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Comunicação

Governo de São Paulo quer retirar direitos das servidoras gestantes

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode retirar direitos adquiridos de milhares de funcionárias públicas do estado. O governo não quer contar como tempo de trabalho o período de afastamento da mulher durante a licença-maternidade se ela estiver em período de experiência.

Uma lei estadual, aprovada em 2013, permite que o tempo da licença-maternidade seja computado no estágio probatório, que é a fase de três anos de experiência que o funcionário público cumpre antes de ser efetivado. A ação que o governo levou ao STF pede a inconstitucionalidade dessa lei, exigindo que a mulher que tiver filho nesse período cumpra mais seis meses de trabalho antes de obter a estabilidade.

"É melhor você quebrar um braço do que ter um filho. Essa é a lógica do governo do estado de São Paulo", critica a diretora do departamento de legislação do Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São Paulo (Afuse) Lizete Marques, em entrevista à TVT.

A diretora do sindicato lembra ainda que a medida prejudica as servidoras grávidas ou que tenham tido filhos nas futuras promoções e progressões na carreira, na medida em que ela vai estar atrás de outros servidores. "É uma medida discriminatória e machista", completa.

Para a CUT, esse é apenas mais um ataque do governo do estado às mulheres. A entidade lembra que a ação de Alckmin está estimulando prefeituras a adotar o mesmo critério.

Se o STF entender que o governador tem razão, o sindicato dos funcionários da educação pretende entrar na Justiça para tentar reverter a decisão. E, para as mulheres que se sentirem prejudicadas, a CUT recomenda que procurem os sindicatos para lutar pelos direitos já garantidos. “Qualquer servidora estadual que se sentir prejudicada com essa medida procure o seu sindicato, ou pode procurar a CUT”, diz a diretora da Mulher Trabalhadora da central, Sonia Auxiliadora Vasconcelos Silva.

Fonte: CUT-SP

Buscador francês Qwant chega ao Brasil para competir com o Google

O Brasil recebe nesta semana uma nova tentativa de tentar destronar o Google como buscador unânime. Trata-se do Qwant, um novo serviço criado na França que se tenta se destacar dos demais por “respeitar a vida privada dos usuários”, conforme explica a própria empresa.

Isso significa que, diferente do Google, o site promete não coletar os dados dos usuários a fim de criar seu perfil para poder oferecer anúncios direcionados.

A empresa ainda é uma startup, no entanto. O site surgiu em 2013 na França e expandiu para a Alemanha em 2014, mesmo ano em que atingiu 1,6 bilhões de consultas, presente em 25 países e 15 idiomas.

Sobre seu funcionamento, é interessante ver como ele tem uma interface completamente diferente do que existe no Google, Bing e Yahoo, os principais buscadores hoje no mundo, não necessariamente melhor nem pior. Ele indexa e apresenta de forma uniforme conteúdo da web e das redes sociais em conjunto.

A página inicial também apresenta as últimas tendências nas buscas feitas pelos usuários de um país.

A empresa também propõe o Qwant Junior, um buscador especial para crianças, com uma interface diferente e design criado para facilitar o entedimento por crianças e filtro de conteúdo, privilegiando material educacional e eliminando material impróprio.

Fonte: Olhar Digital

Brasil e Reino Unido concluem workshop na área de energia

Desde segunda (2) até a última quinta-feira (5), gestores públicos do Brasil e do Reino Unido finalizaram mais uma ação na parceria bilateral que busca impulsionar a inovação no setor de energia. O grupo participou de um workshop sobre iniciativas de cooperação, no Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em Brasília.

No dia 5 foi apresentada uma síntese do evento, que contou com apresentações, estudos de caso, exercícios e relato de experiências desenvolvidas.

O evento é parte de um projeto sobre inovação na área de energia, realizado em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Embaixada do Reino Unido.

A ação também é executada por parceiros como o CGEE e o Carbon Trust – organização europeia que atua, em diversas partes do mundo, com a missão de acelerar a transição para uma economia sustentável de baixo carbono.

O coordenador-geral de Tecnologias Setoriais da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do MCTI, Eduardo Soriano, lembrou que a parceria com o Reino Unido tem sido uma das prioridades dentro da política do ministério, principalmente na área de energia e inovação. "É um país que realmente trabalha de uma forma bastante interessante e com modelos e abordagens diferentes, o que é bastante interessante para o Brasil", afirmou.

Histórico

De acordo com o representante do MCTI, vários trabalhos foram desenvolvidos nos últimos quatro anos, como cursos, encontros de reitores e de negócios.

"O primeiro deles foi o projeto Capacity Building on Energy, que tinha o objetivo de aumentar a interação entre universidades brasileiras e britânicas e enviar mais estudantes no âmbito do programa Ciência sem Fronteiras", explicou Soriano.

Segundo Soriano, a expectativa é que o projeto permitisse conhecer modelos de todo o sistema de ciência e tecnologia, como empresas, órgãos governamentais, universidades e outras organizações do setor.

Para isso, foram feitas missões e visitas técnicas a centros de pesquisa e estudos, nos quais foram avaliadas metodologias para o incremento da inovação no setor energético britânico como também em países que estão à frente nesta questão, como os Estados Unidos e a Dinamarca.

Avaliação

Paralelo a esse esforço, o CGEE também avaliou os problemas brasileiros, que nortearam a elaboração dos cursos de coordenação e priorização de programas e de estruturação de centros de testes voltados para inovação. "É um projeto que visa estreitar as relações e abrir portas para a interação bilateral, parcerias e promoção de encontros empresariais", diz o coordenador-geral.

"Um trabalho como esse é importante para subsidiar as decisões que levam a direcionamentos na área de energia elétrica, em particular, na área de inovação", comentou o superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética da Aneel, Máximo Luiz Pompermayer.

"Importante essa parceria para avançar no diálogo, para inserir a inovação e entender os resultados que ela traz", afirmou a diretora do programa de cooperação na área de energia e negócios da Embaixada do Reino Unido, Bárbara Brakarz.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Instituto discute implantação de observatório em pesquisa e inovação

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCTI) está discutindo a criação de um observatório de pesquisa e inovação. A proposta visa atender uma demanda do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), no sentido de identificar como as unidades de pesquisa da pasta poderão dar apoio às Plataformas do Conhecimento.

Para o Ibict, o apoio às plataformas poderá ser viabilizado mediante o desenvolvimento de fontes de informação sistematizadas e análises sobre, por exemplo, tendências tecnológicas.

Na última terça-feira (3), o instituto promoveu reunião para apresentar proposta ao projeto. Elaborado pela doutora Maria Carlota de Souza Paula, que fez uma apresentação para a diretoria da instituição, o estudo compreendeu o levantamento dos observatórios existentes no Brasil e no exterior, além do desenho do que poderá vir a ser o órgão a ser criado.

"O objetivo desta proposta, que será analisada detalhadamente pela diretoria do Ibict, é auxiliar o desenvolvimento desse observatório", destacou Maria Carlota.

"Ele tem como intuito gerar e difundir estudos, informações e outros produtos informativos sobre o estado atual e tendências da ciência, da tecnologia e da inovação no Brasil, tendo em vista as políticas e o desenvolvimento de CT&I".

Fonte: Ministério de Ciência e Tecnologialogia

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