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Amazul: Dissídio Coletivo começa com vitória e benefícios são garantidos até o julgamento

Amazul: Dissídio Coletivo começa com vitória e benefícios são garantidos até o julgamento

Em audiência na tarde e noite de ontem, dia 3, SINTPq e Amazul levaram as discussões do Dissídio Coletivo 2020 para apreciação da Justiça do Trabalho. Durante a sessão, o jurídico do sindicato evidenciou o quão inaceitável era a contraproposta da empresa, deixando claro que, sem uma proposta digna ou manutenção dos benefícios, o início da greve seria inevitável.

Diante das argumentações do SINTPq, o desembargador Davi Furtado Meirelles concedeu liminar garantindo a manutenção dos benefícios até o julgamento no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Na visão do sindicato, esse julgamento poderá ocorrer ainda em março, pois o desembargador reconheceu o processo como Dissídio Coletivo de Greve e afirmou que buscará celeridade.

Com esse resultado vitorioso, as assembleias previstas para quinta-feira (5) foram suspensas. Mesmo com a suspensão, a mobilização seguirá firme até o julgamento, com a manutenção do estado de greve com assembleia permanente. Na audiência, o desembargador reiterou o direito ao uso dos adesivos da campanha salarial, que são uma forma legítima de manifestação.

Essa vitória inicial no processo de dissídio foi possível graças ao trabalho do SINTPq e seu departamento jurídico, juntamente com o engajamento dos funcionários, que seguiram empenhados na luta e rejeitaram a contraproposta vexatória da empresa.

É fundamental que todos tenham consciência da importância da união e da representação coletiva, promovida pelo sindicato. Sempre que um colega questionar essa importância, proponha a seguinte reflexão: como teriam sido os últimos anos na Amazul sem a realização das assembleias, sem a atuação de um departamento jurídico defendendo os trabalhadores e, acima de tudo, sem a organização coletiva promovida pelo sindicato, que permitiu a realização de greves e a conquista dos reajustes e manutenção dos direitos?

A resposta para a pergunta acima é simples: a direção da Amazul e o Governo Federal teriam imposto sua vontade, sem qualquer resistência efetiva. Por isso, é importante que todos sigam unidos e que fortaleçam o trabalho do SINTPq por meio da sindicalização e da ativa participação nas campanhas salariais.

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