CPqD: Assembleia para deliberação sobre o fretado e Garantemed acontece no dia 17, segunda-feira, às 11h
s atraso de dois meses, a Fundação CPqD apresentou nesta terça-feira (11) ao SINTPq os estudos para ampliação das linhas de ônibus intermunicipais do fretado e da lista dos medicamentos do Garantemed. A empresa, no entanto, ao invés de avançar na promoção de melhores condições de trabalho para todos, apresentou um retrocesso no diálogo com o sindicato. Para deliberar sobre a questão, na próxima segunda-feira, dia 17, às 11h, será realizada uma assembleia com os trabalhadores no auditório do CPqD.
No caso do Garantemed, a empresa recebeu mais de 200 contribuições dos trabalhadores sobre melhorias a serem feitas, que incluiam 94 novos princípios ativos, 46 novos medicamentos de marcas de uso contínuo e 50 novos procedimentos de receitas médicas. A contraproposta do CPqD é que somente os funcionários arcassem com o custo no incremento do benefício. Assim, o valor do novo memento ficaria em R$ 47 por usuário e o valor pago pelo funcionário passaria de R$ 5,78 para R$ 23,78, sendo que das 200 sugestões enviadas, 95% foram acatadas.
A empresa afirmou em reunião não ter atualmente caixa para aumentar o benefício aos funcionários, apesar de que o incremento mensal do custo representa apenas R$ 19 mil, sendo que o CPqD registrou superávit em suas contas em 2012.
Para o SINTPq, uma instituição do porte do CPqD negar aos seus funcionários um gasto mensal de R$ 19 mil por "falta de caixa" beira a total falta de planejamento e o desinteresse em promover o bem estar social de seus funcionários.
Quanto a ampliação das linhas do fretado, a justificativa da empresa foi a mesma: situação financeira inviável. Ainda assim, o CPqD se comprometeu com o sindicato a iniciar o cadastramento dos usuários e estudar de forma concreta o desembolso necessário e quando o benefício estaria disponível, pois entende que essa é uma reivindicação antiga dos funcionários. O custo para implantação de cada nova linha para o CPqD gira em torno de R$ 10 mil ao mês.
O sindicato entende que a postura do CPqD, de postergar os benefícios, não é a ideal para uma empresa que se postula como "uma das melhores para se trabalhar" e salienta que o conservadorismo dos cargos diretivos em não atender uma simples reivindicação, como o fretado, é clara mensagem de que o capital humano da instituição não é a atual prioridade.
Apesar das discordancias do SINTPq com a Fundação CPqD, a decisão de aceitar ou não as mudanças no Garantemed com um custo maior cabe aos funcionários da empresa. Por isso, é de extrema importância a presença dos trabalhadores na assembleia da próxima segunda-feira.
Confira a íntegra do estudo sobre o auxílio medicamento e transporte fretado feito pelo CPqD
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