Amazul: Justiça do Trabalho remarca audiência de mediação para sexta-feira (24)

Caso a contraproposta da empresa seja recusada, as partes se reunirão com o judiciário e o MPT

22/06/2022

Na tarde desta quarta-feira, dia 22, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) respondeu positivamente ao pedido do sindicato para reagendamento da audiência de mediação, anteriormente marcada para a mesma data da assembleia. Dessa forma, caso a contraproposta da empresa seja recusada, as partes se reunirão com o desembargador Valdir Florindo e o Ministério Público do Trabalho na sexta-feira, dia 24, às 14h. Confira o despacho no link.

Como já informado, o SINTPq defende a rejeição das condições até aqui formalizadas, propondo as seguintes ações:

  • Recusa da contraproposta, realização de mediação já marcada no Tribunal Regional do Trabalho, continuidade do estado de greve e mobilização com distribuição de adesivos temáticos e diálogo constante com os trabalhadores.
  • Havendo avanços nas tratativas, convocação de nova assembleia para avaliação dos trabalhadores.
  • Persistindo o impasse, o sindicato proporia à Amazul a concessão de comum acordo para instauração de dissídio coletivo, evitando assim a realização de greve.
  • Caso a empresa recuse o comum acordo, convocação de assembleia para deliberar sobre o início da greve visando a instauração de dissídio coletivo.

Cabe ressaltar que, havendo instauração de dissídio com ou sem greve, o prazo de 30 de junho alegado pela empresa não terá qualquer validade.

A direção da Amazul já deu diversos sinais em seus comunicados de que é possível obter avanços na contraproposta. Justamente por isso, o sindicato defende a continuidade da luta. É válido lembrar os prejuízos que a aprovação das atuais condições causariam no curto, médio e longo prazo.

  • De imediato, os benefícios seguirão congelados e os salários perderão 3,06% de valor, além de dois meses de retroatividade não paga.
  • No médio prazo, essa aceitação será uma sinalização para que a Amazul se sinta confortável em retomar suas propostas de 0%.
  • Por fim, a longo prazo, a defasagem se estenderá pela vida profissional de todos, impactando em direitos como FGTS, férias, INSS e 13º salário.

Na campanha salarial do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), o clima de insegurança e cansaço após tantos ataques era semelhante. Entretanto, os trabalhadores optaram pela luta e, após greve e vitórias judiciais, conseguiram a correção inflacionária completa. Cada empresa possui sua realidade, mas esse não deixa de ser um bom exemplo de que a luta vale a pena.

Reflita sobre as diferentes questões envolvidas e manifeste sua opinião. Mais do que definir a aprovação ou recusa de uma contraproposta, as assembleias de amanhã poderão impactar diretamente o futuro da empresa, abrindo caminho para dois cenários diferentes: a continuidade do espírito combativo e das vitórias coletivas ou o mergulho definitivo na “emgepronização” da Amazul.

Qual a Amazul que queremos para o futuro? Uma empresa forte, com boas relações de trabalho e trazendo cada vez mais benefícios ao país ou uma instituição sucateada, com profissionais indo embora por falta de perspectiva? A decisão está nas mãos dos trabalhadores e das trabalhadoras.

ASSEMBLEIAS 23/06

  • 9h: Refeitório do CTMSP
  • 11h: Auditório da sede da Amazul
  • 15h: Auditório do CINA - Aramar