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Governo corta mais 2.274 bolsas de pesquisa

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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (Capes) anunciou na terça-feira (4) o corte de mais 2.724 bolsas de pós-graduação. Somadas a outras 3.474 já bloqueadas pelo governo Bolsonaro (PSL), em maio, os bloqueios atingem 6.198 bolsas de pesquisa. Com essa medida, o congelamento de recursos na Capes superou a marca dos R$ 300 milhões.

As 2.724 bolsas serão congeladas a partir de junho de 2019, e o critério utilizado pela Capes foi o de avaliação. Elas atingem programas de pós-graduação com nota 3 em duas avaliações consecutivas ou que caíram de 4 para 3 pontos no último ciclo de avaliações – em uma escala de 1 a 7. Nesta terça, foram impactados 330 cursos.

No mês passado, a Capes já havia anunciado o corte de 3.474 bolsas – depois da repercussão negativa e da pressão nas ruas, 1.200 foram reabertas em cursos com conceitos 6 e 7. Na ocasião, porém, Anderson Ribeiro Correa, presidente da Capes, anunciou que um segundo corte poderia ser feito ainda neste semestre.

Dos pesquisadores que serão prejudicados com os cortes mais recentes, 2.331 cursam mestrado, 335 estão no doutorado e 58 são pós-doutorandos. A partir de junho, eles perderão as bolsas, que não poderão ser repassadas a outros estudantes.

por Portal Brasil de Fato

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7 motivos para apoiar a Greve Geral de 14/06

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A mobilização que acontece dia 14 de junho é uma convocação ao cidadão brasileiro para lutar pela manutenção dos seus direitos, adquiridos com muito esforço ao longo dos anos e que serão aniquilados se a sociedade não reagir. Listamos os principais motivos para apoiar o movimento:

1- Fim da seguridade social

A Greve Geral é um coletivo de categorias contra esta proposta de reforma da previdência, que favorece privilégios em detrimento de direitos do cidadão. Uma reforma deve nascer para melhorar uma condição, não ser uma destruição do sistema de seguridade social.

A reforma não ataca somente os aposentados como também outros beneficiários, por exemplo, viúvas, órfãos, doentes e acidentados; além de acabar de vez com a aposentadoria por invalidez. Outro fator é o fim da aposentadoria por tempo de contribuição e o aumento da idade mínima, o cidadão terá que trabalhar mais e sequer receberá um valor digno.

2 - Capitalização da Previdência

A transição para o regime de capitalização tende a custar cerca de 1 trilhão aos cofres públicos.  A ideia de economia e austeridade pública vendida pelo governo é falaciosa. Não podemos deixar que mais gastos sejam promovidos para satisfazer um neoliberalismo desenfreado.

O Chile, que realizou essa mudança nos anos 1980, é um exemplo de como o regime de capitalização é insustentável. Hoje, 90% dos aposentados chilenos recebem metade de um salário mínimo e o governo precisa aportar recursos no sistema para a garantir condições dignas aos idosos.

3 - Contra os cortes

A luta em defesa do sistema público de educação e pela ciência nacional não pode parar, e a Greve Geral é mais um capítulo de mobilização contra cortes que afetam profundamente a educação, saúde, produção científica e tecnológica.

Em março o MCTIC perdeu 41,9% dos seus recursos. De uma só vez, o Governo Federal ameaça o presente e o futuro da ciência brasileira, cortando recursos dos atuais pesquisadores e comprometendo a formação dos futuros trabalhadores da ciência.

4 - Contra o ataque aos sindicatos

Os sindicatos são os responsáveis pela manutenção e elevação dos índices salarias no agregado. Sem os sindicatos o trabalhador não terá como se defender sozinho da inevitável onda de precarização, pressionada pela política neoliberalizante. A reforma trabalhista, a MP n. 873, o pacote de maldades do ministério da justiça para repressão de manifestações são medidas que visam agredir os interesses dos trabalhadores.

5 - Precarização do trabalho

O atual governo a cada dia precariza mais as condições de trabalho. A proposta de redução de 90% das NR’s, normas que garantem a segurança nos ambientes laborais, é uma afronta ao trabalhador que corre riscos para sustentar sua família.

6 - Por uma política de pleno emprego

Atualmente, 12,7 milhões de pessoas estão desempregadas em todo o país. Ao invés de atacar a febre, o governo reclama do termômetro (IBGE). A mobilização é um ato que busca propostas que, de fato, contribuam para aquecer a economia e gerar emprego.

7 - Pela soberania nacional

O desmonte de estatais promovido pela privatização de importantes empresas para o desenvolvimento do país vai na contramão do princípio de soberania, alicerce de nossa constituição.

O SINTPq apoia a Greve Geral e convida todos os trabalhadores que atuam em pesquisa, ciência, tecnologia e inovação a apoiarem o movimento no dia 14 de junho, participando das manifestações, conversando com seus colegas e fortalecendo as ações nas redes sociais.

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Dissídio Amazul 2019: Desembargadora apresenta proposta de conciliação

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A audiência de conciliação entre SINTPq e Amazul, referente ao dissídio coletivo 2019, foi encerrada no final da tarde de ontem, dia 5. Durante a reunião, sindicato e empresa apresentaram seus respectivos argumentos perante a desembargadora e relatora Ivani Contini Bramante.

Após ouvir ambas as partes, a desembargadora apresentou a seguinte proposta de conciliação:

  • • Reajuste salarial de 2,5% a partir da data-base;
  • • Reajuste das demais cláusulas econômicas em 2,5% sem retroatividade à data-base, a partir de junho/2019;
  • • Cesta-alimentação no valor de R$ 600,00;
  • • Manutenção das cláusulas sociais preexistentes, na forma como vem sendo praticada atualmente;
  • • Pagamento dos dias parados, uma vez que trata de greve de data-base.

A empresa terá 10 dias para informar se aceita ou recusa essa proposta de conciliação. Após esse período, o sindicato deverá ser comunicado da decisão e, havendo qualquer fato novo, convocar assembleia com os trabalhadores no mesmo prazo para deliberação da categoria.

É importante lembrar que os trabalhadores da Amazul, conforme deliberado na última assembleia, continuam em estado de greve e assembleia permanente.

Confira o Termo de Audiência na íntegra.

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