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Comunicação

Profissionais responsáveis por submarino nuclear brasileiro iniciam greve na quinta-feira (21)

Durante assembleias nos dias 13 e 14 de março, os profissionais da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. – Amazul, empresa integrante do Programa de Desenvolvimento de Submarinos – Prosub, deliberaram por greve a partir de quinta-feira, dia 21, após rejeitarem a proposta de 0,8% de reajuste salarial, apresentada pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – DEST. O percentual oferecido representa perdas em relação à inflação correspondente à data-base, que foi de 3,75% (IPCA).

As assembleias aconteceram na capital paulista, com os profissionais que atuam no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo – CTMSP, e em Iperó-SP, com os trabalhadores lotados no Centro Experimental Aramar – CEA. Os dois centros pertencem a marinha e estão diretamente envolvidos em seu programa nuclear. Na manhã de quinta-feira, na entrada do expediente, terão início manifestações e assembleias nas portarias dos dois locais e também na sede da Amazul, na cidade de São Paulo.

Além de não recompor a inflação, a proposta apresentada pelo governo não garante para o próximo ano a continuidade dos benefícios atualmente praticados. Situação semelhante aconteceu em março de 2018, quando foi oferecido 0% de reajuste e, em resposta, os funcionários paralisaram suas atividades por três dias. O dissídio coletivo oriundo desse movimento obteve vitória no Tribunal Regional do Trabalho – TRT e agora, após recurso da empresa, aguarda julgamento no Tribunal Superior do Trabalho – TST.

Segundo José Paulo Porsani, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia – SINTPq, há anos o governo promove uma política de defasagem salarial e desvalorização dos profissionais, pois, desde 2016, os funcionários sofrem com uma perda salarial acumulada de quase 10%.

“Nas últimas negociações salariais, o governo nega a recomposição inflacionária. Como se isso não bastasse, desde o ano passado tentam retirar os benefícios presentes no Acordo Coletivo de Trabalho. A greve realizada em 2018 evitou esse retrocesso e, agora, vamos lutar novamente por nossos direitos. Profissionais tão importantes para o Prosub e para a soberania nacional não podem receber esse tipo de tratamento”, afirma Porsani.

Sobre a Amazul

A Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. – Amazul foi constituída em 2013 com o objetivo de promover, desenvolver, transferir e manter tecnologias sensíveis às atividades do Programa Nuclear da Marinha (PNM), do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) e do Programa Nuclear Brasileiro (PNB). Seu objetivo primordial é apoiar o desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear, além de contribuir com pesquisas em radiofármacos. Hoje, a empresa conta com aproximadamente 1.800 funcionários.

Frentes parlamentares se unem em defesa das instituições públicas de ensino e pesquisa

 
Na última quarta-feira (13), o SINTPq esteve no auditório Teotônio Vilela acompanhando a reunião que marcou a fusão de duas frentes parlamentares da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Públicos de Pesquisa e das Fundações Públicas do Estado de São Paulo e a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas no Estado de São Paulo, ambas lideradas pelo Deputado Carlos Neder, que passarão a se chamar Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão no Estado de São Paulo, sendo liderada agora pela deputada Bete Sahão. Essa frente objetiva dar continuidade ao espaço de debates sobre a realidade das instituições públicas, debate este que o SINTPq contribui desde 2015, data da criação destas frentes parlamentares.
 
A diretora de ciência e tecnologia do SINTPq, Priscila Leal, esteve presente na reunião, onde pode expor os recentes ataques que o movimento sindical tem sofrido, em conjunto com a falta de valorização do sistema de ciência e tecnologia dos atuais governos, e os consequentes danos à soberania nacional que estes ataques acarretam. Ainda em sua fala, teve a oportunidade de agradecer o deputado Carlos Neder pela contribuição na defesa aos institutos públicos de pesquisa e universidades públicas do estado de são paulo, e entregar uma placa de prata, em conjunto com as entidades representativas dos empregados (CRE e ASSIPT) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT, com a finalidade de concretizar esta gratidão. Agradeceu também a disposição da deputada Bete Sahão em aceitar o desafio de liderar a nova frente e colocou a disposição do SINTPq em contribuir com os debates da nova frente.

 

Trabalhadores da Amazul aprovam greve a partir de quinta-feira (21)

Se alguém achava que o engajamento dos profissionais da Amazul havia ficado para trás na greve de 2018, as assembleias desta semana provaram o contrário. A disposição para lutar está ainda maior e, por unanimidade, os trabalhadores e trabalhadoras rejeitaram a ridícula proposta de 0,8% de reajuste. Em seguida, as assembleias realizadas em São Paulo e Iperó aprovaram a realização de greve a partir de quinta-feira (21).

A mobilização terá início com concentrações nas portarias, na entrada do expediente, e assembleias às 9h. Caso a empresa apresente nova contraproposta neste período, as condições oferecidas serão avaliadas pelos funcionários no primeiro dia de greve.

Também foi discutida a realização de manifestação na quarta-feira (20), durante a cerimônia de inauguração da sede da Amazul. Após debate nas duas unidades, foi definido que o sindicato deverá avaliar o engajamento e condições para a mobilização e, confirmando-se a viabilidade, organizar o protesto.

Outro ponto positivo das assembleias realizadas ontem e hoje foi o significativo número de sindicalizações. Os profissionais da Amazul estão cada vez mais conscientes de que somente a luta coletiva, em conjunto com o fortalecimento de sua entidade representativa, poderá garantir seus direitos.

Agora, é hora de cada trabalhador e trabalhadora conversar com seus colegas sobre a importância dessa luta. É necessário fortalecer o clima de mobilização durante a semana para pressionar a empresa a viabilizar melhores propostas. Além disso, esse movimento nos próximos dias será importante para que a paralisação já comece fortalecida.

A greve deste ano precisa ser ainda mais forte que a de 2018, que completou um ano no dia 13 de março. O movimento daquela época garantiu a permanência dos benefícios até 31 de dezembro e o reajuste de 2,05%. Esses resultados concretos são a prova de que é possível vencer novamente.

VAMOS JUNTOS EXIGIR O RESPEITO QUE MERECEMOS
AGORA É GREVE!

Mulheres do SINTPq participam de ato no Dia da Mulher

Oito de março foi dia de mobilização das mulheres nas ruas de Campinas. As diretoras do SINTPq, Filó Santos, Katiucia Zanella e Priscila Leal, estiveram presentes representando o SINTPq, junto com os dirigentes Celso Lacroux e José Paulo Porsani.

Com o mote "Pela vida das mulheres; Por democracia e direitos; Em defesa da previdência; Meirelle Vive", a manifestação teve início às 17h, com concentração no Largo do Rosário. A partir das 19h, o ato saiu em passeata pelas ruas do centro de Campinas.

Não faltaram palavras de ordem e discursos que deixaram claro que luta pela equidade de gênero seguirá firme e cada vez maior. A diretora Filó Santos discursou durante a manifestação e criticou as recentes posições do presidente Jair Bolsonaro.

"Como mulher repudio todas as declarações machistas do Bolsonaro. Como sindicalista, repudio a reforma da previdência apresentada pelo governo, que ataca com mais violência a aposentadoria da mulher e, com mais crueldade ainda, a aposentadoria das trabalhadoras de baixa renda. Não é coincidência o alto índice de feminicidio em 2019 e o início do governo Bolsonaro, isso é consequência de suas declarações misóginas, machistas, homofóbicas e racistas. Pela vida das mulheres, pela liberdade da mulher ser o que quiser, por aposentadoria digna e por nenhum direito a menos, vamos a luta", destacou Filó.

A diretora Priscila Leal também se pronunciou e chamou a atenção para a falta de mulheres em posições de comando no setor de pesquisa e tecnologia e na sociedade em geral: "Se nós mulheres somos maioria, por que não estamos nos espaços de poder? Por que não estamos decidindo?".

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