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Comunicação

Inovações das Parcerias Público-Privadas da Unicamp já geraram 400 projetos patenteados

Há pouco mais de dois anos o Polo de Inovação da Unicamp, constituído no Parque Tecnológico, foi criado para abrigar especialmente as parcerias público-privadas, com financiamento de empresas interessadas em pesquisas e desenvolvimentos específicos.

As parcerias são variadas, abrigando o incentivo de marcas como Samsung e Lenovo, por exemplo. Nas atividades estão envolvidos mestres, docentes, pesquisadores e estudantes. São mais de 200 pessoas envolvidas com os processos.

Os campos de busca de inovações são variados: agricultura e saúde animal, materiais, energia e combustíveis, papel e celulose, software, saúde humana e nanotecnologia, entre outros. Cada ação iniciada é levada até a obtenção de uma solução satisfatória, depois devidamente patenteada.

Existem projetos com destino final já encaminhado, tendo em vista serem financiadas por empresas com interesse específico. Porém há diversos outros trabalhos sem destino certo, disponíveis para o mercado e interessados. São mais de 400 projetos expostas em uma verdadeira “Vitrine Tecnológica”.

O banco desses projetos pode ser consultado aqui.

PF faz operação contra fraudes no seguro-desemprego

Policiais federais prenderam pelo menos cinco pessoas na manhã de hoje (15) em Brasília. As detenções, temporárias, são resultado da Operação MAC 70, deflagrada na capital federal para desarticular uma organização suspeita de desviar mais de R$ 15 milhões do seguro-desemprego.

Segundo a Polícia Federal (PF), os investigados contavam com a ajuda de funcionários do Sistema Nacional de Emprego (Sine) para inserir dados falsos no sistema do seguro-desemprego. Durante as investigações, que começaram em outubro de 2014, os policiais identificaram que as pessoas cujos dados pessoais eram usados são reais e estão espalhadas por mais de dez unidades da Federação. A PF ainda apura se essas pessoas tinham conhecimento de que seus dados pessoais estavam sendo usados indevidamente e se elas eram ou não beneficiárias do esquema.

Com base nos indícios já recolhidos pela PF, a Justiça expediu 15 mandados de busca e apreensão, 11 de condução coercitiva (quando o investigado é levado para prestar depoimento e liberado em seguida) e quatro de prisões temporárias – o quinto preso, segundo a assessoria da PF, é o pai de um dos investigados, em cuja casa, alvo de um mandado de busca e apreensão, foi encontrada uma arma.

Os investigados responderão pela prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informação e associação criminosa. Além disso, serão feitas investigações a fim de garantir o ressarcimento do prejuízo suportado pela União.

Os suspeitos responderão pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informação e associação criminosa.

Fonte: Agência Brasil

Nota unificada das Centrais Sindicais: Em defesa dos direitos e do emprego

Reunidas na sede nacional da CUT em São Paulo, as centrais sindicais brasileiras – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB – vêm à público manifestar sua posição contrária às duas Medidas Provisórias do Governo Federal (MP 664 e MP 665) editadas na virada do ano, sem qualquer consulta ou discussão prévia com a representação sindical dos trabalhadores e trabalhadoras que, em nome de “corrigir distorções e fraudes”, atacam e reduzem direitos referentes ao seguro-desemprego, abono salarial (PIS-Pasep), seguro-defeso, auxílio-reclusão, pensões, auxílio-doença e, ainda, estabelece a terceirização da perícia médica para o âmbito das empresas privadas.

As medidas incluídas nas duas MPs mencionadas prejudicam os trabalhadores ao dificultar o acesso ao seguro-desemprego com a exigência de 18 meses de trabalho nos 24 meses anteriores à dispensa, num país em que a rotatividade da mão de obra é intensa, bloqueando em particular o acesso de trabalhadores jovens a este benefício social. As novas exigências para a pensão por morte penalizam igualmente os trabalhadores: enquanto não se mexe nas pensões de alguns “privilegiados”, restringem o valor do benefício em até 50% para trabalhadores de baixa renda.

As Centrais Sindicais condenam não só o método utilizado pelo Governo Federal, que antes havia se comprometido a dialogar previamente eventuais medidas que afetassem a classe trabalhadora, de anunciar de forma unilateral as MPs 664 e 665, bem como o conteúdo dessas medidas, que vão na contramão do compromisso com a manutenção dos direitos trabalhistas.

De forma unânime as Centrais Sindicais reivindicam a revogação/retirada dessas MPs, de modo a que se abra uma verdadeira discussão sobre a correção de distorções e eventuais fraudes, discussão para a qual as Centrais sempre estiveram abertas, reafirmando sua defesa intransigente dos direitos trabalhistas, os quais não aceitamos que sejam reduzidos ou tenham seu acesso dificultado.

As medidas, além de atingirem os trabalhadores e trabalhadoras, vão na direção contrária da estruturação do sistema de seguridade social, com redução de direitos e sem combate efetivo às irregularidades que teriam sido a motivação do governo para adotá-las. Desta maneira, as Centrais Sindicais entendem que as alterações propostas pelas MPs terão efeito negativo na política de redução das desigualdades sociais, bandeira histórica da classe trabalhadora.

As Centrais Sindicais farão uma reunião com o Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República no dia 19 de janeiro, em São Paulo, na qual solicitarão formalmente a retirada das referidas medidas pelo Poder Executivo e apresentarão suas propostas.

As Centrais Sindicais também expressam sua total solidariedade à luta contra as demissões de trabalhadores e trabalhadoras da Volkswagen e Mercedes Benz ocorridas também na virada do ano e consideram que a sua reversão é uma questão de honra para o conjunto do movimento sindical brasileiro. As Centrais Sindicais consideram inaceitável que as montadoras, empresas multinacionais que receberam enormes benefícios fiscais do governo e remeteram bilhões de lucros às suas matrizes no exterior, ao primeiro sinal de dificuldade, demitam em massa.

As Centrais Sindicais também exigem uma solução imediata para a situação dos trabalhadores e trabalhadoras das empreiteiras contratadas pela Petrobrás; defendem o combate à corrupção e que os desvios dos recursos da empresa sejam apurados e os criminosos julgados e punidos exemplarmente. No entanto, não podemos aceitar que o fato seja usado para enfraquecer a Petrobras, patrimônio do povo brasileiro, contestar sua exploração do petróleo baseada no regime de partilha, nem sua política industrial fundamentada no conteúdo nacional, e, muito menos, para inviabilizar a exploração do Pré-Sal. As Centrais também não aceitam que os trabalhadores da cadeia produtiva da empresa sejam prejudicados em seus direitos ou percam seus empregos em função desse processo.

Por fim, as Centrais Sindicais convocam toda sua militância para mobilizarem suas bases e irem para ruas de todo país no próximo dia 28 de Janeiro para o Dia Nacional de Lutas por emprego e direitos. Conclamam, da mesma forma, todas as suas entidades orgânicas e filiadas, de todas as categorias e ramos que compõem as seis centrais, a participarem ativamente da 9ª Marcha da Classe Trabalhadora, prevista para 26 de Fevereiro, em São Paulo, para darmos visibilidades às nossas principais reivindicações e propostas.

CUT

Investimento em satélites próprios pode dar autonomia de comunicação e informação ao país

Há pouco mais de um ano os Estados Unidos desativaram o seu mais antigo satélite meteorológico. A decisão americana afetou diretamente diversos serviços brasileiros de previsão do tempo, como o Climatempo e Embrapa.

O satélite era usado na forma de “carona” pelos técnicos brasileiros para prever o tempo. Ele conferia maior precisão nas análises e fornecia dados regionais bem específicos.

O esforço para se colocar em órbita um satélite e a convergência necessária de tecnologia restringe a iniciativa a Governos ou grandes corporações interessadas em investimentos de longo prazo.

Recentemente, os investimentos nesse setor ocorreram no fornecimento de sinais para TV por assinatura e de internet via satélite. Esses investimentos foram frutos de ações de grupos como o Hughes/Sky ou da antiga Telemar/Oi (atualmente o satélite é da Hispamar).

Instituições importantes como o INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - queixam-se da ausência de aporte de recursos de maneira sequencial e reposição de quadros de técnicos e cientistas.

Apesar disso, o INPE em dezembro pôde celebrar o sucesso da colocação em órbita do satélite CBERS-4, lançado em Taiwan, na China, em investimento sino-brasileiro.
Com este satélite o Brasil retomará sua capacidade de gerar dados próprios a respeito de clima e também sobre o desmatamento em seu território, ocupação em suas regiões e controle de sua bacia hídrica. A geração de dados próprios resulta no patrimônio de informações e conhecimentos únicos, feitos pelo país e para o país.

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