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Comunicação

Brasil terá peça em acelerador de partículas

Brasileiros são responsáveis por uma peça-chave para "recauchutar" o LHC, o maior acelerador de partículas do mundo. Ele deve operar com energia máxima a partir de maio de 2015, quando o acelerador voltar de uma pausa técnica de cerca de dois anos, para corrigir problemas e melhorar o desempenho.

Depois de provar, em 2012, a existência do bóson de Higgs –também conhecido como "partícula de Deus" e um dos componentes fundamentais do chamado Modelo Padrão da física–, o gigantesco experimento fincado na fronteira da Suíça e da França está prestes a encarar novos desafios.

Uma equipe liderada pela USP e pela Unicamp, mas com pesquisadores também de outras instituições, acaba de entregar o primeiro protótipo do chip Sampa, uma das principais apostas científicas do Alice, um dos quatro grandes detectores de partículas do acelerador.

O Sampa serve para analisar a enorme quantidade de partículas e interações gerada pelas colisões de partículas em altíssima velocidade –a pancadaria serve para liberar partículas "presas" no núcleo dos átomos.

Com o aumento da energia do LHC, a quantidade de colisões por segundo crescerá substancialmente, fazendo com que eventos considerados raros e com alto valor científico aconteçam com mais frequência. O objetivo do Sampa é justamente ajudar a encontrá-los.

"É uma responsabilidade enorme porque, se algo sair errado, o trabalho de muita gente pelo mundo será prejudicado", afirma Marcelo Munhoz, professor do Instituto de Física da USP, que coordena a participação da instituição no projeto, que conta ainda com pesquisadores e alunos da Poli (escola de engenharia).

Nas instalações do Alice (acrônimo para "A Large Ion Collider Experiment"), vários metros abaixo da terra, serão instalados cerca de 55 mil chips do tipo Sampa, que terá 5 mm x 5 mm. O Sampa deve ser instalado no LHC em 2018, quando outra parada técnica está programada.

"Pode parecer muito, mas 55 mil unidades é muito pouco para a indústria de microinformática, que trabalha com números muito maiores", explica Munhoz.

FABRICAÇÃO EM TAIWAN

A primeira parte do experimento –elaboração de dois protótipos do Sampa– está garantida por um financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). O grupo ainda busca financiamento para as demais etapas.

Como as empresas do Brasil não têm estrutura para produzir o chip, ele deverá ser fabricado, a partir do protótipo paulista, em uma companhia especializada de Taiwan.

Atualmente há 32 brasileiros, oriundos da USP e da Unicamp, trabalhando no Alice. No LHC como um todo –que conta com outros três detectores, o Atlas, o CMS e o LHCb– são 122.

O italiano Paolo Giubellino, porta-voz e um dos responsáveis pelo multimilionário Alice, mostrou-se entusiasmado com os primeiros avanços do microchip brasileiro.

"Estive recentemente no Brasil e nós estamos muito felizes com os resultados do chip Sampa. Os brasileiros estão em condições de igualdade com os melhores do mundo no desenvolvimento desses componentes."

O Alice trabalha com a análise de íons pesados, reproduzindo as condições da primeira infância do Universo, pouco depois do Big Bang, cerca de 14 bilhões de anos atrás.

Fonte: Folha de S. Paulo

Foto: Getty Images

Financiamento colaborativo pode viabilizar novos projetos científicos

O financiamento colaborativo está chegando ao setor científico sem muito alarde, porém com bastante potencial. Conhecido por seu titulação em inglês, “crownfunding”, o financiamento colaborativo é uma prática de voluntários interessados em tornar viável determinado projeto que não encontra apoio nas formas tradicionais ou no mercado.

Esse processo é muito utilizado nos meios artísticos. Através dele muitos DVDs, CDs e shows conseguem ser produzidos. Como reciprocidade os colaboradores ganham produtos, ingressos ou tem o privilégio de verem seus nomes na qualidade de co-produtor.

Alguns jovens empreendedores tem procurado o financiamento colaborativo para poderem concretizar invenções e projetos que poderiam ser comercializados no mercado. Foi dessa forma que a primeira impressora 3D foi fabricada, nos Estados Unidos. Considerada na época uma ideia surreal, o projeto teve início com o apoio de uma rede de pessoas espalhadas pela internet e empolgadas com a ideia. Uma pequena quantia de cada um, debitada em cartão de crédito e passível de parcelamento,
permitiu que o sonho virasse realidade.

Nem sempre o mercado aposta em novidades autorais. Os projetos de inovação de pequeno porte e carregados de audácia ou de alto grau de complexidade afastam os investidores tradicionais. As próprias linhas de financiamento existentes em organismos bancários ou acadêmicos exigem diversas comprovações e detalhamentos
que nem sempre podem ser fornecidas e superadas peles pesquisadores, especialmente os mais jovens.

O grau de sucesso depende muito da rede de amigos como ponto de partida de divulgação e da capacidade de marketing digital dos detentores do projeto.

Sci Crownfunding

O portal Sci Crownfunding é uma rede de ciência colaborativa que atua como uma plataforma "adoção" de pesquisadores. Ele incentiva e viabiliza projetos de mestrado, doutorado ou mesmo independentes. O grande diferencial desta proposta é que, além de oferecer um sistema online de suporte para financiamento colaborativo, o sistema disponibiliza também assessores especializados para ajudar o pesquisador no aspecto metodológico (elaboração de projetos de pesquisa) e bioético (aprovação em Comitês de Ética em Pesquisa e patenteamento), além de viabilizar a publicação dos resultados do estudo na Revista Prática Clínica Baseada em Evidências (RPCBE). Isto reduz o risco de insucesso dos projetos e aumenta o engajamento das pessoas que o apoiam.

Senado aprova regulamentação de direitos de domésticas

Após mais de um ano parada no Congresso, o Senado deu um passo para tentar regulamentar os direitos dos empregados domésticos. A comissão mista responsável por consolidar as leis federais aprovou na tarde desta terça-feira o parecer do senador Romero Jucá (PMDB-RR) que ampliou os direitos dos trabalhadores da classe. O relatório de Jucá rejeitou 57 emendas aprovadas pela Câmara dos Deputados, mantendo uma proposta aprovada pelo Senado em julho de 2013.

O parecer aprovado não mexe em normas já estipuladas pelo Senado. Pelo texto, o empregador vai pagar um adicional de 20% sobre o salário, dos quais 8% servirão para arcar com o INSS, 0,8% com o seguro de acidente de trabalho e 11,2% para custear o FGTS dos trabalhadores. Outra inovação do texto é a criação de um programa de refinanciamento de dívidas de empregadores com o INSS, uma iniciativa para ampliar a formalização dos trabalhadores domésticos.

O texto fixa a jornada de trabalho de oito horas diárias e 44 horas semanais. A partir de dois dias de trabalho numa semana em residências, de acordo com o projeto, ele é classificado como "trabalho doméstico". A proposta mantém o chamado banco de horas que podem ser compensadas, com folgas, em no máximo um ano.

Por meio de emendas, a Câmara tentou instituir o imposto sindical, que seria custeado com contribuições de trabalhadores e de empregados e ainda queria acabar com o banco de horas. Esses dois pontos e outros foram rejeitados pela comissão mista.

O texto agora vai mais uma vez para análise do plenário da Câmara e, se não sofrer mudanças, seguirá para sanção da Presidência da República. Os direitos trabalhistas do empregados domésticos foram ampliados em abril do ano passado por meio de uma emenda constitucional.

Muitos pontos da emenda, porém, ainda carecem de regulamentação. Após a eventual sanção do projeto que regulamenta os direitos dos trabalhadores domésticos, os empregadores terão 120 dias para passar a fazer o recolhimento dos impostos e implantar as mudanças existentes no texto.

Romero Jucá afirmou que é "fundamental" que os deputados apreciem logo a proposta. "O ideal era termos aprovado as mudanças em seis meses", reconheceu o senador peemedebista.

Fonte: Estadão

Consumidor pode comparar preços de operadoras a partir desta segunda

As empresas de telecomunicações são obrigadas, a partir desta segunda-feira (10), a informar os preços dos serviços prestados de forma gratuita e padronizada.

A regra, prevista no RGC (Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações), publicado em março de 2014, visa fomentar a criação de mecanismos de comparação de preços e ofertas entre as prestadoras.

Atualmente, segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o consumidor encontra dificuldades para escolher entre as diversas ofertas disponíveis porque a cobrança dos serviços de telecomunicações tem muitas variáveis.

Com a nova regra, as operadoras passam a disponibilizar para download informações sobre os preços e ofertas que elas praticam.

Registros de chamadas
O RGC também prevê que todas as reclamações, pedidos e solicitações efetuadas às prestadoras de telecomunicações sejam guardadas pelas empresas e fornecidas ao consumidor, sem ônus, por um período mínimo de três anos. O prazo estabelecido anteriormente era de dois anos.

O histórico das demandas referentes aos últimos seis meses deve ainda estar disponível para consulta no site da prestadora.

O conteúdo deve apresentar, no mínimo, o protocolo, a data e hora do registro e da conclusão do atendimento, assim como a classificação, síntese e encaminhamento da demanda dado pela prestadora e deve estar disponível no site da empresa, ou ser enviado por meio eletrônico ou correspondência.

Fonte: Uol

Foto: Sinclair Maia/Anatel

 

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