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Comunicação

28/1: Dia Nacional de Lutas contra a recessão e o desemprego

Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (26), a CUT e outras centrais sindicais divulgaram o trajeto da manifestação contra a perda de direitos e em defesa do emprego que acontecerá nesta quarta-feira (28). Em São Paulo, a concentração do Dia Nacional de Lutas será no vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, às 10h, e passará pela Petrobrás e pelo Ministério da Fazenda, onde serão entregues documentos das centrais com críticas às medidas de crescimento econômico adotadas pelo governo.

Também estão previstas manifestações conjuntas, até o momento, em Curitiba (PR), Florianópolis(SC), Belém (PA), Salvador(BA), Manaus(AM), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ).

“Nós queremos resgatar o compromisso de campanha da presidenta Dilma, que nos afirmou que nenhum ajuste seria feito, seja em cima dos direitos dos trabalhadores ou dos direitos sociais”, afirma Sérgio Nobre, secretário geral da CUT nacional, ao falar da escolha do Ministério da Fazenda como um dos pontos de parada da manifestação. “As medidas que retiram direitos do trabalhador anunciadas no final do ano e o pacote de ajustes fiscais divulgado no dia 19, que restringe crédito, aumenta juros e dificulta a produção, são prejudiciais aos trabalhadores e ao país. Ao continuar nessa linha, as medidas empurrarão nosso país para a crise”, diz, lembrando que as demissões na indústria são reais, a exemplo das montadoras do ABC paulista. Para ele, a agenda econômica que está sendo implementada não é a eleita nas urnas em 2014.

Ao explicar a escolha do Petrobrás como outro ponto de parada, o secretário geral da CUT lembra que a defesa da estatal nunca foi tão urgente. “Nós não temos dúvidas de que as corrupções precisam ser investigadas, mas a Petrobrás enquanto empresa tem que ser preservada. Por conta das investigações, a Petrobrás não está pagando seus fornecedores e muitas empresas estão quebrando e demitindo seus trabalhadores”, destaca o dirigente, lembrando que as demissões tem reação em cadeia, gerando desabastecimento e desemprego nas outras empresas da cadeia de produção.

O dirigente afirma, também, que as empresas que são citadas na Operação Lava a Jato não podem participar de licitações para futuros contratos. Isso leva a Petrobrás a começar contratos com empresas estrangeiras. “Vamos lembrar que o setor naval, que estava morto, só ressuscitou porque a Petrobrás decidiu fazer navio aqui no Brasil. Se essas empresas estrangeiras vierem para substituir empresas nacionais em contratos com Petrobrás, a produção será transferida para fora. Isso é grave. A Petrobrás é patrimônio da sociedade brasileira e precisa ser fortalecida”. A participação da Petrobrás no PIB brasileiro chega a 13%.

A manifestação desta quarta será também uma chamada à Marcha da Classe Trabalhadora, que será realizada em 26 de fevereiro, onde as centrais reapresentarão a pauta de reivindicação para o governo federal, os estaduais e o empresariado.

Software brasileiro de impressão 3D revoluciona a Medicina

Criado em 2001, o Invesalius é um software open-source e já está em sua terceira versão. Traduzindo, seu código de programação é aberto e autoriza modificações feitas pelos usuários. Distribuído em 98 países, o programa já foi baixado 4312 vezes, 186 só na França. O nome é uma homenagem ao célebre cientista belga Andrea Vesalius, nascido no século 16 e considerado o pai da anatomia moderna.

Graças a essa tecnologia, que reproduz com precisão os órgãos humanos, os cirurgiões podem realizar intervenções complexas e arriscadas em diferentes especialidades, antecipando possíveis complicações. O engenheiro químico Jorge Vicente Lopes da Silva coordena o CTI e as pesquisas sobre o Invesalius, feitas por uma equipe de 20 profissionais, além de estudantes de pós-graduação.

Silva explica que o programa é usado principalmente em hospitais, mas também é útil para a medicina legal e as investigações policiais. "Basicamente, o Invesalium pega as imagens de uma tomografia computadorizada ou de uma ressonância magnética e as transforma em um modelo tridimensional limpo", explica o engenheiro. Esse modelo, que 'clona' a imagem em questão, pode ser em plástico, metal, resina, cerâmica, madeira, cera, areia, vidro e concreto.

A ferramenta possibilita reproduzir com precisão uma estrutura atingida por uma lesão, por exemplo, auxiliando o cirurgião. "É possível separar essas estruturas ósseas e gerar um modelo 3D, um formato de arquivo específico para prototipagem rápida", diz. "Em seguida o cirurgião, com essa informação na mão, é capaz de realizar uma cirurgia mais rápida, precisa e com menos risco para o paciente."

O CTI também trabalha em parceria com o Ministério da Saúde e os hospitais públicos e realiza cerca de 500 planejamentos cirúrgicos utilizando a tecnologia. "Todo o trabalho é feito a partir da demanda do cirurgião. São principalmente casos de tumores na região lombar ou mandíbula, anomalias genéticas ou acidentes. Essa ferramenta é fantástica porque você simula tudo antes. São três cirurgias: uma por computação, outra em um modelo e a terceira no paciente."

Tecnologia ajudou a bebê a ser curado de epilepsia

Um exemplo recente, que ganhou destaque na imprensa, é o do bebê americano Gabriel, 5 meses, que foi curado de epilepsia depois de uma cirurgia que utilizou a impressão 3D. Ele foi submetido a uma operação que consistiu em isolar a parte do doente do cérebro para neutralizar o mecanismo que gerava as crises.

Diante da complexidade da intervenção, os médicos decidiram gerar um protótipo detalhado do cérebro de Gabriel, utilizando uma impressora 3D e só então operaram o bebê, que hoje está livre das crises. A experiência foi publicada na revista científica The Verge, na semana passada e é um exemplo de como a impressão está mudando a vida dos pacientes.

Cientistas agora estudam bioimpressão de órgãos

Depois da impressão 3D, o próximo passo agora, explica o coordenador do CTI, é a chamada bioimpressão de órgãos. "É um futuro ainda distante, mas em vez de imprimir uma peça metálica ou um pedaço de plástico, você imprime um órgão, um tecido, um osso, para uma pessoa que precisa de um transplante. Isso ainda está distante, mas é um futuro promissor. O mundo está acordando para isso e equipes em vários países da Europa e dos Estados Unidos estão trabalhando em projetos do tipo. É a parte de engenharia tecidual utilizando impressão 3D."

Fonte: RFI

Governo recuará de mudança no seguro-desemprego, diz Folha

O governo vai recuar de algumas mudanças na concessão do seguro-desemprego, segundo reportagem da Folha de São Paulo publicada hoje.

Assessores presidenciais admitiram ao jornal que Dilma deve sinalizar o recuo na próxima reunião com as centrais sindicais no dia 03 de fevereiro.

A avaliação é que diante da pressão das centrais, a Medida Provisória não passaria no Congresso do jeito que está. A ideia era propor mudanças durante a tramitação, mas a situação ficou mais difícil diante das declarações do ministro Joaquim Levy de que o modelo do benefício é "ultrapassado".

As novas regras previam que a carência para o primeiro pedido subiria de 6 para 18 meses nos últimos 24 meses trabalhados. No segundo pedido, passaria de 6 para 12 meses nos últimos 16 meses trabalhados. A carência para o terceiro pedido ficava igual, em 6 meses.

A avaliação das centrais sindicais é que esta regra prejudicaria em especial os jovens recém-inseridos no mercado de trabalho, justamente em um ano no qual deve haver algum aumento do desemprego.

O pacote de mudanças nos benefícios trabalhistas, anunciado nos últimos dias de 2014, previa uma economia de R$ 9 bilhões por ano só com o seguro-desemprego e um corte equivalente nas despesas de abono salarial, seguro-defeso e pensão por morte.

A presidente deve usar a primeira reunião ministerial, a ser realizada hoje, para explicar a necessidade do ajuste fiscal e semear algum otimismo.

Ontem, a Folha revelou que as mudanças nos benefícios trabalhistas já haviam sido decididas antes da eleição pela equipe anterior do ex-ministro Guido Mantega.

O gasto do governo com seguro-desemprego explodiu na última década mesmo com o desemprego tendo atingido baixas históricas. Formalização, aumento do salário mínimo e rotatividade foram os fatores centrais.

Fonte: Exame

A quem interessa desestabilizar o CTI?

A última eleição para a direção do CTI Renato Archer representou um marco na história do Centro. Pela primeira vez desde sua fundação, em 1982, os trabalhadores tiveram participação ativa na escolha do futuro diretor.

A participação dos funcionários no comitê de busca não veio ao acaso. Já em 2010 e 2011, o SINTPq passou a se reunir com o então futuro ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloísio Mercadante e sua equipe, pleiteando a reformulação do comitê instalado pelo ministro Rezende, dando voz aos trabalhadores do CTI.

Naquela época, várias reuniões foram organizadas dentro do Centro, inclusive com a participação dos possíveis candidatos à direção, a fim de debater os rumos da instituição. A ampliação do processo democrático gerou debates de altíssimo nível, que possibilitaram a vitória de novas propostas para o CTI com a eleição de um funcionário oriundo da carreira de CT&I da própria instituição como novo diretor.

Às vésperas da formação de um novo comitê de busca, o sindicato se reuniu recentemente com o Secretário Executivo do MCTI, Álvaro Prata, solicitando que todos os trabalhadores do CTI, Facti, bolsistas e terceirizados que compõem a comunidade pudessem participar do processo eleitoral para o comitê de busca.

O CTI Renato Archer vai além dos servidores públicos que lá atuam. Atualmente, há no CTI uma comunidade de trabalhadores envolvida com os desafios da instituição e que tem contribuído para o seu sucesso. Por isso entendemos que todos têm direito ao voto e candidatura para a representação do comitê.

No entanto, no processo de escolha do novo diretor para a gestão 2015/2019 as coisas caminham de mal a pior. Com o objetivo de influenciar o comitê de busca e o próprio MCTI, abriu-se uma guerra contra a atual gestão com denúncias anônimas e infundamentadas.

Se existem denúncias e se as mesmas são consistentes, por que são anônimas? Temos um sindicato e uma associação que poderiam fazê-las em nome da comunidade junto ao Ministério Público Federal, com ampla discussão interna e pedidos de esclarecimento à atual direção antes de expor o nome da instituição negativamente à sociedade.  A quais interesses atendem essas denúncias se não à disputa pela direção do CTI?

Os anônimos denuncistas não estão preocupados com a melhoria dos processos internos da instituição, não se preocupam com a consolidação da participação da comunidade interna no comitê. O que querem na verdade é criar um caos no CTI para interferir no processo sucessório.

Não podemos nos esquecer de que em 1999, no primeiro dia do segundo mandato do FHC, uma portaria fechava o CTI e o SINTPq atuou junto ao Congresso Nacional para que isso não acontecesse. Iniciativas denuncistas, como as atuais, mais atrapalham do que ajudam a própria instituição.

Não podemos colocar a disputa pelo cargo de direção acima dos interesses do CTI e da ciência nacional. A vitória de 2010/2011, com a representação dos trabalhadores no comitê, não pode ser transformada em derrota em 2015.

A atual direção abriu o Centro para a sociedade e a comunidade local, colocou o CTI como referência nacional em políticas de tecnologia assistiva, transformando a instituição em um importante instrumento de políticas públicas em CT&I.

É preciso estimular o debate interno no mais alto nível, para que os acertos e erros da atual gestão sejam discutidos com profundidade e seriedade com toda a comunidade de trabalhadores do CTI. Precisamos ainda discutir as propostas para o futuro. A disputa pela direção não pode virar uma guerra contra o CTI Renato Archer e abrir espaço para retrocessos em relação à instituição.

Confira neste link carta protocolada pelo SINTPq em reunião com o secretário executivo do MCTI com o que defendemos para o CTI.

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