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Participação de chefes nas assembleias é prática antiética

Nas assembleias de decisão sobre acordo coletivo do ano passado, o SinTPq notou que várias profissionais que ocupam cargos de confiança na direção de diversas instituições participavam e sempre votavam pela contraproposta apresentada pela empresa. O fato levou o Sindicato a consultar os trabalhadores por meio da enquete: “Você concorda que funcionários com cargo de confiança da direção das empresas participem das decisões da campanha salarial?”.

A pesquisa ficou no site cerca de duas semanas e teve a participação de 111 internautas, sendo que 66% não concordam com a prática. O SinTPq também acredita que a liberação para os profissionais participarem da assembleia é prejudicial a eles mesmos e a campanha salarial. Seus cargos de visibilidade não permite que exponham suas opiniões livremente e, mais do que isso, podem ser induzidos a determinadas posições que vão contra o interesse coletivo. 

A participação em assembleias é um direito de todo trabalhador, mas o conflito de interesses nesses casos estão cada vez mais evidentes com a postura que os chefes estão adotando nas assembleias em defender as empresas em detrimento da própria reivindicação.

O SinTPq está consultando seu jurídico para que a empresa não interfira, através de seus prepostos, nas assembléias dos trabalhadores e posteriormente divulgará as medidas que irá tomar sobre esta questão.

lamentável esse silencio!

fazer uma enquete no site e um texto desse que trata com discriminação os trabalhadores que exercem cargos conquistados por seus méritos e não se submetem...o sindicato recebe duas críticas e não se incomoda, não responde, não explica, nada! assim, você está comprometendo.

Participação dos trabalhadores, com cargo ou não, nas ativ.sind.

Com a companhia de testemunhos de outras categorias de trabalhador@s, do jurídico e d@s trabalhador@s interessad@s em geral, penso que o sindicato deve (depois do período de intensas campanhas pró Acordos Coletivos de Trabalho), promover um ciclo de debates sobre "Participação d@s trabalhador@s, que estejam com cargo ou não, nas atividades sindicais - Pesos & Compromissos". Abs., Silvio Spinella

Censura? Este é o objetivo do SinTPq

É ridícula essa posição do SinTPq de querer barrar os gerentes de votar nas assembleias. Tanto tempo depois do fim da ditadura militar, vem o sindicato desejando impedir os trabalhadores, mesmo que em cargos de gerência, de exercer seus direitos e apelando para ações inconstitucionais e de censura. Qual é o objetivo de se querer usurpar direitos expressos em cláusulas pétreas da nossa constituição? A nossa lei magna vai ser jogado no lixo depois de tanta luta que se teve neste país para se voltar a uma democracia? Se as decisões têm sido feitos por voto secreto, sem pressão de gerentes, de onde vem essa conversa de prática antiética? Não há pressão que se faça em voto secreto e nem se sabe o que cada gerente vota. Querer ganhar no Tapetão é vergonhoso e ainda mais passando por cima dos direitos de qualquer cidadão. Pensem bem antes de fazer esse absurdo e engavetem essa ideia medíocre. Não nos façam sentir vergonha de sermos representados por tal sindicato.

Participação de chefias em assembleias

Sindicalizado, estando em posição de chefia ou não, deve ter o seu direito de expressão garantido. Aqui no IPT existem cerca de cem funcionários em cargo de chefia (não possuo informação de quantos seriam sindicalizados)dentro de uma massa de aproximadamente 900 funcionários. A parcela de chefes em assembleias, portanto, está longe de ser maioria. O peso de seus votos em assembleias não é fator decisivo, mesmo porque este conjunto não é um bloco monolítico como o texto acima sugere. Os chefes em escalões mais baixos e intermediários são, em geral, funcionários de carreira que atingiram suas posições por mérito histórico e não por contingência. Estes são os que sofreram por anos,e ainda sofrem, as mesmas dificuldades de qualquer outro funcionário. Na defesa dos benefícos e conquistas trabalhistas, possuem, portanto, mais afinidade com os colegas de sua equipe que com seus superiores. Excluir chefias de participar de atividades do sindicato é abrir mão de aliados estratégicos pois são formadores de opinião, que ficarão à mercê de ouvir apenas ao patrão. Por outro lado, sempre existiu "peleguismo", em qualquer movimento, independentemente de envolver cargo de chefia ou não. "Minar" o movimento com posições a favor da empresa em troca de favores pessoais é uma prática abominável e antiga e, infelizmente, não é exclusiva de pessoas que ocupam cargo de chefia. Cabe às lideranças do movimento desmascarar quem age por oportunismo, valorizar quem age por convicção e ajudar quem age por coação. Devem promover ações de conscientização para a união e não para a segregação.

Participação de chefias em assembleias

Concordo em gênero, número e grau! Os funcionários com cargo de liderança também são funcionários. No mínimo pagam (compulsoriamente) a Contribuição Sindical. Eles serão barrados de se filiar também? Deverão tratar de seu acordo coletivo à parte? Espantoso que propostas segregacionistas assim sejam ventiladas por um sindicato como o SinTPq, dada a escolaridade média da categoria!