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Comunicação

Assembleia no dia 20/08 delibera proposta da FIPT. Participe!

Na próxima segunda-feira, dia 20 de agosto, os profissionais da FIPT irão avaliar e deliberar a aprovação ou recusa da contraproposta da empresa. A assembleia acontece a partir das 9h30, em frente ao prédio 8, no IPT.

Os detalhes da contraproposta serão apresentados durante o encontro. Os trabalhadores e trabalhadoras poderão tirar dúvidas e manifestar suas opiniões. Não perca essa oportunidade de participar ativamente e registrar seu voto!

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Pelo presente edital, o SINTPq – Sindicato dos Trabalhadores em Atividades (Diretas e Indiretas) de Pesquisa e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia de Campinas e Região, convoca todos os trabalhadores da FIPT, com data-base em 01° de junho, a participarem da Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada em 20 de agosto de 2018, às 09h30, na Av. Prof. Almeida Prado, 532, Cidade Universitária, em frente ao prédio n.º 8 (oito), subsede do Sindicato, onde estão alocados a maioria dos trabalhadores da Fundação, para deliberar a seguinte ordem do dia: 1) Apresentação, Discussão e Deliberação da proposta apresentada pela FIPT para a Campanha Salarial 2018/2020; 2) Taxa Negocial – Sustentabilidade do Sindicato 3) Campanha de Sindicalização; 4) Outros assuntos.

Fica estabelecido que não havendo quórum, a Assembleia será realizada, em segunda convocação 30 minutos após, com qualquer número de presentes.

José Paulo Porsani
Presidente SINTPq

Campanhas salariais: SINTPq inicia rodada de negociações

Após realizar assembleias de formação de pauta em junho e encaminhar os documentos às respectivas empresas, o SINTPq obteve retornos e agendou uma série de reuniões negociais. As conversas discutirão as demandas apresentadas pelos trabalhadores e devem culminar em contrapropostas oficiais, que serão levadas para deliberação dos trabalhadores em assembleia.

Confira as reuniões agendadas até o momento:

Von Braun
Data: 16/08 às 10h
Local: Sede do SINTPq

CNPEM
Data: 16/08 às 14h
Local: Sede da empresa

Fundepag
Data: 17/08 às 11h
Local: Sede do SINTPq

Eurofins
Data: 17/08 às 15h
Local: Sede do SINTPq

Dia do Basta: Centrais organizam paralisações contra retirada de direitos

Oito centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo organizam, nesta sexta-feira (10), o "Dia do Basta" em todo o País. Paralisações, atrasos de turnos, atos em portas de fábrica e locais de grande circulação, são algumas das atividades previstas para a jornada de luta.

A iniciativa, aprovada em 6 de junho passado, no Fórum das Centrais, busca sensibilizar os trabalhadores, levando a discussão aos locais de trabalho, mobilizando as bases sindicais e os movimentos sociais em protesto contra o desemprego e a retirada de direitos sociais. “O eixo comum entre as centrais é a defesa dos direitos trabalhistas, Previdência e contra o desemprego”, pontua Júlio Turra, dirigente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Em São Paulo, as centrais e os movimentos populares realizaram ato às 10h, na Avenida Paulista, região central, em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Os petroleiros de São Paulo realizaram atrasos de turnos, diálogo com toda a categoria nas refinarias e também ato em frente ao escritório da Petrobras, na Avenida Paulista.

Campinas também terá um ato organizado pelos trabalhadores, a partir das 16h, no Largo do Rosário, no centro da cidade.

Basta de desemprego

Conforme dados do Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação que atingia 6,5 milhões de pessoas, no final de 2014, mais que dobrou em maio de 2018, registrando 13.2 milhões de desocupados (taxa de desocupação de 12,7%).

A taxa de subutilização da força de trabalho (que agrega os desocupados, os subocupados por insuficiência de horas – menos de 40 horas semanais - e os que estão no desalento) subiu para 24,7%, o que representa 27,7 milhões de pessoas.

O Brasil tem hoje 4,6 milhões de trabalhadores e trabalhadoras que sequer têm forças para procurar uma vaga no mercado de trabalho, depois de meses e meses de tentativas frustradas. A maioria (60,6%) vive na Região Nordeste, onde 2,8 milhões de trabalhadores estão desalentados.

O tempo gasto para uma pessoa obter uma nova colocação também dobrou: passou de 23 semanas em março de 2014 para 47 semanas em março de 2018. Com isso, vem aumentando a precarização das condições de trabalho no Brasil.

Basta de aumento dos combustíveis

Desde a implementação da nova política de preços da Petrobras pelo governo Michel Temer, a gasolina aumentou em mais de 31%, o etanol em 22,6%, o diesel 14.3%, o botijão de gás 17,2%, de acordo com informações da CUT. O preço da gasolina subiu 50,04% e o diesel 52,15%, a partir de abril de 2017. O que corresponde 25 vezes a inflação média no período, que foi de 2%.

Basta de retirada de direitos sociais

A terceirização irrestrita e a reforma trabalhista, aprovadas durante o governo Temer, retiraram direitos, precarizaram as condições de trabalho, fragilizaram os sindicatos e dificultaram o acesso à Justiça do Trabalho. O rendimento médio dos ocupados caiu 13% na Região Metropolitana de São Paulo, 14% na Região Metropolitana de Salvador e 18% na Região metropolitana de Porto Alegre.

Basta de privatização

Os organizadores do Dia do Basta denunciam a política de subordinação aos interesses das empresas multinacionais e de redução do papel do Estado na economia, que vem sendo empreendida pelo governo Temer. Houve mudanças no regime de exploração do pré-sal, autorizando a entrega de áreas estratégicas de exploração às petrolíferas estrangeiras.

Em julho, a Câmara dos Deputados aprovou a venda de seis distribuidoras de energia da Eletrobras. Aprovaram também um artigo que garante ao novo proprietário uma base maior de lucro. As distribuidoras dos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Roraima, Rondônia e Piauí poderão ser vendidas por apenas R$ 50 mil cada uma. E a Eletrobras vai assumir uma dívida de mais de R$ 11 bilhões para que eles tenham mais lucros.

Confira imagens de algumas das manifestações realizadas por todo País

CUT-PE

Em Pernambuco, os petroleiros e petroleiras fizeram uma manifestação em frente à Refinaria Abreu e Lima e à Transpetro Suape.

CUT-PA

No Pará, mais de 3 mil pessoas, entre bancários, professores, trabalhadores rurais, dos Correios e estudantes, realizaram um ato público em frente ao Banco da Amazônia.

CUT-MS

No Mato Grosso do Sul, mais de 90% das escolas estaduais e municipais ficaram fechadas nesta sexta-feira. Junto com outras categorias profissionais, os educadores fizeram uma passeata pelas ruas de Campo Grande para dizer basta de desemprego, de retirada de direitos e de arrocho salarial. 

Sinergia-CUT

Os eletricitários da base do Sinergia-CUT realizaram assembleias e atrasos de turno em Campinas, Bragança Paulista, Tatuí, São João da Boa Vista, São Carlos, na Cesp de Porto Primavera, Presidente Epitácio, Presidente Prudente e São José do Rio Pardo.

Em Santa Catarina, nos municípios de Jaraguá do Sul e Guaramirim, a mobilização começou às 7h com panfletagens e assembleias nos locais de trabalho. Em São Bento do Sul, a panfletagem também iniciou cedo nas portas de fábrica, com a participação de mais de 1400 trabalhadores e trabalhadoras.  

Com informações de portal Brasil de Fato e Central Única dos Trabalhadores

Após reforma, número de convenções coletivas fechadas cai 45%

O número de convenções coletivas fechadas no primeiro semestre de 2018 caiu 45,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento foi publicado nesta semana pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe). A quantidade de acordos coletivos firmados também recuou, com queda de 34% nos primeiros seis meses do ano.

Convenção coletiva: Contrato válido para diferentes empresas de uma mesma categoria. Normalmente negociado entre o sindicato dos trabalhadores e um sindicato patronal, que representa as empresas do setor.

Acordo coletivo: Contrato negociado entre sindicato e uma única empresa, como ocorre na base do SINTPq.

A principal causa dessa redução é o prolongamento das negociações, causado pela reforma trabalhista. Com a nova legislação, empresas e sindicatos patronais estão buscando retirar direitos já existentes nas convenções e acordos.

Agora, a retirada de direitos é possível graças ao fim da ultratividade, condição que garantia a validade das convenções e acordos até que novos fossem assinados. Dessa forma, empresas não são mais obrigadas a continuar praticando benefícios quando a validade desses documentos chega ao fim.

Na base do SINTPq, essa nova realidade já foi enfrentada neste ano. Em sua primeira proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho 2018, a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa SA – Amazul tentou retirar praticamente todos os benefícios que não estão previstos na CLT. Após três dias de greve em março, sindicato e trabalhadores conseguiram manter os benefícios para este ano. Entretanto, a empresa nega garantir a ultratividade do acordo. No momento, o dissídio segue aguardando julgamento no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

O SINTPq conversou sobre esse cenário com o advogado Francisco Coutinho, que presta assessoria jurídica ao sindicato. Ele apontou algumas formas para combater as ameaças trazidas pelo fim da ultratividade.

“O melhor caminho é fortalecer a categoria, com aumento da participação e sindicalização, aumentando a pressão nas negociações e fazendo greves. Também é possível buscar uma segurança jurídica, estendendo cláusulas por prazos maiores e negociando acordos com prazos de validade mais longos”, avaliou Coutinho.

O advogado também comentou o novo grau de responsabilidade que a reforma trouxe aos sindicatos, ao mesmo tempo em que lhes tirou força: “A reforma trouxe uma contradição. Ela trouxe maiores responsabilidades aos sindicatos, pois anteriormente o sindicato negociava apenas questões além do que a lei previa. Agora, eles podem negociar muito mais itens, o que gera uma maior responsabilidade. Ao mesmo tempo, a reforma enfraquece as entidades em diferentes pontos, como a questão financeira e o fim das homologações nos sindicatos. ”

Quantidade de negociações concluídas

Estrutura da negociação 1º semestre de 2017 1º semestre de 2018 Redução
Acordos 11.462 7.563 34%
Convenções 1.680 920 45,2%
Total 13.142 8.483 39,6%
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