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Comunicação

Amazul: SINTPq inicia procedimentos da campanha salarial 2021

O SINTPq iniciará nos próximos dias as etapas para a formulação da pauta reivindicatória da campanha salarial 2021. Como o atual acordo coletivo está assegurado até o julgamento do dissídio coletivo 2020, é importante buscar a assinatura do próximo para que não haja nenhum hiato após a decisão da justiça.

Os trabalhadores e trabalhadoras podem enviar sugestões para a pauta até o dia 10 de outubro. As propostas devem ser enviadas exclusivamente para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. Após o término do prazo, as sugestões recebidas serão votadas pelos funcionários por meio de formulário online.

Envie suas contribuições e participe desse importante processo. Mesmo com tantos ataques recentes, é importante não perder o foco na luta por melhores condições de trabalho na Amazul.

Horários de entrada e saída

De acordo com o comunicado enviado pela Amazul na última semana, a questão dos horários de entrada e saída está aberta para acerto direto com as chefias. Dessa forma, os profissionais com horários diferenciados no contrato de trabalho ou termo aditivo podem alinhar essa questão com seus superiores. Caso você tenha algum problema nesse processo, informe o sindicato.

SINTPq e Eurofins iniciam tratativas da campanha salarial

Na última semana, SINTPq e Eurofins realizaram a primeira reunião de negociação da campanha salarial deste ano. O foco da discussão foi a pauta de reivindicações aprovada pelos funcionários, que solicita a recomposição inflacionária nos salários e benefícios, além da manutenção das demais cláusulas do acordo coletivo.

Inicialmente, a empresa não apresentou nenhuma proposta de reajuste, se limitando a relatar as dificuldades que enfrenta por causa da pandemia. Com isso, não foi possível avançar nesse primeiro diálogo. Uma nova reunião será realizada, na qual a empresa deverá apresentar sua contraproposta oficial.

Havendo novidades, os profissionais da Eurofins serão informados. Acompanhe os próximos comunicados e convide seus colegas para participar das listas de envio de e-mail e WhatsApp do SINTPq (19 97416-5418).

PL 529: Governo Doria prepara a demissão de trabalhadores de diversas instituições públicas

Com base no Projeto de Lei 529/2020, o governo estadual está preparando a demissão de profissionais 10 autarquias, fundações e empresas públicas. O projeto está em tramitação na Assembleia Legislativa e visa acabar com 10 instituições ligadas à pesquisa e importantes serviços governamentais.

No Ofício Circular GS/SPOG n° 16, ao qual o SINTPq teve acesso, a Secretaria de Projetos, Orçamentos e Gestão indica que as demais secretarias estaduais devem fazer um diagnóstico do quadro efetivo, estudando a transferência e dispensa de profissionais. Uma anotação no documento aponta que apenas trabalhadores admitidos antes de 3 de março de 1996 terão sua estabilidade respeitada. Confira o documento abaixo e veja mais detalhes.

Caso o PL 529 seja aprovado, a degola também atingirá as universidades e institutos de pesquisa paulistas. O texto original autoriza o repasse aos cofres do estado do superávit financeiro dos fundos de despesa de autarquias e fundações. Incluem-se nesse rol USP, Unicamp e Unesp. Cerca de um terço de todas as publicações científicas do País saem deste complexo acadêmico.

A proposta afeta ainda a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, maior do ramo. Além das bolsas de estudo, a Fapesp presta suporte financeiro, por exemplo, à produção de vacinas: assegurou 82 milhões de reais aos testes do imunizante chinês contra a Covid-19, o CoronaVac, cuja produção e distribuição no Brasil são capitaneadas pelo Instituto Butantan.

Instituições na mira do governo Doria

• Fundação Parque Zoológico de São Paulo;
• Fundação para o Remédio Popular Chopin Tavares de Lima (Furp);
• Fundação Oncocentro de São Paulo (Fosp);
• Instituto Florestal;
• Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo (CDHU);
• Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP);
• Superintendência de Controle de Endemias (Sucen);
• Instituto de Medicina Social e de Criminologia (Imesc);
• Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp);
• Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo “José Gomes da Silva” (Itesp).

   

 

Declarações de Mourão reforçam clima de perseguição no INPE

Desde janeiro, os focos de queimada no pantanal já destruíram mais o bioma do que nos últimos seis anos. Em 2019, as queimadas voltaram a se tornar uma preocupação recorrente para os brasileiros e órgãos ambientais de todo o mundo. Porém, para o governo federal o assunto não parece ser tão sério. A última polêmica aconteceu nesta semana, envolvendo o vice-presidente Hamilton Mourão, que afirmou haver manipulação na divulgação de informações do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Bolsonaro e sua equipe têm recebido críticas por mostrarem descaso com a situação ambiental do país. Em um vídeo que repercutiu nas redes sociais semana passada, Bolsonaro aparece rindo ao lado de uma criança enquanto falam sobre as queimadas. No dia 15, foi a vez do vice-residente Mourão tentar minimizar os danos das queimadas.

O INPE tem divulgado constantemente dados a respeito da devastação que as queimadas intensas causam. Entretanto, em entrevista, Mourão afirma que o INPE está omitindo dados positivos a respeito das queimadas. O vice-presidente alega que há um opositor do governo dentro do INPE que é o responsável pela divulgação dos dados negativos e omissão dos positivos, que, segundo ele, existem.

O SindCT (Sindicato dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial) repercutiu e condenou as declarações de Mourão em seu site, defendendo os profissionais do instituto: "É preciso, mais uma vez e quantas vezes forem necessárias, reafirmar que o INPE é uma instituição de estado. No INPE não há oposição ou situação, há ciência de excelente qualidade. Quem fala pelo INPE são os dados e a melhor ciência usada para produzi-los. Fora disso, o que temos é uma tentativa de ideologização de um debate que tem por base os dados como representação dos fatos dentro dos marcos da melhor ciência". O SindCT também deixa o alerta para que os trabalhadores não compactuem com nenhum tipo de perseguição ou criminalização de colegas.

SINTPq

“O sindicato repudia qualquer intimidação, seja pelo governo ou indivíduos, ao trabalho científico e tecnológico dos institutos de pesquisas, como o INPE, que a duras penas publiciza os dados técnicos de desmatamento, com a idoneidade conquistada pela luta de gerações de pesquisadores e técnicos”, comentam a diretora do SINTPq e pesquisadora do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), Priscila Leal. Ela ainda explica que a reivindicação da liberdade e independência da pesquisa científica no país é um direito cidadão e que, quando o governo ataca os institutos e fundações de pesquisa, é com intenção de retirar este direito. “Este governo quer ocultar nas trevas do obscurantismo as informações que são patrimônio do povo brasileiro”, finaliza Priscila.

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