Menu
Noticias

Noticias (3572)

SINTPq lança podcast voltado para a categoria

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Buscando levar mais informação aos trabalhadores e trabalhadoras, o SINTPq lançou seu próprio podcast, intitulado SindCast. O programa abordará assuntos relacionados ao direito do trabalho e questões específicas da categoria.

O projeto tem um perfil interativo. Assim que o tema do episódio é escolhido, os trabalhadores da base são convidados a enviar dúvidas e comentários relacionados.

Para responder as questões levantadas, o SINTPq entrevista especialistas no assunto, que podem ser convidados ou profissionais do próprio sindicato. Finalizado, o SindCast é compartilhado quinzenalmente via WhatsApp, Newslatter e também no site do sindicato.

Para participar, basta entrar em contato com o SINTPq pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou via WhatsApp (19 97416-5418).

Dois episódios já estão disponíveis. O programa piloto abordou os direitos das mães e gestantes e o episódio #01 tratou das ações de revisão do FGTS. Confira abaixo as duas edições.

SindCast #01 - Entenda as ações de revisão do FGTS

Nesta edição, o programa aborda as ações de revisão do FGTS e algumas especificidades desse importante direito. Durante a última semana, profissionais da categoria enviaram dúvidas sobre o tema. Para responder esses questionamentos, o SindCast conta com a participação do advogado Dr. José Antônio Cremasco, maior referência em direito trabalhista de Campinas e região.

 

Piloto - Direitos das mães e gestantes

O SINTPq acaba de lançar seu podcast piloto. Em função do dia das mães, o tema foi dedicado aos direitos trabalhistas das mães e gestantes. Confira a primeira edição e nos ajude enviando comentários, críticas e sugestões.

 

Leia mais ...

SINDCAST: O Podcast do SINTPq

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

O SindCast é o mais novo projeto da comunicação do SINTPq. O objetivo é levar informação aos profissionais da categoria, abordando temas relacionados ao direito do trabalho e diferentes aspectos das relações laborais.  

SindCast #01 - Entenda as ações de revisão do FGTS

Nesta edição, o programa aborda as ações de revisão do FGTS e algumas especificidades desse importante direito. Durante a última semana, profissionais da categoria enviaram dúvidas sobre o tema. Para responder esses questionamentos, o SindCast conta com a participação do advogado Dr. José Antônio Cremasco, maior referência em direito trabalhista de Campinas e região. 

 

Piloto - Direitos das mães e gestantes

O SINTPq acaba de lançar seu podcast piloto. Em função do dia das mães, o tema foi dedicado aos direitos trabalhistas das mães e gestantes. Confira a primeira edição e nos ajude enviando comentários, críticas e sugestões.

 

 

Leia mais ...

Greve Nacional da Educação ocupa as ruas de todo o país

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Milhares de pessoas se reuniram na manhã de quarta-feira, dia 15, no centro de Campinas para lutar contra os retrocessos promovidos pelo Governo Federal na educação, ciência e seguridade social. O SINTPq esteve presente fortalecendo essa importante batalha junto com os professores, universitários, secundaristas, sindicatos e movimentos sociais. Um dos principais motivadores do movimento é o recente corte de 30% nas verbas do ensino superior e da pesquisa brasileira. 

Outras cidades da região aderiram à greve e tiveram atos contra o bloqueio, como Paulínia, Hortolândia, Araraquara, São Carlos e Rio Branco. Segundo o Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São Paulo (Afuse), a maioria das escolas estaduais suspenderam suas aulas em favor do movimento.

Na capital paulista, mais de 100 mil pessoas tomaram a Avenida Paulista no começo da tarde. A tag #TsunamiDaEducação ocupa o topo do Twitter Brasil desde o início da manhã e a segunda posição no ranking mundial. A tag dialoga com o tamanho da mobilização que tomou conta das escolas, institutos federais, universidades, praças, ruas e avenidas das capitais de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, além de centenas de cidades do interior do país.

Em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, mais de 100 mil pessoas ocuparam a Praça da Estação nesta manhã pela aposentadoria e por uma educação pública e de qualidade. Em Fortaleza, no Ceará, outros 100 mil tomaram as ruas contra os cortes na educação e contra o fim da aposentadoria. Na capital paranaense, em Belém, 60 mil protestaram e mandaram um recado ao governo de Bolsonaro: não mexam na educação e na aposentadoria do povo.

A capital baiana também ficou lotada, com mais de 50 mil pessoas, entre professores, estudantes e trabalhadores de outras categorias, que saíram em caminhada pelas ruas de Salvador. Na Paraíba, além da capital, João Pessoa, que teve protestos com mais de 30 mil pessoas, outras 17 cidades, como Campina Grande, Sousa e Areia, participaram da greve nacional.

O apoio da população brasileira, que não quer a reforma da Previdência e acredita que o investimento na educação é o caminho para o desenvolvimento do país, fortaleceu ainda mais a mobilização, que é um esquenta para a greve geral do dia 14 de junho.

A Greve Nacional da Educação foi convocada em abril pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) e teve início em escolas do ensino básico, fundamental e médio das redes pública estadual e municipal de todo o país. Após o anúncio dos cortes de recursos na educação, na semana passada, a paralisação foi ampliada com a adesão de profissionais do ensino superior, técnico e de escolas da rede privada. Todos pararam completamente as atividades nesta quinta-feira (15).

Confira imagens das manifestações pelo Brasil

Na Av. Paulista, professores e estudantes aprovam greve geral no dia 14 de junho

São Paulo - Vão livre do MASP

notice

Brasília - Esplanada

Salvador

Curitiba

 

Leia mais ...

1° de maio: SINTPq marca presença nas mobilizações

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

A imagem pode conter: 6 pessoas, pessoas sorrindo, sapatos, árvore e atividades ao ar livre

1º de maio é dia de lutar pelos nossos direitos e foi isso que o SINTPq fez na manhã de ontem. Representado pelos diretores Paulo Porsani, Filó Santos, Márcio Martins, Celso Lacroux, Nilson Bueno, Katiucia Zanella e Edson Nakamura, o sindicato participou de manifestação promovida pelas centrais sindicais no centro de Campinas. O mote da atividade foi a luta contra a "reforma" da previdência e a precarização do trabalho.

A data foi marcada por diversas atividades em todo o território nacional, ao menos 10 estados registraram ato unificado contra a proposta da previdência do governo de Bolsonaro.

Em São Paulo houve ato unificado no Vale do Anhangabaú, evento que contou com a presença de artistas, como Leci Brandão, Simone e Simara, Paula Fernandes, Toninho Geraes, Mistura Popular, Maiara e Maraísa, Kell Smith, e Júlia e Rafaela.

notice

Mais de 200 mil trabalhadores participaram deste ato, aprovando, por unanimidade, a greve geral no dia 14 de junho contra a “reforma” da previdência. “Está aprovado! O Brasil irá parar em defesa do direito à aposentadoria dos brasileiros e das brasileiras. A única forma de barrar essa reforma é fazer o enfrentamento nas ruas. É greve geral”, destacou o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, que conduziu a votação junto aos trabalhadores e trabalhadoras.

Freitas comentou no ato que para se resolver o problema de arrecadação de dinheiro, as centrais sindicais têm uma proposta de reforma tributária para apresentar.

“Se Guedes quer arrecadar R$ 1 trilhão que vá tributar os ricos e milionários que têm jatinho, avião e jet ski. Não venha querer tirar do povo trabalhador”, ressaltou Vagner, reforçando que a proposta de reforma Tributária das centrais foi construída em conjunto com a Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal).

Com informações da Central Única dos Trabalhadores

Leia mais ...

1º de maio unificado será no Vale do Anhangabaú

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

O Dia Internacional do Trabalhador será histórico este ano. Pela primeira vez, a CUT e demais centrais sindicais – Força Sindical, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central, CGTB, CSB e UGT -, além das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, estarão juntas no ato unificado do 1º de maio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, a partir das 10h.

O evento conta com o apoio da Rádio Top FM, Rede Brasil Atual e TVT e terá apresentações artísticas e culturais. Entre os artistas confirmados estão Leci Brandão, Ludmilla, Simone e Simaria, Paula Fernandes, Toninho Geraes, Mistura Popular, Maiara e Maraísa, Kell Smith, e Júlia e Rafaela.

A mudança se dá por recomendação da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da Polícia Militar e outros órgãos públicos, a partir da configuração do evento e da expectativa de público deste ano já que, pela primeira vez na história, os movimentos e entidades sindicais – principalmente a CUT e a Força Sindical - organizam o Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em um único local.

A unidade das centrais se dá em torno da luta contra a reforma da Previdência proposta por Jair Bolsonaro (PSL) que, na prática, pode impedir os brasileiros de acessarem o direito à aposentadoria ao estabelecer regras difíceis de serem atingidas.

Neste sentido, as organizações também trazem como mote do evento a defesa dos direitos trabalhistas, a luta por emprego, direitos sociais, democracia e soberania nacional.

Confira as atividades no estado:

Campinas

9h30 – Concentração no Largo do Pará com caminhada até o Largo da Catedral
10h30 – Ato no Largo da Catedral
11h – Ida ao 1º de maio em São Paulo, no Vale do Anhangabaú
*A Missa dos Trabalhadores na Catedral será das 9h às 10h30

Osasco

6h30 - 11º Desafio dos Trabalhadores, tradicional corrida e caminhada de rua do dia 1º de maio, com concentração a partir das 6h30.

São Bernardo do Campo

Ação Inter-religiosa
9h - Concentração na Rua João Basso, 231, com procissão até a Igreja da Matriz
9h30 - Missa

Sorocaba

14h às 22h - O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) organiza um ato político-cultural no Parque dos Espanhóis, com a presença de Ana Cañas, Detonautas, Francisco El Hombre, entre outros.

Leia mais ...

22 de Março: Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Na próxima sexta-feira (22), acontece o Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência. Centrais e movimentos sociais vão às ruas de todo o país para lutar contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) que, na prática, acaba com as chances de milhões de trabalhadores e trabalhadoras de se aposentar.

Já tem atos, panfletagens e outras ações marcados em 65 cidades de todo o Brasil, sendo que do total 18 são em capitais dos Estados, uma em Brasília e 46 em cidades das regiões metropolitanas ou no interior dos estados (confira a lita no final do texto).

A mobilização desta sexta é um esquenta para a greve geral que a classe trabalhadora vai fazer caso Bolsonaro insista em aprovar essa reforma perversa que dificulta o acesso à aposentadoria, reduz o valor dos benefícios, prejudica mais os trabalhadores e trabalhadoras mais pobres, que entram mais cedo no mercado de trabalho.

A PEC impõe a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) se aposentarem, aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos para receber benefício parcial e acaba com a vinculação entre os benefícios previdenciários e o salário mínimo. Isso significa que os reajustes dos aposentados serão menores do que os reajustes dos salários mínimos. E mais: a reforma de Bolsonaro prevê que a idade mínima aumentará a cada quatro anos a partir de 2024. Ou seja, a regra para que um trabalhador possa se aposentar no futuro poderá ficar ainda pior.

Confira a lista de atos marcados no seu estado: 

São Paulo - ato às 17h, em frente ao MASP, na Avenida Paulista
São Carlos - a partir das 9h, na praça em frente ao Mercado Municipal - Centro
Bauru - a partir das 14h, Audiência Pública na Câmara Municipal - Praça Dom Pedro II, 1-50 - Centro
Campinas - às 10h00 tem Ato dos professores e Servidores Públicos no Largo do Rosário, no centro; às 16h30 – Concentração para o ato e panfletagem na rua 13 de Maio e diversos terminais de ônibus; às 18h00 – tem ato político com representante das centrais, das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, movimentos sociais e sindicatos
Grande ABC - às 7h – Caminhada com a participação dos sindicatos da região saindo da porta da Mercedes Benz e da Ford.
Mogi das Cruzes - a partir das 10h tem ato no Largo do Rosário (Praça da Marisa)
Ribeirão Preto - a partir das 17h, concentração na Esplanada Dom Pedro II
Osasco – Ato às 9h, em frente à estação de trem da cidade
Carapicuíba – ação às 5h30, em frente à estação de Carapicuíba e, às 9h, ato público no Calçadão
Ubatuba - ato às 10h, no Ipiranguinha, POsto BR, e das 11h30 às 18h, no calçadão do centro

Leia mais ...

Profissionais responsáveis por submarino nuclear brasileiro iniciam greve na quinta-feira (21)

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Durante assembleias nos dias 13 e 14 de março, os profissionais da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. – Amazul, empresa integrante do Programa de Desenvolvimento de Submarinos – Prosub, deliberaram por greve a partir de quinta-feira, dia 21, após rejeitarem a proposta de 0,8% de reajuste salarial, apresentada pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – DEST. O percentual oferecido representa perdas em relação à inflação correspondente à data-base, que foi de 3,75% (IPCA).

As assembleias aconteceram na capital paulista, com os profissionais que atuam no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo – CTMSP, e em Iperó-SP, com os trabalhadores lotados no Centro Experimental Aramar – CEA. Os dois centros pertencem a marinha e estão diretamente envolvidos em seu programa nuclear. Na manhã de quinta-feira, na entrada do expediente, terão início manifestações e assembleias nas portarias dos dois locais e também na sede da Amazul, na cidade de São Paulo.

Além de não recompor a inflação, a proposta apresentada pelo governo não garante para o próximo ano a continuidade dos benefícios atualmente praticados. Situação semelhante aconteceu em março de 2018, quando foi oferecido 0% de reajuste e, em resposta, os funcionários paralisaram suas atividades por três dias. O dissídio coletivo oriundo desse movimento obteve vitória no Tribunal Regional do Trabalho – TRT e agora, após recurso da empresa, aguarda julgamento no Tribunal Superior do Trabalho – TST.

Segundo José Paulo Porsani, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia – SINTPq, há anos o governo promove uma política de defasagem salarial e desvalorização dos profissionais, pois, desde 2016, os funcionários sofrem com uma perda salarial acumulada de quase 10%.

“Nas últimas negociações salariais, o governo nega a recomposição inflacionária. Como se isso não bastasse, desde o ano passado tentam retirar os benefícios presentes no Acordo Coletivo de Trabalho. A greve realizada em 2018 evitou esse retrocesso e, agora, vamos lutar novamente por nossos direitos. Profissionais tão importantes para o Prosub e para a soberania nacional não podem receber esse tipo de tratamento”, afirma Porsani.

Sobre a Amazul

A Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. – Amazul foi constituída em 2013 com o objetivo de promover, desenvolver, transferir e manter tecnologias sensíveis às atividades do Programa Nuclear da Marinha (PNM), do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) e do Programa Nuclear Brasileiro (PNB). Seu objetivo primordial é apoiar o desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear, além de contribuir com pesquisas em radiofármacos. Hoje, a empresa conta com aproximadamente 1.800 funcionários.

Leia mais ...

Enfrentando os desafios da desigualdade de gênero no setor tecnológico

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

As mulheres que atuam na ciência e tecnologia sempre enfrentaram dificuldades causadas pelo machismo presente em nossa sociedade. Ausência de incentivo, diferenças salariais e portas fechadas nos cargos de comando são algumas das injustiças diariamente enfrentadas. As diretoras do SINTPq, Priscila Leal e Filó Santos, trabalham há anos no setor e relatam suas impressões sobre o tema. Confira abaixo seus comentários e experiências.

Priscila Leal – Diretora do SINTPq e trabalhadora do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas)

Quando entrei no curso de geologia da USP, em 1998, éramos 7 meninas para 43 meninos, nesta época esta diferença passava imperceptível para mim, apesar do machismo velado na rotina universitária, com comentários do tipo: "mulher não sabe martelar", "Ela não vai aguentar o peso da marreta", e as frequentes interrupções durante os seminários. Estes temas povoam nossas redes sociais, quadros humorísticos e compõem a pauta de grande parte dos movimentos de equidade de gênero.

Porém, estas questões começaram a ficar anos luz de distância das minhas preocupações quando me deparei com algo invisível, cruel e extremamente extenuante. Um fenômeno que a quadrinista francesa Emma nominou como "carga mental", termo recuperado "das feministas", como ela citou. De que se trata? Trata-se daquilo que todas as mulheres "que tem casa, não mora sozinha e não tem empregada" sentem, como explica o artigo de Ana Clara Ferrari (Opera Mundi, jan, 2019), é aquilo que nos deixam com um cansaço eterno, mau humor e sujeitas à explosões (ou implosões) emocionais. Qual o mecanismo? Segundo o esclarecedor artigo de Nicole Clark publicada na Vice, começa com consumo. Compramos muitas coisas, não importa quanto ganhamos, usamos quase tudo para consumir, acumular coisas, e adivinha quem tem o trabalho de gerenciar tudo isso? As mulheres. Sim, somos nós que sabemos o que comprar no mercado, onde guardar, quando lavar, qual o melhor sabão, quando que é necessária a limpeza da casa. Além de gerenciar as montanhas de roupas e brinquedos da casa, gerenciamos as agendas e a logística. Somos departamento ambulatorial e de amparo psicossocial da casa e também temos um trabalho de 8h/dia, com preocupações com carreira e tudo mais. O companheiro aguarda passivamente as ordens para solicitamente executar uma parte das tarefas e, pronto, o trabalho dele termina aí. E é exatamente aí que a percepção dos homens é de que a mulher "é chata" por ficar o tempo todo lembrando das tarefas, das responsabilidades e dos compromissos. Uma regente! Uma gerente! Ou uma megera?

O fato é que as mulheres estão cansadas, esgotadas e muitas vezes emocionalmente abaladas, como expõe a dissertação de Cristina Yuasa, da Faculdade de Saúde Pública da USP, em seu trabalho de 2012 intitulado: "A depressão feminina no discurso das mulheres". Cristina constatou que parte das mulheres entrevistadas em sua pesquisa atribuem a sobrecarga de responsabilidades como a causa de seu quadro depressivo.

Esta espiral descendente só pode ser freada com a ajuda de toda a sociedade. Engajar-se em movimentos para a equidade e justiça de gênero é também comprometer-se com uma sociedade mais saudável e empática. Nós queremos vivas, fortes e sem medo.

Filó Santos – Diretora do SINTPq e trabalhadora do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações)

Ao longo de décadas, os homens foram protegidos pelo sistema e pelas leis, enquanto nós mulheres sobrevivíamos à opressão, privação e invisibilidade. Sobreviver era nossa forma de resistência, mas isso não diminuía a enorme distância entre os privilégios dos homens e os direitos das mulheres. E as mulheres transformaram essa resistência em luta, se uniram, se organizaram, se fortaleceram e conquistaram espaços e direitos. Mas ainda não ocupamos todos os espaços e direitos que nos pertencem e que nos são devidos.

Faz aproximadamente 34 anos que trabalho no CPqD, e nesses anos todos, foram raríssimas as vezes que o comando de uma área foi entregue a uma mulher.

Quando penso nas múltiplas jornadas das mulheres que são casadas, que são mães, e olho para os homens com quem trabalho, me faço algumas perguntas. Quantos desses homens tem a consciência de dividir a administração da casa, os cuidados diários dos filhos e o trabalho doméstico em igual proporção? Quantas mulheres teriam mais oportunidades, se essa divisão fosse mais justa? Quantas mulheres desistiram de seus sonhos pessoais devido à múltipla jornada? Creio que as respostas não nos são favoráveis.

No atual momento, considerando que o mais alto grau do governo brasileiro está ocupado por um homem que nos retrocede às primeiras décadas, devemos intensificar nossa resistência e luta. Nossa história é evolutiva, não há espaço para retrocessos.

Leia mais ...

SINTPq participa de assembleia nacional contra a reforma da previdência

  • Publicado em Noticias
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Os diretores do SINTPq, José Paulo Porsani e Márcio Martins, se reuniram nesta quarta-feira, dia 20, com trabalhadores de diversas categorias e representantes sindicais de todo o estado para dizer não à proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro.

A Assembleia Nacional realizada nesta manhã – mesmo dia e hora em que o presidente entregava o projeto que altera as regras para aposentadoria ao Congresso - , reuniu milhares de trabalhadores na Praça da Sé, em São Paulo. Os organizadores estimaram em 10 mil pessoas participando da mobilização.

O projeto do governo pretende aumentar a idade mínima de aposentadoria para 62 anos para mulheres e 65 anos, para homens, além de criar um sistema de capitalização privada para a população financiar a própria aposentadoria. A proposta inclui ainda um tempo mínimo de contribuição de 20 anos ao INSS.

Os sindicalistas reafirmaram que a proposta do governo afeta a todos os trabalhadores –, os que já entraram no mercado de trabalho, os que já estão aposentados e os que ainda nem começaram a trabalhar –, e que não vão aceitar a retirada de direitos. Assim como as mudanças agora propostas nas aposentadorias, os representantes sindicais também lembraram que o governo Bolsonaro acabou com o ministério do Trabalho e ameaça ainda a existência da Justiça trabalhista.

A saída, segundo as centrais, é mobilizar as bases contra a campanha de desinformação do governo e da mídia, que quer jogar servidores públicos contra os trabalhadores da iniciativa privada, com o suposto argumento de que a "nova previdência" vem para combater privilégios.

"Hoje o que o Bolsonaro quis fazer, mas nós não vamos deixar, é acabar com a Previdência no Brasil", afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas, que destacou que a dita "reforma" não altera apenas as regras de acesso às aposentadorias, mas fragiliza também as bases de todo o sistema da Assistência Social, responsável pelo pagamento de direitos como auxílio-saúde e pensão por invalidez, dentre outros.

Ele também frisou que, ao restringir o acesso às aposentadorias, o governo Bolsonaro fragiliza a economia da maioria esmagadora dos municípios com menos de 100 mil habitantes em todo o país, que depende da renda dos aposentados. Freitas também manifestou que duvida de que o governo tenha os alegados 308 votos para fazer passar na Câmara a sua proposta de reforma, e disse que a CUT e as demais centrais vão pressionar os deputados a derrubarem a proposta. "No final, vai ser a greve. Não vamos permitir acabarem com a previdência sem derramar a última gota do nosso sangue. A classe trabalhadora não baixa a cabeça para a repressão", afirmou.

Leia mais ...
Assinar este feed RSS