Após avanço liderado por pesquisadora da UFRJ, SINTPq reafirma defesa do financiamento público à ciência
Sindicato destaca protagonismo feminino na ciência e reafirma que inovação em saúde depende de financiamento público, valorização profissional e respeito aos protocolos clínicos.

À frente de uma equipe que há quase três décadas investiga caminhos para regenerar lesões na medula espinhal, a professora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), alcançou um marco científico com o desenvolvimento da polilaminina, proteína experimental voltada à recuperação de funções motoras. A substância foi autorizada neste ano pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a iniciar a fase 1 de testes clínicos. Para o Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SINTPq), o avanço simboliza a força da ciência pública brasileira e reafirma o papel das mulheres na liderança de pesquisas estratégicas para a vida e a saúde da população.
Ciência pública com liderança feminina
O desenvolvimento da polilaminina resulta de um percurso científico longo, conduzido em universidade pública e sustentado por investimento estatal. A proteína é derivada da laminina, molécula naturalmente produzida pelo corpo humano e essencial ao desenvolvimento do sistema nervoso.
Sob coordenação de Tatiana Sampaio, a equipe desenvolveu uma versão experimental capaz de estimular a reconexão de neurônios danificados na medula espinhal. Estudos preliminares indicaram recuperação parcial ou significativa de movimentos em parte dos pacientes tratados de forma experimental.
Para o SINTPq, o protagonismo de uma pesquisadora à frente de um projeto dessa dimensão reafirma a importância da presença das mulheres na ciência e da superação de desigualdades históricas no acesso a cargos de liderança acadêmica.
A autorização da Anvisa para o início da fase 1 marca a etapa inicial de avaliação formal de segurança em humanos. Ainda serão necessárias fases adicionais para comprovação de eficácia e viabilidade terapêutica.
Valorização dos trabalhadores da ciência
O SINTPq destaca que conquistas dessa natureza não surgem de iniciativas isoladas. São fruto do trabalho coletivo de pesquisadores, técnicos, profissionais de laboratório, equipes hospitalares e trabalhadores da ciência que sustentam a produção de conhecimento no país.
A rede pública de universidades e institutos de pesquisa constitui patrimônio estratégico nacional. Quando há financiamento adequado, estabilidade institucional e condições dignas de trabalho, a ciência brasileira demonstra capacidade de produzir soluções de alto impacto social.
A defesa do orçamento da ciência e tecnologia é parte da defesa da soberania nacional e do direito à saúde. Valorizar quem pesquisa, garantir infraestrutura e assegurar continuidade de políticas públicas são medidas essenciais para que avanços como esse deixem de ser exceção e se tornem política permanente de Estado.
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