Menu

Comunicação

Criação do Observatório de Inovação em Biotecnologia permitirá integração entre pesquisas brasileiras

A chamada bioeconomia brasileira tem avançado em diversas áreas como a agropecuária e nanotecnologia. Entretanto, os avanços ocorrem se maneira avulsa e sem a devida interação entre as diferentes inovações. A consequência é a perda de oportunidades de otimização dos resultados e de aproveitamento de sinergias entre estas pesquisas.

Como possível solução, está em estudo a implantação de um “Observatório de Inovação em Biotecnologia”. O órgão teria um âmbito nacional e serviria também como interlocutor com instituições internacionais para o setor.

No final de 2014, representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Delegação da União Europeia (EU) deram início às articulações para a criação do Observatório de Inovação em Biotecnologia no Brasil e a sua interação com o Observatório de Bioeconomia da UE.

 A iniciativa visaria fomentar de forma mais adequada estas oportunidades de desenvolvimento tecnológico em biotecnologia no Brasil, mapeando desafios, avaliando o potencial mercadológico e identificando gargalos e soluções para minimizar os riscos associados à inovação na área.

A União Europeia mantém desde 2013 um Observatório de Bioeconomia.  Há interesse tanto do Brasil como da UE em promover o intercâmbio de informações e o diálogo entre especialistas na área de biotecnologia e bioeconomia, a fim de consolidar e fortalecer iniciativas. Representantes de ambas as partes têm trabalhado na construção de um plano de ação conjunto.

Segundo representante do MCTI, existem diferentes setores – tanto acadêmicos como industriais – envolvidos com o processo de desenvolvimento de programas de biotecnologia no Brasil, a exemplo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A expectativa é que o observatório seja implementado durante 2015 e represente o ponto de partida para alavancar o setor.

Nuclep constrói casco do primeiro submarino com propulsão nuclear nacional

A Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep), empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), está construindo os cascos das cinco unidades do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), articulado pelo Ministério da Defesa.

Fruto de um acordo de cooperação e transferência de tecnologia, firmado em 2008 entre o Brasil e a França, o Prosub viabilizará a produção do primeiro submarino brasileiro de propulsão nucelar (SN-Br) e mais quatro submarinos convencionais diesel-elétrico.

A Nuclep está encarregada da construção dos cascos resistentes dos submarinos, sendo responsável pelo fornecimento da parte estrutural mais complexa das embarcações. Para tal, profissionais de diversas áreas, entre elas, engenharia e soldagem, foram enviados à França a fim de conhecer as técnicas de construção da Marinha daquele país.

No final do ano passado, a Nuclep recebeu as seções de qualificação, o que atesta a competência técnica da empresa para a produção dos cascos. A seção de qualificação é um dos componentes que será usado na construção dos submarinos. As subseções da construção do primeiro submarino já foram entregues pela Nuclep à Itaguaí Construções Navais (ICN) – veja fotos.

A expectativa é a de que o primeiro dos quatro submarinos convencionais esteja operando em 2017. "Nós esperamos que os quatro submarinos de propulsão convencional estejam prontos no período de 2017 a 2023, e o de propulsão nuclear, de 2023 para 2025", diz o coordenador-geral do Prosub, almirante-de-esquadra Gilberto Max. "O programa é calcado no tripé: transferência de tecnologia, nacionalização e capacitação de pessoal", ressalta.

Tecnologia

A parceria com a França prevê a transferência de tecnologia e expertise para a construção de submarinos mais modernos e qualifica o País a produzir submarinos de propulsão nuclear, o que garante maior autonomia no patrulhamento da costa nacional. Apenas cinco países no mundo dominam a tecnologia para construção desse tipo de embarcação. São eles: China, Estados Unidos, França, Inglaterra e Rússia.

De acordo com a Nuclep, os submarinos convencionais possuem aproximadamente 60 metros de comprimento por 6 metros de largura, enquanto o de propulsão nuclear tem 100 metros de comprimento por 9 metros de largura. Além disso, há diferença na autonomia de navegabilidade. Os modelos convencionais precisam subir à superfície para troca de oxigênio e recarga das baterias, já o nuclear pode ficar submerso por mais de dois meses.

Para o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Moura Neto, o SN-Br "garantirá ao País uma invejável capacidade de dissuasão por ser mais veloz e não necessitar vir à superfície para recarregar suas baterias, pode permanecer oculto por mais tempo e patrulhar áreas de maior extensão".

Nacionalização

De acordo com a Marinha, a instalação nuclear do SN-BR será de total responsabilidade brasileira, e não terá participação francesa nesse processo. Desta forma, está previsto um elevado grau de nacionalização da embarcação. "Não existe transferência de tecnologia na parte da propulsão nuclear", afirma o Almirante Gilberto Max. "[A tecnologia] será toda desenvolvida por nós, e é um desafio grande que estamos gerenciando com as universidades e institutos de pesquisas", acrescenta. Leia mais sobre os benefícios científico-tecnológicos apontados.

A nacionalização de equipamentos é uma frente considerada central pela Nuclep. Entre os grandes projetos em que a empresa foi pioneira estão: a construção de cascos semissubmersíveis para plataformas da Petrobras – campo em que a Nuclep foi a primeira da América Latina –, a produção de equipamentos para plantas nucleares, a construção de uma câmara hiperbárica para o estudo de exploração em profundidade e o desenvolvimento de cilindros para transporte e armazenagem de urânio para as Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Softex Nacional: Julgamento de representação sindical é adiado

O SINTPq informa aos trabalhadores da Softex Nacional que a 11ª Vara do Trabalho de Campinas adiou de janeiro corrente para o dia 08 de abril de 2015 o julgamento da ação sobre a representação sindical dos funcionários da empresa.

A ação é movida pelo SINTPq em razão de tentativa da empresa de alterar unilateralmente a representação sindical dos seus trabalhadores.

Desde 2006, o SINTPq firma Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) em nome dos trabalhadores da Softex Nacional, sempre comprometido com a participação de todos nas demandas apresentadas e tendo obtido vitórias expressivas a favor dos trabalhadores nos últimos anos, como aumento real nos salários, além de conquistas e manutenção dos benefícios.

O SINTPq segue representando oficialmente os trabalhadores da Softex e sua diretoria e funcionários estão sempre atentos e à disposição para discussão de pleitos das relações de trabalho.

Eleições do SINTPq acontecem em 2015

O SINTPq realiza neste ano mais um processo eleitoral, no qual será definida a nova diretoria que estará à frente do sindicato pelo triênio 2015-2018. As eleições ocorrerão no mês de junho.

Para concorrer, as chapas devem ser compostas por 07 candidatos à direção executiva e 07 suplentes, e conselho fiscal composto por 03 titulares e 03 suplentes, totalizando 20 trabalhadores.

Atualmente o SINTPq representa os trabalhadores de 27 empresas nas áreas de pesquisa, ciência, tecnologia e inovação. Também neste ano o SINTPq comemora 25 anos.

O edital com as regras e outras orientações serão publicados em breve em jornal de grande circulação no Estado de São Paulo e no site do SINTPq.

Assinar este feed RSS