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Argentina lança primeiro satélite com tecnologia própria

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A Argentina lançou nesta quinta-feira (16) o Arsat-1, seu primeiro satélite geoestacionário de telecomunicações, desenvolvido com tecnologia própria, na base de Kourou, na Guiana Francesa.

"O Arsat 1 foi lançado com êxito ao espaço", informou a Presidência em um comunicado.

O satélite decolou às 21h44 GMT (18h44 de Brasília), a bordo de um foguete francês Ariane, que se desprendeu em seguida, até alcançar uma órbita de transferência, 300 km acima do nível do mar.

Imagens transmitidas pela televisão mostraram técnicos e cientistas comemorando na base de controle quando o satélite se desprendeu da estrutura do foguete. "Hoje é um dia histórico com o lançamento do Arsat 1, um satélite construído com tecnologia argentina, um investimento de 270 milhões de dólares e 1,3 milhão de homens-hora", disse o chefe do gabinete, Jorge Capitanich, com coletiva de imprensa.

Ele afirmou ainda que "70% de um satélite são as horas trabalhadas por cientistas e técnicos de alta qualificação".

O Arsat-1, com potência de 3.400 watts, foi desenvolvido ao longo de sete anos e fabricado na cidade de San Carlos de Bariloche (1.650 km a sudoeste de Buenos Aires) pelas estatais Invap e pela empresa Argentina de Soluções Satelitais (ArSat).

Quatrocentos especialistas participaram da construção do satélite geoestacionário que orbitará dando uma volta completa em 24 horas, o mesmo tempo em que a Terra dá uma volta completa em si mesma.

"A Argentina se soma ao seleto 'clube' de países que produzem este tipo de satélite - Estados Unidos, Rússia, China, Japão, Israel, Índia e (os da) zona do euro", declarou a presidente, Cristina Kirchner, no fim de agosto, quando o satélite partiu de Bariloche para ser levado à Guiana.

Este primeiro satélite - outro está em construção -, com vida útil estimada em 15 anos, terá sua potência máxima focada sobre Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.

Ele fornecerá serviços de telefonia celular, TV digital, internet e transmissão de dados, permitindo que regiões mais isoladas sejam cobertas.

Fonte: G1

Foto: AP

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Tempo de aprovação de patentes de até seis meses é tema da PLS 316/2013

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O tempo de aprovação de uma patente é considerado um dos pontos mais vulneráveis do panorama de inovação, ciência e tecnologia, na relação com interesse de investimento e implementação.

Restringe e muito a reunião de capitais para pesquisas científicas o fato de que, após formatada a solução, a espera pelo registro final da patente no INPI ( Instituto Nacional de Propriedade Industrial) ser muito lenta.

São anos no aguardo. É um procedimento árduo que exige paciência e persistência, atravessando a burocracia de diversos Governos brasileiros há muitos anos.
Relatório da Organização Mundial de Propriedade Industrial, órgão vinculado a ONU, mostra o Brasil na 19a posição, com 41.453 patentes válidas. Está praticamente empatado neste ranking com o Principado de Mônaco. O Japão, por exemplo, tem 1,6 milhão de patentes válidas, a Coréia do Sul 738 mil, a China 850 mil, França 490 mil.

O quadro de registro de patentes é um indicador da capacidade de produzir inovação e de criá-la dento dos parâmetros de competitividade.

E um dos gargalos desta competitividade é também o processo de registro de patentes, capaz de no Brasil chegar a incríveis 14 anos, em alguns casos, e um tempo médio de 4 a 8 anos na maior parte dos casos que exigem comprovação e documentação.

Tentando ajudar aos cientistas, inovadores, empreendedores e financistas a ultrapassarem esse obstáculo, o Senador Paulo Paim (PT-RS) está procurando soluções para o andamento do PLS 316/2013. A proposta é audaciosa e sugere um prazo máximo de 180 dias para a aprovação de patentes.

O senador gaúcho, ao justificar sua iniciativa, saúda o esforço de reestruturação do INPI, porém, do seu ponto de vista, a demora nos registros constitui um grave impedimento para a inovação, trazendo desvantagem no cenário de desenvolvimento econômico.

O senador afirma que "Essa é uma realidade inaceitável. Não é por acaso que esses países são, de fato, tecnologicamente mais avançados que o Brasil".

Designado relator da matéria, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) lamentou que a morosidade do processo de concessão de patentes e registro de marcas constitua "obstáculo à atividade dos inventores, pesquisadores e dos empresários brasileiros". Em seu relatório, declarou acreditar que a proposta estimulará o aumento da eficiência do INPI, demandando maior investimento na estrutura do órgão.

"O prazo de 180 dias, contados do pedido de exame ou da resolução das pendências apontadas pelo INPI, embora constitua medida ambiciosa, vai ao encontro do objetivo de eficiência que deve pautar a atividade econômica e a ação administrativa do Estado", salientou.



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Investir em Professores é orientação da ONU para mudar educação no mundo

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Investir nos professores é urgentemente necessário para proporcionar melhores oportunidades a milhões de crianças, jovens e adultos em todo o mundo, afirmaram representantes da ONU, em uma declaração conjunta à imprensa na ocasião do 20° aniversário do Dia Mundial dos Professores, no último dia 5 de outubro.

Uma das principais preocupações em muitos países é a falta de professores. De acordo com uma dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), mais de 1,4 milhão de professores são necessários para alcançar a educação básica universal até 2015.

“Enfrentamos hoje uma crise de aprendizagem global com 250 milhões de crianças que não aprenderam o básico, sendo que mais da metade passaram quatro anos na escola”, afirmaram.

“Um ensino inovador, inclusivo e focado em resultados é fundamental para 2015 e os anos posteriores”, acrescentaram, destacando que o apoio à eficácia dos professores é parte do projeto da agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015.

Na declaração, eles pediram investimentos em treinamentos mais rigorosos, melhores condições de emprego, recrutamento de professores com base em qualidade, bem como atrair e distribuir estrategicamente novos professores e talentos, especialmente os jovens e as mulheres de comunidades sub-representadas.

Foi destacado também o apoio ao projeto “Consulta Temática Global sobre a Educação”, que inclui várias ações para dar condições dignas de trabalho aos professores. Além disso, os representantes observaram que a qualidade do ensino depende de como os professores gozam de seus direitos básicos, como a proteção contra a violência, a liberdade acadêmica e a liberdade de aderir a sindicatos independentes.

Fonte: Notícias ONU

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Mudança dos tempos: o fim das lan houses

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Batizado como “Lei das Lan Houses”, o PLC 28/2011 é de autoria do deputado Vieira Reis (PMDB/RJ) e “declara tais estabelecimentos como de especial interesse social para universalização do acesso à rede mundial de computadores”. Ainda discutido ao longo de 2013, do ponto de vista de 2014 é um claro sinal de como as mudanças da sociedade civil são mais rápidas do que qualquer legislação.

Como evidência disso, há a notável informação de que foi fechada a última Lan House existente na comunidade de Heliópolis, o maior aglomerado humano de moradias populares da Grande São Paulo. Antiga favela reurbanizada, é verdadeiramente uma pequena cidade dentro de uma metrópole.

Algumas últimas Lan Houses em funcionamento, como a “MA Serviços” em Taboão da Serra, vem mudando seu perfil. Ao invés de vender acesso à web, passam a ser uma loja de internet e informática, oferecendo equipamentos, manutenção e aulas de inclusão digital.
Lan Houses x Smartphones

A velocidade do fim das Lan Houses acompanha a escalada de vendas de smartphones. Comparando com 2013, a alta de comercialização destes aparelhos nas lojas é de 179%. Já é possível ter boas opções a partir de R$ 300,00.

De todo volume de celulares vendidos no país diariamente,  os smartphones representam 79%.  Especialistas da empresa de pesquisas de mercado Nielsen, consideram ser possível este número chegar a 85% até o final deste ano.

A revolução em andamento, com a mudança de conexão da internet preferencialmente por bandas móveis em detrimento das bandas fixas, tem provocado súbitas transformações de forma geral na maneira das pessoas acessarem a web.

A navegação por celulares  trouxe  individualidade e livre acesso a internet para as pessoas. Ao invés de dividir espaço e de tempo contado como se fosse um taxímetro na Lan House, o consumidor por planos de R$ 30,00 a R$ 40,00 já pode ficar 24 horas online.

O impacto é tão grande e súbito, que mesmo grandes corporações como bancos, precisaram rapidamente lançar aplicativos para levar seu atendimento para a móbile comunicação.

Portanto a opção da população, e de forma inequívoca também nas camadas de renda C, D e E foi clara:  é mais interessante comprar seu smartphone, mesmo em parcelas com juros em redes de lojas como Pernambucanas, Magazine Luíza, Casa Bahia, Ponto Frio e outras, do que gastar dinheiro por pequenas faixas horárias em concorridas Lan Houses de tempos atrás.

Wi - Fi Público

Complementa este cenário as iniciativas do Governo Federal e diversas prefeituras de dotarem com infra- estrutura de acesso à internet diversos espaços públicos como parques, praças e centros comunitários de periferia.

Esta conexão pública e gratuita tem sido útil para muitos jovens de baixa renda como maneira de acessarem a web,  sem assumirem planos pós-pagos das operadoras de telefonia.

Permitem assim uma maneira autônoma de buscar notícias, ouvir música, ver vídeos e usar a internet para empreender e interagir.  Essa atitude de socializar e somar conhecimento com liberdade tem transformado as perspectivas de vida de muitos.

Essas mudanças de paradigma demonstram  o poder de mudanças provocado pelo manuseio próprio e pessoal da tecnologia, com o acréscimo de novas percepções, novas habilidades e expansão das formas de capacidade cognitiva.

As Lan Houses podem ter ficado para trás, tristes devem ter ficado seus empreendedores. Mas abriu-se um novo futuro onde sociedade e internet popularizada mostram-se cada vez mais íntimos.

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Produção científica no Brasil fica menos concentrada em São Paulo

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O percentual de pesquisas científicas publicadas pelas três universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) em relação ao total dos estudos feitos no Brasil vem caindo, num movimento de desconcentração da produção acadêmica.

Mas enquanto o índice de qualidade da produção estagnou na média do país, ele cresceu nessas três universidades, que hoje enfrentam problemas financeiros.

Esse quadro é revelado por uma tabulação de dados da base Web of Science feita pela Fapesp (agência paulista de fomento à pesquisa) a pedido da Folha.

Pelo menos 40% de toda a produção científica anual brasileira de 1993 a 2009 correspondeu às estaduais paulistas. Essa participação diminuiu a partir de 2010, chegando a 37% em 2012 e 2013.

Essa queda se deve principalmente à criação de novas instituições de pesquisa no país. Desde o início do governo Lula, em 2003, foram inauguradas 18 das atuais 63 universidades federais, segundo Paulo Speller, secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação.

Na média de toda a produção científica do Brasil, o indicador de qualidade, cuja base é a média de citações por artigo de cada instituição, era de 0,55 em 1981. Desde 2003, ele tem oscilado em torno de 0,69. Na Unesp, Unicamp e USP, esse índice de qualidade manteve a tendência de alta, chegando respectivamente a 0,67, 0,80 e 0,84.

Mesmo assim, o desempenho é inferior ao dos países desenvolvidos, que têm números superiores a 1 para o chamado "impacto relativo à média mundial".

VALORIZAÇÃO

O desempenho em quantidade e qualidade da Unesp, Unicamp e USP se deve em grande parte à tradição de valorização da pesquisa e ao ambiente favorável à competitividade na produção científica, segundo o físico Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp.

As três paulistas têm pelo menos 95% de doutores. A lei estabelece que as universidades devem ter ao menos um terço de professores mestres ou doutores.

Brito Cruz afirma também que as três estaduais têm acesso aos fundos da Fapesp, com os quais passam a ter o dobro dos recursos que já recebem de apoio à pesquisa pelo governo federal.

Ele aponta ainda a diminuição da burocracia e a agilidade na alocação de recursos para a pesquisa graças ao modelo de gestão orçamentária e financeira estabelecido desde 1989, único no país baseado na autonomia universitária prevista pela Constituição.

PRESSÃO

De 2004 a 2013, o total de artigos científicos publicados no Brasil aumentou 137%. Esse crescimento foi maior que o de 98% observado na Unesp, Unicamp e USP no mesmo período.

Pesquisadores ouvidos pela Folha destacaram que, nesses dez anos, o governo federal, principalmente por meio da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), aumentou seu investimento em projetos de pesquisa, mas, diferentemente da Fapesp, não evoluiu nas exigências de qualidade.

"É uma pressão sem limites para publicar cada vez mais rápido em vasta quantidade", afirma o biólogo Marcelo Hermes-Lima, da UnB (Universidade de Brasília).

A Capes não atendeu aos questionamentos da reportagem, da mesma forma que o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Das estaduais paulistas, a Unesp foi a que mais cresceu em qualidade, apesar de ainda ter o menor índice das três. Seu impacto relativo à média mundial passou de 0,26 em 1981 para 0,67 em 2013.

A receita, segundo a pró-reitora de Pesquisa Maria José Giannini, foi o foco da instituição no "aumento e na qualificação dos programas de pós-graduação e formação de recursos humanos competitivos".

Fonte: Folha de S.Paulo

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CMCT&I realiza última reunião antes da I Semana Municipal de Ciência, Tecnologia, Inovação & Desenvolvimento

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O Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia & Inovação (CMCT&I), que faz parte da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE), reuniu-se nesta quinta, 9, para dar continuidade aos últimos detalhes da Semana Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, que ocorrerá entre os dias 13 e 17 de outubro na Cidade.

O Coordenador do Desenvolvimento Econômico da SDTE Luiz Barbosa, presente na reunião, considera esse evento de "grande relevância tanto para o público especializado como para a popularização do conhecimento científico".

No encontro foi abordada a realização de uma minuta em nome do CMCT&I a ser enviada aos vereadores para sensibiliza-los na aprovação da Lei Municipal de Inovação e a criação do Fundo Municipal de Fomento à Ciência, Pesquisa e Inovação), que já passaram por diversas comissões da Câmara.

Outro ponto da pauta, foi a discussão de nomes para compor a Comissão de Avaliação de Propostas do Programa VAI TEC (Valorização de Iniciativas Tecnológicas).

A comissão de Avaliação será composta por 8 membros sendo 4 representantes de entidades do setor tecnológico. Os representantes do poder executivo deverão ser designados pelo Secretário Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo Artur Henrique e da sociedade civil pelo CMCT&I. Algumas entidades do âmbito estadual e federal foram citadas e deverão ser posteriormente consultadas.

Estiveram presentes na reunião: João Galvino, Carlos Lima e Claumir Bento da Secretaria Municipal da Educação; Wilson Bueno da SDTE; Dirce Balzan da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras; Percy Vieira da Associação de Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo; Luciane Ortega da Agência USP de Inovação; Diego Munõz da FAPESP; Ros Mari Zenha do IPT, Ana Maria Chudzinski, Linda Bernardes e Ana Olívia de Souza do Instituto Butantan; Simone Magalhães do Instituto Federal de São Paulo e Allen Habert do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo.

Foto: Itália Merenna
Por: Cristina Braga/ Prefeitura de São Paulo
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Mentoria reversa permite que jovem opine até na roupa do chefe

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Grandes empresas estão apostando em uma nova estratégia para estimular a troca de conhecimento entre gerações e atrair e reter talentos mais jovens: a mentoria reversa -profissionais menos experientes se tornam mentores de outros mais seniores.

"A prática começou a ser impulsionada em 1999 quando Jack Welch, então presidente da General Eletric, pediu que executivos de alto escalão da empresa procurassem mentores mais novos para ensiná-los a usar a internet", diz a coach Eva Hirsch.

A especialista afirma que o movimento no Brasil ainda é modesto, mas que há espaço para crescimento.

A empresa de comunicação Burson-Marsteller iniciou neste ano um programa de mentoria reversa: profissionais mais jovens, da área de comunicação digital, têm ajudado gerentes de outros setores.

"Com o crescimento da prática digital, houve a necessidade de consultar pessoas que tinham mais habilidade na área. E são os profissionais mais jovens, que já nasceram na era on-line", explica Patrícia Ávila, 49, vice-presidente de operações da empresa.

Amanda Allegrini, 22, é uma das mentoras reversas do programa. Ela afirma que se sente mais valorizada por isso. "Ver profissionais da liderança, que têm posições estratégicas na companhia, me pedindo opinião, me deixa mais motivada", diz.

Para Carlos Eduardo Pereira, sócio da consultoria de RH Top Quality, essa é uma das principais vantagens da prática. "De alguma forma, todo mundo é carente e busca protagonismo. Mais que dinheiro, as pessoas querem sentir que o que pensam e falam é levado em consideração."

A empresa de bens de consumo P&G também usou a mentoria reversa. Os funcionários da área de tecnologia se tornaram mentores dos gestores da organização para deixá-los mais eficientes com ferramentas digitais.

O venezuelano Simon Gamboa, 30, foi transferido para o Brasil à época e se tornou orientador da diretora de comunicação da empresa. A ideia era fazer encontros mensais para tirar dúvidas.

Ele afirma que o bom relacionamento entre mentor e mentorado é essencial para que o projeto dê certo. "É ótimo estar perto da liderança de um jeito diferente, em que seu gestor não te parece intocável. Mas é importante ter afinidade com a pessoa. Não basta só conhecer o tema."

Para Pereira, é importante que esse tipo de troca de conhecimento entre gerações esteja na cultura da empresa. "O ideal é que o programa seja bem explicado e que a companhia já tenha equipes mistas. Dessa forma, diminuem os riscos de antagonismo."

Esse antagonismo pode partir dos dois lados: os mais velhos podem não se sentir à vontade para pedir ajuda para os mais jovens, e os mais jovens podem se tornar arrogantes ao quebrar o paradigma da hierarquia.

"Pode ser algo complicado para os gestores. Eles estão acostumados a deterem o conhecimento e precisam ter humildade para assumir que não dominam algo e precisam de ajuda", explica Rodrigo Adissi, sócio da recrutadora MSA Recursos Humanos.

No caso dos mais jovens, Hirsch afirma que eles precisam ser preparados para saber lidar com a hierarquia. "Na maioria das vezes, a arrogância tem a ver com insegurança. A geração Y foi acostumada a falar de igual para igual com os pais. Temos que tomar cuidado com o que achamos que é arrogante."

Ela afirma que a prática é interessante para estimular a empatia entre os profissionais. "Quando há a troca de papeis, você aprende a se colocar no lugar do outro."

Mentoria externa

O Citibank, em parceria com o 99jobs, realizou um programa de mentoria reversa com os jovens que participaram do Summer Job da empresa: durante um mês, universitários passaram por diversas áreas do banco e, ao final, fizeram uma apresentação com ideias e sugestões sobre os produtos da empresa e a organização.

Para Eduardo Migliano, sócio fundador do 99jobs, o programa foi importante para que os profissionais mais experientes do banco tivessem contato com a geração mais nova, que está entrando no mercado de trabalho agora. "É interessante vê-los ouvirem de um estagiário que o modo como eles se vestem os distancia dos funcionários mais novos", explica.

Para André Salgado, 39, gestor da área de segurança de informação do banco, o resultado foi positivo. "Foi interessante ver as opiniões que a geração mais nova tem sobre um dos segmentos mais tradicionais do mercado."

Ele afirma que, por ter em sua equipe profissionais mais jovens e mais velhos, tenta estimular a troca de conhecimento. "Enquanto os mais experientes são mais analíticos, os mais jovens executam mais rápido", diz.

Miguel Longuini, 21, que participou do programa como universitário, afirma que a receptividade dos gestores animou os jovens. "Às vezes você tem profissionais muito experientes, mas que não estão adaptados aos movimentos que estão acontecendo. As coisas mudam rápido, nossa geração já nasceu sabendo disso."

Fonte: Folha de S.Paulo

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USP e CNPq promovem primeira Virada Científica de São Paulo

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Simulação de terremoto, visita ao interior de uma célula humana gigante, shows de física, química e de matemática, workshop de criação de jogos de tabuleiro, palestras, caminhada monitorada, futebol de robôs e observação noturna do céu. Essas são algumas das atividades que serão realizadas na primeira edição da Virada Científica, promovida pela USP em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI). O evento terá 24 horas de duração, com início às 8 horas do dia 11 de outubro. A entrada é franca e não há restrição de idade e público.

Serão realizadas mais de 100 atividades, entre oficinas, experimentos, shows, jogos, palestras, sessões de cinema e de planetário – boa parte delas voltadas às crianças. A programação estará disponível a partir do dia 6 de outubro no site www.prceu.usp.br/viradacientifica. As atividades ocorrerão na Cidade Universitária, no Instituto Butantan, no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na Faculdade de Medicina (Zona Oeste), na Casa de Dona Yayá (Centro) e no Parque CienTec (Zona Sul).

Sete museus da USP também estarão abertos ao público com entrada franca: Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, Museu de Arqueologia e Etnologia, Museu Republicano Convenção de Itu, Museu de Anatomia Veterinária, Museu Oceanográfico, museus do Instituto Butantan e Museu de Geociências.

Duas unidades da USP fora da capital também participarão da Virada Científica: a Escola de Engenharia de Lorena (EEL), no interior, e o Engenho dos Erasmos, no litoral.

“A Virada Científica será importante para estabelecer uma conexão mais estreita com a sociedade, já que nossa produção científica é feita para ela. Além disso, ajudará a construir ações educativas no campo da ciência com potencial para estimular vocações nessa área”, afirma Maria Arminda do Nascimento Arruda, pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP – órgão responsável pela coordenação geral do evento. A concepção e organização são dos professores Mikiya Muramatsu e Vera Bohomoletz Henriques, do Instituto de Física (IF) da USP.

A expectativa de público é de 10 mil participantes. Dentro da Cidade Universitária, haverá reforço no policiamento e serão disponibilizados ônibus para facilitar o deslocamento dos participantes. Parte dos restaurantes estará em funcionamento no dia do evento.

Mais informações:  email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Fonte: USP

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

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Cientistas criam cristal que permite respirar debaixo d'água sem ajuda de tanques

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Respirar debaixo d'água já foi o sonho de toda criança, mas a dura realidade mostra que, se você quer mergulhar por longos períodos, precisa aprender a utilizar tanques de oxigênio. Uma nova invenção de cientistas da Universidade do Sul da Dinamarca, entretanto, pode ajudar a todos ficarem mais próximos de heróis como o Aquaman.
Os pesquisadores desenvolveram um material cristalino que absorve e armazena oxigênio de qualquer ambiente que o envolve, o que significa que não mais precisaríamos de tanques de oxigênio para mergulhar. Usando cobalto, o material consegue tanto absorver quanto liberar oxigênio sem na necessidade de grandes e pesados aparelhos de armazenamento.

Apenas alguns grãos do material são o suficiente para absorção de todo o oxigênio necessário para a respiração. Uma colher seria o bastante para absorver o oxigênio de toda uma sala. A invenção, portanto, seria prática o suficiente para mergulhadores.

Um outro uso imaginado pelos cientistas é ajudar pacientes com problemas de pulmão, que precisam da ajuda de tanques de oxigênio."Quando a substância está saturada de oxigênio, ela se parece com um tanque comum de armazenamento", afirma Christine Mckenzie à Business Insider. "A diferença é que este material consegue armazenar três vezes mais oxigênio", explica.

Fonte: Estadão PME

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Inclusão Digital por Telecentros Públicos transforma a vida das pessoas

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Programas  públicos como o Telecentro.br e Telecentros Comunitários vem mudando a vida de muitas pessoas proporcionando inclusão digital gratuita.

Em diversos Estados, espaços públicos vêm sendo ocupados por monitores e computadores para aulas básicas de internet. As pessoas aprendem tudo que é funcional para usar a web com seus benefícios básicos.

Começa com o mais simples, como ligar e desligar um computador, manuseio de teclado, acesso à banda larga, o que é um email,  como abrir e ter um, o que é um link, como criar um perfil de rede social e assim por diante.

O acesso à web para os excluídos digitais

Segundo dados do  IBGE cruzados com o PNAD,  31,5% dos brasileiros não sabem usar a internet. Parte alega não ter interesse, parte alega ter desconhecimento, parte alegar saber pouco sobre o assunto.

Uma realidade é que apenas 1/3 dos lares brasileiros tem acesso a banda larga. Esse quadro retrata de fato a exclusão digital na realidade.

Uma quantidade expressiva desta parte da população é composta por famílias de baixa renda, ambiente rural e a chamada terceira idade.

Relativo ao segmento de baixa renda,  o determinante maior é a incapacidade  financeira de adquirir algum tipo de aparelho conectivo ou assumir conta fixa mensal para acesso.  Esse fenômeno agrava-se mais ainda com a redução do negócio de “lan house” no país, um modelo em extinção na maior parte do território brasileiro devido à inviabilidade econômica dada à popularização da internet via banda móvel.

As áreas rurais em regiões remotas sofrem pela ainda deficiente infraestrutura de sinal em locais com este perfil. Estão fora do radar de interesse das grandes operadoras de telefonia pelo baixo retorno e assim entregues à própria sorte. A única chance é internet via satélite, uma modalidade cara e precária.

Já a população da terceira idade teve dificuldade de acompanhar as mudanças e novidades tecnológicas. Mal estava se acostumando a manusear os controles remotos inteligentes das novas tvs e o controle de DVDS e agora tem que aprender a usar celular e internet. É um desafio difícil, pois foge do tangível para lidar com conceitos mais abstratos das funcionalidades. Lidar com ícones ao invés de botões muitas vezes é um empecilho.

O acesso à web dinamiza sociedade e economia

Através da web segmentos populacionais até então excluídos digitalmente conseguem socializar e empreender. Conseguem estabelecer uma qualidade até então inexistente de comunicação em velocidade instantânea.

Com este acesso micro negócios aceleram suas atividades, criando sites, recebendo pedidos, fazendo encomendas, divulgando suas atividades. Injetam, assim, uma  nova dinâmica comercial e de trocas na comunidade.A comunidade passa a depender menos de logísticas tradicionais e do boca a boca, ganha fenômeno de multiplicação.

Já a terceira idade tem sido um público surpreendente nas redes sociais. Na medida em que conseguem aprender princípios básicos de navegação, acolhem novas e antigas amizades e assim mantém a percepção de participação e inserção, trazendo melhorias psicológicas e de auto-estima.

Em idades mais avançadas, o uso das redes sociais tem conseguido gerar maior longevidade nos interesses das pessoas.  A curiosidade prossegue atiçada e viva.

Afora isso ocorre o fenômeno da democratização da informação. Com diversos portais de notícias gratuitos, as pessoas têm a chance de nas mais diversas regiões do país  coletarem informações em meios de comunicação nacionais e internacionais, aumentando o alcance daquilo que sabem e desejam saber.

Multiplicação da Inclusão Digital – Governo e ONGS

Muitos Telecentros de Inclusão Digital são montados por verbas públicas e operados por organizações sociais especializadas. A proposta é conseguir efetivar com menos amarras estes projetos.

Em Brasília, por exemplo, a ONG Programando o Futuro é uma das mais ativas no setor. Sua coordenadora, Silvana Lemos é responsável por diversas oficinas de alfabetização digital.

Segundo ela,  “a inclusão digital é o direito de todo cidadão brasileiro de fazer parte da sociedade da informação. Em muitas comunidades distantes de grandes centros, seja na periferia das cidades ou na área rural, a inclusão digital tem encurtado distâncias na utilização de serviços públicos, permitido o acesso à informação, e sido uma oportunidade para as pessoas se colocarem, se manifestarem, se comunicarem, e, o mais importante, possibilitado o compartilhamento de conhecimento e a construção em conjunto. O computador é apenas uma ferramenta. Saber manuseá-lo, assim como a utilização de softwares livres, abre um universo novo para acesso ao conhecimento. Precisamos ficar atentos, pois há uma nova forma de nos comunicarmos e os jovens têm se apropriado das tecnologias com muita facilidade. Noventa e seis por cento dos brasileiros têm pelo menos um aparelho celular e esta mobilidade precisa ser incorporada em todos os processos, principalmente na educação e ao alcance de todas faixas etárias e sociais”.

O estudo sintetizado pelo PNAD após a publicação do Mapa de Inclusão Difgital,  sugere também que o Poder Público crie mais espaços comunitários de inclusão digital, amplie a municipalização destes serviços e invista em banda larga de qualidade nestes recintos. A alfabetização digital ganha corpo hoje como no passado ganhou a Alfabetização na língua portuguesa que levou ao surgimento do conhecido Mobral.

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Sociedade civil cria cada vez mais formas de monitorar os atos de gestão pública pela web

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A Lei da Responsabilidade Fiscal colocou limites nos gastos públicos. E a  Lei de Acesso à Informação criou uma poderosa forma de acompanhamento das contas públicas por parte da imprensa e dos cidadãos, criando a chamada Transparência.

Juntas e combinadas, estão levando a um surpreendente empoderamento de qualquer indivíduo interessado em acompanhar a execução de atos e contas de qualquer área do setor público.

Recentemente a Justiça derrubou ação da USP que impedia a publicação dos nomes e salários de todo seu quadro docente. Essa decisão acabou dando fim à ausência de liberação de dados em um dos últimos redutos resistentes, as Universidades públicas.

Todos os dados estão na web ?

Ainda não. Dos mais de 5500 municípios brasileiros, pelo menos 25% não tem sites na internet por parte de suas Prefeituras e Câmaras Municipais. Assim estão descumprindo a legislação vigente de transparência.

Através de programas de suporte ao legislativo e ao executivo, diversos órgãos do Governo Federal estão disponíveis para dar assistência para viabilizar tecnologia para estas unidades da Federação. Entretanto, depende ou da boa vontade de seus gestores procurarem estas soluções, ou do aperto e pressão estabelecido pelos Tribunais de Contas e Ministérios Públicos.

A transparência na web passou a ser considerado um critério de qualidade de cidadania por parte do Poder Público. E os benefícios são tão grandes para a sociedade, que inclusive a Justiça Eleitoral via TSE e TREs , proibiu que órgãos e institutos públicos com mandatários na posição de candidatos eleitorais, mantivessem respectivos sites no ar. Ou seja, a prestação de serviços poderia virar propaganda.

O cerco aos atos públicos

As agendas dos principais Ministérios, Secretarias Estaduais, Presidentes de Estatais, Governadores e Prefeitos também está online. É a forma através da qual a imprensa interessada acompanha passo a passo do expediente dos agentes políticos.

De posse destas informações, conseguem ter ponto de partida para investigar temas e assuntos tratados, fazer entrevista entre as partes, especular os assuntos sociais e os assuntos realmente de fundo destas reuniões.

Hoje a imprensa descobrir um encontro fora da agenda online de um Presidente, Governador ou Prefeito, remete a um sinal de fumaça de desconfiança e pode significar uma busca mais apurada de detalhes pelo que eventualmente possa estar sendo escondido.

Há outro tipo de ato público também sendo rastreado. São as “pegadas digitais”.  Foi, por exemplo, criado no Twitter o perfil “Brasil WikiEdits”  (https://twitter.com/brwikiedits) , inspirado no perfil americano “Congress-edits” (https://twitter.com/congressedits).

A proposta é monitorar todas as alterações anônimas feitas na Wikipédia a partir de IPs destes órgãos públicos: do Senado Federal, Supremo Tribunal Federal (STF), Câmara dos Deputados, Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Procuradoria Geral da República (PGR), Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), Petrobras, Banco Central, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Assim é possível vistoriar pelo quê e porquê são feitas estas modificações.

Metas Educacionais

Neste mês de outubro foi lançado o “Observatório do PNE”. É uma iniciativa de diversas entidades: Capes, Cenpec, Itaú Social, Fundação Lemann, SBPC, Unesco e muitas outras organizações.

Unidas tem a preocupação de balizar a execução do Plano Nacional de Educação e colocar uma atenção especial em sua curva de desempenho mensal.

Se a Educação é realmente uma prioridade de todos, acompanhar cada detalhe do desempenho escolar região por região, município por município, possibilita um rico cruzamento de dados para uma avaliação mais rigorosa.

Debater os dados a cada ano é um prazo muito longo para a sociedade moderna e conectada. Portanto, este monitoramento online do PNE é um recurso para trazer de fato a Educação para o centro dos debates minuto a minuto.

A ferramenta do monitoramento online do Observatório pode ser seguida aqui: http://www.observatoriodopne.org.br/pne/linha-do-tempo . Qualquer um pode vistoriar se as metas estão sendo atingidas no local desejado.

“Franquia” Observatório Social

A demanda e a importância pelo controle público é grande e transversal a todas esferas, sejam elas municipais, estaduais ou federais. Para poder ter este acompanhamento é necessário estar suprido de ferramentas e softwares adequados.

Visando isso,  o portal “Observatório Social” acabou criando um modelo a ser replicado, uma espécie de franquia de monitoramento do setor público. Ele criou uma série de sistemas de rastreamento e cruzamento de dados que formam um verdadeiro “kit”, com expertise e aplicação nesta finalidade.

Já fazem alguns meses onde passou a conceder a ativistas de diversas regiões do país este “kit”, através do qual, as pessoas podem focar na gestão pública sediada em sua cidade.  Muitas vezes os interessados são advogados, dirigentes sindicais e lideranças comunitárias.

Bem ou mal, personificam um papel muitas vezes ausente no município pelo fato de a imprensa ser fraca fora das grandes cidades. Ou nem sempre existir uma imprensa independente, já que para se financiar precisa dos anúncios da Prefeitura.

Ainda é cedo e algumas destas experiências poderão prosperar de forma positiva e contribuidora ou não. Poderão inclusive serem usadas como forma de manipulação política ou eleitoral. Entretanto, sinalizam um movimento da sociedade em trabalhar por sua própria conta, retomando uma fiscalização do setor público de forma direta.

O agente desta transformação é o meio internet. A eficácia desta transformação é dada pela publicação obrigatória de dados públicos na web e pelo desenvolvimento de softwares capazes de “varrerem” todas estas informações com inteligência e de forma praticamente instantânea.

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SINTPq leva palestra sobre biocombustíveis para Semana Municipal de C&T

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Biocombustíveis: erro ou solução? Para responder a essa pergunta o SINTPq traz no dia 14 de outubro, às 15h, o renomado químico, pesquisador e professor titular aposentado da Unicamp, Ulf Schuchardt, para a terceira edição do Café SINTPq.

O evento acontece no auditório do CTBE, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e integra a programação da Semana Municipal e Nacional de Ciência e Tecnologia.

O Brasil é um dos principais produtores e consumidores de biocombustíveis, exportando tecnologia e matéria-prima. Neste ano, a Agência Internacional de Energia (IEA) projetou um incremento de 200% na produção dos biocombustíveis brasileiros, saindo de 1,3 milhão para 4,1 milhões de barris até 2035. A expectativa da Agência é de que o país responda ainda por 40% da exportação mundial.

A pesquisa de biocombustíveis ganhou força no país na década de 1970 com a criação do Programa Nacional do Álcool (PROÁLCOOL) após a primeira crise do petróleo. O programa introduziu o etanol de cana-de-açúcar na produção de combustíveis em larga escala no Brasil. Atualmente, os dois principais biocombustíveis líquidos utilizados no país são o etanol e o biodiesel.

De acordo com informações da Petrobras, pesquisas a partir do aproveitamento da celulose existente no bagaço da cana, etanol de segunda geração, podem ampliar a capacidade de produção da empresa em 40%, sem aumento na área plantada. A Petrobras Biocombustível tem atualmente capacidade de produção estimada em 1,5 bilhão de litros de etanol ao ano.

Além de alternativa ao consumo do petróleo, os biocombustíveis são ainda opções mais sustentáveis e de extrema importância para áreas econômicas, como o setor sucroalcooleiro. Em sua base de atuação, o SINTPq representa trabalhadores de empresas que desenvolvem pesquisa e tecnologia em biocombustíveis.

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