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Embrapa Agrobiologia é resultado de pesquisa brasileira para agroecologia e orgânicos

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A Embrapa Agrobiologia é uma das 47 Unidades Descentralizadas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A unidade está localizada no município de Seropédica, no Rio de Janeiro, possuindo um quadro técnico de 150 colaboradores, com 67 assistentes, 40 analistas e 43 pesquisadores. Suas principais linhas de pesquisa são agroecologia e produção orgânica, microbiologia e insumos biológicos, recuperação de áreas degradadas, genética molecular e bioquímica, bem como indicadores de sustentabilidade.

O conjunto de suas pesquisas evolui rapidamente na direção de critérios mundiais de capacidade de produção agrícola em condições suportáveis para o planeta. No caso do Brasil em específico, mira nos limites existentes para evitar a degradação do solo brasileiro.

Já existem regiões no Nordeste, Sudeste e Sul onde a desertificação da terra é visível e em grandes extensões. Áreas como em Pelotas, no Rio Grande do Sul, por exemplo, são consideradas totalmente impróprias para a agricultura para o próximo século. É o resultado de métodos de cultura e produção totalmente extrativistas e sem preocupação com a permanência da fertilidade.

Justamente em função deste panorama, em evolução progressiva, o trabalho da Embrapa Agrobiologia passa a ser uma grande aposta na busca de soluções sustentáveis para a produção e segurança alimentar. É preciso mais e mais investimentos para inovação biológica prática e de uso imediato. O próprio aumento do valor das terras no Brasil faz com que o produtor agrícola pense mais na preservação do solo como seu patrimônio primário.

A Embrapa Agrobiologia começou como uma pequena estrutura de estudos e hoje sinaliza com o potencial de ser a mais importante fronteira de conhecimento da instituição muito em breve.

 

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Satélite sino-brasileiro Cbers-4 funciona conforme o esperado, diz Inpe

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Os sinais de telemetria, que são informações sobre o estado dos equipamentos a bordo, enviados pelo satélite sino-brasileiro de sensoriamento remoto Cbers-4, mostram que o veículo está funcionando conforme o esperado, informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O instituto informa ainda que já começaram os testes de acionamento das câmeras a bordo do satélite, e a expectativa é que as primeiras imagens sejam produzidas ainda nesta semana. O satélite foi lançado domingo (7), à 1h26 (no horário de Brasília, 11h26 em Pequim) da Base de Taiyuan, a 700 quilômetros da capital chinesa.

Trata-se da quinta missão de cooperação espacial entre China e Brasil. O Programa CBERS (China-Brasil Earth Resources Satellite) começou em 1988 e permitiu a produção de um sistema completo de sensoriamento remoto (espacial e terrestre) para fornecimento de imagens a ambos os países.

Com duas toneladas e equipado com quatro câmeras, o Cbers-4 dará 14 voltas no planeta por dia. Em baixa resolução, ele faz imagens da Terra em cinco dias - em média resolução, esse tempo é 26 dias e, em alta, 52 dias.

De acordo com a Agência Espacial Brasileira, as imagens do satélite, que são distribuídas gratuitamente para milhares de usuários, têm diversas aplicações na área de monitoramento ambiental, agrícola e planejamento urbano. A vida útil do Cbers-4 é estimada em três anos.

O lançamento do Cbers-4, inicialmente programado para dezembro de 2015, foi antecipado em um ano devido à falha ocorrida no lançamento do Cbers-3, em dezembro de 2013. Antes, foram lançados com sucesso o Cbers-1 (1999), Cbers-2 (2003) e Cbers-2B (2007).

Ontem, em sua conta no Twitter, a presidenta Dilma Rousseff disse que o satélite ampliará a cooperação Sul-Sul, pois vai fornecer imagens aos países da América Latina e da África. "O Cbers-4 é fruto de parceria entre o Brasil e a China e, entre suas muitas aplicações, está o monitoramento do desmatamento na Amazônia".

FONTE: Agência Brasil

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Universidade de Santa Catarina cria projeto de aeroporto abastecido por energia solar

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A perspectiva de maiores investimento no setor de infraestrutura tem animado especialistas a desenvolver projetos inovadores. A proposta é que grandes obras podem ser menos agressivas ao meio ambiente e exigir menor uso de recursos naturais e das comunidades ao seu redor.

Para isso pesquisadores e engenheiros da Universidade Federal de Santa Catarina desenvolveram um projeto especial para o Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis. O projeto foi desenhado de forma a ser coberto totalmente por módulos fotovoltaicos. Com isso ele teria boa parte de autonomia energética, de 60 a 90%, conforme exposição do sol e estações do ano.

Estatísticas de viabilidade foram feitas e chegou-se a um cálculo de que, cobrando 25 centavos de cada passageiro usuário do local ao longo de um ano, o investimento estaria pago.

Projetos como esse tem uma importante função quando feitos em ambientes acadêmicos. É uma forma de pautar profissionais, sociedade e empreendedores, colocando novas ideias em um cenário de pouca inovação e ousadia.

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Instituições de Ciência e Tecnologia recebem R$ 185,5 milhões em projetos com empresas

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As Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) brasileiras receberam no ano de 2013 R$ 185,5 milhões em projetos que envolvem transferência de tecnologias para empresas, o que representou um acréscimo superior a 50% nos rendimentos recebidos no ano de 2012. A informação será publicada no relatório de divulgação do Formict, Formulário para Informações sobre a Política de Propriedade Intelectual das Instituições Científicas e Tecnológicas do Brasil, realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

De acordo com informações do Ministério, 261 ICTs responderam ao Formict em 2014, com relação a seus dados em 2013, mas o formulário com dados do ano de 2013 ainda não foi divulgado em função de restrições relativas ao período eleitoral.

Para o secretário Armando Zeferino Milioni, da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do MCTI, os dados demonstram que há instituições se beneficiando ativamente do processo de comercialização das tecnologias geradas internamente. "Ainda há espaço para melhorias e o MCTI tem participado ativamente no aprimoramento do ambiente de interação ICT e empresa, por meio de programas de incentivo e também na revisão do Marco Legal da Inovação", coloca Milioni.

Regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul são mais ativas
Com relação aos números absolutos de contratos de licenciamento de direitos de propriedade intelectual informados no Formict, observou-se que 25 instituições foram responsáveis por 1245 contratos de licenciamento, concentrando-se basicamente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. De acordo com Milioni, os contrastes regionais na concentração das ICTs no país e, por conseguinte, dos contratos, são tradicionais da dinâmica do desenvolvimento do nosso país. "É importante ainda enfatizar que o licenciamento não é a única forma de transferência do conhecimento, existem outras modalidades igualmente relevantes, como consultorias, pesquisas colaborativas, surgimento de empresas spin-off, dentre outras, que também poderão gerar rendimentos para a instituição."

Para Milioni, um grande desafio para se ampliar o relacionamento universidade-empresa no Brasil está na estruturação dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) que, desde a implementação da Lei de Inovação tornou-se obrigatória para as instituições públicas. "Os NITs se mostraram nacional e internacionalmente como uma estrutura de interface eficiente entre as instituições científicas e tecnológicas, e as empresas", avalia MIlioni. Segundo dados do Formict, do universo de 261 ICTs que responderam ao Formict em 2014, ano-base 2013, 63,6% informaram que possuem o NIT implementado. As demais estão em implementação ou ainda não deram início ao processo de constituir uma unidade para gerir a política de inovação na instituição.

Patrícia Leal Gestic, diretora de propriedade intelectual da Agência de Inovação Inova Unicamp, comenta que o desafio para as ICTs vai além da criação dos NITs. "É necessário que seja definida uma estrutura mínima para o funcionamento do NIT, o que inclui a definição de cargos específicos para atuarem nos NITs, bem como dotação orçamentária". Segundo a diretora, com os NITs ativos na promoção do relacionamento com as empresas, as ICTs se beneficiam muito além do resultado financeiro. "Entre os ganhos indiretos regionais estão o impacto na geração de novos empregos e a absorção de pesquisadores pelas empresas. Para a universidade, é também interessante ter pesquisadores e alunos cada vez mais próximos das realidades das demandas das empresas", conclui a diretora.

Fonte: UFSCar

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Instituições Públicas percebem importância de contar com pesquisadores aposentados

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Ainda é recente o ciclo de maturidade das instituições públicas focadas em pesquisa, ciência e tecnologia. Isso é decorrência da própria reestruturação destas áreas no organograma do Governo Federal e dos Governos Estaduais nas últimas três décadas.

É possível dizer que o campo das Instituições Públicas de pesquisa e inovação ganhou musculatura de maior porte, tangência, investimentos, suporte legislativo e proximidade com o emprego das soluções no setor privado de forma muito recente. Entretanto, este breve tempo de crescimento institucional, já praticamente contempla uma importante geração aposentada ou em fase próxima de aposentadoria. As próprias associações e sindicatos de servidores espelham esta realidade, com tempo de existência entre 20 e 40 anos.

As instituições já percebem o peso da potencial perda destas gerações. Especialmente porque se aproximam da aposentadoria na idade de 55 a 65 anos, no auge do saber, experiência e capacidade produtiva. E são eles que conhecem as estruturas e funcionalidades destas instituições.

Assim começam a ser abertos em diversas destas organizações programas de incentivo para estes profissionais prosseguirem na ativa. São elaborados planos de cargos e salários tendo estes “veteranos” como alvos. Oferece-se assim oportunidade de ganhar mais, muitas vezes trabalhando em cargas horárias menores, mas ocupando funções de supervisão, consultoria e acompanhamento.

Repete-se assim no setor de inovação nas Instituições Públicas, situação já existente em áreas como Justiça, Tribunais de Contas e Procuradorias, onde servidores aposentados prosseguem trabalhando, sob novo contrato, e assim continuando a colaborar com o patrimônio de seu conhecimento.

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Telefonia fixa perde espaço no país

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Uma pesquisa do IBGE revelou que o mercado de telefonia fixa está estagnado, mantendo-se ainda estável graças aos planos de banda larga das operadoras que unem internet e telefone fixo. Outro apontamento revelado é que todos que possuem linha fixa, em 90% das ocasiões, também possuem uma linha móvel na residência. Entretanto, 59% que possuem linha móvel, não possuem linha fixa.

Atualmente a expansão do mercado de telefonia acontece unicamente pelos celulares. Quanto maior é a presença da geração x, y e Z na economia ativa, mais a mobilidade predomina.

A opção é clara pelo conjunto de benefícios proporcionado pela telefonia celular. Além dos recursos de telefone comum, via internet permite outros tipos de interlocução, relacionamento e troca de mensagens.

A interatividade passou a ser um valor intrínseco no serviço de telecomunicações. Os meios sem esta instantaneidade e que exigem rituais mais longos tendem a ser colocados em segundo plano.

O barateamento do sistema móvel vem permitindo um avanço sobre barreiras onde a telefonia fixa esbarrou, como o fornecimento de serviços em áreas rurais, favelas e locais remotos da região norte.

Nesta conjuntura, a telefonia fixa identifica-se com o uso de pessoas físicas de faixa etária mais elevada e em ambientes de escritório. Reside aí seu principal nicho de mercado, ameaçado também pela evolução do sistema Voip.

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Brasileiros propõem criar um 'Comitê Gestor' exclusivo para neutralidade da rede

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Neutralidade de rede esteve entre os assuntos mais discutidos do ITS Rio 2014,, realizado nesta semana, no Rio de Janeiro, com a organizaçãoda Internet Technology Society (ITS) e da TIM Brasil. A falta de consenso sobre o tema ficou evidenciada já na palestra de abertura do evento, “The Evolving Architecture of the Internet”, realizada no dia 1º de dezembro e ministrada pelos professores Christopher Yoo, da Universidade da Pennsylvania (EUA) e Joao Schwarz, da Universidade de Luxemburgo.

Mais cético com relação à neutralidade, Christopher Yoo fez uma abordagem alternativa, batizada como "diversidade de rede”. A tese do especialista é focada na relação econômica. Para Yoo, é preciso mirar soluções de topologia de rede para a redução de custos e gestão de tráfego. Por sua vez, o português Joao Schwarz tem uma preocupação com o nível de confiabilidade da rede, em um universo em que há cada vez mais conteúdo, trocado de forma mais rápida; a privacidade dos internautas está cada vez menor e designar responsabilidades fica cada vez mais difícil em um mundo globalizado sem regulamentações globais.

E no Brasil, o tema também mobiliza a área acadêmica. Pesquisadores da Unicamp e do CPqD apresentaram no ITS Rio 2014 uma proposta de co-regulação envolvendo a questão da neutralidade., que promete, se for adiante, acirrar o debate na área. A ideia central passa pela criação de uma espécie de Comitê Gestor da Internet -com representantes de toda a sociedade, mas voltado apenas para discutir Neutralidade de Rede.

Marcio Wohlers, Moacir Giansante, Antônio Carlos Bordeaux-Rego e Nathalia Foditsch apresentaram o trabalho acadêmico, com cunho pragmático, “Shedding light on net neutrality: The Brazilian case”. Bordeaux-Rego explicou que a neutralidade de rede tem diversos aspectos, tecnológico, negócios e legal, além da questão da privacidade.

“Tudo isso misturado já dá um bom coquetel. Todas as discussões em torno do tema mostram que não existe uma fórmula para estipular que a internet tem que caber em um modelo. Por outro lado não se pode deixar um espaço tão livre para que o mercado faça o quer”, ponderou Bordeaux-Rego. A proposta do professor Wohlers, que é a tônica do trabalho, é um modelo de co-regulação para favorecer o debate entre os diversos stakeholders. “Porque os casos não são iguais, e a co-regulação traz vários elementos para essa discussão”, disse.

O economista Marcio Wohlers, que é professor do Instituto de Economia da Unicamp, se inspirou nos trabalhos de Cristopher Marsden, que mostra a neutralidade como algo em construção, não apenas de caráter econômico. Segundo Marsden, a neutralidade é um conceito muito mais amplo, mas se encaixa bem no modelo de co-regulação em que todos os envolvidos (governos, sociedade, entidades privadas, terceiro setor) devem se unir e chegar a um consenso.

“Seria um corpo debaixo da Casa Civil, por exemplo, que andaria lado a lado com a Anatel ou com o CGI, por exemplo. Na Austrália, isso está em prática há cerca de 3 anos, eles montaram um código de conduta para as operadoras, um acordo formal que elas assinaram”, contou Wohlers.

De acordo com o economista, a co-regulação é totalmente possível de ser adaptada à regulação da lei do marco Civil. Wohlers ressalta que um dos conceitos de Marsden é olhar as práticas dos provedores e ver em que medida elas saíram da normalidade. “A ideia de um órgão de co-regulação seria fazer uma adaptação com a lei”, completou o professor, que vê na co-regulação uma possível solução para as exceções expostas na lei. "A proposta ainda não foi discutida com a Anatel nem com autoridades públicas. "Esse é um trabalho acadêmico e pragmático", sinalizou Wholers.

FONTE: UOL

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Brasil deve fechar 2014 como 4º país com mais acesso à internet, diz consultoria

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O Brasil deve ultrapassar o Japão e se tornar, neste ano, o quarto país com a maior população de usuários de Internet do mundo, segundo cálculos da consultoria de tecnologia eMarketer.

Até o final deste ano, serão 107,7 milhões de internautas no país, contra 99,2 milhões no ano passado.

Já em 2015 o mundo deve atingir pela primeira vez a marca de 3 bilhões de pessoas conectadas à Internet, o equivalente a 42,4% da população mundial. Até 2018, quase a metade do mundo vai acessar a web pelo menos uma vez ao mês, acrescenta a consultoria.

O forte crescimento foi impulsionado por dispositivos móveis mais baratos e mais conexões via banda larga, opina Monica Peart, analista-sênior do eMarketer.

"Enquanto mercados altamente desenvolvidos (de internet) estão quase saturados em termos de usuários de internet, há um espaço significativo de crescimento em países emergentes", afirma. "Tanto a Índia quanto a Indonésia devem ter crescimentos (percentuais) de dois dígitos anualmente até 2018."

A China deve se manter - com folga - como o país com o maior número de internautas do mundo: 643,6 milhões até o final deste ano, seguida pelos Estados Unidos, com 252,9 milhões, e da Índia, com 215 milhões.

Mas a grande população indiana deve fazer com que o país supere os Estados Unidos em número de internautas em 2016.

Indicadores

A pesquisa foi feita com base em estimativas de 41 países, a partir de indicadores econômicos, tecnológicos e demográficos.

O Brasil deve se manter como o quarto maior usuário da web ao menos até 2018 (último ano da análise do eMarketer), quando deverá ter 125,9 milhões de internautas, seguido de perto pela Indonésia, com cerca de 3 milhões de internautas a menos.

Pesquisas anteriores já indicavam o potencial do mercado de tecnologia e internet no Brasil: a proporção de domicílios brasileiros com computador passou de 25% em 2008 para 49% em 2013, segundo o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).

Mas ainda há muita gente sem acesso à rede: o Cetic concluiu, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, que 24,2 milhões de lares de renda de até 2 salários mínimos (em torno de R$ 1,4 mil) não estão conectados à Internet. O mesmo vale para 7,5 milhões de lares na área rural do país.

Fonte: BBC Brasil

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Médicos da Unicamp testam inovação da cirurgia robótica

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Durante a última semana a comunidade médica da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp realizou treinamento em um simulador de cirurgia robótica. Ao todo, 60 profissionais médicos-docentes, médicos e médicos-residentes puderam conhecer e testar as vantagens do Sistema Robótico da Vinci, utilizado em cirurgias urológicas, gerais, cardíacas e de cabeça e pescoço. Em todo Brasil, apenas 13 hospitais possuem a tecnologia. Trata-se do único sistema robótico comercialmente disponível no mundo todo para cirurgias minimamente invasivas.

Chefe do Departamento de Cirurgia da FCM, Claudio Saady Rodrigues Coy explica que na atualidade são três as formas de realizar uma cirurgia: pelo método convencional, por laparoscopia e por cirurgia robótica. Ele conta que embora a cirurgia robótica esteja disponível no mercado já há alguns anos, ela é pouco difundida em função do alto custo de investimento. Até mesmo os treinamentos são pouco acessíveis. “A FCM é um centro de formação e esse tipo de tecnologia de ponta tem que estar disponível”, disse.

Realizar procedimentos à distância e diminuir o custo das intervenções são promessas das inovações tecnológicas que preveem a utilização de robôs nos hospitais. Enquanto na atualidade até mesmo as cirurgias mais simples exigem a participação de dois ou três cirurgiões, um anestesista e muitos auxiliares na sala de operação, sistemas como o testado na Unicamp podem reduzir esse número quase que pela metade. A expectativa do fornecedor é a de que no futuro, as intervenções necessitem apenas de um cirurgião, um anestesista e dois auxiliares.

Outras vantagens da cirurgia robótica sob os procedimentos cirúrgicos convencionais estão o aumento da precisão e a redução do trauma. Se numa cirurgia comum de ponte de safena é necessário serrar e abrir o peito do paciente com uma incisão de mais de 30 centímetros, no procedimento realizado com a ajuda de sistemas robóticos são realizadas apenas três incisões, cada qual com cerca de um centímetro de diâmetro.

Ergonomia

Algumas cirurgias duram horas, deixam os cirurgiões exaustos, diminuindo seu rendimento. O uso do da Vinci permite que o cirurgião possa realizar o procedimento sentado, realizando os comandos a partir de um console com imagens 3-D, e sete graus de liberdade de movimento das mãos e pulsos. Além disso, o robô filtra o tremor natural das mãos do médico, garantindo maior precisão nas intervenções.

A distribuidora oficial do Sistema Robótico da Vinci no Brasil não revela o valor do investimento para aquisição do equipamento, mas sabe-se que ela é de alto custo. Entretanto, ao implicar menos complicações ao paciente, Coy explica a relação custo-benefício na aquisição da tecnologia. “Toda cirurgia é um trauma. Com essa técnica o paciente desencadeia menos reações inflamatórias, fica menos tempo na UTI e toma menos sangue, por exemplo. No final, não fica caro. Temos que ter massa crítica sobre esse procedimento e isso tem que partir daqui de dentro”, pontuou.

Fonte: Unicamp

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Brasil terá centro de nanotubos de carbono, estratégico para o pré-sal

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A sede definitiva do Centro de Nanotecnologia de Materiais de Carbono (CTNanotubos) começa a ser construída em janeiro de 2015, no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec). Ela terá função estratégica para o setor de petróleo e gás nacional e deve ser concluída em 2017.

O coordenador do centro, Marcos Pimenta, afirma que a unidade será responsável pela fabricação de nanotubos de carbono. “Vamos incrementar nanotubos de carbono em alguns tipos de plástico e de cimento para melhorar a propriedade desses produtos para o processo de extração do pré-sal”, ressaltou.

O CTNanotubos já está funcionando em um espaço provisório no BH-Tec, onde produz 50 gramas de nanotubos de carbono por dia. Quando o reator definitivo estiver pronto, permitirá ao centro elevar a produção “para vários quilogramas por dia de nanotubos de carbono”, disse Pimenta.

O centro desenvolverá pesquisas em nanotecnologia e dará ênfase ao desenvolvimento de nanomateriais à base de carbono, em especial nanotubos de carbono. Os investimentos para a construção da sede definitiva somam R$ 35,4 milhões, dos quais R$ 17,4 milhões são financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social; R$ 14,8 milhões são aplicados pela Petrobras; e os restantes R$ 3,2 milhões pela Intercement, empresa parceira.

Segundo Pimenta, o que se pretende é melhorar o desempenho dos materiais. No caso do plástico, por exemplo, o objetivo é ter um material que seja ao mesmo tempo flexível, mas que não quebre nem rasgue. “Nosso objetivo, neste centro, é melhorar a propriedade de alguns materiais que vão ser usados no processo de extração de petróleo”, reiterou.

O trabalho é inédito no Brasil. Marcos Pimenta esclareceu que muitos grupos já estudam e produzem nanotubos de carbono no país, mas com finalidade acadêmica e, não, industrial. A ideia do centro é trabalhar sempre em parceria com empresas, atendendo à demanda de pesquisas.

A equipe que está trabalhando na sede provisória do CTNanotubos é formada por dez professores da Universidade Federal de Minas Gerais. A previsão é que, em cinco anos, a equipe crescerá para 50 pessoas, abrangendo físicos, químicos, biólogos e engenheiros.

Fonte: Agência Brasil

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Universidades do nordeste aumentam registros de patente

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Apesar das universidades do Sudeste serem as líderes no país em pedidos de patente (registro de invenções), os recentes levantamentos feitos pelo Ranking Universitário Folha revelam que 5 das 10 instituições que mais avançaram no volume de registros nos últimos anos estão na região Nordeste. O maior salto foi da UFC (Universidade Federal do Ceará), com um aumento de 766,7% no número de patentes solicitadas entre o 2008 e 2011. A UFC saiu de 3 para 26 pedidos de registros. O número é pequeno perto dos 162 feitos no mesmo período pela USP, líder em inovação, mas é quatro vezes a média nacional das universidades (6,3).

Em 13º na classificação geral do ranking, a UFC fez um plano de restruturação em 2007 e concentrou as contratações em doutores, o que aumentou a competitividade da instituição na busca por recursos para organizar os laboratórios de pesquisa. O salto de inovação da universidade veio na gestão da química Selma Elaine Mazzetto, que assumiu a Coordenadoria de Inovação Tecnológica da instituição em 2008. Defensora da produção de conhecimento com aplicação, Mazzetto fez um trabalho de formiguinha para disseminar o patenteamento. Uma das iniciativas foi incentivar os professores a aprender a escrever pedidos de patentes por meio de cursos ministrados pelo próprio Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), órgão que analisa os registros. O instituto tem cerca de 8.000 "alunos" por ano no país.

Uma das ideias cujo registro foi pedido pela UFC (uma colheitadeira de legumes e de verduras) já foi licenciada para uma empresa paulista, que vai comercializar a máquina. É a primeira transferência de tecnologia feita pela universidade.

As federais de Sergipe, do Maranhão e do Piauí também estão entre as que mais cresceram nessa área. A de Pernambuco, instituição nordestina mais bem colocada na classificação geral do RUF, em 11º lugar, cresceu menos proporcionalmente (73%), mas atingiu 26 pedidos de patentes em 2010 e 2011, mesmo número da UFC. As duas ficam empatadas na oitava posição entre as universidades que mais solicitaram o registro de invenções nesses dois anos.

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Desligamento do sinal analógico será avisado pelas emissoras com um ano de antecedência

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Os telespectadores começarão a ser informados pelas emissoras de TV sobre o desligamento do sinal analógico em sua região com um ano de antecedência. É o que prevê portaria publicada pelo Ministério das Comunicações na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União.

As emissoras deverão cumprir o cronograma de desligamento da TV analógica e implantação do sinal digital, que começa em 2015, com um piloto em Rio Verde (GO), e prevê datas específicas para a transição em cada região e cidade do país. Os avisos começarão a ser divulgados na própria tela da TV com um ano de antecedência pelas geradoras e retransmissoras.

Cada emissora terá de informar ao telespectador a data do desligamento e o canal digital em que vai passar a transmitir sua programação. Essas informações deverão ser veiculadas em um número mínimo de inserções diárias na programação das TVs: começa com três inserções, em períodos diferentes, e vai até 18 inserções, no último mês antes do desligamento.

Todas as informações deverão ser veiculadas na TV aberta, inclusive nos sinais disponibilizados por meio da TV fechada. Essa divulgação será feita por meio de uma logomarca com o símbolo da televisão analógica, que será exibida no canto superior direito da tela – para facilitar a identificação de que se trata de um canal ainda analógico.

Tarjas na tela

Também está prevista a utilização de uma tarja no pé da tela, com texto fixo ou texto em movimento, a critério das emissoras, com duração de 30 segundos. Essa tarja deverá conter informações como a data do desligamento da geradora e as cidades afetadas; indicar o canal digital em que vai operar a estação; e divulgar site e telefone da central sobre o desligamento. Esses canais para esclarecer dúvidas deverão ser criados pela Entidade Administradora da Digitalização (EAD).

No alto da tela, haverá a contagem regressiva para o desligamento do sinal analógico, que será fixa durante toda a programação nos 60 dias que antecederem a transição definitiva para o sinal digital.

Alcance

A estimativa do Ministério das Comunicações é que o cumprimento dessas medidas vai garantir o esclarecimento de todos os telespectadores sobre o processo de digitalização da TV no país. Além dessas obrigações, as emissoras também já vêm fazendo espontaneamente campanhas sobre a TV digital.

Para a secretária de Serviços de Comunicação Eletrônica, Patrícia Ávila, o número de inserções estabelecido é suficiente, com base em uma simulação realizada pelo ministério. "Com uma média de cinco inserções diárias na TV, pelo menos 90% das pessoas são expostas a essas informações. E nos últimos três meses, o número de inserções será o triplo disso. Ou seja, as mensagens serão suficientes", avalia a secretária.

Fonte: Ministério das Comunicações

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