SINTPq em defesa da democracia
Centenas de milhares de pessoas foram às ruas nos últimos dias para exigir respeito à nossa democracia, conquistada a tão duras penas no passado. Os atos tiveram como bandeiras a defesa das instituições democráticas, dos direitos dos trabalhadores, dos programas sociais e de outros avanços obtidos nos últimos anos. Além disso, os manifestantes também exigiram o respeito ao resultado das eleições, a democratização da mídia e a garantia de um país livre de preconceitos e desigualdades.
Com uma mídia interessada no golpe e a parcialidade e politização do judiciário cada vez mais evidente, vemos juízes atropelando nossa constituição e assumindo um protagonismo que não lhes cabe enquanto são protegidos e promovidos pela grande imprensa. Investigações e vazamentos seletivos colocam em dúvida os reais objetivos da Polícia Federal, do judiciário e dos meios de comunicação: garantir o cumprimento da lei ou instaurar o caos no país.
O resultado da campanha golpista feita pelos grandes veículos de comunicação, que inclusive apoiaram o golpe de 1964, são as crescentes manifestações de ódio, intolerância, violência e apoio a uma nova intervenção militar.
Neste cenário crítico, os recentes atos vão muito além da defesa de um governo ou partido específico. A luta daqueles que foram às ruas é pela manutenção do Estado Democrático de Direito e dos nossos princípios constitucionais. Entidades como CUT, CNBB, UNE, MST, MTST, sindicatos e movimentos LGBT, feministas e de combate ao racismo e tantos outros movimentos sociais estão atentas aos recentes atentados à democracia e já se posicionaram contra a tentativa de um impeachment sem motivações legais que o sustentem.
O governo, por sua vez, precisa mudar os rumos da política econômica, reaquecendo a economia através da redução das taxas de juros e da retomada dos investimentos públicos em infraestrutura, aprofundando os programas sociais e promovendo a reforma política e tributária, entre outros avanços necessários.
O SINTPq entende que a destituição da presidenta eleita não representa uma solução para problemas do país, inclusive o da corrupção, uma vez que todo o combate feito até o momento não terá mais a mesma força. A corrupção é uma questão estrutural em nossa sociedade e necessita de mudanças profundas em nosso sistema político. Somente com instituições fortes e imparciais é possível garantir o combate à corrupção em todos os setores da sociedade.
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