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Comunicação

Amazul mantém 0% de reajuste e assembleia é marcada para 27/01

Na tarde de ontem, dia 20, SINTPq e Amazul realizaram nova rodada de negociação. Após as tratativas, a empresa apresentou sua contraproposta, que será avaliada pelos funcionários em assembleia na quarta-feira (27), às 19h. O encontro será realizado via Microsoft Teams e o link de acesso já está disponível: http://bit.ly/AssebAmazul27l01l21

Mesmo com os argumentos levantados pelo sindicato, a empresa preferiu insistir no congelamento dos salários e benefícios, oferecendo 0% de reajuste novamente. Em relação aos benefícios, a empresa recuou na tentativa de cortar a complementação salarial em caso de afastamento pelo INSS. Dessa forma, o direito será mantido no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Novamente, a direção da Amazul busca congelar os salários dos seus profissionais. O argumento da vez é a lei complementar editada no ano passado, que, segundo a empresa, a impede de implementar reajustes. Entretanto, o fato da empresa seguir há anos essa lógica de defasagem em relação à inflação, com ou sem lei complementar, mostra que a desvalorização dos salários e dos trabalhadores já se tornou a política da Amazul. Além disso, é importante lembrar que essa lei já está sendo questionada juridicamente por diferentes sindicatos e partidos políticos.

Na assembleia da próxima quarta-feira, os funcionários e funcionárias decidirão se aceitam a lógica imposta pela empresa, aprovando a contraproposta e encerrando a campanha salarial, ou se seguirão na luta por condições melhores. Converse com seus colegas sobre o atual cenário, faça suas avaliações e não deixe de participar desse momento decisivo. 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Pelo presente edital, o SINTPq – Sindicato dos Trabalhadores em Atividades (Diretas e Indiretas) de Pesquisa e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia de Campinas e Região, convoca todos os trabalhadores da Amazul, a participarem da Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada virtualmente, pelo Microsoft Teams, no dia 27 de janeiro às 19h sobre a seguinte ordem do dia: 1) Deliberação e votação para aprovação ou recusa da contraproposta da empresa para a Campanha Salarial 2021; 2) Outros assuntos.

Fica estabelecido que não havendo quórum, a Assembleia será realizada, em segunda convocação, 15 minutos após, com qualquer número de presentes.

Campinas, 21 de janeiro de 2021.
José Paulo Porsani - Presidente SINTPq

FACTI: Assembleia na sexta-feira (22) debate encaminhamentos da campanha salarial

Na próxima sexta-feira, dia 22, o SINTPq se reunirá com os profissionais da FACTI para debater a campanha salarial. A assembleia acontece às 10h, via Google Meet. O link da videochamada já está disponível: meet.google.com/tuo-vwfg-zqw

Como informado anteriormente, a contraproposta da empresa propõe 0% de reajuste a manutenção das cláusulas/benefícios do atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Agora, caberá aos funcionários avaliar e definir os encaminhamentos da campanha salarial 2020/21.
 
Participe da assembleia e manifeste sua opinião nesse momento decisivo.
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
 
Pelo presente edital, o SINTPq – Sindicato dos Trabalhadores em Atividades (Diretas e Indiretas) de Pesquisa e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia de Campinas e Região, convoca todos os trabalhadores da FACTI, a participarem da Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada virtualmente, pelo Google Meet, no dia 22 de janeiro às 10h sobre a seguinte ordem do dia: 1) Deliberação e votação para aprovação ou recusa da contraproposta da empresa para a Campanha Salarial 2020/2021; 2) Outros assuntos.Fica estabelecido que não havendo quórum, a Assembleia será realizada, em segunda convocação, 15 minutos após, com qualquer número de presentes.
Campinas, 20 de janeiro de 2021.
José Paulo Porsani - Presidente SINTPq

Live do SINTPq com pesquisadores debate desafios da ciência paulista e nacional

Com a pandemia, a pesquisa científica e seu papel na sociedade estão em evidência. Neste contexto, é fundamental debater as políticas públicas no setor e seus desafios. Para esse importante diálogo, o SINTPq conta com a participação de pesquisadores e ativistas da ciência nacional.

Participe no dia 29/01, às 19h, enviando suas considerações nos comentários.

19h00 às 19h10 Abertura | Priscila Leal - Diretora do SINTPq e pesquisadora do IPT 

19h10 às 19h45 Desafios para o Sistema de CT&I no ESP e no Brasil | Wagner Romão - Professor de Ciência Política da Unicamp e ex-presidente da ADunicamp 

19h45 às 20h00 Depoimentos: Ros Mari Zenha (Presidência do CRE-IPT), Marcelo Aquilino (Presidente da Assipt) e José Luiz Albuquerque Filho (Pesquisador IPT)

Fim da Ford: Para economistas e sindicalistas falta ao país uma política industrial

A afirmação de Jair Bolsonaro (ex-PSL) de que a Ford Brasil não falou a verdade sobre a saída da empresa e que o motivo é que a montadora norte-americana queria mais subsídios para continuar produzindo veículos no país,  provocou reações junto ao movimento sindical e entre economistas progressistas.

Para especialistas, Bolsonaro também não está falando a verdade. Segundo eles, incentivos fiscais da União são importantes sim, mas falta uma política para a indústria nacional. A pandemia da Covid-19 também não pode ser culpada porque a Ford fechou a planta de São Bernardo do Campo em 2019, antes da crise sanitária, apontam.

O país já investiu cerca de R$ 20 bilhões em incentivos fiscais de 1999 a 2020, de acordo com estimativas da Receita Federal. Porém, ressalta o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Paulo Cayres, o Paulão, o acordo entre empresa e governo assegurava um acordo até 2025 e isso foi rompido porque falta mercado.

“Não é verdade que a Ford esteja saindo do país somente devido à falta de incentivos fiscais, é preciso ter mercado. É preciso ter uma política nacional industrial forte e ter uma economia mais confiante, e esses não são os casos no país de Bolsonaro. Ele e Guedes [ ministro da Economia] vivem falando que o país está quebrado e, além de não ser verdade, ainda desestimulam investimentos. O governo é responsável pela saída da Ford do país, mas a empresa também foi bem canalha ao acabar com esses empregos no meio da pandemia”, diz Paulão.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (Sindmetau), Claudio Batista da Silva Júnior, o Claudião, a classe trabalhadora está abandonada pelo governo de Bolsonaro.

“É muito canalhice mesmo Bolsonaro e Guedes abandonarem a gente neste momento. Guedes ontem [12/01] já deu até meu pêsames para os trabalhadores e trabalhadoras da Ford. Eles estão se lixando para a classe trabalhadora”, finalizou.

Economistas também destacam problema da falta de política

A economista e responsável técnica pela subseção do Dieese na CNM/CUT, Renata Filgueiras e o coordenador da subseção da entidade no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) e professor da Universidade Municipal de São Caetano do Sul e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Luis Paulo Bresciani, em entrevista ao Brasil de Fato, disseram que a saída da Ford no país reflete a ausência de uma política para o setor. E ainda contam que o país já teve esta experiência.

De 2012 a 2017, existiu um programa de fomento ao segmento automotivo, chamado de Inovar Auto para incentivar montadoras a investir em pesquisa, engenharia e desenvolvimento. Ainda, para fortalecer a produção local, o programa contava com uma garantia de que 80% dos veículos fabricados pelas empresas habilitadas deveriam realizar uma série de etapas da atividade produtiva no Brasil. Após o fim deste programa, foi criado em 2018, ainda com Temer, o programa Rota 2030, que não garantiu, por exemplo, a política de conteúdo local, afetando enormemente as fabricantes de auto peças.

Segundo eles, outro elemento importante a se destacar é a crise do mercado interno do segmento. Em 2013, 84,2% da produção de  veículos eram destinadas ao mercado interno brasileiro. A situação se altera a partir de 2015. O faturamento líquido do setor em 2013 foi de US$ 87,2 bilhões; em 2019, cai para US$ 54 bilhões.

“O compromisso do governo central, em momentos de crise, deve ser o de proteger cidadãos, empresas e sua economia. Não é o que estamos assistindo desde o início do aprofundamento da crise econômica, com a chegada da pandemia. O que observamos é o fechamento de empresas, aumento do desemprego, queda da renda das pessoas, aumento da pobreza e da pobreza extrema, desigualdades e fome, miséria e queda da arrecadação pública”, disseram os economistas do Dieese.

Eles também ressaltam que a Ford está entre as quatro montadoras mais contempladas com acesso aos recursos do BNDES em período recente. Entre 2002 e 2018, a Ford teve acesso a R$ 5,5 bilhões de crédito.

“A decisão de encerrar suas atividades no Brasil passa, portanto, por decisões estratégicas na matriz, mas também pela crise econômica no Brasil, afetando especialmente a capacidade de expansão do mercado interno, fundamental para alavancar vendas em setores como o automobilístico, em sua fase recente”, ressaltam Renata e Paulo.

Movimento sindical pode contribuir

O governo central deveria certamente entrar em cena para dialogar com a montadora alternativas para sua permanência no país, mas ao mesmo tempo garantir contrapartidas de investimentos, manutenção de empregos e, fundamentalmente, dialogar com o movimento sindical essas alternativas, segundo os economistas do Dieese.

Paulão concordou e disse que se o governo não tiver um plano nacional para a indústria podem chamar o movimento sindical para contribuir para combater o descaso do governo.

"Tem dinheiro para indústria nacional, isso a gente tem certeza. Agora se vocês não têm [Bolsonaro e Guedes] um plano para a indústria do país chamem o movimento sindical. Nós temos. É só chamar gente, queremos ser ouvidos" - Paulo Cayres, o Paulão

por Érica Aragão, Editado por Rosely Rocha | Redação CUT

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