Miséria evolui e Campinas perde importância no Estado
studo Pobreza e Riqueza em Campinas concluiu que as pobrezas extrema e absoluta evoluíram, se diferenciado da média da Região Metropolitana que teve um declínio no índice. O cenário indica que a cidade perde importância econômica no Estado e, consequentemente, investimentos, além de oferecer menor qualidade de vida.
A análise compreendeu a primeira década do século 21 e considerou como pobreza absoluta renda per capita de até R$ 140 e como extrema de até R$ 70. A taxa de pobreza absoluta passou de 7,3% em 2000 para 7,7% em 2010.
Por outro lado o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 44,4%. Constata-se uma piora na repartição da riqueza no município, uma vez que o BIP aumentou e a taxa de pobreza absoluta também. Em 10 anos, o número de miseráveis passou de 12,1 mil para 22,4 mil habitantes, ou seja, Campinas assistiu a um aumento de 10,3 mil miseráveis em apenas uma década.
Orientado pelo economista, professor da Unicamp e ex-presidente do IPEA (Instituto de Economia Aplicada) Márcio Pochmann, o estudo foi elaborado pelo Grupo Técnico de Estudo e Análise, envolvendo 20 professores e pesquisadores da Unicamp, e apresentado nesta semana como o primeiro de uma série que deve diagnosticar a cidade, uma vez que não existem ferramentas de análise da região.
Segundo o estudo: “A importância relativa de Campinas para o Estado de São Paulo e para o Brasil termina sendo comprometida pela lógica atual do modelo de gestão, incapaz de combinar dinamismo econômico com melhor repartição da riqueza. Nesse sentido, a cidade de Campinas se apresenta como um ponto fora da curva das grandes transformações sociais e econômicas em curso no País como um todo.” Ainda segundo o documento, os índices refletem o ‘revelando o descompasso e o atraso do modelo de gestão que esteve vigente na cidade de Campinas nos anos recentes’.
Confira aqui a integra do documento:
Foto: Robson Sampaio
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Pochmann comandou o estudo que é o
primeiro de uma série que deve mapear Campinas
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