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SINTPq reforça alerta da CNBB sobre violência, desigualdade e precarização do trabalho

CNBB denuncia agravamento social e trabalhista; sindicato reforça crítica à pejotização e defende organização da classe trabalhadora

30/04/2026

bispos

Foto: Divulgação / CNBB

O Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SINTPq) faz um alerta diante da nota divulgada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no último dia 24, em Aparecida (SP), que aponta o agravamento da violência, das desigualdades sociais e da precarização das relações de trabalho no país. Para o sindicato, o documento confirma um cenário já vivenciado pela classe trabalhadora, marcado pelo avanço da pejotização, pela fragilização de direitos e pela ausência de respostas estruturais do Estado.

Na avaliação do SINTPq, o destaque dado pela CNBB à precarização do trabalho dialoga diretamente com a realidade enfrentada por trabalhadores de diversos setores, incluindo ciência e tecnologia. O avanço da pejotização, em debate no Supremo Tribunal Federal, representa, segundo a entidade, uma ameaça concreta à Consolidação das Leis do Trabalho e à proteção social construída historicamente. Ao afirmar que “onde desaparece o Estado, vigora a lei do mais forte”, a CNBB sintetiza, segundo o sindicato, o risco de aprofundamento das desigualdades em um cenário de flexibilização de vínculos e redução de garantias trabalhistas. O SINTPq destaca que a substituição de contratos formais por relações precárias compromete não apenas a renda, mas também a saúde e a estabilidade dos trabalhadores.

O documento também chama atenção para o aumento da violência contra as mulheres, com destaque para feminicídios e diferentes formas de agressão, incluindo violência econômica e digital. Para o sindicato, esse quadro exige políticas públicas efetivas e integradas, capazes de enfrentar as desigualdades estruturais que atingem, de forma mais intensa, mulheres negras, periféricas e trabalhadoras.

No campo do racismo, a CNBB reconhece a existência de uma dívida histórica no país. O SINTPq reforça que o combate ao racismo deve estar articulado à garantia de direitos no mundo do trabalho, com políticas que assegurem acesso, permanência e valorização da população negra.

Diante desse cenário, o SINTPq avalia que há um processo de aprofundamento das desigualdades sociais e trabalhistas. O sindicato reafirma que a organização coletiva, a atuação sindical e a mobilização da classe trabalhadora são fundamentais para enfrentar a precarização, garantir direitos e construir respostas estruturais.