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Editorial | Eleições 2018: É hora de se posicionar

O Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisas, Ciência e Tecnologia - SINTPq tem suas origens e sua atuação fortemente relacionadas à defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores, das liberdades democráticas e do estado de direito.

As diretorias do SINTPq têm mantido, ao longo da sua história, a escolha por não se manifestar sobre candidaturas nos processos eleitorais, no sentido de garantir a necessária autonomia e independência da entidade em relação a partidos políticos e governos.

Nesse pleito, diante de uma candidatura que se coloca em flagrante antagonismo aos princípios democráticos basilares e que tem encontrado eco em parcelas do eleitorado, a diretoria do SINTPq entendeu que não poderia deixar de se posicionar.

Não podemos calar diante da candidatura do PSL, de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão, defensores abertos da herança política do regime militar, da mitigação do que ainda nos resta de direitos trabalhistas. Ao longo de seus quase 30 anos na Câmara dos Deputados, Bolsonaro votou sistematicamente contra os trabalhadores e trabalhadoras. Como exemplos, podemos citar seu voto favorável à “reforma” trabalhista e sua manifestação contrária à PEC das Domésticas, que garantiu direitos básicos para essa categoria historicamente precarizada.

Não se pode silenciar diante de uma candidatura que visa banalizar o arbítrio do estado, a tortura, a homofobia, a misoginia, o racismo, a violência e o armamento generalizado em um dos países com mais altas taxas de homicídios.

Não podemos compactuar com a regressão, do que com muita luta se conseguiu avançar nesse país em relação às liberdades democráticas, aos direitos humanos e de cidadania, ainda mais quando temos ciência do quão distantes ainda estamos de conquistar um patamar condigno com uma sociedade mais justa, mais tolerante e includente.

Causam surpresa as alegações que procuram justificar o voto nesse tipo de candidatura apenas com base na rejeição a outras ou ao atual sistema político. Independentemente da necessidade de transformá-lo. Para cidadãos que, como nós, altamente especializados, têm acesso a informação qualificada e podem realizar apreciações ponderadas e críticas, isso não pode ser pretexto para observar passivamente que o país seja levado a tamanho retrocesso.

Queremos nos somar a tantos que mantém o compromisso de lutar para que nossa sociedade supere as barreiras que nos tem impedido de caminhar para melhores patamares de desenvolvimento e justiça social.

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