Notícias | SINTPq acompanha agenda da ministra Márcia Lopes e reforça enfrentamento ao feminicídio

SINTPq acompanha agenda da ministra Márcia Lopes e reforça enfrentamento ao feminicídio

Debate na Câmara de Campinas discute pacto nacional e aponta necessidade de articulação entre Estado e sociedade

18/03/2026

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Foto: Divulgação

 

O Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SINTPq) acompanhou, nesta quarta-feira (18), na Câmara Municipal de Campinas, o debate com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, sobre o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio. Representado pela diretora Fabiana Ramos, o sindicato reforçou a necessidade de políticas públicas integradas e da organização coletiva para enfrentar a violência estrutural contra as mulheres no país.

A atividade foi organizada pela bancada feminina da Câmara e reuniu parlamentares, movimentos sociais e representantes da sociedade civil para discutir as diretrizes do pacto nacional. Participaram do encontro as vereadoras do PT Paolla Miguel e Guida Calixto, Fernanda Souto e Mariana Conti, do PSOL, e Débora Palermo do PL.

Durante o debate, a ministra Márcia Lopes destacou a gravidade da violência de gênero no Brasil e a necessidade de ação coordenada entre os diferentes níveis de poder. Segundo ela, o pacto reúne uma proposta nacional com 16 pontos voltados ao enfrentamento do feminicídio, com foco na responsabilização dos agressores, ampliação das ações educativas e fortalecimento das redes de proteção às mulheres.

A ministra também defendeu o envolvimento de toda a sociedade no enfrentamento do problema. “Não podemos nunca mais retroceder. Temos que reunir todos os setores, do Legislativo ao Judiciário, para enfrentar essa realidade”, afirmou.

O SINTPq avalia que políticas públicas só terão efetividade se acompanhadas de investimento, fiscalização e participação ativa da sociedade organizada.

Antes de chegar a Campinas, a ministra cumpriu agenda em outras cidades da região. Pela manhã, participou de atividades na Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal de Piracicaba e, em seguida, esteve em Hortolândia, onde se reuniu com lideranças locais. À noite, a agenda prevê um encontro político com mulheres em Campinas para discutir os próximos desafios.

O pacto nacional, lançado em fevereiro, parte do reconhecimento de que a violência contra as mulheres é um problema estrutural no Brasil. Entre as medidas previstas estão a ampliação de campanhas educativas, o fortalecimento das redes de atendimento, a agilização das medidas protetivas e a responsabilização dos agressores.