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120 anos de IPT: Uma trajetória de compromisso social e resistência

Diretores do SINTPq e da ASSIPT se reúnem, em 1993, e dão início à representação sindical no IPT Diretores do SINTPq e da ASSIPT se reúnem, em 1993, e dão início à representação sindical no IPT

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT está completando 120 anos de uma história marcada por significativas contribuições à sociedade e muitos desafios. Desde o tempo de laboratório de resistência dos materiais, criado em 1899 pelo Dr. Antônio Francisco de Paula Souza, o instituto se destaca dando suporte às políticas públicas e ao setor produtivo em diferentes áreas.

Hoje, o Governo do Estado de São Paulo tem planos de promover a abertura de seu campus, na capital paulista, para a instalação de startups por meio de parcerias público-privadas, conforme relatado na reportagem da revista EXAME desta quinzena. Estas parcerias serão constituídas à luz da Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Decreto nº. 62.817, de 04/09/2017). 

A longevidade do instituto está alicerçada em seu patrimônio humano, responsável direto pela qualidade e credibilidade alcançadas ao longo de 120 anos. Durante esse período, as histórias do SINTPq e do IPT se conectaram. É no instituto que o sindicato possui sua maior representatividade, com mais de 250 associados e uma trajetória de mobilizações e muitas conquistas. Essa relação começou em 1993, quando o SINTPq ainda completava três anos de atuação, com o início da representação e das negociações coletivas.

Personagem de destaque na história do SINTPq e do IPT, o ex-dirigente sindical Geraldo Antunes atua no instituto desde 1979. Ele presenciou e participou de momentos significativos na história da instituição, como a instrumentação de barragens na década de 1980, trabalho em plataformas offshore para a Petrobras nos anos 1990, desenvolvimento de tecnologias para áreas contaminadas, entre outros.

Infelizmente, essa linha do tempo não conta apenas com momentos positivos. Desde a décadas de 1990, o IPT sofre com projetos de desmonte do Estado e cortes orçamentários. “Foram muitas campanhas salariais com greves e lutas ainda mais dramáticas quando o IPT queria demitir dezenas, às vezes centenas, de empregados produtivos! Os enfrentamentos que buscaram impedir essas demissões foram os mais traumáticos e marcantes. Posso, citando Darcy Ribeiro, afirmar que de todas as lutas, nenhuma vencemos totalmente, mas odiaria estar do outro lado”, recorda Geraldo.

Caminhando juntos

José Paulo Porsani • Presidente do SINTPq

O IPT foi para a sociedade brasileira a marca do desenvolvimento e do respeito pela pesquisa de interesse público. Para o sindicato, ele representa uma oportunidade de termos na nossa categoria profissionais tão engajados na luta desses interesses e que buscam a soberania nacional em C&T. Esperamos que as lideranças da instituição resgatem este espírito e firmem compromisso para que o IPT continue sendo uma instituição tão relevante para o país na pesquisa e desenvolvimento.

 

Geraldo Antunes • Trabalhador do IPT e ex-dirigente do SINTPq

O IPT fez sua própria história ao participar de todos os momentos da vida do povo paulista e brasileiro! Sobre o futuro, sou realista e também otimista. Projeto a continuidade da luta cotidiana das instituições públicas de pesquisa do estado de São Paulo com a dificuldades de manutenção das verbas necessárias para sobreviver e a venda de serviços tecnológicos de qualidade para fechar a conta no final de cada ano.

 

Priscila Leal • Trabalhadora do IPT e dirigente do SINTPq

A missão do IPT de ser o braço tecnológico do governo do Estado, mantendo sempre seu caráter público e idoneidade a serviço da sociedade, é mantida à duras penas pelas trabalhadoras e trabalhadores, resistindo às mais diversas dificuldades. Vejo nestes trabalhadores e o resultado de seu esforço, o IPT, meu incentivo para continuar na luta pela perenização do Instituto. Ao IPT, neste seu aniversário, desejo a garantia de recursos orçamentários para que se cumpra sua missão, a realização de concursos públicos que possibilitem a substituição de seu recurso mais precioso, a manutenção de seus jovens talentos por meio de plano de carreira operante e que se liberte de todos os preconceitos de gênero permitindo que todos os funcionários, sem distinção, possam fazer uso de seus benefícios. E que venham mais 120 anos!

 

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