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Contra a retaliação e destituição da Profª. Primavera Borelli do departamento de Farmácia e Laboratório Clínico do HU da USP

O Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia de São Paulo – SINTPq vem por meio desta nota demonstrar seu repúdio pela destituição da Profª. Primavera Borelli da chefia técnica do departamento de Farmácia e Laboratório Clínico do Hospital Universitário da USP (HU). Repudiamos esta ação por parte da superintendência do HU que, segundo o informe de 03.03.2021 do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), foi motivada por pedido do Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, e que no entendimento deste sindicato constitui retaliação à Profª Primavera. O SINTPq entende que o real motivo da destituição foi o encaminhamento ao Ministério Público de São Paulo cópia de vinte e três ofícios enviados à direção do HU pelo Grupo de Trabalho (GT-HU), que reúne, além da Adusp (associação dos docentes da USP), do Sintusp e do CBL (Coletivo Butantã na Luta), o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e representações estudantis, sob a presidência da professora Primavera Borelli, docente da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, conforme denunciado pela matéria publicada na página da Adusp, no final do ano passado.

A retaliação, seja por exoneração, dispensa ou ostracismo dos profissionais em ciência e tecnologia das Instituições Públicas de Ensino e Pesquisa que denunciam as atrocidades do Governo Paulista já está entre nós, e não é mais velada. O Governo do Estado de São Paulo tem imposto uma política de terror contra estas Instituições Públicas de Pesquisa (IPPs) desde o início do seu mandato, extinguindo Institutos e empresas públicas, como no caso da PL 529/20, fundindo e reformulando administrativamente alguns Institutos, a exemplo dos ligados ao Meio Ambiente que foram jogados na Secretaria da Agricultura, em claro conflito de interesses. As Instituições que não puderam ser extintas ou reformuladas de acordo com os interesses dos financiadores eleitorais que agem no Governo do Estado, tem seus profissionais de carreira silenciados ou destituídos quando em desacordo com os interesses do lobismo, como é o caso da Profª Primavera Borelli.

É inaceitável a conduta de estrangulamento do papel do Estado do atual governo paulista, ainda mais durante uma pandemia. Os trabalhadores não devem engolir o discurso deste governo que se diz do lado ciência, em flagrante hipocrisia.

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