Menu
Noticias

Noticias (3529)

Falta de representatividade fortalece barreiras raciais na ciência e tecnologia

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Desde crianças, quando estudamos ciências na escola, as referências que recebemos são quase que exclusivamente formadas por cientistas brancos europeus. Tal realidade levanta uma pergunta: será que os povos de origem africana não colaboraram em nada com nossa ciência e tecnologias atuais? As inúmeras contribuições de cientistas negros e povos como os antigos egípcios respondem muito bem essa pergunta. Entretanto, a falta de representatividade em nossa sociedade faz com que muitas pessoas não tenham consciência disso.

A exclusão dos negros e negras não fica apenas na história da ciência. Atualmente, esse grupo é minoria entre os pesquisadores e profissionais das áreas tecnológicas. De acordo com o CNPq, em 2015, estudantes negros representavam apenas 26% do total de bolsistas.

A ativista Bárbara Paes conhece muito bem as barreiras impostas às pessoas negras no setor tecnológico, sobretudo em relação às mulheres. Em 2015, ela e outras colegas de luta criaram o coletivo Minas Programam, dedicado a combater o machismo e discriminação na tecnologia.

Atualmente, Bárbara cursa pós-graduação em Cultura, Educação e Relações Étnico-Raciais e também escreve sobre racismo e representatividade.  Em entrevista ao SINTPq, ela comentou sobre como o preconceito racial ainda impõe barreiras à participação das pessoas negras na ciência e tecnologia.

SINTPq: Em seu projeto Minas Programam, você e outras integrantes militam contra o machismo e a inserção da mulher no ambiente tecnológico. Como surgiu essa iniciativa e o que poderia ser feito em relação a questão étnica? Machismo e racismo se relacionam no setor tecnológico? 

Bárbara Paes: O Minas Programam surgiu em 2015, eu, Fernanda e Ariane estávamos envolvidas de diferentes formas com debates relacionados a política, direitos humanos e tecnologia. Todas as co-fundadoras compartilhamos valores feministas e assim, a baixa presença e visibilidade das mulheres na tecnologia se fazia cada vez mais evidente. Assim tivemos a ideia de criar o Minas Programam: queríamos um espaço em que mulheres pudessem ensinar e aprender sobre programação sem ter que lidar com machismo dentro da sala de aula. Ao mesmo tempo, sabíamos da importância de olhar para questão racial, especialmente em um país como o nosso. Por este motivo, o Minas Programam se preocupa em sempre trazer mais mulheres negras para as nossas atividades.

SINTPq: Segundo dados do CNPq, em 2015, estudantes negros representavam apenas 26% do total de bolsistas, sendo que no Brasil mais de 50% da população é negra. Quais motivos você considera serem a causa dessa estatística?

BP: As causas dessa estatística são várias. Um primeiro apontamento que poderia ser feito é a quantidade ainda pequena de estudantes negros presentes no ensino superior. Uma segunda questão é a insuficiência das políticas de permanência na universidade, o que faz com que muitas pessoas negras não tenham condições de se dedicar a atividades de pesquisa.

SINTPq: Civilizações africanas, como o antigo Egito, contribuíram expressivamente com conhecimentos nas áreas de engenharia, astronomia e matemática. Entretanto, as referências científicas apresentadas nas escolas são quase que exclusivamente formadas por homens brancos europeus. De que forma essa realidade interfere na representatividade e na motivação das crianças negras em ingressar nas áreas tecnológicas?

BP: Vivemos em uma sociedade que é muito moldada pelas noções de gênero e raça, e as pessoas vivem rodeadas por preconceitos e estereótipos relacionados a pessoas negras. Como resultado, todos temos reações e expectativas, conscientes ou não, que são baseadas em estereótipos de raça, gênero, sexualidade e classe. Estando inseridos nesse contexto simultaneamente racista e misógino, educadores são impactados pela enorme carga de imagens negativas associadas ao intelecto de pessoas negras.

Quando as escolas, os livros, e educadores deixam de mencionar os feitos e contribuições de pessoas negras para a construção da ciência, eles estão contribuindo para gerar uma noção falsa de que as pessoas negras não são aptas para o ambiente acadêmico. Isso acaba afetando a autoestima intelectual e a trajetória educacional de crianças negras.

SINTPq: De que forma nossas escolas poderiam contribuir com a representatividade e funcionar como ambientes de incentivo para as crianças desenvolverem todo o seu potencial? Você conhece bons exemplos que poderiam ser mencionados?

BP: É preciso que as escolas adotem estratégias específicas para promover um ambiente mais diverso e plural. Algumas coisas que podem ser feitas incluem a adoção de materiais didáticos que estejam em conformidade com o intuito da Lei 10.639, que visa promover o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas. Uma questão que surge frequentemente é que muitos educadores não têm formação específica sobre os temas de gênero e relações raciais - o que os impede de exercer plenamente o papel que lhes é esperado. Isto é, o papel de contribuir positivamente para que a trajetória de estudantes negros seja bem-sucedida. Portanto, é preciso criar oportunidades de aprendizado e treinamento para educadores, a fim de garantir que eles compreendam e incluam uma perspectiva de gênero e levem em consideração questões raciais no seu trabalho.  Ademais, é importante que as escolas contratem mais educadores negros e promova atividades educacionais diversas para todos os alunos, sem distinção de raça.

SINTPq: O discurso da meritocracia é muitas vezes utilizando para diminuir a luta contra o preconceito, utilizando casos de negros e negras bem-sucedidas para responsabilizar o indivíduo por sua ascensão social, desviando assim o foco das questões sociais. Você observa situações como essa na área da tecnologia? Na sua opinião, como é possível superar esse discurso?

BP: O uso da narrativa da meritocracia é super frequente e é bem comum que pessoas usem os "casos exceção" para tentar provar o falacioso ponto de que vivemos em uma sociedade igualitária onde qualquer pessoa tem acesso às mesmas oportunidades. Na minha opinião, a primeira coisa a fazer é descontruir essa falácia. É preciso olhar o cenário como um todo, ter um olhar voltado para as estatísticas e dados. Ou seja, olhar para trajetórias individuais de sucesso não é o caminho para pensar soluções para um problema estrutural.

por Ricardo Andrade
Redação SINTPq

Leia mais ...

E-commerce e novas formar de consumo são tema do próximo Café SINTPq

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

As novas tecnologias estão revolucionando as formas de se vender e comprar. Os consumidores nunca tiveram tantas informações sobre os produtos, superando, muitas vezes, os conhecimentos dos próprios vendedores. Com essas mudanças, qual o futuro das relações de consumo? Em que os lojistas e consumidores podem melhorar? Essa questão e muitas outras relacionadas ao assunto serão tema do próximo Café SINTPq.

O evento "Novos Consumidores: Fazendo negócios em tempos difíceis" acontece no dia 30 de novembro, a partir das 18h30, no auditório do Sindicato em Campinas. A atividade é gratuita e aberta à todos os públicos.

A condução do debate será feita pela palestrante Virgínia Duarte, graduada em Ciências Sociais, MBA em gestão empresarial, mestre em Sociologia e com créditos de doutorado em Ciências Políticas e em Políticas Científicas e Tecnológicas, além de ex-gerente da Softex (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro), onde atuou realizando pesquisas e ministrando palestras sobre tendências tecnológicas, novos modelos de negócios, mercado de trabalho e ecossistemas digitais.

A iniciativa é uma parceria entre Sindicato, rede Socializando Saberes, que fará a transmissão ao vivo do evento pela internet, e TIC em Foco, site especializado na produção e disseminação de dados e informações sobre tecnologia, inovação e comunicação, além da promoção de eventos e debates relacionados ao tema.

Sobre o Café SINTPq
O Café SINTPq tem como objetivo abordar e difundir conhecimentos científicos e tecnológicos com a sociedade, mostrando como o trabalho dos pesquisadores interfere diretamente no cotidiano das pessoas. Nas edições anteriores, o Café SINTPq abordou temas como Software Livre, Impressão 3D, Biocombustíveis e Tecnologias Assistivas.

Novos Consumidores: Fazendo negócios em tempos difíceis
Data: 30/11
Horário: Café 18h30 | Palestra 19h
Entrada: Gratuita | Inscreva-se clicando aqui
Local: Auditório do SINTPq. Av. Esther Moretzshon Camargo, 61, Parque São Quirino - Campinas/SP

Leia mais ...

SINTPq e trabalhadores de todo país se mobilizam contra "reforma" trabalhista

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

O Dia nacional de Luta contra as Reformas Trabalhista e da Previdência, realizado na sexta-feira (10), terminou com mobilizações em mais dez estados brasileiros e no Distrito Federal.

Em diversas cidades, trabalhadoras e trabalhadores cruzaram os braços em resposta às novas regras da reforma trabalhista, que entra em vigor no sábado (11) e altera mais de cem pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), lei que regulamenta as relações trabalhistas no Brasil.

Na região de Campinas, o dia começou com paralisação na refinaria Replan, em Paulínia. Uma manifestação no centro de Campinas, às 17h, encerrou as mobilizações. O SINTPq participou do ato e mais uma vez fortaleceu a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Em São Paulo, ato na Praça da Sé, realizado pela manhã, reuniu mais de 20 mil pessoas entre trabalhadores sindicalizados e movimentos populares (foto). Durante a tarde, foi a vez dos professores e professoras, que marcharam até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado. Além de se posicionarem contra as Reformas do Trabalho e Previdência, eles também criticam o Projeto de Lei (PL) 920, proposto pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). O PL, enviado em outubro à Assembléia Legislativa de São Paulo, prevê limitação das despesas primárias por dois anos, ou seja, reduz investimentos em saúde, educação e outros serviços, prejudicando a população paulista.

No interior paulista, atos rechaçaram a privatização de estatais. No Pontal do Paranapanema, a Rodovia Arlindo Betio foi paralisada contra a privatização da Companhia Energética de São Paulo (CESP). Já em Rosana, ato público em Porto Primavera pedia a não privatização da Usina UHE.

Com informações de portal Brasil de Fato

Leia mais ...

10 de novembro: Dia Nacional de Paralisação e Luta

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Milhares de trabalhadoras e trabalhadores estão nas ruas nesta sexta-feira (10) contra as novas regras que pretendem mudar a legislação trabalhista e a da Previdência.

O Dia Nacional de Lutas é organizado por centrais sindicais e movimentos populares e acontece em, pelo menos, 24 capitais e no Distrito Federal.

Neste sábado (11), as novas regras trabalhistas, sancionadas em julho pelo presidente Michel Temer (PMDB), passam a valer. A medida altera mais de cem pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), lei que regulamenta as relações trabalhistas no Brasil.

Os manifestantes também são contra as propostas de mudança em torno da reforma da Previdência, que ainda está em tramitação no Congresso Nacional.

Além das marchas, estão previstas assembleias e interrupção de atividades das empresas por períodos de até uma hora.

Confira a programação completa em SP e Campinas

São Paulo

09h30 – Ato em São Paulo – Concentração na Praça da Sé
10h30 – Caminhada até a Avenida Paulista
14h30 – Ato de professores e servidores no Palácio dos Bandeirantes contra o PL da Morte

Campinas

17h00 – Ato no Largo do Rosário, no Centro.

 

Leia mais ...

Conheça os serviços do SUS para tratamento do câncer de mama

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é o segundo tipo de tumor maligno mais incidente entre as brasileiras, ficando atrás apenas do câncer de pele. Como nem todas as mulheres podem pagar pelos exames e tratamentos necessários para conter a doença, o Sistema Único de Saúde (SUS) se torna um forte aliado no combate ao câncer de mama. Confira a seguir a lista de serviços gratuitos oferecidos pelo sistema público.

Uma lei federal assegura desde 2005 a realização gratuita de exames de mamografia em toda a rede de saúde pública brasileira. Embora a faixa etária dos 50 aos 69 anos é definida como público prioritário para a realização do exame preventivo, mulheres de todas as idades possuem acesso ao benefício.

Caso o câncer seja diagnosticado, a paciente também tem direito ao tratamento pela rede pública, que atualmente, deve ser realizado em no máximo em 60 dias após a constatação da doença.

Nesse período, que conta a partir da confirmação do diagnóstico e da inclusão dessas informações no prontuário médico, os pacientes devem passar por cirurgia ou iniciar as sessões de químio ou radioterapia, conforme a indicação de cada caso. Os tratamentos oferecidos pela rede pública são: Cirurgia Oncológica, Radioterapia, Hematologia e Oncologia Pediátrica em Unidade de Assistência de alta complexidade em Oncologia.

Confira a lista das unidades de alta complexidade do estado de São Paulo que atendem pelo SUS

O paciente que não conseguir iniciar seu tratamento dentro do prazo que prevê a lei pode fazer uma denúncia junto à ouvidoria do SUS pelo telefone 136. Essas denúncias serão fiscalizadas pelo Ministério da Saúde. Em último caso, o paciente pode ainda acionar a Justiça contra o estado ou o município em que o problema tiver ocorrido.

Ampliação do tratamento pelo SUS

Em circulação há mais de 15 anos, o medicamento trastuzumabe é usado para o tratamento de um tipo específico de câncer de mama e pode dobrar a sobrevida de mulheres quem estejam na chamada fase de metástase, que ocorre quando a doença já atinge outras áreas do corpo.

Já faz cinco anos que o medicamento está no catalogo do SUS. Entretanto, sua distribuição era permitida apenas para pacientes em estados terminais da doença. Uma decisão publicada no Diário Oficial da União em agosto deste ano, estabelece que o SUS passará a disponibilizar o medicamento de forma gratuita a partir de 2018 também para pacientes em fase metástase.   

A decisão atende a pedidos de organizações como a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) que a tempos reivindicavam a ampliação para acesso do medicamento a todos os tipos de pacientes que dependam do trastuzumabe.

 Com informações do INCA e do Ministério da Saúde

Leia mais ...

Saiba como sacar o PIS e o FGTS para tratamento de câncer

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Outubro é reconhecido mundialmente como o mês de prevenção contra o câncer de mama. As ações de conscientização realizadas durante o mês cor-de-rosa nos fazem refletir sobre o quão difícil é passar pelo câncer, seja ele qual for. O que nem todos sabem é que os trabalhadores e trabalhadoras possuem uma grande ferramenta no combate à doença: o PIS e o FGTS.

Ambos os benefícios podem ser sacados de forma integral por pacientes com câncer, AIDS e outras doenças graves. Os fundos também podem ser sacados pelo titular da conta que possuir dependentes portadores de alguma dessas enfermidades. Confira a seguir algumas dicas que o SINTPq separou para você.

Como requisitar o benefício

Dentre outros casos previstos em lei, o saque do FGTS pode ser realizado com a finalidade de auxiliar no tratamento de doenças graves, dentre elas o câncer. Para isso, o paciente deve comparecer a uma agência da Caixa Econômica Federal munido de um atestado médico que conste o diagnóstico da doença e os documentos listados a seguir:

  • •   Carteira de trabalho, exceto quando se tratar de diretor não empregado ou em caso de apresentação de outro documento que comprove o vínculo empregatício.
  • •   Documento de identificação do trabalhador ou diretor não empregado.
  • •   Cartão Cidadão ou número de inscrição PIS/PASEP ou Inscrição de Contribuinte Individual junto ao INSS para o doméstico não cadastrado no PIS/Pasep.
  • •   Atestado médico com validade de 30 dias, contendo as seguintes informações:
  • •   Cópia do laudo do exame histopatológico ou anatomopatológico que serviu de base para a elaboração do atestado médico.
  • •   Comprovante de dependência, no caso de saque para o dependente do titular da conta acometida por neoplasia maligna (câncer).
  • •   Atestado de óbito do dependente, caso este tenha vindo a falecer em consequência da doença.

Logo após o requerimento, o benefício é liberado em até cinco dias úteis. O valor solicitado não possui limite máximo, respeitando apenas o disponível em conta. Vale lembrar que não é preciso estar com a Carteira de Trabalho registrada no momento da constatação da doença. Basta ter saldo proveniente de outros registros. O procedimento é o mesmo para sacar o valor do PIS.

É importante ressaltar que, com o saque do FGTS, o trabalhador não terá prejuízos na hipótese de dispensa sem justa causa pela empresa, já que o cálculo da multa do FGTS será realizado com base no valor atualizado que deveria estar na conta e não sobre o saldo existente no momento.

Agora que você já conhece um pouco mais sobre seus direitos como cidadão brasileiro, não perca tempo. Diversos tipos de câncer, como o de mama são facilmente tratados se identificado de forma precoce. Previna-se realizando o exame de mamografia.

Com informações de Oncoguia

Leia mais ...

SINTPq e FITec realizam 1ª reunião de negociação amanhã

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Representantes da FITec e do SINTPq se reúnem amanhã (18), às 8h30, na sede do Sindicato, para realizarem a primeira reunião de negociação da campanha salarial 2017/18.

Durante o encontro, serão discutidas as reivindicações deliberadas pelos trabalhadores no dia 23 de agosto e o andamento da campanha salarial.

Após as conversações, os trabalhadores e trabalhadoras da FITec serão comunicados e, havendo contraproposta concreta, uma nova assembleia será convocada para deliberar a aprovação ou recusa da mesma.

Leia mais ...

Sem avanços, trabalhadores da Ezute aprovam proposta da empresa

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Os profissionais da Ezute encerraram a campanha salarial 2017/18 após aprovação da contraproposta da empresa. A decisão foi deliberada em assembleia na tarde de ontem, dia 17.

O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) aprovado garante a correção salarial apenas pelo INPC do período (2,08%), sem aumento real. O vale alimentação teve seu valor mantido em R$ 150,00 ao mês e itens como plano de saúde e redução da jornada não foram inclusos no ACT.

A divisão de valores diferenciados entre os vales alimentação e refeição e a implementação do home office no acordo foram as únicas melhorias obtidas nas relações de trabalho.

O SINTPq entende que a empresa poderia ter demonstrado maior consideração por seus profissionais, principalmente nas reivindicações que não representavam impacto financeiro.

Para a próxima campanha salarial, será fundamental que a Fundação adote uma nova postura e que os trabalhadores estejam ainda mais mobilizados. Somente com o engajamento de todos será possível obter condições de trabalho cada vez melhores na Ezute.

Leia mais ...

Próximo Café SINTPq debate convergência entre mundos físico e digital

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Durante muito tempo, os conceitos de físico e digital não se misturaram. Por definição, o mundo físico, aquele que nos rodeia, é totalmente diferente do mundo digital, criado na década de 1950 junto com a internet. No entanto, com a evolução tecnológica, a fronteira que divide esses dois mundos está cada vez mais difusa e complexa.

O próximo Café SINTPq integra a 14ª Semana Municipal de Ciência e Tecnologia e terá como tema a realidade aumentada e o fim dessas barreiras. O evento acontece no dia 26 de outubro, às 18h30, na sede do Sindicato, em Campinas. A palestra será ministrada pelo engenheiro elétrico e mestre em Identificação por Rádio Frequência (RFID) pela Unicamp, Manoel Vitório Barbin, que possui vasta experiência na área de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e já passou por grandes empresas do ramo, como CPqD, Motorola e Flextronics/HP.

Segundo Barbin, o conceito de convergência entre físico e digital estará presente na próxima geração de dispositivos, tais como o Google Glass, que utiliza câmeras e conexões sem fio para projetar informação por meio de óculos. “Várias tecnologias e produtos começam a tomar contorno, incluindo roupas inteligentes, computadores de pulso e o uso de gestos físicos para interagir com dispositivos digitais, ampliando as percepções e a capacidade humana” comenta. Na mesma direção, as simulações passam a ser cada vez mais utilizadas na indústria do entretenimento, transportando para o mundo digital as realidades físicas.

Venha conhecer mais sobre essa tendência e sua influência em nossas vidas e no futuro da humanidade!

O Café SINTPq em sua sétima edição é uma parceria entre Sindicato e TIC em Foco, site especializado na produção e disseminação de dados e informações sobre tecnologia, inovação e comunicação, além da promoção de eventos e debates relacionados ao tema. (www.ticemfoco.com.br).

Sobre o Café SINTPq

O Café SINTPq tem como objetivo abordar e difundir conhecimentos científicos e tecnológicos com a sociedade, mostrando como o trabalho dos pesquisadores interfere diretamente no cotidiano das pessoas.

Agende-se

Data: 26/10
Horário: Café 18h30 | Palestra 19h
Entrada: Gratuita | Inscreva-se clicando aqui
Local: Auditório do SINTPq. Av. Esther Moretzshon Camargo, 61, Parque São Quirino - Campinas-SP

Leia mais ...

SINTPq em apoio ao Outubro Rosa: Participe e compartilhe sua história

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Outubro chegou e com ele tem início a maior campanha nacional de combate ao câncer de mama. O SINTPq não ficou de fora desse importante movimento e já providenciou a iluminação de seu prédio na cor rosa, como feito em 2016. Esse gesto é praticado todos os anos em monumentos e edifícios de todo país.

Ao longo do mês, informações sobre locais para exames de mamografia, detalhes sobre o tratamento pelo SUS e convênios, regras para liberação do FGTS, entre outras. Caso tenha outras dúvidas ou sugestões para conteúdo, entre em contato com a gente.

As trabalhadoras e trabalhadores da base também poderão participar contribuindo com a terceira edição da campanha “Outubro Rosa: Eu visto essa camisa”. Para isso, basta enviar fotos com seus colegas no local de trabalho usando peças de roupa ou adereços na cor rosa. As imagens serão publicadas nas redes sociais do SINTPq.

Se você já passou ou está enfrentando o câncer de mama e gostaria de compartilhar seu relato, pode enviar sua história para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. As mensagens recebidas serão compartilhadas no site e redes sociais do Sindicato.

A diretora do SINTPq, Filó Santos, já venceu o câncer de mama e fez questão de compartilhar sua história com a gente. O objetivo é inspirar e motivar outras trabalhadoras que estejam passando pelo mesmo desafio. Confira.

Uma história pra contar de outubro a outubro 

Em 19 de setembro de 2013, ao final do expediente, me dirigi ao CDE - Diagnóstico por Imagem para um exame de rotina, a mamografia. Da mamografia, fui encaminhada ao ultrassom, que detectou alterações em minha mama direita. Havia algo a ser investigado. 

No dia seguinte, de manhã, estava eu no consultório do ginecologista com os exames na mão e o mundo parecia que iria acabar a qualquer momento. Do instante que recebi a notícia no CDE até o diagnóstico mais preciso do meu câncer, vivi num turbilhão de sentimentos, que era uma mistura de angústia e esperança, de desespero e calma. Queria a todo custo retomar minha alegria, minha tranquilidade, me fazer forte diante de minhas filhas, de meu marido, de colegas de trabalho, de amigas e amigos.

Decidi ligar para uma amiga que tinha a pouco tempo operado da mama, não o fiz totalmente à vontade, havia uma sensação desconfortável por achar que não devia incomodá-la com o meu problema, sendo que ela ainda estava passando por isso, mas foi a decisão mais acertada. Conversar com alguém que já enfrentou o câncer de mama e estava ali, retomando a sua vida, me trouxe uma certa força. Então, decidi que independentemente do que o diagnóstico revelasse, tentaria manter o máximo de equilíbrio. Afinal, não me sentia doente, não devia ser algo tão grave a ponto de não ter tempo de me tratar.

Apesar do câncer não ser agressivo, ele estava confinado nos meus canais mamários e isso significava a retirada de toda a mama. A primeira proposta de tratamento me levou para baixo, me fez sentir um mero número no consultório do então ginecologista que me atendia. Me senti como algo que se comercializa. Em todo o processo, esse momento foi o pior de todos.

Minha recompensa veio ao conhecer o mastologista, hoje meu atual ginecologista, e o cirurgião plástico que realizaram minha cirurgia de reconstrução mamária em 23 de outubro de 2013. Eles me devolveram a tranquilidade e eu tive a certeza de que tudo voltaria ao normal. E, apesar de uma bolsinha à tiracolo, ocultando aos olhares o dreno pós cirurgia, comemorei meu aniversário de 51 anos no dia 30 de outubro.

Após um mês da cirurgia, voltava aos poucos à rotina familiar, ao trabalho, à academia, à corrida, à natação, ao cinema, ao teatro, aos eventos musicais, ou seja, voltava à minha vida normal. Uma coisa eu posso dizer: realizar a mamografia anualmente não irá lhe garantir saúde eterna, mas certamente lhe dará a chance de praticamente 100% de cura. E, se acontecer, não guardar suas angústias é se fortalecer. Nessa hora, uma conversa amiga é de grande valor. Na dúvida, se consulte com mais de um mastologista, analise as opções de tratamento e cirurgia. A reconstrução mamária não é luxo e me fez se sentir inteira. Algo que foi muito importante para mim, sentir confiança, empatia e conforto junto ao médico mastologista e ao cirurgião plástico que me trataram enquanto dormia.

Essa é só mais uma história para eu contar porque a vida segue em frente e o tempo não para. O importante é você se amar, acreditar na sua capacidade e, se precisar, somar forças!

Filó - Diretora de Políticas Públicas do SINTPq

Leia mais ...
Assinar este feed RSS