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Comunicação

Procurador-geral do trabalho afirma que aprovação do PL 4330 precariza direitos e expõe trabalhador a situação de desproteção social

O procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo, vê uma possibilidade significativa de destruir todo um sistema de proteção e de normas do direito do Trabalho com a aprovação do Projeto de Lei 4330 de 2014 na Câmara dos Deputados.

O PL pretende acabar com os limites à terceirização, que só é admitida na atividade-meio das empresas e desde que inexistente a subordinação e a pessoalidade, incitando sua prática de forma indiscriminada.

Caso o projeto venha a ser aprovado da maneira como está, representará, na prática, mais acidentes de trabalho, mais rotatividade no mercado, mais precarização, menos direitos, menos salário e menos respeito aos trabalhadores.

O procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo, ressalta que a aprovação de um projeto como esse revela pouca preocupação com a ética e a solidariedade, porque coloca o trabalhador em uma situação de grande desproteção social. “Se for aprovado caminharemos na direção de destruir pilares importantes dos direitos trabalhistas."

Ouça a declaração do procurador-geral do Trabalho aqui.

Cientista de Brasília cria sensor que acha câncer antes de sintoma surgir

Membro do Instituto de Microelectrónica de Madrid há seis anos, a cientista brasiliense Priscila Kosaka, de 35 anos, desenvolveu uma técnica para detecção de câncer que dispensa biópsias e que consegue identificar a doença antes mesmo do aparecimento dos sintomas. O resultado vem do uso de um nanosensor com sensibilidade 10 mihões de vezes maior que a dos métodos dos exames tradicionais em amostras de sangue dos pacientes. A previsão é de que ele esteja no mercado em até dez anos e também seja utilizado no combate a hepatites e Alzheimer.

A pesquisadora explica que o sensor é como um "trampolim muito pequenininho” com anticorpos na superfície. Quando em contato com uma amostra de sangue de uma pessoa com câncer, ele “captura” a partícula diferente e acaba ficando mais pesado. Outras estruturas relacionadas à técnica também fazem com que haja uma mudança de cor das partículas, indicando que o paciente que teve o fluido coletado tem um tumor maligno. A taxa de erro, segundo Priscila, é de 2 a cada 10 mil casos.

“Atualmente não existe nenhuma técnica que permita a detecção de moléculas que estão em concentrações muito baixas e que coexistam com mais de 10 mil espécies de proteínas numa única bioamostra”, afirma. “Atualmente nenhuma técnica é capaz de encontrar a ‘agulha no palheiro’. Portanto, existe uma necessidade de tecnologias capazes de registrar moléculas individuais na presença de outras moléculas muito mais abundantes. E o nanosensor que desenvolvi é capaz de fazer isso.”

De acordo com a cientista, novos estudos podem fazer com que o nanosensor também seja usado para identificar a que tipo específico pertenceria uma amostra cancerígena (gastrointestinal ou de pâncreas, por exemplo). Dados da Organização Mundial da Saúde estimam 21,4 milhões de novos casos de câncer em todo o planeta em 2030, com 13,2 milhões de mortes. Há mais de cem tipos da doença, e os mais comuns são de próstata, mama, cólon, reto e pulmão.

Entre os benefícios da técnica desenvolvida por Priscila está o fato de que a identificação pode ocorrer dispensando a biópsia e por meio dos exames rotineiros de check-up. A cientista conta que ainda é necessário que o sensor passe por novas fases de teste. Além disso, ela precisará de financiamento para os estudos. Um dos objetivos da pesquisadora é que o equipamento tenha um custo acessível e assim possa ser adotado amplamente pela população.

“[Estou] Muito feliz, amo o que faço. Consegui um resultado que parecia apenas um sonho há quase seis anos. O que me motivou? Conseguir proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Quero que o diagnóstico precoce do câncer seja uma realidade em alguns anos”, diz a mulher. “Trabalho em busca de um resultado como esse desde o meu primeiro dia no Bionanomechanics Lab.”

Bacharel em química pela Universidade de Brasília e doutora na área pela Universidade de São Paulo, Priscila é a responsável pelas atividades relacionadas à funcionalização de superfícies do laboratório, além de trabalhar na otimização de estratégias de imobilização de biomoléculas em microcantilevers para biosensing. Ela atua ainda no desenvolvimento de sistemas de nanomecânicos e na combinação de nanotecnologias para o desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico altamente sensíveis e específicos e é avaliadora e revisora de projetos europeus para a European Commission desde 2011.

A pesquisadora conta que a descoberta pode ser usada ainda no diagnóstico de hepatite e que pretende estender a técnica a mais doenças, como o Alzheimer. “Em lugar de fazer uma punção na medula espinhal para extrair líquido cefalorraquidiano para o diagnóstico de distúrbios neurológicos, temos sensibilidade suficiente para detectar uma proteína em uma concentração muito baixa no sangue. Assim, o paciente não precisa passar por um exame tão invasivo, pode fazer um simples exame de sangue.”

Benefícios

O oncologista Gustavo Fernandes afirmou apreciar a possibilidade de ver tecnologias do tipo à disposição no dia a dia. "Poder fazer diagnóstico precoce por meio de métodos menos invasivos é muito elegante. Os métodos que temos hoje são muito rudimentares, são muito arcaicos. É um exame físico melhorado em relação ao que se via antes, mas estamos atrás de nódulos, de caroços. O paciente continua fazendo uma porção de testes, de exames de imagem."

O médico disse ainda esperar ver como o equipamento poderá ajudar pacientes, já que cada tipo de câncer evolui de uma forma diferente e que mesmo entre tipos iguais há variações – como as causas, o comportamento no organismo e a agressividade. A única certeza é de que a intervenção precoce é uma aliada no combate à doença.
"A gente fala de brincadeira que todos os tumores que a gente tratava como comuns estão ficando raros. Câncer de mama é comum, mas as características genéticas são tão específicas que você não trata mais de câncer de mama, mas de câncer de mama de categoria tal. Ou seja, se você for apertando, você vai ter uma centena aí de doenças a partir de uma só. É que nem de pulmão, você acaba dividindo em muitos grupos. Tem muitas alterações sendo detectadas, que acaba que sob um mesmo nome tem várias doenças", concluiu.

Fonte: G1

Maior acelerador de partículas do mundo volta a funcionar

Após dois anos parado para manutenção, o maior acelerador de partículas do mundo foi religado no último domingo, 5, e com um plano ambicioso: abrir nova fronteira para a ciência e fazer descobertas sobre as origens do universo.

Em Genebra, o Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern) retomou os trabalhos do acelerador de partículas, desta vez, com uma potência duas vezes superior àquela que foi utilizada para descobrir o Bóson de Higgs - a partícula elementar que dá massa a outras, como o elétron -, um dos maiores feitos da história da física.

O acelerador, conhecido como LHC, custou US$ 8 bilhões e levou mais de 20 anos para ser projetado e construído. Hoje, o túnel de 27 km, que fica situado cerca de 30 andares abaixo de Genebra e de parte do território da França, é considerado um dos exemplos da cooperação internacional.

Ao fazer prótons circularem pelo túnel a uma velocidade recorde, os cientistas promoverão choques para simular o que teria sido os instantes que se seguiram ao big-bang. Quatro aparelhos detectam as imagens desses choques, com até 40 milhões de "fotos".

Apesar de confirmar a teoria de Higgs e de revelar dezenas de outras informações sobre a origem da matéria, o projeto frustrou alguns cientistas por não trazer outras novidades. A opção em 2012, portanto, foi usar uma pausa já planejada, suspender os trabalhos e desligar o acelerador. A pausa seria usada para manutenção e para incrementar mais a potência do que já era o maior experimento da física.

Experimento

As colisões de prótons ocorrerão a uma energia de 13 trilhões de eletronvolts, algo jamais visto. "Agora, o trabalho duro começa", afirmou Rolf Heuer, diretor-geral do Cern. "Depois de dois anos de esforços, o LHC está em grande forma", disse o diretor de aceleradores, Frédérick Bordry.

Segundo ele, os choques vão começar a ocorrer a uma energia reduzida e, gradualmente, o acelerador ganhará um novo ritmo. "O passo mais importante ainda está por chegar, quando aumentarmos a energia a níveis recordes."

Uma das esperanças é de que as descobertas ajudem a montar um quebra-cabeça que muitos consideram sem solução: a revelação da natureza da matéria escura.

Cálculos baseados em interações gravitacionais entre galáxias sugerem que há cinco vezes mais matéria escura no universo do que matéria comum, o que forma parte das coisas que podem ser vistas. O problema é que ela ainda não foi detectada diretamente nem suas características foram identificadas.

Ao repetir o momento posterior ao big-bang, a meta dos cientistas é justamente criar condições para que se possa constatar a matéria escura.

Fonte: Estadão

Frente Parlamentar em defesa dos institutos de pesquisa será reinstalada hoje

A Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Públicos de Pesquisa e das Fundações Públicas do Estado de São Paulo será reinstalada na tarde desta terça-feira (07). O evento ocorre em São Paulo às 13h, no Auditório Paulo Kobayashi, localizado na Assembleia Legislativa estadual.

A cerimônia contará com a presença de trabalhadores dos principais institutos de pesquisa, ciência e tecnologia do estado. O objetivo da reinstalação é dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela Frente no último ano.

A Frente Parlamentar foi lançada em 2014 para verificação dos principais problemas e discussão de soluções para as instituições de pesquisa dependentes do tesouro do Estado.

Com a adesão de 25 deputados de diferentes partidos, a Frente promoveu um vasto levantamento. O diagnóstico servirá de auxílio na busca por alternativas que possibilitem o melhor funcionamento das instituições.

Confira a íntegra do relatório dos trabalhos desenvolvidos na 27º legislatura pela Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Públicos de Pesquisa e das Fundações Públicas do Estado de São Paulo clicando aqui.

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