Sindicalismo no Brasil ainda é engessado por sua criação
tinuando a série especial sobre movimento operário em comemoração ao 1º de Maio, após contextualizado seu surgimento no último boletim, vamos entrar agora em particularidades do sindicalismo no Brasil.
O que conhecemos como sindicatos hoje é a evolução do movimento operário do meio do século XIX. Toda a base jurídica de funcionamento é dessa época. É certo que Getúlio Vargas instituiu a maioria dos direitos trabalhistas, além do Ministério do Trabalho e da Justiça do Trabalho, mas é certo também que ele engessou o movimento e com isso limitou a luta, sem que as bandeiras de igualdade e socialização dos meios de produção fossem levadas a frente.
O movimento começou com os imigrantes italianos, que chegaram para trabalhar nas fabricas e encontraram um cenário atrasado em relação aos direitos, bem diferentes do que existia na Europa, inclusive com práticas escravocratas de punições físicas.
Rapidamente esses homens começaram a se organizar, formando o que viria a ser os sindicatos. O movimento sindical efetivou-se basicamente no século XX, em decorrência da industrialização e esteve ligado a correntes ideológicas como o positivismo, o marxismo, o socialismo, o anarquismo, o anarcossindicalismo, o trabalhismo vanguardista e o populismo.
A movimentação mais forte no Brasil ocorreu em São Paulo, onde os imigrantes integravam a massa de trabalhadores das fábricas e indústrias. Os sindicalistas ativos eram os anarquistas italianos que, surpreendendo os governantes, desencadearam uma onda de rebeliões, contida com violenta repressão policial.
Apesar da grande participação dos trabalhadores, a maioria das lideranças não era de proletariados, era de advogados, engenheiros, jornalistas e intelectuais, mais preocupados com a política do que com a classe trabalhadora.
Hoje o sindicalismo passa por desafios como a economia globalizada, terceirizações fracionamento ao extremo dos processos de produção (de produtos e serviços) e a falta de identidade da classe média assalariada com a causa operária. Esta maioria social contribui com as políticas neoliberais de substituição de direitos em troca de premiações e incentivos individuais e posteriormente é descartada aos cuidados do Estado.
Na próxima semana, o foco das matérias especiais será os direitos trabalhistas no Brasil e, por fim, a História do 1º de Maio.
Veja também
CNPEM inicia o Ciência Aberta 2026 nos dias 29 e 30 de maio
29/05/2026Foto: Julio Fujikawa O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), ...
Trabalhadores do CNPEM aprovam pauta e dão início à campanha salarial 2026/2027 do SINTPq
27/05/2026Foto: Lara Naves Cerca de 150 trabalhadores e trabalhadoras do Centro Nacional de Pesquisa em Energia ...
SINTPq convoca trabalhadores da FEALQ para assembleia virtual da campanha salarial 2026/2027
27/05/2026O Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SINTPq) ...














