SINTPq repudia escalada militar dos EUA e Israel no Irã após mortes de ao menos 176 crianças em ataque a escola
SINTPq manifesta profunda solidariedade à população civil do Irã e repudia a ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel que vem causando elevado número de vítimas

Foto: ALI NAJAFI / ISNA / AFP
O Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SINTPq) manifesta solidariedade à população civil do Irã e repudia a ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel que vem causando elevado número de vítimas civis, entre elas dezenas de crianças. Segundo relatório divulgado pela Human Rights Activists News Agency (Hrana), agência de notícias voltada à cobertura de direitos humanos no Irã e vinculada à organização Human Rights Activists in Iran (HRAI), ao menos 176 crianças morreram no contexto dos ataques aéreos registrados nas últimas semanas. Parte das vítimas estava em uma escola primária feminina na cidade de Minab, no sul do país, atingida durante a ofensiva.
De acordo com a Hrana, os números seguem em atualização e incluem vítimas civis em diferentes regiões do Irã. A agência, que monitora violações de direitos humanos no país, aponta que a destruição de estruturas civis, como unidades escolares, representa grave violação ao direito internacional humanitário, que prevê a proteção de populações não combatentes em situações de conflito armado.
Para o presidente do SINTPq, José Paulo Porsani, a ofensiva militar contra o Irã confirma um padrão de atuação que precisa ser denunciado. “É preciso criticar o imperialismo de forma clara. Vemos uma sequência de ações que não são isoladas: a imposição de tarifas econômicas a diversos países, inclusive ao Brasil; intervenções políticas na América Latina, como o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro; o genocídio de civis em Gaza; e agora a abertura de uma nova frente de guerra. O imperialismo mostra suas garras justamente quando sua economia se fragiliza e quando começa a perder espaço na disputa tecnológica global”, afirma. Segundo ele, a escalada militar evidencia que a lógica de dominação geopolítica continua sendo sustentada pelo uso da força, com impactos diretos sobre populações civis e trabalhadores.
O sindicato avalia que conflitos armados desviam recursos que deveriam ser destinados a políticas públicas sociais, aprofundam crises humanitárias e ampliam desigualdades. O SINTPq se soma às manifestações internacionais que defendem cessar-fogo imediato, respeito à soberania dos povos e proteção integral da população civil, reafirmando que a defesa da vida, da paz e dos direitos humanos integra a luta histórica da classe trabalhadora.
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