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Comunicação

Novo plano médico do IPT prejudica os menores salários

O processo de contratação do novo plano de saúde que atende as IPTeanas e IPTeanos culminou com o pregão vencido pela Seguros Unimed, na última sexta-feira, dia 11 de maio.

Dessa forma, o temor de não ter um contrato em 1º de junho foi vencido. Outros aspectos também avançaram: Rede básica com Complexo HC, INCOR e AC Camargo foram atendidas. A coparticipação foi revista e não incide mais em exames complexos. O sindicato espera que eventos pontuais, que já causaram R$ 500,00 de desconto no salário de um único mês, nunca mais aconteçam.

O fato inesperado está sendo a transição dos contratos. Isto porque, para 388 vidas que estão nos atuais planos Vital e Pronto, está havendo redução na parcela paga pelos funcionários, que pode chegar a 52%, passando de R$ 807,09 para R$ 430,70. Na outra ponta, para 691 vidas, há um aumento na mesma proporção, elevando o Plano Fundamental de R$ 177,07 para R$ 269,03.

Como resolver esse problema, que impõe perdas significativas para 2/3 dos beneficiários? Somente com adequações no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que o sindicato está negociando com o Instituto.

A nova diretoria do IPT tem a obrigação de tratar imediatamente com o sindicato, no âmbito do ACT, uma nova participação financeira dos empregados no custeio do plano de saúde.

Prazos de transição

Outra necessidade importante neste momento é oferecer aos usuários o maior prazo possível para escolha da categoria de plano. Com isso, poderão avaliar com calma a opção mais adequada às necessidades e possibilidades de suas famílias. Até o momento, o prazo final é 10 de junho.

Planos Essencial I e Essencial II

Como estes planos, menores que o patamar mínimo, nunca foram discutidos pelas entidades representativas dos empregados, ainda não há condições para avaliação e manifestação a respeito. Elas serão construídas ao longo da campanha salarial. Entretanto, é possível afirmar que eles não oferecem ganhos aos beneficiários do plano vigente.

É difícil imaginar que estas novas categorias servirão como incentivo para o retorno dos usuários que deixaram o plano no último período, uma vez que a rede credenciada oferecida deixa muita a desejar.

Estes novos planos contratados podem estabelecer uma base inferior ao padrão de qualidade pactuado nos ACTs anteriores. Os trabalhadores e trabalhadoras devem ficar atentos a essa questão, pois ela pode provocar grandes retrocessos.

6 dúvidas frequentes sobre o que são e como funcionam os sindicatos

Com tantas informações falsas circulando na internet, que tentam enfraquecer o movimento sindical, até os próprios trabalhadores podem acabar ficando em dúvida sobre a importância dos sindicatos.

Por isso, vamos explicar em seis passos o que são, o que fazem e como funcionam os sindicatos, além de demonstrar a importância, a necessidade e os resultados do trabalho coletivo desenvolvido a favor de todos os trabalhadores.

Depois de ler esse artigo não haverá espaço para dúvidas!

1. Para começar: o que é o sindicato?

De maneira simples e direta, sindicato é a união de trabalhadores para defender os seus interesses e conquistar constantes melhorias nas condições de trabalho e salário.

Essa definição é bem precisa, pois apresenta as principais características dos sindicatos. Veja:

– “união” e “trabalhadores” destacam a identificação com a classe;
– “defender os seus interesses” reforça a ideia de resistência e de proteção;
– “conquistar” traz movimento e ação, duas características intrínsecas ao papel da luta sindical;
– “constantes melhorias” frisa o aspecto permanente da luta;
– e “melhorias nas condições de trabalho” evidencia o caráter social do movimento.

Viu só? Essa definição é coesa e objetiva. Ela é um bom começo de conversa para aprofundarmos os demais elementos sobre o tema.

Defender, buscar melhorias, unir os trabalhadores e o que mais?

O ditado “a união faz a força” é bastante válido nesse caso.

A organização dos trabalhadores em forma de sindicatos representa consciência de classe, solidariedade, unidade e coletividade em torno de uma causa comum.

O intuito é estimular ações de cidadania e despertar os trabalhadores para a importância da militância sindical, enfatizando assim o papel dos sindicatos na construção de consciência da classe trabalhadora e, em consequência, na organização e fortalecimento das bases sociais e da democracia.

Mas como isso acontece na prática?

Para responder isso, passamos para a segunda questão. Continue acompanhando.

2. Como é a atuação de um sindicato?

Em resumo, os sindicatos atuam exercendo as seguintes funções específicas:

a) Representam, defendem e organizam os interesses dos trabalhadores da categoria;
b) Participam, em nome dos trabalhadores, da negociação coletiva, articulando greves ou recusando acordos, quando necessário. As negociações coletivas, por exemplo, servem para manter ou acrescentar novos direitos aos trabalhadores;
c) Promovem constantes meios de formação aos trabalhadores: cursos, debates, palestras etc., visando ao desenvolvimento do senso crítico;
d) Buscam justiça social. Isso acontece por meio da participação e influência nas decisões e processos políticos.

No nosso país, porém, para cumprir essas funções, os sindicatos desempenham lutas e mobilizações distintas.

Você sabe quais são essas formas de luta e como elas funcionam?

As greves e mobilizações são alguns exemplos.

Quando negociações, acordos e pautas de interesse da categoria não avançam porque os representantes patronais são intransigentes, a greve funciona como uma espécie de último recurso.

Utilizada pelos sindicatos para pressionar o governo e os patrões a negociarem suas reivindicações, as paralisações possuem motivos variados.

Mas, geralmente, são convocadas para provocar a reabertura de diálogo ou para obrigar o cumprimento de acordo ou convenção coletiva em vigor.

3. Por que é importante a união dos trabalhadores em torno do sindicato?

Filiado ao sindicato, o trabalhador será representado por uma entidade e não precisará se expor de maneira isolada para enfrentar o patrão e o governo.

A luta do sindicato é coletiva, protegendo o empregado de qualquer tipo de perseguição. Garante ainda maior força e amplia a participação de cada um, criando respeito, valores e direitos.

4. Qualquer trabalhador pode participar do sindicato?

É muito importante que os trabalhadores façam parte e acompanhem as atividades do sindicato que representa sua categoria profissional.

A filiação ao sindicato é muito importante porque aumenta a força categoria, e o próprio trabalhador pode ter acesso a benefícios diversos que são oferecidos, como assistência jurídica, plano de saúde, cursos, entre outros.

Uma vez filiado à entidade, o trabalhador também estará contribuindo para a defesa e promoção de seus interesses.

Como se tornar um dirigente do sindicato?

Nesse caso, é preciso estar filiado à entidade e disputar as eleições do sindicato. Vale lembrar que são apenas os trabalhadores devidamente filiados que podem votar e ser votados.

O trabalhador que deseja ser um dirigente deve participar ativamente do sindicato, aprimorar seu senso crítico e estar muito bem informado sobre os temas de interesse da classe trabalhadora e de sua categoria.

Na maioria das vezes, os trabalhadores que se tornam lideranças e dirigentes das entidades estão em contato constante com a categoria, em todos os ambientes possíveis: assembleias, reuniões, greves, passeatas etc.

5. E o que faz um dirigente sindical?

Ele representa e defende os interesses da classe trabalhadora, atuando em negociações e eventos em geral, dando suporte à categoria. Faz também ações para mobilizar e conscientizar sua base, esclarecendo dúvidas.

Ou seja, o dirigente coordena e conduz as lutas, mediando pautas, interesses e reivindicações da categoria com os patrões, o governo (Poder Executivo), o Poder Legislativo e o Poder Judiciário.

A principal missão do dirigente sindical, entretanto, é fazer com que a entidade oriente o trabalhador sobre seus direitos trabalhistas e previdenciários, seja no exercício de sua atividade ou na eventual dispensa, no momento da homologação.

6. Como é a estrutura sindical brasileira?

Assim, a estrutura sindical no Brasil é constituída de:

– Sindicatos (entidade de base ou de primeiro grau);
– Federações (entidades intermediárias ou de segundo grau)
– Confederações (entidades de grau superior) de trabalhadores e de empregadores, que representam, respectivamente, as categorias profissionais e econômicas.
– Centrais Sindicais

Fonte: Abridor de Latas – Comunicação Sindical

Campanha salarial do CTC é encerrada

Sindicato e trabalhadores se reuniram na manhã de hoje, dia 14, para definir o desfecho da campanha salarial 2017/18. A assembleia aconteceu na portaria da empresa e, após votação, aprovou a contraproposta do Centro para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Foram 93 votos favoráveis, 40 contrários e quatro abstenções. O novo acordo estabelece reajuste de 1,83%, já implementado pela empresa, e um abono de R$ 200,00 para salários até R$ 3.000,00.

As demais reivindicações dos funcionários foram recusadas pela direção do CTC. Com o fim das negociações, o SINTPq assinará o ACT e espera que o pagamento do abono seja feito o mais rápido possível.

Também é válido ressaltar que, sem tumultos e interferências do corpo gerencial, a assembleia transcorreu normalmente.

CPqD: Após retrocesso no plano médico, SINTPq prepara ação em defesa dos sindicalizados

Recentemente, a direção do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) impôs aos seus funcionários uma coparticipação de 30% sobre os custos de exames e atendimentos médicos. Após assembleia com seus associados, realizada no dia 24 de abril, o SINTPq definiu ações para protegê-los desse grande retrocesso.

Inicialmente, será aberta nova negociação com o CPqD para evitar os prejuízos da coparticipação. Caso não haja acordo, o sindicato está autorizado a buscar a Justiça do Trabalho e representar seus sócios em uma ação coletiva.

O contrato do CPqD com a Unimed tem mais de 30 anos e a coparticipação nunca foi aplicada ou cogitada nesse período. Além disso, para a maioria dos funcionários sempre foi exigida a participação financeira por meio da TPPM (Tabela Percentual de Participação Mútua), sendo que os reajustes dessa contribuição nunca foram discutidos com os empregados.

Dessa forma, a assembleia entendeu como inaceitável a recente alteração no benefício, deixando claro que a crise financeira do CPqD não pode ser resolvida com o estrangulamento financeiro de seus funcionários.

Com a "reforma" trabalhista e a nova realidade sindical, o SINTPq, mais do que nunca, priorizará seus associados, pois são eles que garantem o funcionamento da instituição e sua representatividade perante a categoria. Dessa forma, os sindicalizados serão os beneficiários das futuras ações judiciais ou de medidas do sindicato relacionadas a problemas ocorridos fora das campanhas salariais.

Amparadas pela nova lei, diversas empresas da base estão atacando benefícios e impondo graves retrocessos aos empregados. Se você ainda não é sindicalizado, reflita sobre essa situação e torne-se mais um aliado do SINTPq na luta por melhores condições de trabalho.

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