Como a Unimed conseguiu?
Editorial
Em um ano, 18% de reajuste para a Unimed, com garantia de nova negociação em 2013. Já para os profissionais, desde 1998, o IPCA e nada mais. Um cenário de propostas tão desiguais considerando situações tão próximas – negociação de reajustes – nos leva a pensa: O que a Unimed tem, que os trabalhadores não têm?
No mercado sem monopólio o comprador tem poder de persuasão e aumentos tão bruscos em custos de contratos são inadmissíveis pelos setores financeiros. Essa lógica foi totalmente invertida na negociação CPqD/Unimed.
Em relação ao mercado de trabalho, quando a capacitação para determinadas funções é baixa o potencial de reduzir os salários é alto; E para funções que necessitam de alto grau de capacitação a ordem é inversa, ou seja, o empregador tem que remunerar melhor que o mercado para garantir que os profissionais qualificados fiquem em sua instituição. Essa lógica também foi invertida na campanha salarial.
Posto isso, temos as seguintes conclusões:
Os profissionais do CPqD não são altamente capacitados. Ou a direção do CPqD não se importa em perdê-los, sucateando uma instituição de importância ímpar na pesquisa nacional. Ou não acredita que os profissionais estejam insatisfeitos com a proposta a ponto de tomarem uma atitude; Ou a Unimed tinha argumentos de negociação desconhecidos.
Bem, estas são as possibilidades para tratamentos tão desiguais. Quem conseguir chegar a uma conclusão diferente, favor enviar e-mail para comunicação@sintpq.org.br
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