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Comunicação

Em audiência sobre terceirização, movimentos cobram compromisso do governo com direitos

Em audiência nesta quinta-feira (22), o Fórum em Defesa dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização entregou uma carta ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. Miguel Rosseto, e aproveitou para cobrar do governo uma posição sobre os projetos que tratam do tema no Congresso Nacional.

Representante da Central no encontro, o Secretário-Adjunto de Relações do Trabalho, Pedro Armengol, destacou que Rosseto disse ter conhecimento sobre os textos e que iria conversar internamento para saber como estavam as negociações com o parlamento.

De acordo com o dirigente, o ministro fez questão de ratificar a posição do governo contrária à restrição de direitos trabalhistas. A CUT, então, cobrou do Executivo uma posição pública sobre os Projetos de Lei 4330/04 (Câmara) e Projeto de Lei do Senado 87/10 (Senado), que ampliam a terceirização também para a atividade-fim, a principal da empresa.

“Acredito que a audiência foi politicamente positiva, porque o governo afirmou que não adotará como solução para a economia a restrição de direitos. Sabemos que há uma intensa disputa interna no governo, inclusive, o ministro Levy (Joaquim Levy, da Fazenda) declarou ser favorável ao PL 4330, mas é preciso que o Executivo tenha uma posição clara contra a flexibilização da legislação trabalhista para colaborar com nossa luta”, definiu.

Além do Congresso, a regulamentação da terceirização também é tema no Supremo Tribunal Federal. que declarou repercussão geral ao processo da empresa Cenibra (Celulose Nipo Brasileira). A companhia foi condenada a pagar R$ 2 milhões em uma ação civil pública do Ministério do Trabalho, em 2006, por terceirizar toda a cadeia produtiva.

Com a decisão do STF, não é mais a questão específica da companhia que está em julgamento, mas sim se a terceirização da atividade-fim será permitida no país. A decisão da Corte Suprema passará a referendar os demais julgamentos sobre o tema.

Dieese comprova: terceirização é sinônimo de mortes e acidentes

Ao contrário do que alegam muitos empregadores para defender uma regulamentação que amplie a possibilidade de terceirizar, uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria comprova que, na verdade, para 91% das empresas que terceirizam parte de seu processo de produção é a redução de custo que importa.

Essa redução ocorre por meio da contratação de empresas que praticam baixos salários, altas jornadas e pouco ou nenhum investimento em melhoria das condições de trabalho, responsabilidades que passam para a terceirizada, conforme comprova um dossiê elaborado pela CUT e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Segundo o levantamento, os terceirizados, 12,7 milhões de assalariados, o equivalente a 26,8% do mercado formal, recebiam, em dezembro de 2013, 24,7% a menos do que os contratados diretos para realizar a mesma função.

Em relação ao tempo de emprego, os diretos permanecem 5,8 anos nas empresas, em média, enquanto os terceirizados ficam 2,7 anos. O problema é resultado alta rotatividade dos segundos, 64,4% contra 33% dos primeiros.

Mortes e acidentes – Como exemplos de resultado da precarização, o Relatório de Estatísticas de Acidentes do Setor Elétrico Brasileiro, produzido pela Fundação Comitê de Gestão Empresarial (COGE), os trabalhadores terceirizados morrem 3,4 vezes mais do que os efetivos nas distribuidoras, geradoras e transmissoras da área de energia elétrica.

Apenas em 2011, das 79 mortes ocorridas no setor elétrico, 61 foram de trabalhadores de empresas terceirizadas.

Na Petrobrás, de 2005 para 2012, o número de trabalhadores terceirizados cresceu 2,3 vezes e o número de acidentes de trabalho 12,9 vezes. Nesse período, 14 trabalhadores da Petrobrás morreram durante suas atividades laborais. Entre os trabalhadores terceirizados foram 85.

Na Klabin, onde 37,5% dos trabalhadores são terceirizados, a taxa de acidentes é de 3,32 entre os trabalhadores terceiros e 2,79 entre os diretos.

Há ainda o problema da fragmentação, já que diferentes sindicatos passam a atuar em um mesmo local de trabalho, com diferentes acordos coletivos.

Para frear esse cenário de ataques às condições dignas de trabalho, a CUT elaborou um projeto de lei (1621/2007) apresentado pelo deputado federal Vicentinho (PT-SP) que estabelece a igualdade de direitos, a obrigatoriedade de informação prévia, a proibição da terceirização na atividade-fim, a responsabilidade solidária e a penalização de empresas infratoras. O texto tramita no Congresso Nacional.

Além disso, as centrais e o Ministério do Trabalho definiram um texto com premissas idênticas que segue parado na Casa Civil.

Fonte: CUT

Google planeja se tornar operadora de telefonia móvel

Em 2015, o Google pode se tornar uma operadora de telefonia móvel (MVNO, em inglês). Segundo informações publicadas pelo The Information, a empresa estaria em negociação com a Sprint e a T-Mobile para vender e monitorar o uso de chamadas e dados, por meio da rede das duas companhias.

Caso os rumores se confirmem, não será nenhuma surpresa, pois a gigante de buscas é dona do sistema Android e dos aparelhos Nexus. O fluxo de dados e a velocidade de rede também são fatores importantes para os negócios da companhia.

Outros movimentos do Google nessa direção são o Google Fiber, anunciado em 2012, que passou a oferecer uma conexão mais rápida aos habitantes das cidades norte-americanas Kansas, Austin e Provo. No ano passado, a empresa anunciou investimentos em um sistema subaquático para conectar a costa oeste dos EUA ao Japão, com o objetivo de entregar um sinal de banda larga de 60 terabytes por segundo.

Fonte: Proxxima.com

Rede social terá quase 1 bilhão de acessos móveis em 2015

Quase 1 bilhão de pessoas em todo o mundo vão acessar o Facebook por celulares em 2015. São 990 milhões de usuários que, segundo previsão da empresa de consultoria eMarketer, estarão conectados à rede social do planeta via smartphone.

O número aponta crescimento de 15,1% em relação ao ano passado, quando 860 milhões acessaram o Facebook. Para 2018, a projeção em termos de acesso móvel é de 1,34 bilhão de pessoas.

O número projetado para este ano representa 70,1% de seus usuários no mundo. Segundo balanço divulgado pelo Facebook em 2014, a rede atingiu a marca de 1,35 bilhão de usuários ativos.

Brasil

A mesma pesquisa mostra que o Brasil é a quarta maior comunidade da rede social. De acordo com a eMarketer, 57,9 milhões de brasileiros acessarão a rede via dispositivos móveis este ano – ou seja, 73,3% de sua base no País. No ano passado foram 47,4 milhões, ou 65,9%. Em 2018 serão 79,9 milhões (84,2% do total).

Fonte: Ministério das Comunicações

Amazul: Primeira reunião de negociação acontece dia 28, quarta feira

SINTPq e direção da Amazul realizam na próxima quarta-feira, dia 28, a primeira reunião de negociação da Campanha Salarial 2015. Desde dezembro que o SINTPq vem solicitando o início das negociações. Na sexta-feira, dia 23, o sindicato recebeu ofício da direção da Amazul com a data da primeira reunião entre as partes. A pauta de reivindicações aprovada em assembleia pode ser encontrada neste link.

Após as negociações, uma nova assembleia será convocada com todos os trabalhadores.

Já o dissídio coletivo da Campanha Salarial 2014 segue à espera de decisão da justiça. Dessa forma, continua vigente o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2013, disponível neste link.

O SINTPq espera da direção da Amazul avanços nas negociações das demandas apresentadas pelos trabalhadores para que a atual campanha salarial não se arraste por meses e resulte em dissídio, como no ano anterior.

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