Mobilizações contra retirada de direitos acontecem nesta quinta-feira (22)
As principais centrais sindicais do Brasil – CUT, CTB, UGT, Força, NCST, CSP-Conlutas e Intersindical –, e as entidades movimentos sociais realizam na próxima quinta-feira, dia 22, o Dia Nacional de Paralisação, rumo à greve geral – Nenhum direito a menos.
As paralisações, atrasos na entrada, assembleias nas portas dos locais de trabalho, passeatas e manifestações ocorrerão durante todo o dia em todo o País. Filiado à CUT, o SINTPq participará e organizará mobilizações em sua base de representação.
Entenda abaixo a posição do SINTPq sobre atuais ataques aos direitos trabalhistas e porque estaremos nas ruas no Dia Nacional de Paralisação!
Opinião: Como a reforma trabalhista impactará em nossas vidas
Os cidadãos brasileiros receberam no último dia 8 a notícia de mais um ataque aos seus direitos com a reforma trabalhista do governo – golpista – de Michel Temer. Segundo o atual ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, o governo quer contratos de trabalho com até 12 horas de jornada diária e limite de 48 horas semanais.
A reforma prevê ainda contratos de trabalho por produtividade e hora trabalhada, além do modelo vigente por jornada.
Não é preciso ser especialista em direito do trabalho ou sindicalista para entender que há em jogo uma flexibilização da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) que atende unicamente a demandas dos empregadores, não dos empregados.
Contratos por horas trabalhadas ou produtividade significam contratação por um determinado serviço. O impacto dessas modalidades é aumento na rotatividade para o trabalhador. Mais rotatividade, menos estabilidade, maior dificuldade em contribuir com a previdência, menos direitos.
As consequências poderão ainda ser mais drásticas, com perda na qualidade de vida, aumento de doenças ocupacionais e mentais entre a mão de obra assalariada brasileira.
Na contramão de processos produtivos ao redor do mundo em que a jornada é reduzida a fim de aumentar a produtividade e a geração de empregos, assistimos ao desmonte dos direitos sociais promovido pelo governo golpista.
Regulamentação da terceirização, reforma trabalhista e previdenciária, PL 257 que limita o teto de gasto do governo com saúde e educação. O que está sendo imposto ao trabalhador brasileiro é retrocesso. É perda de direitos para nós e para as futuras gerações, promovida por um governo ilegítimo, que não foi eleito pelo povo, e está comprometido apenas com o empresariado e setor financista do país. O resultado é o caos social e repressão aos movimentos sociais e minorias.
Convidamos os profissionais da base do SINTPq a discutirem, mobilizarem, irem às ruas contra as perdas trabalhistas. Somente a pressão social daqueles que dia a dia constroem esse país pode barrar o grave desmonte em curso.
Diretoria SINTPq
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