públicos apelidaram a proposta de “Cavalo de Doria”. Também não faltam comparações com a fatídica sugestão de “passar a boiada” do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles – o projeto tucano, aliás, prevê a concessão de 14 parques e unidades de conservação à iniciativa privada.

Degola nas universidades e institutos de pesquisa

A degola mira em particular as universidades e institutos de pesquisa paulistas. O texto original autoriza o repasse aos cofres do estado do superávit financeiro dos fundos de despesa de autarquias e fundações. Incluem-se nesse rol USP, Unicamp e Unesp. Cerca de um terço de todas as publicações científicas do País saem deste complexo acadêmico.

A proposta afeta ainda a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, maior do ramo. Além das bolsas de estudo, a Fapesp presta suporte financeiro, por exemplo, à produção de vacinas: assegurou 82 milhões de reais aos testes do imunizante chinês contra a Covid-19, o CoronaVac, cuja produção e distribuição no Brasil são capitaneadas pelo Instituto Butantan.

Indignada e surpreendida, a comunidade científica e universitária tenta barrar a proposta. “Sem esses recursos, as universidades correm o risco de sequer cumprirem a folha de pagamento. É um desastre para o setor público”, critica a deputada estadual Beth Sahão (PT), que pedirá supressão total deste trecho do projeto.

Também há objeção no campo jurídico. “Não me parece razoável e proporcional que o governo, para equilibrar as contas, aplique uma espécie de punição às entidades que, com planejamento e boas práticas de gestão, conseguem organizar melhor as reservas e ainda assegurar verba para pesquisas”, critica Marcela Arruda, especialista em direito administrativo e conselheira da ONG Transparência Brasil.

Da maneira como foi apresentado, aponta a advogada, o projeto “é de questionável constitucionalidade”.

 A tentativa de garfar reservas, contudo, não é inédita. Em 2017, também alegando problemas fiscais, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) ensaiou reduzir o repasse à Fapesp, fixado em 1% da receita tributária do estado, para 0,89%. Cientistas reagiram e, com o apoio da sociedade civil, a tentativa não avançou.

No fim do ano seguinte o então vice-governador Márcio França (PSB) ordenou a retirada de 140 milhões de reais da fundação. Três dias depois, devolveu a grana.

A má-reputação do governo anterior entre os cientistas fez com que muitos abrissem a guarda a Doria. Em um vídeo de campanha, ladeado pela senadora Mara Gabrilli (PSDB), o tucano chegou a firmar compromisso financeiro com a Fapesp: “Não faz o menor sentido reduzir, o que nós temos é que ampliar os recursos.”A promessa parecia perto a sair do papel.

Com a chegada do coronavírus, Doria encarnou o figurino de gestor que valoriza e respeita a ciência. “Mesmo quem não apoiava o governador ficou animado”, lembra Hamilton Varela, professor do Instituto de Química de São Carlos, da USP.

“O que sobrou disso? Foram apenas frases feitas para rivalizar com o governo federal”, lamenta ele.

Na relação com a ciência, Doria parece ter levado em conta uma outra das 48 Leis do Poder, a de número 20: nunca se comprometa com ninguém.

O projeto é um desastre total para o setor público; a pesquisa científica vai sofrer muito, diz a deputada estadual Beth Sahão (PT)

A tentativa remete também a um capítulo recente da relação entre o governo tucano e as entidades que o orbitam. Em meio à crise provocada pelo coronavírus, a Fundação Butantan, entidade privada que mantém o instituto público centenário homônimo, investiu cerca de 500 milhões de reais do próprio caixa no combate à pandemia: comprou e processou milhões de testes, importou da Turquia e doou 1.850 respiradores ao estado. Essa última compra, aliás, é investigada pelo Tribunal de Contas estadual. De acordo com o laudo apresentado pela fiscalização do tribunal, houve sobrepreço comparado aos valores levantados pela Controladoria Geral da União para aquisições realizadas por estados e municípios. O tribunal questiona o motivo da aquisição ter sido feita por uma entidade privada para ser doada a entes públicos. Em junho, foram adquiridos mais 350 respiradores da mesma companhia por 6,9 milhões de dólares. O papel da Fundação Butantan na estratégia paulista de combate à pandemia motivou de quebra uma manifestação recebida recentemente pelo Ministério Público Federal.

Desde 2012, o Instituto Butantan vende vacinas ao SUS por meio do programa Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), criado para fortalecer a produção nacional. Em contrapartida, é obrigado a reinvestir a margem de lucro em tecnologia para produzi-las e, consequentemente, oferecê-las a um custo menor à União. O Ministério da Saúde é, de longe, seu maior cliente. Em 2019, a Fundação Butantan recebeu da pasta federal cerca de 1,96 bilhão de reais, valor que corresponde à totalidade da receita líquida da entidade naquele ano. Em 2014, o caixa da fundação foi bem mais modesto: 42,1 milhões.      

A tentativa do governo Doria de amealhar dinheiro de autarquias e fundações acendeu um alerta em relação ao gordo caixa da Fundação Butantan.

Procurada por CartaCapital, a Secretaria de Comunicação estadual garantiu que as únicas entidades alcançadas pela proposta são aquelas ligadas à administração direta. Entidades de direito privado, portanto, ficariam de fora.

Esse é também o entendimento da instituição. “Não recebemos um centavo do estado. Não haverá possibilidade nem espaço legal para isso. A não ser que desprivatizem a fundação, o que seria inconcebível e ilegal”, avalia Paulo Capelotto, diretor jurídico.

Ele não descarta, contudo, uma eventual querela na Justiça. “Existem outros órgãos de controle que podem ter um entendimento diferente. Eventualmente, judicializando, haveria uma roleta a partir do que interpreta o juiz.”

O déficit fiscal do estado no próximo ano passará de 10 bilhões de reais

Em coletiva na quarta-feira 26, Doria fez uma promessa, mais uma vez, ousada: a vacina contra o coronavírus estará no SUS em dezembro. Por enquanto, importada da China. “Nesta primeira etapa teremos acesso a 45 milhões de doses”, estimou. Depois, caso seja aprovada pela Anvisa, a vacina passaria a ser produzida no Brasil pelo Butantan. A capacidade atual do instituto é de 120 milhões de doses, suficiente para vacinar 60 milhões de brasileiros.

Na mesma entrevista, o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou que, para ampliar a capacidade produtiva e chegar a 400 milhões de doses em quatro anos, o Butantan solicitou ao Ministério da Saúde um aporte de 1,9 bilhão de reais. A possibilidade de monopólio preocupa. Não apenas porque, cada vez mais, entende-se que a contenção da doença depende não de uma, mas de várias vacinas eficazes. E também pelo risco de sobrepreço.

Para evitar que o poderio de uma única empresa prejudique o acesso à imunização, o deputado e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha apresentou ao Congresso um projeto de lei que estabelece a licença compulsória de qualquer vacina ou medicamento eficaz para a Covid-19.

Ou seja: nenhuma empresa terá o monopólio da produção. “Com isso, derrubamos preços, e evitamos uma grande transferência de recursos públicos a bolsos privados”, avalia. Outros treze deputados, do PCdoB ao PSL, assinaram a proposta.

por Redação CUT

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7 de agosto é Dia Nacional de Luta em Defesa da Vida e dos Empregos

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A CUT e demais centrais sindicais realizam na próxima sexta-feira, dia 7 de agosto, o Dia Nacional de Luta em Defesa da Vida e dos Empregos. A data deverá ser marcada por paralisações de 100 minutos nos locais de trabalho como protesto pela morte de 100 mil brasileiros e brasileiras, vítimas do novo coronavírus (Covid-19), número que deverá atingido ainda esta semana, se o país mantiver o patamar de mais mil vidas perdidas diariamente. Além do protesto contra as mortes, haverá outras manifestações (veja abaixo), articuladas entre as centrais e as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo.

A defesa da vida só se consegue com o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), que menosprezou a pandemia e ignorou as medidas de prevenção recomendadas pelas autoridades da área da saúde, como o uso de máscaras e o isolamento social, fora do poder.

A afirmação é da Secretária- Geral da CUT, Carmen Foro. Para ela, essas 100 mil mortes poderiam ter sido evitadas, mas a falta de uma coordenação nacional para combater a pandemia e a pressa do governo e de parte do empresariado em reabrir a economia estão levando a um genocídio da população brasileira.

“Precisamos dizer em alto e bom som que não sairemos desta crise com Bolsonaro no poder. É fundamental denunciarmos as 100 mil mortes e principalmente pedirmos providências contra este governo que aprofunda a crise por irresponsabilidade, por não ter tomado medidas sanitárias e econômicas adequadas ao enfrentamento da pandemia”, diz Carmen.

Os representantes das entidades e movimentos sociais, bem como as centrais sindicais, definiram alguns desafios políticos e organizativos, para potencializar a Campanha ‘Fora, Bolsonaro’ com as seguintes bandeiras:

• Repudiar a iniciativa de prefeitos e governadores que já planejam e até fixaram data para retorno presencial dos alunos às aulas;

• Exigir das autoridades os equipamentos de proteção individual e coletivo para os trabalhadores das categorias essenciais, em especial os da área de saúde;

• Lutar pela manutenção do auxílio emergencial de R$ 600,00, no mínimo, até 31 de dezembro de 2020;

• Ampliar as parcelas do seguro desemprego;

• Liberar crédito para as micro e pequenas empresas;

• Fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS);

• Agir para que o Congresso Nacional derrube os vetos presidenciais que impedem a garantia dos direitos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras e seus sindicatos, por meio da ultratividade, dos acordos e convenções coletivas de trabalho.

100 minutos de paralisação, um para cada mil vidas perdidas

Serão feitas paralisações de 100 minutos nos locais de trabalho, em homenagem aos 100 mil mortos e que neste período as pessoas parem para refletir sobre o que está acontecendo no Brasil. Veja como será no seu estado a mobilização pelo 7 de Agosto:

São Paulo

Em São Paulo, na Praça da Sé, centro da capital, ao meio dia será realizado o Ato Nacional, puxado pelos presidentes das Centrais. Em seguida haverá um ato ecumênico em homenagem aos brasileiros que perderam a vida nesta pandemia.

Na cidade de Campinas, haverá um ato simbólico com cruzes em homenagem às vítimas no Largo do Rosário, no Centro, a partir das 17h.

Bahia

Um ato ecumênico, que será realizada na parte da manhã, com horário a ser definido, iniciará a manifestação em homenagem às vítimas da pandemia, em Salvador. Também serão fixadas, às 10h, cruzes no Farol da Barra, um dos símbolos da capital baiana. Faixas em passarelas da Avenida Paralela que dá acesso à rodoviária e ao aeroporto também farão parte do ato. Uma live em rede social está sendo organizada para que as pessoas se manifestem e peçam por “Fora, Bolsonaro”.

Ceará

Em Fortaleza será realizada pela manhã atividades com servidores da área da saúde que estão na linha de frente de combate ao coronavírus. À tarde, uma carreata, às 16 horas, percorrerá o bairro Barra do Ceará. A tarde também será realizada uma plenária virtual com as centrais sindicais.

Goiás

Na capital Goiânia , as entidades sindicais e movimentos sociais e populares convocam um Ato Simbólico na Praça Cívica, no dia 07, as 15 horas. O Ato simbólico será estruturado com 100 cruzes e faixas providenciadas pelo Fórum Goiano em Defesa dos Direitos, da Democracia e Soberania e pelas entidades participantes. Como o Ato será simbólico, cada entidade sindical e movimentos sociais e populares devem duas ou três pessoas para participarem.

Paraíba

Um carro de som percorrerá pela manhã algumas ruas da periferia da capital, João Pessoa, levando a mensagem do Dia Nacional de Luta em Defesa da Vida e dos Empregos. Ainda pela manhã haverá o “Amanhecer com Fora, Bolsonaro”. Os manifestantes colocarão panos pretos em suas janelas em protesto pelas 100 mil mortes ocorridas no país.

Pernambuco

No Recife, capital do estado, a concentração será a partir das 14h, na Praça da Democracia, no bairro do Derby, área central da cidade.

Rio Grande do Sul

Em Porto Alegre, capital do estado também haverá um ato com um culto ecumênico, das 11 horas da manhã ao meio dia. Em seguida, os manifestantes soltarão 100 balões pretos em homenagem às 100 mil vítimas da Covid 19 e colocarão faixas alusivas ao Dia  Nacional de Luta em Defesa da Vida e dos Empregos

Sergipe

A CUT/SE, em conjunto com outras centrais, vai realizar ato público, às 08 horas, na Praça General Valadão, no centro da capital, Aracaju. Neste ato, serão fixadas no local 100 cruzes em homenagem as 100 mil vidas perdidas pela Covid-19 no Brasil. Também será realizado o São João de Luto, com bandeirolas pretas, em memória das vítimas fatais no estado e no Brasil.

A programação das ações do 7 de Agosto em todo o País será divulgada nos sites e redes sociais das centrais, das suas estaduais e seus sindicatos. Serão respeitados todos os protocolos sanitários durante as manifestações.  #7deagostolutapelavida #ForaBolsonaro.

Como participar do Dia Nacional de Luta em Defesa da Vida e dos Empregos

• Use a hastag #7deAgostoLutopelaVida.

• Colocar cruzes brancas em locais de grande circulação de pessoas ou em pontos turísticos das cidades, circundando uma faixa (da cor preta) com a inscrição Fora Bolsonaro (em branco).

• Realizar ações nas ruas com a identidade visual da campanha como colagem de lambe, “adesivaços”, faixas em viadutos e circular com carro de som nas comunidades. Todos esses materiais estão disponíveis em um kit mídia no site da Campanha (https://www.campanhaforabolsonaro.com.br/ )

• Organizar carreatas pelas principais avenidas com carros identificados com a campanha Fora Bolsonaro, conduzidos por um carro de som. Todas as ações acima devem respeitar os cuidados sanitários e de distanciamento social.

• Estimular que todas as pessoas coloquem um pano preto nas janelas de suas casas como simbologia de adesão à campanha e, por fim, participar e divulgar o tuitaço que será realizado às 11 horas do dia 07 de agosto.

por Redação - CUT

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Editorial: SINTPq na luta pela vida e pela democracia

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O Brasil e o mundo atravessam um dos momentos mais turbulentos da história moderna. Com a pandemia do novo coronavírus e o consequente agravamento da crise econômica já existente, vidas e empregos estão sendo perdidos diariamente. Ao mesmo tempo, o vírus do racismo também segue fazendo vítimas, como o americano George Floyd, assassinado covardemente por um policial branco, e o menino João Pedro, morto no Rio de Janeiro durante operação da polícia.

Em meio a esse caos, o País enfrenta a escalada do autoritarismo. São frequentes as ameaças proferidas pelo governo Bolsonaro ao STF, Congresso e a qualquer um que tenha posicionamento distinto. Seja em entrevistas repletas de agressões a jornalistas ou em uma reunião ministerial recheada de palavrões, Bolsonaro e seus aliados de governo esbravejam a todo momento palavras de inspiração fascista, defendem a prisão de autoridades e sugerem que a pandemia seja aproveitada para afrouxar leis ambientais em meio a recordes de desmatamento e mortes de indígenas.

Como era de se esperar, no Brasil e no mundo, a sociedade não aceitou passivamente a escalada do autoritarismo e do racismo. Manifestações tomam as ruas dos Estados Unidos há uma semana exigindo justiça a George Floyd. No Brasil, o domingo foi marcado por atos antifascistas em diversas capitais cobrando respeito às liberdades democráticas e denunciando o racismo estrutural brasileiro.

Na visão do SINTPq, cada pauta das atuais manifestações é de extrema importância, pois não existe democracia verdadeira sem inclusão social e igualdade racial e de gênero. Também não há democracia sem respeito aos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras. A crise econômica nunca será superada com um governo que reduz o poder de compra dos trabalhadores com Medidas Provisórias precarizantes e com o recente congelamento salarial no setor público.

Uma democracia sólida e com desenvolvimento econômico é sustentada pelo respeito aos direitos humanos, investimentos públicos em pesquisa e educação, distribuição de renda e condições dignas de trabalho e seguridade social. Além dos elementos citados, o Brasil precisa de um governo que invista na saúde pública e que coloque a ciência acima de crenças pessoais e de interesses do mercado. Por isso, o SINTPq defende o “Fora Bolsonaro” e novas eleições já, livres de Fake News, para que o País evite uma convulsão social.

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Lives do SINTPq mantêm contato com a categoria

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