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Comunicação

Trabalhadores precisam de 7,68% de reajuste para repor a Inflação

O IBGE divulgou na última sexta-feira, 06 de março, o resultado da inflação de fevereiro: um aumento de preços da ordem de 1,16%, de acordo com o INPC-IBGE. A inflação de fevereiro é menor que a de janeiro em 0,32 pontos percentuais (p.p.).

A inflação mensal dos produtos alimentícios foi de 0,86%, já a dos produtos não alimentícios foi de 1,29%. O grande fator de pressão inflacionária, no mês, foi a gasolina cujos preços subiram 8,42%. Este aumento, decorrente da elevação das alíquotas do PIS/COFINS que entrou em vigor em 1º de fevereiro, teve grande impacto. Sozinha a gasolina foi responsável por um quarto da inflação de fevereiro. Além disso, o aumento da gasolina teve desdobramentos indiretos, puxando os preços dos transportes e de outros combustíveis.

Com estes resultados, a inflação de 12 meses, medida pelo INPC-IBGE ficou em 7,68% (em janeiro havia sido de 7,13%). Sendo assim, as categorias que estiverem em data-base, EM MARÇO, precisam de, NO MÍNIMO, 7,68% de reajuste salarial, para repor as perdas com a inflação de 12 meses, medida pelo INPC-IBGE.

Fonte: Dieese

IPT: Assembleia da campanha salarial acontece nesta sexta-feira, 13

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

A Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Atividades (Diretas e Indiretas) de Pesquisas e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia de Campinas e Região, inclusive São Paulo - SINTPq, convoca todos os trabalhadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A – IPT, para Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada em 13 de março de 2015 no campus da empresa, em frente a subsede do SINTPq - prédio 08, as 09h00 em primeira chamada e as 09h30 em segunda chamada, para deliberar sobre a seguinte pauta:

1) Avaliação, discussão e aprovação da Pauta de Reivindicações dos Trabalhadores do IPT para a Campanha Salarial 2015-2016;

2) Escolha dos membros que irão compor a Comissão de Negociação dos Representantes dos Empregados;

3) Campanha de sindicalização;

4) Outros assuntos.

Amazul: Trabalhadores encerram campanha salarial 2014

Os trabalhadores da Amazul aprovaram nesta segunda-feira (09), a contraproposta da empresa para a campanha salarial 2014. A assembleia foi convocada após o Exmo. Desembargador Wilson Fernandes sugerir em reunião de conciliação do dissídio coletivo que a proposta aprovada recentemente pelos funcionários alocados em Iperó também fosse apresentada em São Paulo.

A assembleia teve 182 presentes, conforme assinaturas em lista, com 52 votos favoráveis à manutenção do dissídio, 106 contrários ao dissídio e, portanto, a favor da proposta da empresa e 6 abstenções.

Com o resultado, os salários vigentes em 31 dezembro de 2013 serão reajustados em 5,91%. O vale - alimentação passa para R$ 29,73, a cesta alimentação para R$ 327 e o auxílio-creche R$ 370,68. O reembolso da creche passa a contemplar também os trabalhadores do sexo masculino e, em todos os casos, faz-se necessária a comprovação da despesa.

Os valores serão pagos de forma retroativa nos mesmos moldes praticados aos trabalhadores de Iperó.

Amanhã (11), o SINTPq se reúne novamente no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) 2ª região para informar em audiência de conciliação a decisão dos trabalhadores.

Número de dissídios coletivos cresce 23% no TRT de São Paulo

O número de processos de dissídios coletivos no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2.ª Região, de São Paulo, teve um forte aumento no ano passado. Foram 220 ações ante 179 em 2013, um crescimento de 23%.

Do total de ações em 2014, 133 foram motivadas por greve. As demais tratam de outros temas, como cláusulas sociais, por exemplo. Os dados do TRT englobam a capital paulista, a região metropolitana de São Paulo e a Baixada Santista. Ao todo, são 46 municípios.

O aumento do número de dissídios coletivos trabalhistas pode ser explicado pela piora do quadro econômico brasileiro. No ano passado, a economia brasileira registrou baixo crescimento e inflação elevada - o Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 só será divulgado no fim deste mês, mas a previsão é de um baixo crescimento ou até mesmo de uma recessão.

As dificuldades econômicas provocaram este aumento (de ações). A situação econômica dificultou a situação das empresas nas negociações", afirma o desembargador Wilson Fernandes, vice-presidente judicial do TRT da 2ª Região. Segundo ele, cerca de 50% dos casos são resolvidos por meio de acordos, casos nos quais patrões e empregados chegam a um consenso.

A piora no cenário das negociações trabalhistas também fica evidente pelo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em dezembro de 2014 - último dado disponível - o aumento real médio foi de 1,93%, abaixo dos 3% verificados no mesmo mês do ano anterior.

"Ao longo de todo ano, os aumentos reais continuaram mesmo com a paradeira dos negócios, mas eles tiveram uma queda", afirma Hélio Zylberstajn, professor da faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador da Fipe e responsável pelo projeto Salarios.org.br.

Futuro. A expectativa é que a negociação salarial seja ainda mais difícil neste ano. Os economistas esperam uma recessão com a inflação bem acima do teto da meta do governo. Além disso, o mercado de trabalho já deu claros sinais de desaquecimento.

Em janeiro, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontou a perda de 81 mil vagas formais. E a Pesquisa Mensal de Emprego, apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que a taxa de desocupação foi de 5,3% no primeiro mês do ano, acima dos 4,8% verificados em janeiro de 2014.

"Como a inflação está muito alta, haverá uma redução bem acentuada nos aumentos reais ou eles podem até desaparecer", afirma Zylberstajn.

LUIZ GUILHERME GERBELLI - O Estado de S.Paulo

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