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O papel do SINTPq e de cada um de nós no combate ao racismo

A revolta causada pelo assassinato de George Floyd, um homem negro de 46 anos que morreu ao ser asfixiado por um policial branco no dia 25 de maio em Minnesota, nos Estados Unidos, segue gerando protestos ao redor do mundo. Juntamente com as manifestações nas ruas, movimentos como o #VidasNegrasImportam (#BlackLivesMatter) estão colocando a questão racial em evidência na mídia e nas redes sociais.

No Brasil, casos de violência policial contra a população negra também são constantes. A mais recente vítima foi o menino João Pedro, morto em operação policial no Rio de Janeiro. De acordo com o Atlas da Violência 2017, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras.

Ainda segundo o Atlas, os negros possuem chances 23,5% maiores de serem assassinados em relação a brasileiros de outras raças, já descontado o efeito da idade, escolaridade, do sexo, estado civil e bairro de residência.

Como podemos combater essa realidade?

Superar o racismo estrutural está longe de ser uma tarefa fácil. Entretanto, cada um pode contribuir de alguma forma, independentemente de sua raça ou etnia. Apoiar as ações e protestos antirracistas no seu cotidiano e nas suas redes sociais é um passo importante. Também é fundamental dialogar com as pessoas ao seu redor, explicando os efeitos do racismo e a necessidade de combate-lo.

Existem diversos coletivos e iniciativas de combate ao racismo. Entrando em contato com elas é possível saber mais sobre a questão racial, se informar sobre as ações realizadas e conhecer novas formas de contribuir com essa luta. Como diz a ativista Angela Davis, não basta não ser racista, é preciso ser antirracista.

SINTPq na luta contra o racismo

A pauta do combate ao racismo está sempre presente na atuação do sindicato. A direção da entidade participa presencialmente de manifestações, apoia movimentos e iniciativas relacionadas à causa e aborda o tema constantemente em seus canais de comunicação.

Os diretores do SINTPq, Alex Zok e Filó Santos, são militantes do movimento negro e atuam diariamente nessa luta, dentro e fora do sindicato. Para enriquecer essa publicação, a diretoria Filó Santos compartilhou importantes palavras sobre o tema. Confira a seguir e, caso queira fortalecer essa luta, entre em contato e converse com o sindicato.

Desde a chegada do primeiro navio negreiro trazendo escravos para o Brasil, a comunidade negra resiste as mais cruéis agressões e ofensas, oriundas de um racismo estrutural. Foram séculos de luta e muitos atos de resistência, sempre com cada um se descobrindo na beleza e no orgulho de ser preto. Se descobrindo na riqueza da cultura e da religião afro. Se descobrindo na consciência e no entendimento de que a mudança só virá pela força e resistência da comunidade negra, sem recuo, sem arrego, até que se consolide que as vidas negras importam, até que se tenha a certeza que nenhum corpo negro tombará vítima do racismo.

Filó Santos
Diretora do SINTPq

SindCast

O episódio #12 do SindCast abordou o preconceito e a questão racial no mercado de trabalho. Para enriquecer esse debate, o programa contou com a participação da diretora sindical Filó Santos e de Silvio Matheus Alves Santos, doutor em sociologia pela USP. Em sua tese de doutorado, Silvio pesquisou o ambiente de trabalho e seus processos de discriminação em redes Fast Fashion (grandes lojas de roupas como Renner e C&A). Confira o episódio e envie seus comentários.

 

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