Estudo do CESIT/Unicamp destaca importância dos sindicatos na luta contra a escala 6x1
SINTPq ressalta que a organização coletiva é essencial para enfrentar jornadas abusivas e defender a redução do tempo de trabalho.

Foto: Agência Brasil
O Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SINTPq) reforça a importância da organização sindical na luta pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho no Brasil. O tema é analisado no artigo “Sindicatos para fazer valer direitos: e lutar por mais”, publicado no dossiê sobre o fim da escala 6x1 do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (CESIT), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O texto aponta que a escala 6x1, modelo que estabelece seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso, expressa um processo mais amplo de desregulamentação das relações de trabalho. Segundo os autores, esse movimento se intensificou após a Reforma Trabalhista de 2017, que fragilizou instrumentos de proteção coletiva e reduziu direitos históricos da classe trabalhadora. De acordo com o estudo, o enfraquecimento das organizações sindicais foi um dos objetivos centrais das mudanças promovidas pela reforma. Ao limitar a atuação sindical e reduzir mecanismos de negociação coletiva, abriu-se espaço para a ampliação de jornadas mais extensas, aumento da informalidade e deterioração das condições de trabalho.
A discussão sobre a jornada acompanha a própria história das lutas sociais no país. A redução do tempo de trabalho foi uma das principais pautas da greve geral de 1917. Ao longo do século XX, conquistas como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943, e a Constituição Federal de 1988 estabeleceram limites para jornadas abusivas e ampliaram direitos.
O artigo também destaca que o debate atual sobre a escala 6x1 está ligado a transformações estruturais no mundo do trabalho, marcadas pela expansão da informalidade, pela precarização das relações de trabalho e pelo crescimento de novas formas de contratação, como o trabalho por aplicativos.
Para o SINTPq, esse cenário reforça a necessidade de fortalecer a organização coletiva dos trabalhadores. A ação sindical é fundamental para defender direitos conquistados, enfrentar retrocessos e avançar na construção de novas garantias trabalhistas.
O artigo integra o dossiê sobre o fim da escala 6x1 publicado pelo Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (CESIT/Unicamp). O texto é assinado por Miguel Eduardo Torres, Ricardo Patah, Antonio Neto, João Carlos Gonçalves (Juruna), Francisco Canindé Pegado e Álvaro Egea.
O estudo completo pode ser acessado no site do CESIT/Unicamp no link:
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