SINTPq se posiciona sobre o Plano de Cargos, Remuneração e Carreiras da Amazul
Sindicato reconhece avanços, aponta exclusões e cobra medidas compensatórias.

O Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SINTPq) informa que a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul) encerrou o processo de elaboração do Plano de Cargos, Remuneração e Carreiras (PCRC), não sendo possível realizar alterações no texto aprovado. A informação foi confirmada pela empresa ao sindicato.
O SINTPq avalia que o PCRC representa um avanço ao formalizar critérios de cargos, remuneração e progressão. No entanto, o sindicato critica a exclusão de segmentos específicos dos trabalhadores do novo plano e os impactos diferenciados para determinadas funções. O sindicato também se propôs a participar da construção das normas de procedimento relacionadas ao PCRC, especialmente no que se refere aos processos de avaliação. O SINTPq defende que esses critérios precisam ser debatidos com os trabalhadores e trabalhadoras.
Durante a campanha salarial, o sindicato reivindicou a inclusão da representação da categoria na comissão de avaliação já existente, o que não foi incorporado. Atualmente, essa comissão não contempla a participação dos trabalhadores.
Mesmo sem abertura de negociação para alteração do plano, o SINTPq seguirá garantindo um canal permanente de diálogo com a categoria. As trabalhadoras e os trabalhadores poderão encaminhar contribuições e avaliações sobre os processos de avaliação e normas de procedimento ao sindicato, através do e-mail campanhasalarial@sintpq.org.br, para sistematização e encaminhamento à empresa. Entre os principais apontamentos estão a situação dos 57 trabalhadores auxiliares que não poderão migrar para o novo PCRC.
Para o sindicato, essa exclusão configura desvalorização profissional. O SINTPq cobra da empresa a apresentação de uma medida compensatória, uma vez que a Amazul afirma não ser possível alterar o plano.
Outro ponto sensível envolve os trabalhadores turnistas e aqueles que recebem Gratificação de Operação (GO). A Amazul informou ao sindicato que o fim dessa GO prevista no novo PCRC, geraria redução salarial para 21 trabalhadores. Para evitar esse impacto, a empresa afirma existir uma norma técnica que garante a complementação salarial, assegurando que não haverá redução de vencimentos para quem optar pelo novo plano.
Apesar da garantia, o SINTPq alerta que os turnistas e trabalhadores que atuam diretamente nas áreas de risco, que no PCRC de 2014 tinham adicionais assegurados, serão os menos beneficiados no novo plano, com menor acréscimo salarial. O sindicato considera essas áreas estratégicas e cobra reconhecimento adequado.
Diante desse cenário, o SINTPq informa que estuda questionar juridicamente pontos do PCRC que possam gerar prejuízos ou tratamento desigual. O sindicato seguirá acompanhando a implementação do plano e atuando na defesa dos direitos e da valorização dos trabalhadores da Amazul.
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