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Comunicação

Venturus: Assembleia na sexta-feira (28) discute contraproposta da empresa

A Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Atividades (Diretas e Indiretas) de Pesquisa e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia de Campinas e Região – SINTPq, convoca todos os trabalhadores do Venturus para que compareçam na Assembleia Geral Extraordinária que será realizada no próximo dia 28 de novembro de 2014, no estacionamento da empresa, às 9:30 horas em primeira convocação e não havendo quórum às 10:00 em segunda convocação com qualquer número de pessoas presentes para deliberar sobre a seguinte pauta:

1) apresentação de contraproposta da empresa para a Campanha Salarial 2014/2015.

Régis Norberto Carvalho
Presidente - SINTPq

Bolsas de produtividade ainda têm presença reduzida de mulheres cientistas

Números atualizados até 2013 mostram que embora haja um equilíbrio entre o número de mulheres e homens cientistas no Brasil – pelo sistema geral de bolsas concedidas para pesquisas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – quando se analisam as bolsas para pesquisadores seniores, com doutorado, a proporção de representantes do sexo feminino é inferior à masculina.

Em entrevista à Agência Brasil, a economista Hildete Pereira de Melo, autora junto com Lígia Rodrigues do livro Pioneiras da Ciência no Brasil, disse que do total de bolsas concedidas em todas as modalidades em 2013, a participação foi 50% para homens (48.278) e 50% para mulheres (47.776).  Em 2001, eram 21.958 bolsas para mulheres (48%) e 23.683 para homens (52%). “O CNPq dobrou o número de bolsas na última década e equilibrou [a participação das mulheres] dentro do conjunto”.

Observou, entretanto, que o equilíbrio foi alcançado no sistema geral de bolsas, cuja maior parte se destina à iniciação científica. Na distribuição de bolsas de produtividade, ligadas às pesquisas científicas vinculadas ao final de carreira, a mulher participa com apenas 30% do total. “É o pesquisador mais maduro que recebe as bolsas de produtividade", avalia Hildete.

Essas bolsas têm várias gradações. As de valores mais elevados são conhecidas como PQ1 e, no ano passado, foram concedidas na proporção de 24% para mulheres e 76% para homens. Hildete assegurou, porém, que houve ganho em comparação à década de 1990. “As mulheres crescem dentro da carreira científica, mas nas bolsas de produtividade, que abrangem pesquisadores com carreira já firmada, com doutorado, as mulheres diminuem (a participação). A carreira científica ainda é masculina”.

Hildete avalia que as mulheres estão mais presentes nas áreas mais relacionadas ao papel tradicional feminino. “Áreas ligadas aos cuidados, à saúde e às ciências sociais”. Nutrição e serviço social são dois exemplos. Nas áreas das ciências exatas, como matemática, física e engenharia, a presença feminina cai bastante.

Nas bolsas PQ2, para pesquisadores que ainda não atingiram o topo da carreira, em 2013, 39% das bolsas foram para mulheres e 61% para homens. Hildete salientou que a faixa etária das mulheres que recebem bolsas é maior que a dos homens, pois, muitas vezes, a mulher tem de conciliar a maternidade e a carreira. “[As mulheres] estão mais dedicadas à carreira e com mais tempo na medida em que os filhos crescem. Por isso, são mais velhas que os homens”.

Para a economista, a chave para uma maior participação feminina no mercado de trabalho é educação. “A educação é que permite às mulheres dar um passo para fora de casa”. Indicou, ainda, que a carreira científica “só existe se as mulheres se educarem”.

Fonte: Agência Brasil

Inovação na agricultura familiar é saída para erradicar a pobreza e a fome, afirma FAO

Inovação na agricultura familiar é a chave para garantir a longo prazo a segurança alimentar global, defende a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) no relatório Estado Mundial da Agricultura e da Alimentação - 2014: Inovação na Agricultura Familiar, divulgado em outubro, no Dia Mundial da Alimentação.

O documento sugere que essa seja a alternativa para alimentar a crescente população mundial – que está projetada em 9,6 bilhões de pessoas até 2050 – e erradicar a pobreza e a fome. Isso porque, para dar conta dessa demanda, a produção de alimentos teria de aumentar em 60% frente ao registrado nos anos de 2005 a 2007. Paralelamente, seriam provocados impactos diretos no solo, na água e na biodiversidade; sem esquecer que as mudanças climáticas tornam esse cenário ainda mais complicado para a produção de alimentos.

O relatório afirma que nove em cada dez fazendas no mundo são de propriedade de agricultura familiar, sendo grande parte delas menores do que dois hectares. “Muitas destas pequenas e médias fazendas têm acesso limitado a recursos. E os níveis de produtividade são baixos. Se elas servirão para ajudar a atender a demanda adicional por alimentos, a preservar os recursos naturais e combater a pobreza, elas vão precisar não só crescer mais, mas também fazê-lo de forma sustentável”, reforça a FAO.

Para tal, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura enfatiza que a inovação é o caminho. Entre os tópicos elencados para viabilizar o fortalecimento e a contribuição da agricultura familiar estão: organizações de produtores que podem incentivar e dar suporte à inovação entre seus membros; investimento público em P&D agrícola; serviços de extensão e de consultoria ampliados; ambiente favorável à inovação, incluindo a boa governança, condições macroeconômicas estáveis, regimes legais e regulatórios transparentes, direitos de propriedade seguros, ferramentas de gestão de risco e um mercado estruturado.

“Essas definições caracterizam inovação como um processo, e não como um evento isolado”, afirma a FAO. “Alimentar o mundo nas próximas décadas dependerá criticamente dos mais de 500 milhões de agricultores familiares que formam a espinha dorsal da agricultura na maioria dos países. Ao mesmo tempo, a agricultura familiar terá que assumir papel de liderança na luta contínua não só contra a fome e a pobreza, mas também na preservação do ambiente contra a degradação”, conclui.

Importância da agricultura familiar:

- A agricultura familiar e de pequena escala estão intimamente vinculados à segurança alimentar mundial.
- A agricultura familiar preserva os alimentos tradicionais, além de contribuir para uma alimentação balanceada, para a proteção da agrobiodiversidade e para o uso sustentável dos recursos naturais.
- A agricultura familiar representa uma oportunidade para impulsionar as economias locais, especialmente quando combinada com políticas específicas destinadas a promover a proteção social e o bem-estar das comunidades.

Fonte: Inovação - Revista Eletrônica de P,D & I

13º salário dos trabalhadores com carteira assinada deve injetar cerca de R$ 2,8 bilhões na economia da RMC

Até o final de 2014 devem ser injetados na economia cerca de R$ 2,8 bilhões em consequência do pagamento do 13º salário dos trabalhadores com carteira assinada que ocupam cargos na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Mais de um milhão de trabalhadores serão beneficiados. A estimativa é da Subseção DIEESE da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo.

Para chegar a esses números, foram utilizados dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com relação ao montante a ser pago aos assalariados com carteira assinada, o rendimento foi atualizado pela média da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre janeiro e setembro de 2014.

O DIEESE não levou em conta os autônomos e assalariados sem carteira ou os trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, nem os valores envolvidos nesses abonos, uma vez que esses dados são de difícil mensuração.

Além disso, não há distinção dos casos de categorias que recebem antecipadamente ao menos uma parte do 13º, por ocasião das férias ou por definição de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Assim, os dados apresentados constituem uma projeção do volume de reais que entra na economia ao longo do ano e não necessariamente nos dois últimos meses de 2014. Entretanto, estima-se que a maior parte seja paga no final do ano.

Dentre os mais de um milhão de trabalhadores com carteira assinada que devem ser beneficiados pelo pagamento do 13º salário, aproximadamente 467,3 mil são trabalhadores do Setor de Serviços, o que corresponde a 45,4% do total. Os trabalhadores da Indústria correspondem a 28,4%. Já os trabalhadores do setor de saúde privada e filantrópica (36,7 mil pessoas) correspondem a 3,6% do total de beneficiados.

No que diz respeito ao montante a ser pago a título de 13º, observa-se a seguinte distribuição: R$ 964 milhões, cerca de 34,2% do total, serão pagos aos trabalhadores da Indústria; R$ 1,3 bilhões (45,5%) irão para os trabalhadores do Setor de Serviços e R$ 442 milhões (15,7%) irão para os empregados no Comércio. Os assalariados rurais ficarão com a menor fatia do abono, apenas R$ 21 milhões (0,7%). Por fim, o 13º salário dos trabalhadores do setor de serviços de saúde privada e filantrópica da RMC deverá injetar cerca de R$ 79 milhões na economia da região.

No que tange a distribuição dos recursos entre os municípios da RMC, a maior fatia do abono ficará em Campinas, cerca de R$ 1,3 bilhões (45,9% do total). O segundo município com maior participação no 13º salário regional será Indaiatuba (7,1%), seguida de Americana (6,4%). Já Engenheiro Coelho terá a menor participação, apenas R$ 8,3 milhões, 0,3% do total.

É importante ressaltar que a distribuição por municípios refere-se ao local onde está empregado o trabalhador, o qual pode residir num município diferente daquele no qual trabalha. Isto posto, o estímulo econômico pode ser diferenciado, a depender, entre outros fatores, da residência dos trabalhadores e do peso e da tradição do Comércio de cada cidade.

Fonte: Dieese

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