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Comunicação

CMCT&I realiza última reunião antes da I Semana Municipal de Ciência, Tecnologia, Inovação & Desenvolvimento

O Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia & Inovação (CMCT&I), que faz parte da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE), reuniu-se nesta quinta, 9, para dar continuidade aos últimos detalhes da Semana Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, que ocorrerá entre os dias 13 e 17 de outubro na Cidade.

O Coordenador do Desenvolvimento Econômico da SDTE Luiz Barbosa, presente na reunião, considera esse evento de "grande relevância tanto para o público especializado como para a popularização do conhecimento científico".

No encontro foi abordada a realização de uma minuta em nome do CMCT&I a ser enviada aos vereadores para sensibiliza-los na aprovação da Lei Municipal de Inovação e a criação do Fundo Municipal de Fomento à Ciência, Pesquisa e Inovação), que já passaram por diversas comissões da Câmara.

Outro ponto da pauta, foi a discussão de nomes para compor a Comissão de Avaliação de Propostas do Programa VAI TEC (Valorização de Iniciativas Tecnológicas).

A comissão de Avaliação será composta por 8 membros sendo 4 representantes de entidades do setor tecnológico. Os representantes do poder executivo deverão ser designados pelo Secretário Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo Artur Henrique e da sociedade civil pelo CMCT&I. Algumas entidades do âmbito estadual e federal foram citadas e deverão ser posteriormente consultadas.

Estiveram presentes na reunião: João Galvino, Carlos Lima e Claumir Bento da Secretaria Municipal da Educação; Wilson Bueno da SDTE; Dirce Balzan da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras; Percy Vieira da Associação de Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo; Luciane Ortega da Agência USP de Inovação; Diego Munõz da FAPESP; Ros Mari Zenha do IPT, Ana Maria Chudzinski, Linda Bernardes e Ana Olívia de Souza do Instituto Butantan; Simone Magalhães do Instituto Federal de São Paulo e Allen Habert do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo.

Foto: Itália Merenna
Por: Cristina Braga/ Prefeitura de São Paulo

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia começa na segunda (13)

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) começa na segunda-feira (13), com a temática "Ciência e tecnologia para o desenvolvimento social". Além de popularizar a ciência e mostrar sua importância no desenvolvimento do País, e de incentivar a atitude científica e a inovação, esta 11ª edição traz como proposta estimular as instituições a abordarem a ciência e a tecnologia numa dimensão social, como instrumento de inclusão, transformação e desenvolvimento humano.

A logomarca traz a imagem de um átomo (menor partícula de um elemento) associado à figura humana e a símbolos que representam diversas áreas do conhecimento, de forma a refletir sobre a perspectiva em torno do tema da SNCT 2014. A expectativa é que a temática seja também uma oportunidade para discutir o próprio conceito de desenvolvimento social.

A SNCT é coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), e tem por objetivo democratizar o acesso ao conhecimento científico e aproximar a população da ciência e da tecnologia, promovendo e estimulando atividades de educação científica.

Empenhados na missão de aproximar o conhecimento científico da sociedade, diversos parceiros – como instituições de pesquisa e de divulgação, universidades, escolas, secretarias estaduais e municipais, fundações de apoio à pesquisa e entidades da sociedade civil – estarão mobilizados, da segunda até o domingo (19), na realização de milhares de atividades em todas as regiões do país. Existem eventos que ocorrem também fora do período oficial em algumas localidades, para atender as necessidades regionais e o calendário escolar.

Programação

As ações incluem palestras, debates, simpósios, seminários, exposições, feiras e mostras científicas, sessões de planetário, caravanas itinerantes, visitas orientadas a laboratórios, museus e instituições de pesquisa, apresentação de vídeos, atividades acadêmicas, interativas e voltadas ao público escolar, além de eventos culturais, esportivos e de utilidade pública.

A edição de 2014 traz como destaque o esforço dos coordenadores de muitos estados no sentido de interiorizar e ampliar a programação da semana nacional. Ainda, pela proximidade do Dia das Crianças (12 de outubro), muitos estados têm aproveitado para realizar eventos voltados ao público infantil. O tema também tem mobilizado as instituições a apresentarem atividades e debates em torno das questões sociais.

A programação, as informações sobre a semana e o contato com as coordenações estaduais podem ser obtidos no site do evento. No portal também é possível conferir notícias, entrevistas e outras curiosidades. Na aba "Ciência no Brasil" o usuário pode conhecer um pouco sobre os cientistas brasileiros e iniciativas como o Projeto VerCiência, que tem por objetivo promover e incentivar a disseminação da cultura científica pela televisão, pela internet e por outros meios e tecnologias.

Dando continuidade à trajetória de crescimento desde a primeira edição, a 10ª SNCT, no ano passado, teve a realização recorde de cerca de 34 mil atividades em mais de 700 cidades brasileiras, coordenadas por mais de mil instituições.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Facti: trabalhadores rejeitam contraproposta da empresa

Por 52 votos contrários e 29 favoráveis, os trabalhadores da Facti rejeitaram nesta quarta-feira, dia 8, a contraproposta da empresa para a Campanha Salarial 2014/2015. As assembleias foram realizadas no Lanagro e CTI, locais em que a empresa tem funcionários alocados.

Os funcionários apresentaram ainda sua contraproposta que será levada pelo SINTPq para a mesa de negociação:

- Aumento real de 2% sobre os salários;

- Vale refeição no valor de R$ 20/dia. Atualmente os trabalhadores recebem R$ 15/dia. A contraproposta da empresa até o momento é de R$ 18/dia;

- Manutenção da proposta inicial do auxílio creche: benefício até o ingresso da criança no ensino fundamental e contemplar todos os funcionários da empresa;

- Férias bipartidas para todos os trabalhadores, independente da idade;

- Fim da tabela de escalonamento para os benefícios.

O sindicato já solicitou uma nova reunião de negociação com os representantes da Facti.

Mentoria reversa permite que jovem opine até na roupa do chefe

Grandes empresas estão apostando em uma nova estratégia para estimular a troca de conhecimento entre gerações e atrair e reter talentos mais jovens: a mentoria reversa -profissionais menos experientes se tornam mentores de outros mais seniores.

"A prática começou a ser impulsionada em 1999 quando Jack Welch, então presidente da General Eletric, pediu que executivos de alto escalão da empresa procurassem mentores mais novos para ensiná-los a usar a internet", diz a coach Eva Hirsch.

A especialista afirma que o movimento no Brasil ainda é modesto, mas que há espaço para crescimento.

A empresa de comunicação Burson-Marsteller iniciou neste ano um programa de mentoria reversa: profissionais mais jovens, da área de comunicação digital, têm ajudado gerentes de outros setores.

"Com o crescimento da prática digital, houve a necessidade de consultar pessoas que tinham mais habilidade na área. E são os profissionais mais jovens, que já nasceram na era on-line", explica Patrícia Ávila, 49, vice-presidente de operações da empresa.

Amanda Allegrini, 22, é uma das mentoras reversas do programa. Ela afirma que se sente mais valorizada por isso. "Ver profissionais da liderança, que têm posições estratégicas na companhia, me pedindo opinião, me deixa mais motivada", diz.

Para Carlos Eduardo Pereira, sócio da consultoria de RH Top Quality, essa é uma das principais vantagens da prática. "De alguma forma, todo mundo é carente e busca protagonismo. Mais que dinheiro, as pessoas querem sentir que o que pensam e falam é levado em consideração."

A empresa de bens de consumo P&G também usou a mentoria reversa. Os funcionários da área de tecnologia se tornaram mentores dos gestores da organização para deixá-los mais eficientes com ferramentas digitais.

O venezuelano Simon Gamboa, 30, foi transferido para o Brasil à época e se tornou orientador da diretora de comunicação da empresa. A ideia era fazer encontros mensais para tirar dúvidas.

Ele afirma que o bom relacionamento entre mentor e mentorado é essencial para que o projeto dê certo. "É ótimo estar perto da liderança de um jeito diferente, em que seu gestor não te parece intocável. Mas é importante ter afinidade com a pessoa. Não basta só conhecer o tema."

Para Pereira, é importante que esse tipo de troca de conhecimento entre gerações esteja na cultura da empresa. "O ideal é que o programa seja bem explicado e que a companhia já tenha equipes mistas. Dessa forma, diminuem os riscos de antagonismo."

Esse antagonismo pode partir dos dois lados: os mais velhos podem não se sentir à vontade para pedir ajuda para os mais jovens, e os mais jovens podem se tornar arrogantes ao quebrar o paradigma da hierarquia.

"Pode ser algo complicado para os gestores. Eles estão acostumados a deterem o conhecimento e precisam ter humildade para assumir que não dominam algo e precisam de ajuda", explica Rodrigo Adissi, sócio da recrutadora MSA Recursos Humanos.

No caso dos mais jovens, Hirsch afirma que eles precisam ser preparados para saber lidar com a hierarquia. "Na maioria das vezes, a arrogância tem a ver com insegurança. A geração Y foi acostumada a falar de igual para igual com os pais. Temos que tomar cuidado com o que achamos que é arrogante."

Ela afirma que a prática é interessante para estimular a empatia entre os profissionais. "Quando há a troca de papeis, você aprende a se colocar no lugar do outro."

Mentoria externa

O Citibank, em parceria com o 99jobs, realizou um programa de mentoria reversa com os jovens que participaram do Summer Job da empresa: durante um mês, universitários passaram por diversas áreas do banco e, ao final, fizeram uma apresentação com ideias e sugestões sobre os produtos da empresa e a organização.

Para Eduardo Migliano, sócio fundador do 99jobs, o programa foi importante para que os profissionais mais experientes do banco tivessem contato com a geração mais nova, que está entrando no mercado de trabalho agora. "É interessante vê-los ouvirem de um estagiário que o modo como eles se vestem os distancia dos funcionários mais novos", explica.

Para André Salgado, 39, gestor da área de segurança de informação do banco, o resultado foi positivo. "Foi interessante ver as opiniões que a geração mais nova tem sobre um dos segmentos mais tradicionais do mercado."

Ele afirma que, por ter em sua equipe profissionais mais jovens e mais velhos, tenta estimular a troca de conhecimento. "Enquanto os mais experientes são mais analíticos, os mais jovens executam mais rápido", diz.

Miguel Longuini, 21, que participou do programa como universitário, afirma que a receptividade dos gestores animou os jovens. "Às vezes você tem profissionais muito experientes, mas que não estão adaptados aos movimentos que estão acontecendo. As coisas mudam rápido, nossa geração já nasceu sabendo disso."

Fonte: Folha de S.Paulo

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