Menu

Comunicação

Por que a dívida pública é boa e importante para um Estado?

Em artigo publicado hoje (15) no portal Brasil de Fato, a doutoranda em Desenvolvimento Econômico na Unicamp e militante do Levante Popular da Juventude, Juliane Furno, comenta os mitos que envolvem a dívida pública brasileira. Confira o texto e conheça mais sobre esse tema tão importante para o desenvolvimento do país.

Por Juliane Furno

“Dívida Pública” é um tema polêmico e carregado de preconceitos ideológicos. A começar pela palavra “dívida” e tudo que ela acarreta no nosso imaginário social coletivo. Quem quer ter dívidas? Quem poderia achar bom aumentar uma dívida?

A dívida pública é simplesmente uma operação que o governo de um país faz quando ele arrecada menos do que ele gasta. Ao invés de imprimir dinheiro na Casa da Moeda, o Estado usa de um instrumento que é a venda de um “papel”, que representa uma parte da dívida pública brasileira. Assim, quando alguém compra esse título (papel), é como se a pessoa estivesse emprestando dinheiro ao governo, e depois ele pagará com uma taxa de juros - que ele mesmo decide quanto, que é a Taxa Básica de Juros da Economia, chamada de SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia).

E por que isso é bom?

Em momentos de recessão econômica, nem as empresas nem as famílias tem condições de aumentar o seu gasto ou de se endividarem. Ora, se ninguém “gasta”, a economia não consegue sair do cíclico vicioso recessivo porque o “gasto” de um é “receita” do outro. Em circunstâncias como essa, apenas o Estado pode contribuir para que a economia saia da crise, aumentando o gasto público e mantendo a economia aquecida. Mas como as receitas do Estado caem muito, ele só pode ampliar seu gasto através do aumento da dívida pública.

Assim, a dívida pública é um instrumento muito importante de financiamento do Estado pois permite que o governo pague salários aos servidores, mantenha o investimento, pague as políticas sociais. Imagina se a gente dependesse somente da flutuação da arrecadação? Um ano teríamos salário e no outro seria cortado pela metade!

Além disso, a dívida também aumenta porque acumulamos reserva em outras moedas, por exemplo, e também por conta da Política Monetária de um país. Se o governo percebe que tem muita liquidez (moeda) no mercado – e muita moeda no mercado afeta a taxa de câmbio de uma economia - ele faz operações no mercado aberto para enxugar essa liquidez, vendendo títulos públicos, por exemplo. Ou seja, não é somente para aumento do gasto que existe dívida pública.

Quem não gosta de dívida pública e insiste em elaborar projetos que limitem o seu teto são a direita e os economistas mais liberais, que seguem a idéia de que o orçamento do Estado é análogo ao das famílias, no qual ninguém pode gastar mais do que arrecada. Esquecem-se, porém, que o Estado brasileiro – ao se endividar – faz isso na nossa própria moeda e com uma taxa de juros que ele mesmo define.

Também se esquecem que o gasto público é fundamental para manter a demanda em uma economia em crise. Portanto, não temos nenhum risco de “quebrar” como foi nos anos 80, em que nos endividamos em dólar (moeda que nós não imprimimos em nossas dependências). Além disso, os Estados Unidos tem dívida pública sistemática desde 1850 e o Japão tem uma dívida pública de 270% do PIB. Vocês ouvem na TV alguém dizer que esses países estão quebrados?

“Mas Juliane, e aquela afirmação de que a dívida pública consome quase metade do orçamento do governo, limitando as possibilidades de gasto em saúde e educação?” Aí é que está a confusão. O problema do Brasil são os juros da dívida. Os 45% do orçamento que o governo paga anualmente são de juros e amortizações da dívida pública. Ou seja, o que torna a dívida pública um problema não é o seu tamanho, e sim a taxa de juros que pagamos anualmente sobre os detentores da dívida.

Dessa forma, nossa reivindicação não deve ser pela diminuição da dívida pública – que seria o mesmo que diminuição do Estado – e sim pela redução na Taxa Básica de Juros da Economia, que no alto patamar que está somente favorece aos bancos e aos detentores dos títulos públicos.

Por isso cuidado ao bradar o discurso de que o problema do Brasil é a alta dívida pública. Você pode estar fazendo coro com o que tem de mais conservador e mais neoliberal na sociedade brasileira.

Edição: Daniela Stefano

Em clima de indignação, trabalhadores do IPT encerram Campanha Salarial

Mais de 120 funcionários e funcionárias se reuniram hoje, dia 1º, no IPT para deliberar os encaminhamentos da Campanha Salarial 2017/18.

Mesmo com perdas no poder aquisitivo, por conta do aumento expressivo no plano de saúde, os funcionários aprovaram a proposta da empresa para recomposição inflacionária nos salários e benefícios. Infelizmente, os IPTeanos e IPTeanas encerram a Campanha Salarial com um sentimento de derrota, devido a insensibilidade do GESP e o pouco empenho da diretoria do IPT para minimizar os prejuízos impostos.

O acordo aprovado estabelece o reajuste nos salários e benefícios segundo o IPC-FIPE do período, correspondente a 3,08%. Com a recusa por parte da empresa da grande maioria das reivindicações, a Campanha Salarial deste ano chega ao fim sem avanços.

A direção do IPT deve refletir sobre as consequências dessa postura no nível de motivação de seus profissionais. Sem respeito e reconhecimento para com os funcionários, o Instituto se tornará um ambiente desmotivado e decadente.

SINTPq firma convênio com a Universidade São Francisco

A partir de agora, os sócios do SINTPq que iniciarem seus estudos na Universidade São Francisco terão até 10% de desconto nas mensalidades. A USF possui mais de 40 anos de atuação e 80 mil alunos formados. Presente nas cidades de Bragança Paulista, Campinas (Unidades Swift e Cambuí) e Itatiba, oferta mais de 30 cursos de graduação e 10 de pós-graduação.

O benefício também é válido para os dependentes dos associados e funciona nas seguintes condições:

  • • 5% de desconto para até nove sócios ingressantes na graduação no mesmo período;
  • • 10% a partir de dez sócios ingressantes na graduação no mesmo período;
  • • 10% nos cursos de pós-graduação lato sensu.

O desconto é concedido apenas para novos ingressantes, contemplando todos os cursos de pós-graduação lato sensu e as graduações listadas na tabela abaixo. Para utilizar o benefício, basta solicitar um voucher pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Campus Curso Turno
BP Administração NOT
BP Arquitetura e Urbanismo MAT
BP Arquitetura e Urbanismo NOT
BP Biomedicina MAT
BP Biomedicina NOT
BP Ciências Contábeis NOT
BP Direito MAT
BP Direito NOT
BP Enfermagem MAT
BP Enfermagem NOT
BP Engenharia Ambiental e Sanitária NOT
BP Engenharia Civil MAT
BP Engenharia Civil NOT
BP Engenharia da Computação MAT
BP Engenharia da Computação NOT
BP Engenharia de Produção NOT
BP Engenharia Elétrica MAT
BP Engenharia Elétrica NOT
BP Engenharia Química NOT
BP Farmácia NOT
BP Fisioterapia MAT
BP Fisioterapia NOT
BP Logística NOT
BP Pedagogia NOT
BP Processos Gerenciais NOT
BP Psicologia MAT
BP Psicologia NOT
CP_S Arquitetura e Urbanismo MAT
CP_S Arquitetura e Urbanismo NOT
CP_S Biomedicina NOT
CP_S Engenharia Ambiental e Sanitária NOT
CP_S Engenharia Civil NOT
CP_S Engenharia de Produção NOT
CP_S Engenharia Elétrica NOT
CP_S Engenharia Mecânica NOT
CP_S Engenharia Química NOT
CP_S Farmácia MAT
CP_S Farmácia NOT
CP_S Psicologia MAT
CP_S Psicologia NOT
CP_C Administração NOT
CP_C Direito MAT
CP_C Direito NOT
CP_C Gastronomia MAT
CP_C Gastronomia NOT
CP_C Gastronomia VES
CP_C Nutrição MAT
EAD Processos Gerenciais - EAD EAD
IT Administração NOT
IT Análise e Desenvolvimento de Sistemas NOT
IT Arquitetura e Urbanismo MAT
IT Arquitetura e Urbanismo NOT
IT Ciências Contábeis NOT
IT Direito MAT
IT Direito NOT
IT Engenharia Civil NOT
IT Engenharia da Computação NOT
IT Engenharia de Produção NOT
IT Engenharia Elétrica NOT
IT Engenharia Mecânica MAT
IT Engenharia Mecânica NOT
IT Engenharia Química NOT
IT Pedagogia NOT
IT Psicologia MAT
IT Psicologia NOT

BP: Bragança Paulista
CP_S: Campinas Swift
CP_C: Campinas Cambuí
IT: Itatiba

Além da USF, o SINTPq conta com outros convênios com universidades e diferentes serviços (confira a lista). Novas parcerias também podem ser firmadas, para isso, basta que os trabalhadores interessados solicitem ao Sindicato.

Ainda não é sócio? Acesse nossa página de sindicalização e usufrua desse e de outros benefícios, como assessoria jurídica e apartamentos na praia.

SINTPq retoma campanhas salariais em andamento

Nos primeiros dias do ano, o SINTPq deu prosseguimento às campanhas salariais com data-base em novembro, que não foram concluídas em 2017, e iniciou negociações nas empresas com data-base em janeiro. Na quinta-feira, dia 11, assembleias foram realizadas na Cargill e no Instituto de Pesquisas Eldorado (IPE). Além disso, no dia 8, SINTPq e Oxitec fizeram a primeira reunião negocial da campanha salarial 2018.

Na Cargill, os profissionais recusaram as condições oferecidas pela empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho 2017/18. Em relação aos salários, a contraproposta apresentada garantia apenas o reajuste pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), percentual correspondente a 1,83% e abaixo do obtido em todas as campanhas salariais com data-base em novembro.

Após discutirem os itens da proposta, os presentes deliberaram pela recusa das condições oferecidas e definiram as prioridades para a próxima rodada de negociação, sendo elas:

  • • Reajuste de 3% para todos os salários;
  • • Reajuste do Auxílio Alimentação para o valor de R$ 180,00.

A assembleia do IPE teve o mesmo desfecho. Os funcionários rejeitaram a contraproposta, que garantia reajuste apenas pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do período (2,7%) e negava a maioria das reivindicações apresentadas. Ao término da assembleia, os presentes deliberaram os seguintes pontos prioritários para a negociação:

  • • Reajuste salarial conforme o IPCA + 1% de aumento real;
  • • Reajuste do Auxílio Alimentação para R$ 750,00 mensais;
  • • Pagamento de Auxílio Combustível com o mesmo valor pago aos usuários do transporte fretado;
  • • Horário de almoço flexível com o mínimo de 30 minutos;
  • • Licença paternidade de 20 dias;
  • • Férias em três períodos;
  • • Manutenção da redação da cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho referente à Previdência Privada.

O SINTPq informou ambas as empresas sobre os resultados das assembleias e solicitou o agendamento de novas rodadas negociais.

Data-base de janeiro

No dia 8 de janeiro, Sindicato e Oxitec realizaram a primeira reunião negocial da campanha salarial 2018. Como contraproposta, a empresa ofereceu o reajuste de 2,95% em todos os salários. O percentual corresponde ao IPCA de dezembro de 2017. Em relação ao Vale Alimentação, a direção da Oxitec propõe 20% de reajuste para os funcionários com salário até R$ 5.000,00.

Outros dois itens ficaram pendentes e serão discutidos em uma nova rodada negocial: o horário flexível e a jornada de trabalho. Os demais pontos reivindicados foram recusados pela empresa.

O SINTPq está aguardando o agendamento da próxima reunião. Assim que a contraproposta da Oxitec for apresentada oficialmente, uma nova assembleia será convocada para deliberação dos trabalhadores e trabalhadoras.

A Amazul, que também possui data-base em janeiro, ainda não apresentou sua contraproposta para a campanha salarial. Nesta semana, o Sindicato retomou as cobranças junto à empresa. O objetivo é evitar que o processo negocial se arraste demasiadamente, o que é sempre prejudicial aos funcionários.

Confira os resultados das campanhas salariais já concluídas:

Assinar este feed RSS